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Archive for Maio, 2008

Trabalho de Ian Potts

Novembro 6,2007

 

Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.” Romanos 10:14-15

 

A fé vem em ouvir e por ouvir a palavra de Deus. É por ouvir a palavra de Deus, o Evangelho de Cristo que os homens são salvos dos seus pecados, tal como Paulo declarou no princípio do seu epistolo para Romanos: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê;“.

 

Certamente que o Evangelho de Cristo contêm o poder de Deus para a salvação. Porque salva. Trás o conhecimento do Salvador para os ouvidos de pecadores, que quando despertados pelo Espírito Santo da morte e dos seus estados depravados são lhes dados olhos para ver e ouvidos para ouvir. Tendo recebido por Deus o dom da fé, eles são então liberados a acreditar naquela palavra para salvação.

 

 

Enviados para anunciar        

 

Mas qual é a palavra que tem de ser ouvida – “e como crerão naquele de quem não ouviram?

 

E para ser ouvida tem que ser pregada – “e como ouvirão, se não há quem pregue?”

 

E como pregarão, se não forem enviados?

 

Então teremos de perguntar quem são estes pregadores que são enviados? O que é pregar o Evangelho? São todos os crentes chamados para pregar o Evangelho? Será que há um específico chamamento especial para uns e não a todos? 

 

Certamente vemos que as escrituras ensinam que todos os crentes são ministros. Todos Cristãos são chamados a dar testemunho do trabalho de Deus e de se edificarem uns aos outros no corpo de Cristo. Neste senso cada membro do corpo ministra o corpo em geral. Existe um lugar para todos na igreja de Deus quando se juntam podendo assim edificarem-se de acordo com a liderança do Senhor pelas várias ofertas espirituais de cada um (leia 1Coríntios 12). Um pode trazer um salmo um outro pode liderar em reza um outro em leitura um outro pode oferecer uma palavra de exortação e um outro pode dar uma breve mensagem de devoção. Todos estes exemplos de edificação têm o seu lugar na igreja na sua própria ordem.

 

De qualquer forma, as escrituras são bem claras que nem todos são chamados para serem apóstolos ou profetas nem todos são professores (1Coríntios 12:29). Existe na igreja alguns que são chamados especificamente para o trabalho do ministério, aqueles que são enviados para pregar o Evangelho tendo recebido um chamamento especial para que a igreja seja edificada e fortalecida por entregar aquilo que o Senhor lhes deu primeiro – aqueles que são chamados para se devotarem ao trabalho do ministério são oferecidos para a igreja como ofertas de Deus para a edificação de outros na fé. Tais ofertas são enviadas por Deus para a Sua igreja. Como Paulo nos informa em Romanos 10: “E como pregarão, se não forem enviados

 

Enviado por Deus para pregar          

 

Então para se poder pregar o Evangelho um terá que ser enviado. Mas enviado por quem? Pela vontade do homem? – Pela igreja?

 

Não.

O chamamento para pregar vem de Deus e somente por Deus. Este chamamento pode ser reconhecido por outros membros da igreja mas de qualquer forma o chamamento vem directamente de Deus para aqueles que Ele envia para pregar. As escrituras fornecem abundantes exemplos deste facto. Pelo Antigo Testamento nós podemos ler sobre vários profetas e cada um deles tem um particular chamamento de Deus. Deus encontra-se com o homem e o envia com a Sua palavra e este sempre sendo guiado por Deus.

Vejamos vários exemplos deste facto: Moisés Êxodo3, Samuel 1 e 3, Jeremias 1. O Senhor apareceu-lhes e os enviou com a Sua palavra.

 

Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.Jeremias 1:4-5 

 

Da mesma forma com o Antigo vemos agora no Novo Testamento uma similar semelhança com aqueles que Deus chama e envia para pregar a Sua palavra. Jesus chamou os Seus discípulos pelos seus nomes para o seguirem e os enviou para pregar o Evangelho (leia o este exemplo em Marcos 16:15 e Lucas 10). No caso de Saulo de Tarsos um que não foi chamado por Jesus durante o tempo em que Jesus se apresentava na terra, recebeu um específico chamamento de Cristo para pregar tendo sido visitado por uma visão no caminho para Damasco por uma luz e voz vinda dos altos, a voz do Senhor Jesus Cristo que especificamente o chamou para o trabalho do ministério. Como podemos ler em Atos 26:13-19  

 

Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava, e em língua hebraica dizia:

 

Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.

 

E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;

 

 

Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.

 

Por isso, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial.

 

Podemos ver claramente nos exemplos em ambos, Antigo e Novo testamento do chamamento directo e o enviou de homens para pregar o Evangelho. Em ambos os casos se ouve a voz do Senhor e ambos foram enviados com uma tarefa específica.

 

Mas podem nos perguntar se não serão estas experiencia únicas para os profetas e apóstolos?

 

De facto sim! é verdade que o ministério dos profetas e apóstolos no Antigo Testamento era único para essa época. Ambos ofícios por vezes recebiam a palavra do Senhor através de uma directa revelação do Senhor mas isto enquanto as escrituras se encontravam incompletas. Eles tinham uma ligação directa com Deus ouviam a Sua voz de forma auditiva com visões e sonhos. Os discípulos do Senhor viveram num tempo em que tiveram o privilégio de ver o Filho de Deus incarnado enquanto andou neste mundo. Experiencias não só únicas para eles como especial para a época.

 

De qualquer forma o principal preceito marcado para estes homens para irem pregar ainda se mantém até o final dos tempos. O principal tema de Romanos 10, “E como pregarão, se não forem enviados?” era tão verdadeiro nesse tempo como nos nossos tempos. Deus ainda chama e envia homens para o seu ministério. Homens enviados para pregar o Evangelho. Homens ensinados por Deus. Homens que são preparados por Deus para esse mesmo trabalho. Homem como o Timóteo apesar de não se julgar como apóstolo o era pela ordem de Deus. Da mesma forma Paulo o seu pai espiritual, ele também foi salvo pelo mesmo Evangelho e pelo mesmo Salvador e enviado para pregar a mesma verdade. O exemplo de Timóteo e o que lhe foi comandado ainda se mantém nas Santas Escrituras como sendo um precedente para todos aqueles que se seguem e que se consideram chamados por Deus para o mesmo ministério. Porque o Evangelho de Cristo continuara a ser proclamado pelos tempos até que o último do Seu rebanho se tenha junto e o Senhor volte novamente para os juntar a todos e colher para a eternidade que há-de vir. Até esse grande dia o Senhor continua a alimentar o Seu rebanho e o faz pelos homens que envia para a pregação do Evangelho.

 

Mas o que é o chamamento para pregar? Como é que Deus chama homens para o ministério nos dias de hoje?

 

Apesar dos exemplos dos profetas e apóstolos ser único e apesar de não haver nos dias de hoje sinais ou uma aparência directa de Deus para os servos, Deus ainda chama os Seus servos para o Seu trabalho, Deus ainda fala para eles e eles saberão que foram enviados por Deus. A palavra de Deus pode vir por numa pequena voz e ele que é enviado pode sentir dúvidas por algum tempo sobre esse mesmo chamamento mas esses que são verdadeiramente chamados para pregar irão ouvir a voz do Senhor directamente. Ele saberá qual é a vontade do Senhor sobre o assunto e lhe será clarificado que o seu chamamento é na realidade de Deus e não fantasia humana.

Eu acredito que o chamamento de Deus para o ministério é preciso e quando um homem é chamado ele o saberá. Ele saberá que Deus o chamou e por último ele terá poucas ou nenhumas dúvidas sobre o assunto. O seu chamamento será mais do que um simples desejo de pregar ou uma simples convicção que deveria pregar por causa de necessidade. O chamamento é exacto, preciso – o homem chamado por Deus sabe que foi Deus que o chamou para pregar e ele terá de o fazer. Ele se sente obrigado á o fazer – o amor de Cristo lhe reter. Esse homem se pode sentir inseguro se na realidade foi chamado durante algum tempo mas quando ele for chamado ele o saberá.

 

William Huntington escreveu sobre este chamamento para pregar o Evangelho e este trabalho é uma grande ajuda para se poder compreender claramente o que ser chamado para pregar. Ele não escreveu somente sobre o que é ser chamado mas como também o que não é um chamamento. Então da mesma forma eu gostaria de providenciar alguns pontos de referência sobre esta mesma matéria. O que não se representa como um chamar para pregar (apesar algumas das coisas que irei referir pode bem ser parte de um exercício espiritual que pode seguir com ao chamamento).

 

  • 1. Reconhecer a necessidade que o Evangelho seja pregado.

 

Mas que grande necessidade que nos dias de hoje o Evangelho seja pregado. Mas apesar de se sentir este ardor e sobre o estado da igreja em si não é o chamamento para pregar.

 

  • 2. Sentir e concordar que poderíamos fazer um melhor trabalho do que aquele que vemos em alguns pastores.

 

Infelizmente nos dias de hoje vemos claramente que muitos que se julgam chamados não foram nem deveriam de lá estar. Muitos homens enviaram-se si mesmos para o ministério que demonstra que nunca forma chamados por Deus – sem vocação nem dom de Deus para esse propósito. As escrituras falam deles como sendo ‘falsos pastores’ ‘lobos em peles de ovelhas’. Aqueles que realmente trazem ofertas para o povo de Deus reconhecem este facto e vêem que muitos que se julgam pastores guiam muitos para a perdição enquanto fazem títulos para si mesmos – com o pretexto de fazer prestar serviço ao Senhor.

Apesar de reconhecer estes factos podendo ver os erros destes homens; conhecendo o verdadeiro Evangelho melhor que muitos outros; sentindo que poderiam fazer um melhor trabalho que poderiam pregar o Evangelho de uma forma mais clara e mais correcta; todos estes sentimentos podem ser verdadeiros e um facto real mas não deixa de ser verdadeiro também que em si não significa que foi chamado por Deus para pregar.

 

 

 

 

 

  • 3. Querendo fazer algo para o Senhor ou ser usado pelo Senhor no Seu serviço.

 

Este sentimento pode ser uma grande armadilha do qual muitos homens caiem. Muitos crentes especialmente os mais jovens sentem uma grande vontade e zelo pelas coisa do Senhor. Eles sentem um grande desejo em servir o Senhor e fazer que a Sua palavra seja conhecida – por vezes com motivos genuínos – querem ser úteis no serviço de Deus e por isto sentem-se atraídos para o serviço de ministros. Mas apesar destes sentimentos, não importa o quanto são benéficos não representa em si um verdadeiro chamamento de Deus para pregar.  

 

  • 4. Insatisfação pelo corrente emprego / situação e sentimento que sendo pastor poderia dar mais gloria a Deus.

 

Este é um outro perigo. Um pode sentir-se atraído para ser pastor em certa forma. A tarefa em mão parece-se mais atraente que permanecer no corrente emprego. Alguns jovens começando as suas vidas esquivam deliberadamente um emprego no mundo secular em favor de uma tarefa espiritual neste caso pregar. Outros homens mais maduros podem sentir um certo cansaço com as correntes ocupações e então consideram o trabalho do ministério como sendo algo mais prestigiado do que faziam anteriormente. Porem estes casos deve de ser guardado com cautela pois eles não representam em si o chamamento de Deus para pregar. Mais vezes do que não quando Deus chama um homem para pregar ele é chamado para oferecer um sacrifício – chamado para abandonar algo; não um fatigante ou insatisfatório emprego mas sim abandonar aquilo que é mais atraente a carne – aquilo que paga bem ou tenha prestígio e conforto. Tal como Moisés quando ele abandonou os tesouros de Egipto porque ele estimava mais o repreender de Cristo do que riquezas (Hebreus 11:25-26), os servos de Deus são chamados para sofrer aflições juntamente com povo de Deus. Aqueles que verdadeiramente são chamados por Deus para pregar saberão o que é sofrer perseguições, o que é ser rejeitado, pobreza e o mais duro de todas – solidão. Mas eles também saberão o que é sentir alegria e consolação no Senhor. Pois no Senhor há imensas riquezas eternas para serem descobertas em Cristo e no Seu Evangelho.

 

  • 5. Pressão vinda de outros / visto que em certas igrejas existe uma grande falta de homens oferecendo-se e querendo entrar para o serviço do ministério criam uma certa pressão.

 

Nestes dias em que há poucos os que parecem ser chamados para o serviço do ministério pode haver uma grande pressão colocada sobre os homens para que eles possam considerar a possibilidade de seguirem para o ministério. Muitos do que vêem a necessidade de ter mais evangelistas viram-se para os mais jovens das suas assembleias com a esperança que eles queiram servir o Senhor desta forma. Isto representa uma grande pressão sobre muitos. Contudo apesar de sentir esta pressão; vendo e reconhecendo esta a grande necessidade não quer de forma alguma representar o que se qualifica como um chamar divino de Deus para o serviço de pastor. Temos de ter uma certa sensibilidade em não colocar pressão sobre outros ou em nós mesmos para este serviço.

 

Todavia existe alguns pontos do qual juntamente pode formar uma parte do que se qualifica o chamar para o serviço mas em si estes pontos não representam o chamar e por essa mesma razão temos de ter grande cautela afim de poder distinguir quais são as expressões que sentimos nos nossos corações que pertencem a Deus e as que não são. Muitas coisas podem parecer um chamar de Deus para o serviço mas não são. Saber o que é um chamamento para pregar pode-se provar mais difícil de definir do que se espera. Em similar forma com o conhecimento da vontade do Senhor para outros aspectos das nossas vidas diárias mas obviamente como falamos de um chamamento que por natureza é de maior reverência teremos então de ter mais veracidade sobre o que sentimos. Eu pessoalmente acredito que o homem que é chamado por Deus para o serviço em várias formas tem esta certeza em si – forma em que o Senhor lhe revelou a Sua vontade sobre esta disposição.

 

Por exemplo; varias passagens na bíblia quando lidas sobressaem-se de uma forma mais poderosa e convicta na sua realidade ‘não só porque ele as procura porque já existia uma vontade de pregar’ mas sim quando ele não as procura. Tendo essas passagens como se lhe saltam a vista e lhe tocam no coração tendo este sentimento constantemente magoando o seu coração. Quando lê a bíblia diariamente ó até mesmo quando se encontra em culto na assembleia dos santos do Senhor e através da providencia do Senhor na sua vida. Por isto quer eu disser: várias ocasiões na sua vida diária mostrando a vontade do Senhor para que ele venha a pregar o Evangelho mas de uma forma concreta e não baseadas por aquilo que os homens chamam de coincidências.

 

Coisas das quais eu me refiro são como por exemplo; a leitura de uma passagem na bíblia em culto por exemplo e a passagem refere-se ao serviço do ministério, depois na seguinte semana lhe pertence novamente ler a bíblia na assembleia e novamente a passagem refere-se ao serviço do ministério. Quando estas coisas continuam a acontecer varias vezes esse homem saberá e sentira que o Senhor lhe quer dizer algo. Eu ouvi um pastor dizer algo sobre pregar que eu julgo ter sido um bom conselho. O pastor disse – ‘se um homem sente que o Senhor o esta a chamar para pregar ele deve resistir enquanto pode até não poder resistir mais’. Este conselho me pareceu como um bom conselho – se o Senhor quer mesmo que seja pastor para pregador do Evangelho muito que o homem resista por fim o Senhor levara a cabo o Seu propósito. Esse homem que o Senhor fizer sentir que lhe chama sem dúvidas que ele sentira um enorme peso no seu coração. Ele pensara constantemente sobre o assunto de pregar. O homem pode tentar escapar os seus mesmos pensamentos ao se deve ou não pregar mas estes lhe voltam sempre a superfície da sua consciência. Porque Senhor continua a lhe mostrar a Sua vontade em passagens nas suas leituras diárias. O seu coração se encherá de compaixão pelo rebanho do Senhor um desejo que eles sejam alimentados e que Cristo seja exaltado tanto no culto como nos corações do Seu povo. Esse homem irá descobrir que a providência na sua vida diária aponta para esse fim e que o Senhor lhe colocou estacas no seu caminho apontando continuamente a direcção. O homem pode sentir uma falte de dignidade e habilidade para fazer este trabalho mesmo assim o Senhor continuara a lhe mostrar ‘Este é o caminho, andai nele’.

 

Ele irá várias vezes queixar-se por ter falta de força mas o Senhor lhe assegura dizendo que o Senhor tem toda a força que ele necessita. Ele pode queixar-se da sua ignorância porém o Senhor lhe ensinara e lhe será o suficiente para ele. Por fim ele terá a suas dúvidas derrubadas as suas objecções respondidas e por último ele sentira que o amor de Cristo lhe retém – nada pode fazer se não pregar o Evangelho de Cristo.

 

Contudo sempre haverá perigos no seu caminho. Satanás faz tudo quanto pode para causar confusão por isso ele adora mandar homens para o serviço do ministério que não receberam o chamamento pelo Senhor. Algumas das coisas que temos de ter cautela são:

 

  • 1. Orgulho.

 

Este é um dos sintomas que afecta muitos pastores. Com certeza quando um homem observa quantos falsos pastores andam pelo mundo esse homem pensa “como eu desejo ser um pastor e mostrar como eles são falsos, etc.” E assim facilmente é levado pelo seu orgulho. Ser pastor é um chamamento de grande reverência e importância. Em ser visto por muitos em publico. Mas temos de ter o cuidado em procurar a aprovação que vem de Deus e não o aplauso do mundo. Se o mundo aprova um homem o mais provável é de Deus não aprovar esse aplauso nem o homem que recebeu o aplauso. Paulo era perseguido pela ofensa que causava aos homens da sua época pois ele pregava a cruz de Cristo o que ofende muitos. Aqueles que são chamados para pregar não procuram a sua própria glória mas sim a glória de Deus não procuram agradar as suas honras mas sim a honra daquele que os salvou – Jesus Cristo.

                                

  • 2. O aplauso que vem dos homens e o receio de os não agradar.

 

Esta é uma outra armadilha e uma fácil de cair. Procurar o aplauso que vem dos homens e ter receio de se rejeitado por eles. Existem muitos que apregoam de forma agradável ao homem do qual atrai grande aprovação mas não é nada mais do que receber honra dos homens. Mas aqueles que são enviados por Deus para apregoar fazem-no para a honra e para a glória de Deus, proclamando a mensagem que Deus lhes colocou no coração – não importando-se daquilo que os homens possam vir a dizer. Temer o que os homens possam vir a disser é uma grande pedra de tropeço para muitos mas para aqueles que Deus envia com a Sua palavra, esses apregoam a palavra soberbamente e com grande sinceridade. A mensagem de Deus não é agradável ao homem carnal nem pode ser porque ele a haja loucura mas aquilo que o homem conta como loucura Deus chama sabedoria – o poder de Deus para a salvação (1Coríntios 1).

 

  • 3. Enviarmos a nós mesmos ou resolver pela força da carne.

 

Assim que um homem sente uma certa inclinação para apregoar lhe é fácil pensar que foi enviado para este mesmo fim ou não e começa a procurar certas passagens nas escriturar a fim de poder confirmar esta mesma vontade. Por vezes o faz sem que Deus lhe mostre essas passagens ó que lhe abra as portas para esse fim de qualquer forma assim corre tentando por si mesmo abrir aquilo que Deus não abriu.

 

Se nós lêssemos os testemunhos de pastores que foram grandiosamente usados por Deus no passado poderíamos aprender muitas coisas sobre as relações e atitudes entre Deus e os homens por Deus chamados. A última coisa que esses homens usados por Deus no passado queriam para as suas vidas era apregoar a mensagem de Deus e eu penso que isso e um bom caminho – não querer apregoar mas sentir que Deus o chama para esse mesmo fim. Ai então saberá que é a vontade do Senhor e não a nossa.

               

Por último se Deus chama um homem para apregoar esse o saberá quando isso acontecer. Ele será levado a uma profunda certeza interior tanto no coração como na mente por obra do Senhor. A confirmação deste facto será por Deus abrindo portas que doutra forma não se abririam e assim efectuando a pregação do Evangelho de Cristo. Por muitas vezes isto acontece sem que o homem tenha dito algo ou revelado o seu desejo para outros mas sim por ser convidado a apregoar sem que acha manipulação por sua parte. Então quando esta porta se abre ele saberá que foi a vontade de Deus e não a sua vontade – que tudo foi obra do Senhor. O chamamento para anunciar o Evangelho em nome do Senhor é não só solene como também uma grande responsabilidade com um peso enorme. Eis que homem nenhum se deveria apressar em entrar para o serviço de pastor. Mas quando Deus envia um homem esse saberá que caminha pela vontade do Senhor, que foi Deus que o chamou e que Deus o ajudara. Pois a mensagem não lhe pertence mas sim pertence a Deus e o homem somente transmite como sendo um embaixador de Deus.

 

Enviado por Deus para anunciar o Evangelho        

 

Um homem tem que ser enviado mas tem de ser por Deus.

Mas o que é que ele anuncia?

Anuncia o Evangelho de Cristo.

Enquanto podemos dizer “é claro que é para anunciar o Evangelho!” em realidade este facto não se parece óbvio para muitos.

Muitos apregoam tudo e mais alguma coisa mas nunca o Evangelho. Apregoam conceitos murais sabedoria humana que mais parecem anedotas parecendo-se como sendo bons concelhos mas que no final não são nada mais que fabulas e filosofia extraídas do intelecto humano. Contentam-se em apregoar sacramentos e legalismo e infelizmente a lista não termina por aqui. Poucos são aqueles que realmente anunciam o Evangelho de Cristo da forma como se revela nas escrituras.

Muitos anunciam um outro Evangelho e um outro Jesus. Mas aqueles que são enviados por Deus, chamados por Deus anunciam O Evangelho; O único Evangelho; O Evangelho de Cristo. O facto é que podemos testar o homem que se julga enviado de Deus pelo aquilo que anuncia se realmente anuncia o Evangelho de Cristo pelo poder de Deus e através do Seu Espírito. – Leia 2Córintios 11

Mas qualquer enviado de Deus para anunciar o Evangelho o fará da forma como Paulo descreveu – “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1:16-17  

 

Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. … Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.1Córintios 1:17, 23-24 

 

O Evangelho que Paulo anunciou foi lhe ensinado por Deus. Paulo não foi enviado por homens mas sim foi enviado por Deus tal como o Evangelho que anunciou tendo sido recebido por Deus tal como ele se declara na carta para Gálatas 1:11-12 – “Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.”         

 

Todos aqueles que são enviados por Deus por Deus são ensinados. A palavra que eles trazem não é da autoria deles nem muito de homens mas sim de Deus. Quando Jeremias foi chamado por Deus este sentiu a sua pobreza e ignorância queixando-se para Deus “Então disse eu: Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.” (Jeremias 1:6) mas a resposta de Deus foi “Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. – Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o SENHOR.” (1:7-8)

 

Jeremias escreveu, “E estendeu o SENHOR a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca; Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.” (1:8-9)

 

Apregoar não é só saber as doutrinas do Evangelho correctamente e em ter o desejo de transmitir essas mesmas verdades a outros. Mas sim em ser o porta-voz de Deus. Anunciar aquilo que Deus quer que seja anunciado naquele particular momento através do Espírito. Isto requer humilhação e muito exercício da alma; muita oração perante Deus procurando aquilo que Deus deseja que seja anunciado das escrituras. Sermões não são construídos por extrair certas passagens de outros livros ou comentários de outros homens mas sim procurados no Senhor. O facto é este e não deixa de ser importante a sua ênfase – que o pastor ou anunciador é um porta-voz do Senhor e um embaixador de Deus aqui na terra, isto não pode ser stressado o suficiente especialmente nos dias de hoje. Por fim não é o homem que anuncia mas sim Deus. É Cristo que apregoa dos céus é Cristo que transmite a Sua mensagem para o Seu povo e não se retêm em usar simples homens a fim de realizar o Seu propósito (Hebreus 12:25).

 

Deus é soberano em todas as coisas especialmente na proclamação da Sua palavra. Deus é bem capaz de poder falar directamente para o espírito do homem através do Espírito Santo quando o homem lê as escrituras. Porém o facto permanece “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (1Córintios 1:21). 

Agradou a Deus enviar homens para o anunciar da Sua palavra. Mas apesar de ser os servos de Deus que falam aqui na terra isto não deixa de ser verdade que é Cristo que fala dos céus através deles pelo Espírito. É a palavra de Deus que é proclamada através do Espírito Santo e é colocada nos lábios desses homens que Deus enviou para este mundo proclamando a Sua palavra. Excepto um homem anuncie pela liderança do Espírito Santo as suas palavras não terão valar algum. Não é as palavras do homem que tem de ser divulgada mas sim a palavra de Deus e Aquele que foi enviado por Deus para anunciar é Cristo através do Seu Espírito. Quando Cristo anuncia a Sua palavra vem com poder. O anunciador ou pastor que apregoa no poder do Espírito Santo desaparece para que aqueles que ouvem a sua voz não se impressionem com a sua pessoa ou intelecto mas para que eles sintam que estão a ouvir o Senhor falando-lhes através dele. Ele deve de ser como uma janela para que a luz de Cristo brilhe através de si.

 

E eu penso que verdadeiros pastores enviados por Deus confessam que mais vezes do que desejam eles colocam-se de forma que abstraem o brilhar da luz de Cristo mas de qualquer forma quando o Espírito está presente ele sabe que tem liberdade em apregoar. Como na carta para Romanos 1:16-17 diz que o poder de Deus está no Evangelho. Não nas igrejas nem em pastores. Nem se declara no Espírito mas sim no Evangelho. De facto o poder do Espírito Santo não se manifesta em si mas sim no anunciar do Evangelho – O evangelho de Cristo.

O mesmo Evangelho do qual Paulo não se envergonhava pois é o poder de Deus para a salvação. Evangelho que ele não recebeu de homens nem por eles foi ensinado mas sim pela revelação de Jesus Cristo (Gálatas 1:12), como sendo um que foi chamado e enviado e preparado por Deus para esse ministério.

 

Enviado por Deus e preparado por Deus para anunciar o Evangelho     

 

Não só apregoadores do evangelho são enviados por Deus; não só lhes são ensinados o Evangelho por Deus como também são preparados para o trabalho desse ministério por Deus.

É Deus que equipa aqueles que envia com tudo que é necessário para a tarefa em vista. Homem nenhum por natureza se qualifica para o anunciar do Evangelho. Todos são pecadores, todos se têm perdido, todos são fracos na carne. Entretanto aqueles que Deus envia para anunciar o Evangelho são aqueles que Deus já tinha escolhido e elegido desde lá da eternidade passada. Aqueles que Deus salvou dos pecados, aqueles que justificou pelo trabalho de Cristo na cruz, aqueles que Deus acordou para a vida eterna pelo Seu Espírito, aqueles que Deus lhes deu fé para nela viverem, aqueles que Deus tem guiado no caminho correcto, aqueles a quem revelou o Seu Filho, aqueles que lhes garantiu graça, aqueles que os tentou na fornalha e os trouxe através de muitas aflições e tentações para Cristo. De tal qualidade são estes que Deus chama e envia com a Sua palavra.

 

Porquê?

 

Para que se veja que as suas qualidades para anunciar não são derivadas deles mesmos, nas sua próprias forças mas sim em Deus. Deus prepara esses homens para o trabalho do ministério para que toda a glória seja oferecida a Deus e não ao homem. A carne é mortificada e o trabalho de Deus é magnificado. O anunciar da cruz nos olhos do homem é loucura para não disser estupidez e aqueles que Deus envia são considerados como doidos pela sabedoria deste mundo. Como Paulo afirmou em 1Córintios 1:25-31…

 

Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.”

 

Deus chama aqueles que são nada em seus próprios olhos e nos olhos deste mundo para anunciar o Seu Evangelho. E tendo chamado esses homens é Deus que os prepara para tarefa em vista – porque o trabalho é todo do Senhor – para este fim: para que “Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.”

 

Nós podemos ver este mesmo facto no caso de Moisés, por exemplo: quando Deus chamou Moisés para o trabalho do Senhor ele protestou “Então disse Moisés ao SENHOR: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloqüente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.Êxodo 4:10-12.

 

Jeremias protestou da mesma forma como já vimos anteriormente. Jeremias protestou por ainda ser uma criança incapaz de realizar a tarefa que lhe tinha sido colocada. Mas Deus disse-lhe que iria estar sempre presente com ele e o livrava e que lhe colocaria as palavras na sua boca. Deus preparou tanto Moisés como Jeremias para o Seu trabalho. Toda eficácia e força foram encontradas em Deus e só em Deus.

E então sobre o apostolo Paulo? De certeza que ele continha muita habilidade na carne e força como nenhum outro para a tarefa de anunciar o Evangelho? Vejamos o que Paulo escreveu sobre a sua força: “Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.” Filipenses 3:4-6

Paulo tinha muito em que se orgulhar naturalmente. Ele era muito sabido, bem ensinado, bem instruído nas escrituras do Antigo Testamento; de facto um homem que Deus podia enviar para os seus irmãos segundo a carne (judeus) para lhes anunciar o Evangelho como Paulo sendo um Hebreu dos Hebreus, porém os caminhos dos homens não são os de Deus. Deus chamou Paulo para ser um apóstolo para os gentios e não para os Judeus. Muitos poderiam disser que foi um desperdício de tempo tendo Paulo todos aqueles anos de estudo no AT, treino que poderia ser muito reverente e uma grande vantagem em ir anunciar para os Judeus. Um bom ponto de partida! Mas Paulo teve de se submeter ao chamamento de Deus apesar daquilo que poderia pensar. Para os Gentios ele foi e como poderosamente foi usado por Deus nessa tarefa.

 

O que é que Paulo pensava das suas habilidades que possuía naturalmente?

 

Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,” Filipenses 3:7-8 

 

Paulo contava as suas habilidades naturais como resíduo não como ajuda no trabalho que Deus o colocou. Todo o trabalho tem de ser de Deus e não do homem e assim foi e assim será até o fim. Foi Deus que preparou Paulo para o serviço e não os seus amigos judeus ou a escola em Gamaliel mas sim Deus. Como Paulo dá testemunho desta mesma verdade na carta para Gálatas 1:15-24

Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue, Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco.

 

Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.

Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto. Depois fui para as partes da Síria e da Cilícia. E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em Cristo; Mas somente tinham ouvido dizer: Aquele que já nos perseguiu anuncia agora a fé que antes destruía.

 

E glorificavam a Deus a respeito de mim.”         

 

Nos casos de Moisés, Jeremias e Paulo foi Deus que preparou cada um deles para anunciar a Sua palavra. Eles eram homens que conheciam o Deus deles, homens que conheciam o Evangelho, homens que sabiam o que é a graça de Deus para a salvação e eram homens que conheciam intimamente o que é andar com Deus. Lhes foram ensinados o Evangelho. Foram ensinados na escola de Cristo, homens preparados por Deus para anunciar o Evangelho por terem sido trazidos pelo fogo, aflições através de testes e perseguições e contudo isto foram mantidos firmes pela força de Deus. Nunca pensaram nada de si mesmos mas tudo de Cristo a quem procuravam glorificar.

 

Tu tens que conhecer Cristo afim de poder anunciar Cristo,

 

Tu tens que experienciar graça para poder anunciar graça,

 

Tu tens que ser salvo pelo Evangelho para poder anunciar o Evangelho,

 

Tens que ser rebaixado para que posas elevar Cristo,

 

Tens que experimentar andar no caminho para poder dar conforto aos outros que nele caminham.        

 

Deus que envia os seus servos para anunciar o evangelho, da mesma forma os ensina e os prepara para o ministério do Evangelho. Este trabalho é todo da autoria de Deus. É o Evangelho de Cristo que Deus envia dando-lhe expediente e valimento pelo Aquele que fala lá dos céus que por sua vez é levado pelo Espírito Santo sendo colocado nos lábios daqueles que Deus escolheu para anunciar a Sua palavra para que pecadores quando ouvem a palavra a fé nasça pelo ouvir e para todos do qual Cristo deu a Sua vida venham a ouvir e chamem pelo Nome do Senhor para que sejam salvos. Como esta escrito…

 

Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.” Romanos 10:13-15

 

Ó que Deus se alegre em criar este tipo de homens nos dias de hoje – homens separados para o serviço de Deus chamados por Ele e por Ele enviados para anunciar o eterno Evangelho de paz. Homens chamados por Deus. Homens de fé como a de Paulo e como Paulo de não se envergonharem do Evangelho de Cristo pois nele se revela o poder de Deus para a salvação. Homens que estão preparados para gastar e serem gastos por Cristo e só para a Sua gloria.

 

E como pregarão, se não forem enviados

 

Amem.

 

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1:16-17

        

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Trabalho de Ian Potts

Novembro 6, 2007

 

Tradução feita por Luís Gomes

Como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?

 

Terá um que ouvir o Evangelho em ordem de poder entrar na salvação?

A resposta para esta pergunta é ‘sim’ um terá que ouvir o Evangelho sendo esta a regra geral. Esta resposta não é uma opinião minha porque aquilo que eu penso não importa. O que importa é o que a Palavra de Deus diz sobre este mesmo assunto – qualquer que seja a verdade que guardamos esta tem que ser baseada na Palavra de Deus. Pelas minhas leituras da bíblia, eu não só vejo e acredito neste facto como Deus repete em várias passagens esta mesma grande necessidade de ouvir o Evangelho. E por ouvir o apregoar do Evangelho de Deus na sua verdade que Deus por Sua vez se agrada em salvar pecadores. Umas pequenas referências retiradas da bíblia irão sem dúvida expor este mesmo facto sem que haja uma grande advertência da minha parte.

 

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.Romanos 1:16.

 

Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” 1 Coríntios 1:21

 

Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.1 Pedro 1:23,25

 

Aqui estão somente três versos entre outros que demonstram que o Evangelho é o poder de Deus para a salvação e que Deus se agrada pela loucura da pregação desse mesmo Evangelho afim de salvar aqueles que acreditam, nascidos novamente (regenerados pelo Espírito Santo) pela Palavra de Deus. Essa mesma palavra sendo apregoada para nós no Evangelho.

 

Com toda a certeza podemos afirmar que Deus é soberano e que por Sua vez faz tudo de acordo com a Sua mesma vontade. O poder de Deus não está obstruído afim que tenha que usar a pregação do Evangelho afim de poder salvar aqueles que ainda restam neste mundo – não, Deus poderia ter usado outra forma mas esta foi a forma que Lhe agradou e forma que escolheu para a realização do Seu trabalho. Deus poderia ter-se agradado em salvar pecadores somente pelo trabalho do Espírito efectuado no interior do pecador sem que houvesse a necessidade da pregação do Evangelho. Mas aquilo que Deus pode fazer e aquilo que Deus faz são duas coisas totalmente diferentes. O facto é este; as escrituras se repetem várias vezes indicando que Deus se agrada pela loucura da pregação para salvar aqueles que acreditam. É esta a forma e não há outra. Porquê? Porque assim Deus confunde o sábio, ou aquele que se julga sábio, em ter homens fracos e pobres falando e fazendo suar a Sua Palavra sagrada pelos seus lábios para a salvação de outros (veja 1Coríntios 1), porque foi desta forma que Deus se agradou em expor a verdade sobre a salvação levada ao fim e através do Senhor Jesus Cristo na Sua infinita sabedoria.

 

A verdade é que existe pessoas que reagem a esta verdade com uma certa ambiguidade desculpando-se que reagem sim mas com motivos bons e particularmente benéficos, (que por sua fez são infiéis a vontade de Deus). Estas mesmas pessoas reconhecendo que a salvação é inteiramente da autoria e obra de Deus que até que o homem nasça de novo pelo Espírito Santo ele se encontra morto em pecados e ofensas incapaz de compreender as verdades de Deus correctamente. Que o homem só pode acreditar no Evangelho quando Deus agarra esse homem e o regenera dando-lhe o dom da fé para que ele possa acreditar no Evangelho e em Cristo. É impossível ao homem no seu estado natural com a sua mente corrupta acreditar nas verdades reveladas pelo Evangelho de Deus, nem muito menos no Cristo que Deus enviou. Esse homem enquanto na sua natureza que herdou pelo seu pai Adão encontra-se fraco sem habilidade para se virar para Deus e sem fé para acreditar. Em vendo estas tremendas barreiras entre outras das quais agora não menciono que muitos chegaram a perversa conclusão que a pregação do Evangelho não é suficiente para salvar o pecador porque o homem em primeiro lugar necessita de ser regenerado pelo Espírito Santo antes que possa compreender e acreditar nesse mesmo Evangelho. Então eles afirmam que a regeneração (o novo nascimento) é um acto soberano de Deus sem que haja a necessidade de ouvir o Evangelho, e com o resulto do novo nascimento o homem recebe o dom da fé para que depois possa acreditar no Evangelho quando o ouve. Algumas destas pessoas dividiram a coisas em duas etapas da qual eles expressam a regeneração pelo Espírito (sem que a necessidade de ouvir o Evangelho, a palavra de Deus) e depois sim a (conversão pelo Evangelho) onde a pessoa já tendo sido regenerada ouve o Evangelho e acredita com a fé que receberá pelo Espírito na regeneração.

 

Agora vejamos:

Tudo isto parece-se um quanto plausível e é certamente baseado em alguma verdade, mas 1Coríntios 2:11-16 afirma que o homem natural (antes de nascer de novo) não consegue compreender coisas espirituais que até que ele nasça de novo pelo Espírito ele não pode compreender a verdade do Evangelho.  Algumas coisas podem fazer sentido para a mente e intelecto humano mas não correctamente. Mesmo isto sendo verdade e enquanto o homem não consegue acreditar no Evangelho até que Deus o regenere (fazendo nascer de novo pelo Espírito) porque naturalmente este não tem a fé (fé é uma oferta de Deus) de qualquer forma isto não altera o facto que Deus disse que é através da pregação do Evangelho que Ele se agrada em salvar o Seu povo. Romanos 10:13-17 aplica uma forte ênfase na necessidade na pregação do Evangelho e que a fé vem “ pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”. Para que se possa acreditar no Evangelho um tem que nascer de novo pelo poder soberano de Deus. Mas Deus se agrada em acordar e em regenerar pecadores para a vida debaixo ou tendo como resultado o ouvir da palavra de Deus pela pregação do Evangelho. É desta forma que Deus se agrada em trabalhar e este trabalho é inteiramente efectuado pela graça e misericórdia soberana de Deus mas também é verdade que o Espírito Santo escolhe trabalhar através da pregação do Evangelho pelos lábios dos homens que Ele chama e envia para o apregoar afim de acordar pecadores para a vida. Deus mostra soberanamente a Sua palavra como sendo a semente e quando Deus se agrada Ele causa essa semente a brotar e trazer fruto para a vida nos corações daqueles que Deus escolheu em Cristo.

 

 

A sequência de eventos é algo como isto: um pecador ouve um apregoador enviado por Deus a anunciar o Evangelho. No começo estando morto em ofensas e pecados o pecador não consegue verdadeiramente compreender o Evangelho – ele permanece morto. Ele pode até compreender alguns factos do evangelho na sua mente (na sua mente natural) mas na realidade estes permanecem como sendo simples factos um conhecimento natural. Ele nunca vem a ver Cristo através dom da fé, nem consegue ver como Cristo se manifesta no Seu poder e graça, nem sente a experiencia da vida eterna que existe em Cristo pela residência e ocupação do Espírito Santo no coração. Este pecador ouve somente a palavra do Evangelho na sua forma exterior, ele ouve vários factos e pode até vir a compreendê-los num certo degrau, (ele acredita mas com uma persuasão natural) como sendo correcto com o intelecto natural mas de qualquer forma o seu coração permanece-se inalterado continuando morto espiritualmente. E este estado de incredibilidade pode-se permanecer durante vários anos até ao dia da sua morte. Outros se não são os eleitos de Deus ficarão neste estado até o dia da morte. Algumas pessoas colocam-se debaixo da pregação do Evangelho pelas suas vidas fora mas nunca são salvas pelo ouvir do Evangelho. Porque não é o ouvir da Palavra no exterior que salva. É isto que é importante de se reconhecer, O Filho de Deus tem que nos falar no interior em ordem de nos acordar para a vida.

 

Para os eleitos de Deus há uma altura que foi escolhida através da soberania de Deus, através da pregação do Evangelho em que Deus se agrada em regenerar essa pessoa para a vida. Dando-lhe um coração novo e garantindo-lhes fé para acreditar na verdade que ouve. Nessa altura a palavra deixa de ser recebida na sua forma exterior e passam a ser recebidas no interior, palavras vindas do Espírito Santo cheias de vida e poder. Tendo sido alarmado pelo Evangelho para a verdade do dia do julgamento, tendo sido acordado para a condição que se apresenta; pecador perante Deus. Tendo sido convencido de pecado e justiça, agora, sendo nascido de novo pela Palavra de Deus (sendo transmitida pelo apregoador mas também pelo Espírito interiormente dentro do coração), esta criança eleita de Deus recebe fé e por essa fé ele vem a ver Cristo na Sua realidade no Evangelho e acredita em Cristo na verdade abraçando-o para a salvação para a libertação da ira que há-de vir. As palavras que antes ouvia no Evangelho eram recebidas como palavras mortas mas agora são recebidas no seu coração como palavras vivas o que era um mistério é lhe agora revelado, sendo nascido de novo sabe quem é Cristo, o poder de Deus como é revelado no Evangelho.

 

Pode agora ver e compreender a razão para todos aqueles que questionam a importância da pregação do Evangelho na salvação que de facto é correcto em reconhecer que a regeneração é um acto soberano do Espírito Santo de Deus e os que afirmam esta verdade estão correctos em reconhecer também que o Evangelho quando anunciado pelo homem pode permanecer como uma palavra morta, palavras simples que somente enchem a mente mas nunca entra no coração durante a vida. 

Como é errado separar aquilo que Deus uniu. É errado separar o novo nascimento pela obra soberana do Espírito de Deus quando este é efectuado pelo ouvir do Evangelho ou a palavra de Deus quando apregoada.

 

É errado reagir a erros como os dos evangelistas modernos quando eles colocam uma forte ênfase na habilidade do homem para acreditar pela sua suposta ‘livre-vontade’ e de uma natural habilidade para acreditar se não rejeitarmos também a ênfase em pregar o Evangelho para a salvação como se propusesse uma natural habilidade da parte do homem para acreditar. As escrituras ensinam repetidamente e em vários lugares que a salvação é inteiramente obra de Deus, mas que Deus usa a loucura da pregação do Evangelho para salvar aqueles que acreditam.

 

Quem são eles que acreditam?

São os eleitos de Deus escolhidos em Cristo antes de o mundo ter sido criado sendo por Cristo redimidos na cruz para serem soberanamente nascidos de novo pela providência do Espírito e Palavra de Deus, “Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.1Pedro 1:25. Deus usa a pregação do Evangelho para salvar o Seu povo. Mas nem todos que ouvem o Evangelho com o ouvir exterior serão salvos, pois por natureza estão mortos em ofensas e pecados, mesmo assim Deus se agrada em tomar essa palavra exterior que é apregoada por aqueles que Ele por Sua vez enviou para pregar e usa essa palavra falando no coração aqueles que Lhe pertencem pelo Seu Espírito Santo, acordando-os e garantir-lhes fé para que eles possam acreditar na palavra para a salvação das suas almas.

 

No livro de Ezequiel capítulo 37 nos lemos sobre a visão que ele recebeu a respeito do vale dos ossos e como Deus comandou Ezequiel a profetizar sobre esses mesmos ossos para que eles pudessem viver. Teve o Ezequiel alguma habilidade para trazer aqueles ossos para a vida? Ó podem as palavras de um simples homem trazer vida para aquele que está morto? Não, claro que não afirma qualquer pessoa de bom senso. Somente o poder de Deus é que pode trabalhar tal milagre não acha. Mesmo assim neste caso da visão de Ezequiel Deus se agradou em mostra o Seu poder em ter o Seu profeta pregando para os ossos. Deus nesta respectiva visão trabalhou afim de trazer os ossos de novo para a vida através da pregação de Ezequiel. Tendo esta visão como imagem e tipo da pregação do Evangelho e sua proclamação para pecadores mortos em ofensas e pecados ‘ossos sequíssimos’ que estão totalmente dependentes sobre a gratuita graça divina de Deus para receberem vida. O poder para que isto se realize não depende do pregador (pastor) ou na sua eloquência e escolha de palavras mas sim do Evangelho pregado e quando aplicado poderosamente pelo Espírito Santo no coração do ouvinte que neste caso é eleito por Deus de acordo com o Seu mesmo propósito.

 

Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.João 5:25. É esta a forma usual que Deus usa do qual se agrada em salvar pecadores – através da palavra de Deus, através da pregação do Evangelho, não só na palavra “Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.1Tessalonicenses 1:5.

Aquele Evangelho que marca e demonstra a Pessoa e Obra do Senhor Jesus Cristo. Aquele Evangelho que Paulo não se envergonhava pois “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.Romanos 1:16.

 

Alguns podem se contentar com excepções a esta regra e apontam para as excepcionais conversões como a de Saul na Rua para Damasco (Actos 9), o que de facto é verdade que Deus pode e tem salvado certas pessoas em casos semelhantes e excepcionais por uma intercessão directa do Evangelho vinda do Céu. Deus é soberano e Todo-poderoso. Mas também vemos que este tipo de conversão não é usual ou a forma que Deus se agrada em trabalhar. Não podemos agarrar a excepção de um dos apóstolos e derrubar aquilo que Deus declarou nas escrituras sobre a pregação do Evangelho. Deus se agradou pela pregação do Evangelho em salvar aqueles que acreditam e é por isto que Deus através dos tempos tem enviado pregadores do Evangelho para o proclamar em poder através do Espírito Santo para que pecadores eleitos venham a ouvir quem é Jesus Cristo, o Salvador de pecadores para serem nascidos de novo pela palavra de Deus através do poder do Espírito Santo e por Deus receberem fé para acreditar no Senhor Jesus Cristo para a salvação das suas almas. Não é surpresa nenhuma em compreender agora o porquê de Paulo escrever, “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

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Trabalho de Ian Potts

Dezembro 3, 2007

 

Tradução feita por Luís Gomes

 

Desde do capítulo 9 até o capítulo 11, Paulo considera aquelas pessoas que Deus escolheu para salvar. Estas pessoas são escolhidas não de acordo com nascimento da carne mas sim escolhidas em Cristo antes da fundação do mundo que em tempo presente seja qual for a geração que se encontra. São nascidas pelo Espírito Santo. São um povo espiritual, as crianças da promessa figuradas pela antiga Israel porém não pela nação segundo a carne mas sim um povo escolhido entre ambos os Judeus e Gentios. Como podemos ler em Romanos 9:6-8Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência.

 

Paulo tende referido em Romanos 2:28-29 que o Judeu não é aquele que se apresenta no exterior ou um que nasce fisicamente Judeu mas sim um que é Judeu no interior sendo circuncidado no coração nascido pelo poder e vontade de Deus pela obra do Seu Espírito, Paulo regressa novamente a esta verdade mas agora no capítulo 9 onde ele realça que Deus tem elegido salvar um povo extraídos dos Judeus e dos Gentios que colectivamente formam a Israel espiritual de Deus: “Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo; Aí serão chamados filhos do Deus vivo.” Romanos 9:24-26

 

São estas pessoas escolhidas de ambos os povos; Judeus e Gentios. Dos quais pertence e se aplica as promessas de Deus que foram feitas a Abraão e a sua posteridade. A promessa de salvação e da herança no mundo que há-de vir. São estes os verdadeiros Judeus, e o povo de Deus. Esses que são levados a terem fé em Cristo. Porque a salvação vem pela graça de Deus através da fé de Jesus Cristo que este povo é salvo. Não por obras do homem. Paulo em capítulos 9 e 10 tendo destacado a verdade sobre o povo que Deus salvou, expõe agora em contraste a justiça que é da lei da qual a velha Israel procurou alcançar com a justiça que vem pela fé da qual o povo de Deus é salvo: “Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço; Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido.Romanos 9:30-33

 

Salvação não vem pelas obras da lei nem pela virtude do nascimento carnal mas sim através da fé de Cristo, “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” Note que este verso se refere a salvação e não a justificação pois são duas coisas totalmente diferentes. Somos salvação por termos fé em Cristo mas nós que cremos não somos justificados pela nossa fé em Cristo mas sim pela fé de Cristo fomos justificados.  

 

Aquele povo composto de ambos Judeu e Gentio que lhes é mostrado o seu pecado suas inabilidades de se poderem salvar por si mesmos e de adquirir justificação ou de conseguir guardar a lei de Deus são lhes ensinados o quanto necessitam de misericórdia. São estes que Deus traz e os leva a invocar o Seu Nome para a salvação e todos aqueles levados que invocarem o Nome do Senhor serão ouvidos: “Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo.Romanos 10:12-13.

 

Esses que Deus salva, o Seu povo, a verdadeira Israel de Deus são um povo de fé e um povo eleito para a salvação nascidos de novo pelo Espírito de Deus recebendo o dom da fé para invocarem o Nome do Senhor para a salvação acreditando em Cristo e no Seu trabalho dando a Sua vida por pecadores no madeiro.

 

Mas o que é que significa invocar ou chamar o Nome do Senhor? Porque é que Paulo expressa o Nome do Senhor aqui?

 

Nós lemos sobre o nome do Senhor noutras passagens das escrituras como por exemplo em Filipenses 2:9-11

 

Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.”

 

Aqui nesta passagem lemos sobre aquele dia que há-de vir em que todo o joelho – todos os homens, mulheres e crianças – irão se dobrar perante o Senhor Jesus Cristo. O dia em que todas as línguas irão confessar: “Que Jesus Cristo é o SENHOR”. E que dia que este será. Que tremenda confissão, que glorioso louvor a Deus Pai e Aquele que Deus exaltou elevadamente, Jesus Cristo Seu Filho.

 

Mas note novamente como esta passagem foi escrita. Diz, “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho”

 

Porque é que as escrituras se exprimem desta forma? Porque tal como em Romanos 10:13 o nome de Jesus é acentuado, “um nome que é sobre todo o nome” porquê? Em primeiro lugar por causa do quanto a Pessoa do qual o Nome se refere e o quanto é exaltado acima de tudo e o quanto é glorioso. Considerando assim o significado do Nome de Jesus e também a verdade. A verdade contida no Seu Nome. Não é só o Nome do qual chamamos para sermos salvos mas devemos chamar pelo Nome do Senhor acreditando na Verdade que Lhe simetriza. Não é só ao Nome de Jesus que todos os joelhos se dobrarão mas também a verdade que Ele representa. Pois Jesus disse: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6). Jesus é a Verdade e o Seu santo Nome declara essa mesma verdade.

 

O nome ‘Jesus’ é um nome Grego da forma Hebraica ‘Josué’ ou ‘Jeho-shua’, que na sua raiz significa ‘Deus Salva’. Não só o Nome declara a Sua divindade mas declara-o como sendo Deus que Salva. É a esta verdade que todos os joelhos se irão dobrar – que Deus Salva. Que somente através de Jesus Deus salva pecadores; que a salvação Lhe pertence por inteiro do começo ou fim. O homem permanece passivo sem parte alguma em que exercer a sua vontade ou querer – este trabalho é todo da autoria de Deus – porque é Deus que salva.

Quantos homens que ainda se encontram no estado natural, nas suas condições libertinas e na obscuridade dos seus corações pecadores rosnam contra esta verdade. Como eles odeiam esta verdade. Como os seus espíritos detestam esta verdade. Verdade que acerta a salvação de pecadores de uma forma dogmática e absoluta pela soberania de Deus. Como o homem natural quer por força ter parte do processo de se salvar. Como o seu orgulho surge e luta contra esta simples verdade que a salvação não lhe deve nada nem dele está dependente mas sim de Deus e da Sua graça. O homem por natureza julga-se digno e a sua arrogância o leva a pensar que tem de contribuir algo. Este não gosta de estar fora ou de se ver passivo no trabalho de Deus, ele quer ter qualquer coisa para fazer, algum que possa contribuir – não importa o quanto seja insignificante. Ele tem que ter algo. Sejam as suas obras por rezas ou pela sua presença em rituais religiosos uma decisão que tenha tomado, em seguir Deus até mesmo a sua simples aceitação do Filho de Deus ‘Jesus’ a sua vontade de acreditar; algo! Ele tem que ter uma pequena parte na sua salvação. Embora confesse a sua necessidade de ser salvo por Cristo, no fim ainda lhe resta uma parte de si, seja um porcento ou cinquenta do qual ele se agarra não depositando toda a sua confiança em Cristo mas sim em si mesmo. A natureza pecadora do homem, o seu orgulho juntamente com a sua arrogância o leva a não confessar que ele está completamente sem valor, totalmente perdido e inteiramente cego a verdade, (morto em trespasses e ofensas). Ele consegue ir longe mas não até o fim. Ele se dobra a verdade do Salvador Jesus Cristo mas não a verdade do Seu Nome: Jesus, ‘Deus Salva‘. Pois Deus Salva e salva todos aqueles a quem Ele quer absolutamente, por completo sem o trabalho algum por parte do homem (Judas 1:18).

 

Homem nenhum no seu estado natural consegue dobrar o seu joelho a esta verdade nunca aceitando que ‘Deus Salva’, que a salvação é inteiramente da autoria e obra do SENHOR sendo por Sua escolha absoluta e Sua descrição (Romanos 9:15 “Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.”); que Deus fará tudo para salvar o pecador por Si mesmo escolhido em Cristo ou então não fará nada. E se não faz nada; Deus deixa esse mesmo rebelde na sua hipocrisia transbordando de orgulhoso próprio obstinado a revelação da verdade seja ele religioso ou não – para descobrir no dia do julgamento que os trapos imundos da sua mesma justiça que em vida procurou alcançar nunca poderiam lavar os seus pecados – virá a descobrir que a salvação tem que ser inteiramente alcançada numa outra base e não por mérito das suas obras ou trabalhos que julga ser aceites por Deus. Nesse dia virá a descobrir o quanto necessita do sangue de Cristo para poder lavar os seus pecados e apresentar-se limpo perante um Deus Todo-Poderoso; esse homem será levado a ver mas para ele já é tarde, que é verdade que ‘Deus Salva’ e somente Deus. Então nesse dia o joelho se dobra perante a verdade até mesmo quando o SENHOR DEUS do Céu e da Terra lhe entrega a eterna sentença e a Sua ira sobre ele. 

 

Como é misericordioso em se ser liberto de tamanha ilusão. Que magnifica graça que Deus revelada quando prende um pecador na sua rebeldia e lhe abre os olhos para o Evangelho e para a verdade do Nome que é superior a todos os outros nomes. Como é maravilhoso ser levado ao fim de nós mesmos e ao fim de pensarmos que podemos nos salvar pelos nossos trabalhos ou boas acções. Como é magnifico que Deus Salva pecadores das suas néscias ilusões e de ser levado por Deus a ver que a “Salvação pertence ao Senhor“, como é bom ser levado a dobrar o nossos joelhos e confessar a Deus que nós não somos nada que excepto Deus nos mostre misericórdia e nos perdoe nós ficaremos para sempre perdidos nos nossos pecados; “O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:13) tal como este publicano que ao serem levados a chamar pelo Nome do Senhor e é desta forma que serão salvos (Romanos 10:13), porque ‘Deus Salva‘.

Ó que grande salvação que Deus trouxe através do Seu precioso Filho – Senhor Jesus Cristo. Esta salvação foi proposta por Deus Pai em eternidade quando Ele escolheu um povo em Cristo do qual Ele os iria em tempo redimir, chamando a isto “segundo a eleição da graça.” (Romanos 11:5); esta salvação foi efectuada pelo Deus Filho “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:6-8), quando deitou a por terra a Sua vida no lugar do Seu povo Cristo carregou no Seu corpo os pecados deles morrendo sobre a cruz consumindo a ira de Deus contra o pecado para que Ele possa libertar o Seu povo do pecado e da condenação garantindo-lhes assim vida eterna em Si; e esta salvação trazida pelo Filho de Deus é aplicada pelo Espírito Santo para todos aqueles que Deus desperta da morte para a vida garantindo-lhes fé para poderem olhar para o Salvador que sofreu e sangrou no lugar deles. Isto afim para que possam descansar perpetuamente em Cristo e na justificação de Deus em Cristo que Deus lhes atribui para suas contas. Este tripulo trabalho de Deus Pai, Filho e Espírito Santo marca a gloriosa verdade que ‘Deus Salva’, somente pela graça. É a esta verdade que o povo de Deus são movidos pelo trabalho do Espírito Santo a dobrar o joelho e a confessar perante o Nome de Jesus que ‘Deus Salva’, que Jesus Cristo é Senhor para a gloria de Deus Pai.

 

Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2:9-11

 

O trabalho de salvar pecadores é inteiramente executado por Deus – princípio e fim. Todos aqueles que vêem a conhecer esta tremenda salvação; todos aqueles que são despertos da morte para a vida pela obra irresistível do Espírito Sant;, todos aqueles que foram tirados das trevas para a luz da inimizade para a paz para com Deus e por Deus retirados do caminho do pecado para o abençoado caminho da justiça em Cristo tirados da miséria para a alegria retirados de uma vida egoísta para uma vida vivida para com Senhor Jesus Cristo e para Sua glória; todos aqueles escolhidos por Deus entre Judeus e Gentios; todos esses de bom agrado se dobram e adoram livremente o Salvador, ‘a Ele que é a Verdade’ e simultaneamente a esta verdade que ‘Deus Salva’. Para todos esses que o fazem não serão ignorados “Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo.Romanos 10:12-13.             

 

 Quer o homem confesse esta verdade e dobre o joelho perante o Rei eterno nesta vida ou que ele venha somente a ver esta realidade no dia do julgamento: porém o dia virá quando todos os homens, mulheres e crianças irão dobrar os joelhos perante a verdade que ‘Deus Salva’ porque “a salvação pertence ao Senhor” … “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho

 

E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” Mateus 1:21

Amem.

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Trabalho de Ian Potts

Novembro 7, 2007

 

Tradução feita por Luís Gomes

 

Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.Romanos 9:16

 

A mensagem predominante do capítulo 9 de Romanos é a absoluta soberania de Deus sobre a salvação. “A salvação pertence ao Senhor”

No verso 15 lemos uma declaração clara e solene e de grande aceitação – “Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.” Declaração que atesta que a salvação pertence ao Senhor, e não as vontades dos homens mas sim pertencendo ao Senhor chamar a quem Lhe compadece sem haver qualquer mérito ou obras por parte dos homens.

 

Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama)Romanos 9:11 então “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.Romanos 9:16

 

A verdade da soberania de Deus em chamar aqueles a quem Lhe compadece para a salvação; e em mostrar misericórdia a quem Deus compadece; em mostrar compaixão a quem Deus tiver compaixão não são todos estes factores revelados no verso 11? Claro que sim a quem tiver olhos para ver e for honesto naquilo que lê”para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chamaRomanos 9:11. Deus tem um povo do qual Ele elegeu para a salvação, um povo que Deus escolheu em Cristo “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;Efésios 1:4 tendo os predestinados “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,Efésios 1:5. São a estes que Deus mostra misericórdia, revela a sua compaixão e lhes dá graça. Porque a salvação não depende sobre o fraco e corrupto que constantemente altera a sua vontade consoante a mudança dos ventos mas sim pela eterna vontade e propósito de Deus “Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmoEfésios 1:9.

 

Quantas vezes se repetem as escrituras sobre esta verdade. Como as escrituras revelam claramente o contraste entre a decadência da vontade do homem, seus desejos e interesses para com a soberana vontade e propósito de Deus. A vontade do homem está sempre em desacordo, sempre em oposição para com a vontade de Deus e a Sua graça. Esta oposição nasce no coração dos homens que estão “mortos em ofensas e pecados” (Efésios 2:1), que andam neste mundo segundo o curso do espírito das crianças da desobediência de acordo com e “segundo o príncipe das potestades do ar ” nas voluptuosidades e desejos da carne, sobre os “desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos;” Efésios 2:3.

Como podem estes seguir o Deus que as escrituras revelam? Não podem nem querem. Mas em contraste Deus no prazer da Sua boa vontade tem propositado desde eternidade mostrar misericórdia e compaixão para aqueles que não o procuravam para aqueles que não tinham vontade nem forca para correr para Deus. Para esses quando ensinados sobre as suas condições perante Deus quando vêem o seu pecado e a depravação do coração quando acordados para a eterna consequência das suas rebeldias contra Deus poderiam e podem somente atirar-se sobre a misericórdia e compaixão de Deus. São estes que Deus proporcionou salvar – aqueles que Deus tinha escolhido em Cristo para a salvação aqueles que Deus propôs mostrar misericórdia e são a esses que Deus ensina neste tempo finito na altura que eles mais necessitam de misericórdia.

 

No capítulo 9 de Romanos lemos a fixa proposição da verdade sobre a soberania de Deus na consideração á posição de ambos os Judeus e Gentios e a sua relação para com a promessa de Deus.

 

Deus desde do princípio dos tempos teve sempre um povo neste mundo separado do resto da humanidade. A nação de Israel foi escolhida por Deus como um povo separado dos outros do qual Deus mostrou grande misericórdia, dando-lhes as promessas, o ofício de santo sacerdócio e as escrituras. Esta relação entre Deus e Israel mostra-se claramente como uma imagem da soberania de Deus para com a salvação por eleição e o Seu fixo propósito. Deus sempre fez uma distinção entre uns e outros, escolhendo uns para a salvação e outros para a destruição. Mas este capítulo mostra que a nação física de Israel é simplesmente uma figura e tipo daquilo que haveria de vir. O propósito eterno de Deus em eleição por graça é proposto e fixo não para com uma nação física mas sim a uma que é espiritual. Não para aqueles que nascem da carne mas sim para aqueles que nascem do Espírito. Aqueles que Deus salva são escolhidos tanto dos Judeus como dos Gentios formando assim uma verdadeira nação espiritual; a Israel de Deus do qual a antiga Israel foi nada mais do que uma figura, “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência.Romanos 9:6-8.

                       

Eis o porquê do capítulo ter sido considerado para ambos aqueles que Deus mostra misericórdia e para todos aqueles que Deus endurece no pecado – aqueles que Deus eleva como recipientes de misericórdia para mostrar a Sua gloria e aqueles que são declarados como recipientes de fúria a fim de demonstrar o Seu poder no julgamento – segue-se em conclusão que Deus tem um povo chamado entre ambos os Judeus e Gentios que “que para glória já dantes preparou” para os quais Deus mostra a Sua misericórdia. Estes são o povo de Deus, a verdadeira Israel de Deus, “Aí serão chamados filhos do Deus vivo“.

 

E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?

 

Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo; Aí serão chamados filhos do Deus vivo.Romanos 9:22-26

 

Mas esta verdade sobre a soberania de Deus sobre a Sua divina vontade em nomeação para a salvação não é uma que cai bem para com o homem natural. Por natureza nós objectamos. Por natureza temos uma grande admiração de nós mesmos, sobre as nossas habilidades e vontades. Por natureza nós sentimos que temos o direito de escolher os nossos destinos. A salvação que tem origem na vontade de Deus e não pelas nossas vontades, nos leva a considerar como injusta. Mas a realidade é esta; por natureza nós nunca recebemos as coisas de Deus, “Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.” (Romanos 3:11) as nossas vontades não são exprimidas em desejar Deus ou a Sua salvação. Na nossa depravação com o endurecimento do nosso coração acabamos simplesmente em abanar os nossos punhos ao Criador em acusações. Mas Deus tem uma resposta para estas acusações, “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? ” Romanos 9:20-21

 

Homem nenhum por natureza reage bem a verdade sobre a soberania de Deus. E isto porque “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. ” (Romanos 8:7), porque “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1 Coríntios 2:14). Excepto Deus nos revele estas verdades através do trabalho e obra do Espírito Santo estas verdades permanecerão para connosco como loucura e para sempre permaneceremos em aposição.

 

Mas a verdade é esta; se não fosse pela farta misericórdia de Deus, pela Sua imerecida compaixão para com o Seu povo que o não procurava, pois todos se viram contra Deus procurando as suas felicidades a custa de Deus, vivendo em rebeldia pelos desejos da carne procurando as suas mesmas glórias, procurando obter poder e aprovações deste mundo e dos homens enclausurados nas profundezas do pecado, se não fosse pela misericórdia de Deus para com estes ninguém seria salvo.

Mesmo assim Deus na Sua glória e na Sua infinita misericórdia escolheu um povo em Cristo do qual Ele os chama entre muitos e de varias raças, judeus e Gentios, homem e mulher para serem vasos de misericórdia do qual por Ele foram salvos através do sangue e morte do Seu Filho Jesus Cristo, e Cristo por Sua vez os amou e deu a Sua vida por eles. Ó que amor por pecadores escolhidos por Deus na eterna aliança que foi feita antes de o mundo ter sido criado. Tudo em Cristo para Cristo. Se não fosse por este amor e por o propósito de Deus em eleição e da imutável vontade de Deus em salvar Israel ninguém seria salvo. Porque a salvação pertence ao SENHOR, porque Deus é soberano na salvação, porque Deus será misericordioso a quem Lhe compadece salvar tornando-se assim indubitável e certa a salvação para todos aqueles do qual Cristo sofreu e morreu. Por todos aqueles que se encontravam em Cristo no madeiro por todos aqueles que Cristo comprou com o derrame do Seu Santo sangue.

 

E quando estes pecadores que são conduzidos pelo Espírito de Deus a ver a revelação do amor e misericórdia de Deus para com eles, sentindo a aplicação dessa mesma misericórdia no interior dos seus corações aí sim e somente após desse trabalho poderão ver a verdade que Deus é soberano na salvação e que é pela vontade de Deus, e que foi Deus que os procurou a fim de os salvar; não sendo algo que se tenha de se resistir mas sim algo para se alegrarem, algo de se gloriar, algo que os irá levar a dar louvor ao Nome do SENHOR para sempre.

 

Ó dêem louvor a Deus pela sua misericórdia em salvar pecadores gratuitamente pela sua graça.          

 

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Trabalho de Ian Potts

Novembro 1, 2007

 

Tradução por Luís Gomes

Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.Romanos 5:21

Que a graça de Deus reine…

Este verso que se apresenta perante nós marca o contraste entre dois reinos – dois domínios, dois poderes, e o efeito de cada dos reinos: um para a morte e o outro para a vida eterna.

O contraste entre estes dois reinos não poderia ser mais real, e vivido. As consequências não poderiam ser mais opostas, e a sua importância destacada em superabundância.

Um reino reina para a morte e o outro para a vida eterna.

O primeiro é o reino do pecado. E como este reina sobre o homem e como é devastador as suas consequências – morte… quanto longe vai o efeito do pecado e o quanto é vasto este reino. Este pecado cativa e governa os corações dos homens. Como nós podemos ler em Romanos 5:12:

Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Todos nós temos pecado. Não há nem uma pessoa que não tenha sido um subordinado deste reino e que não estivesse sobre o seu domínio. Este reino entrou no mundo por uma só pessoa, por Adão quando ele se virou do seu Deus seu Criador em desobediência e rebeldia. Passando este efeito e domínio sobre toda a sua posteridade. Todos nós nascemos com a mesma natureza da qual Adão caiu, e dando-nos uma natureza pecadora, rebelde e egotista a carne fazendo o homem desobediente a Deus. A consequência do pecado foi dar entrada a morte neste mundo. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Nós não podemos escapar as consequências do pecado – morte – como também não podemos ignorar nem escapar a ‘causa’ do pecado nem os seus efeitos perpétuos sobre tudo que fazemos e dizemos.

O pecado reina este mundo e a humanidade encontra-se acorrentada sem poder de fuga. Não só nós nos encontramos acorrentados a este reino pútrido como a morte tem domínio sobre nós. Não só vemos os efeitos da morte nos nossos corpos pelo envelhecimento, mas também pelo sofrimento e pela amargura. Doenças, cansaço, miséria em todos os dias da nossa vida são alguns dos seus efeitos. Sabemos bem qual é a conclusão de tudo isto. Sendo o seu resultado inevitável – morte. Mas há uma outra morte.

A morte espiritual. Esta é semelhante a morte natural. Apesar de andarmos pelo mundo e de respirar e ter pulso, para Deus estamos como mortos. Vemo-nos sem vontade para nos virarmos a Deus. O pecado guia-nos numa outra direcção. A verdadeira relação que o homem tinha para com Deus foi quebrada quando Adão mudou de direcção afastando-se de Deus. O SENHOR Deus andou com Adão no jardim, mas quando o pecado entrou no mundo Deus expulsou Adão da Sua presença deixando um intervalo entre o homem e Deus do qual homem nenhum consegue por si mesmo atravessar. A causa deste espaço foi o pecado e o efeito do pecado foi a morte não só natural mas como também a morte espiritual.

Quando Adão escolheu virar a costas a Árvore da Vida que estava no meio do jardim em comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal – pelo comer daquilo que desejava para se tornar deus, – Génesis 3:5Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” Ele escolheu um terrível caminho que o levou a morte física e espiritual. Ele escolheu em colocar-se sobre o domínio de um outro reino invés do domínio de Deus, toda a humanidade ficou prisioneira pela sua decisão. O homem na sua ganância por poder desejou governar-se a si mesmo, mas com isto o seu pecado tomou as arredias assumindo o poder e o homem caiu em escravidão. O pecado cobiça e motiva as intenções do homem sempre numa só direcção – sempre para longe de Deus e daquele Único em que há vida. O pecado conduz o homem na direcção oposta de Jesus Cristo que é a vida eterna, para a morte, porque o pecado reina para a morte.

Mas que reinado que o pecado tem sobre nós. Como nós somos escravos dele e sobre o efeito alicio que ele tem sobre o homem. Não só o pecado tem reinado, mas de boa vontade aceitamos o seu domínio. Não só somos incapazes de nos virar contra o pecado e virar-nos para Deus, mas como estamos sempre sem vontade de o fazer. Como disse Adão no jardim, – Génesis 3:10E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.” Nós escolhemos sempre este caminho.

Como Paulo escreve em Romanos 3:10-11Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.”

Nenhum de nós pode disser que é inocente porque tal como o nosso pai Adão aceitamos de boa vontade a queda, porque nós dissemos sobre Jesus Cristo o Filho de Deus, Lucas 19:14Mas os seus concidadãos odiavam-no, e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós” e no nosso orgulho e ganância por poder, procuramos colocar-nos sobre o trono de Deus.

Nós iremos reinar, não acha.

Não será desta forma que os nossos corações falam.

Que parvoíce é esta, que leva o pecado a nos cativar desta forma irresistível, tornando-se indiscutível o domínio que tem sobre nós levando-nos para a morte.

Mas graças ao SENHOR isto não termina assim falando de um só reino. Dêem louvor ao SENHOR porque há outro reino, um reino glorioso no poder de Deus e com resultados diferentes daquele do pecado. Apesar do reino do pecado em toda a sua majestade com o seu efeito devastador e vicioso a humanidade não se encontra desculpada pois é de boa vontade que o aceita trazendo a si mesma a morte pelo pecado. Mas agora a graça de Deus reina na justiça em Cristo para a vida eterna para todos aqueles que acreditam, como podemos ler no verso 5:21 da carta de Paulo para romanos.    

Romanos 5:21 ” Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”

Na verdade Deus seria justo em deixar o homem sem fuga, sem qualquer forma de salvação, como também seria justo se Deus destruísse a Sua criação com todas as criaturas rebeldes que se têm virado contra Ele, mas apesar disto tudo Deus escolheu ser gracioso. Deus é um Deus que gosta de mostrar misericórdia, sendo perseverante como um Deus de amor salvando o Seu povo e graciosamente enviou o Seu Filho para redimir e libertar o Seu povo das correntes e domínio do pecado. Porque há um reino muito mais poderoso do que o do pecado – o reino da graça. Podemos agora ver o contraste destes dois reinos, o pecado reina para a morte, mas a graça de Deus reina para a vida eterna.

O reino do pecado foi o reinado da rebeldia e desobediência do homem perante Deus, do qual trouxe a morte. Mas o reino da graça de Deus mostra o favor que Deus oferece ao homem sem este ter qualquer mérito a fim de o salvar e lhe dar vida eterna em Jesus Cristo apesar da sua rebeldia.

Um reino começou com o homem (Adão) e o outro com Deus. Um reino traz morte mas o outro reino traz vida eterna. O anterior foi ganho pela acção e mérito do homem, mas o de agora é recebido sem mérito, sem qualquer preço, oferecido ao homem sendo uma oferta de Deus sem qualquer aparente razão a não ser a Sua misericórdia e amor para todos aqueles que Ele escolheu. Um reino foi escolhido pelo homem através da sua livre vontade, mas o outro é oferecido livremente por Deus através da Sua Soberania. Um reino está debaixo da lei exigindo obras e condenando o homem pelas suas ofensas, mas o outro reino existe sendo oferecido a pecadores arrependidos, tendo-lhes sido perdoado todos os pecados e ofensas.

Mas que contraste entre estes dois reinos. Podemos agora ver que apesar do reino do pecado ser muito soberbo e poderoso o reino da graça de Deus é muito mais. Apesar do poder e forca que o pecado tenha, este não se pode comparar com a graça. Mesmo forte que seja o domínio do pecado sobre o homem, este não pode fazer frente a Deus todo-poderoso em salvar pecadores. Porque nós podemos ler em Romanos 5:20Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; ” mesmo que por a ofensa de um (Adão) muitos estão mortos “Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. ” (Romanos 5:15), e “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.” (Romanos 5:17).

O reino e o poder do pecado não importa o quanto forte é porque quando Deus destina a Sua graça sobre um pecador a fim de o salvar nada o pode fazer frente quanto menos o vencer, porque quando o reino da graça tem domínio todos os outros reinos são postos de fora. Porque o pecado não terá domínio sobre nós, (aquele que acredita e foi justificado em Cristo) como podemos ler em (Romanos 6:14) “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.”

O facto é este: o homem não tem poder em se libertar do domínio do pecado. A única esperança do homem em ser liberto é a Graça de Deus. O pecado encontra-se no homem, tendo total controlo sobre ele dominando-o e motivando-o. Somente através de um acto da Graça de Deus em o libertar e em lhe retirar o pecado, afim de nunca mais se poder ver, é que o homem pode ser liberto desse domínio. Uma simples alteração de carácter não tem efeito sobre o domínio do pecado nem forca para o libertar das correntes do qual o prende. Não há obra nenhuma nem esforço por parte do homem em viver justamente que o possa libertar da tirania do pecado do qual ele se encontra. Os melhores actos da humanidade muito nobres que sejam, até mesmo actos de caridade que se possa fazer são sempre contaminados com o pecado para com Deus. Não são nada mais do que trapos sujos. Como disse o profeta Isaías.

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” (Isaías 64:6)

As nossas melhores obras estão banhadas em pecado.

Alguns se viram para a lei a fim de poderem controlar o pecado e viver agradando a Deus. Estes pensam que se conseguirem alcançar os requerimentos da lei que vão poder ganhar favor com Deus, mas não poderiam estar mais enganados. Quando o homem que é pecador se coloca debaixo da lei este fica longe de poder controlar o pecado porque a lei inflama e revela esse mesmo pecado. Longe de levar esse homem a vida, a lei mostra-lhe o quanto ele é maligno no seu coração e por fim o condena. Como nós podemos ler em Romanos 5:20Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; ” não para controlar mas sim para que a ofensa abundasse. Foi por isso que Deus deu a lei, para mostrar ao homem o quanto ele é pecador. Para que a ofensa abundasse, para que o homem seja condenado e para que ele fuja para Aquele que o pode salvar e libertar do pecado e morte. Este que salva e liberta é Jesus Cristo que foi crucificado pelo povo de Deus. A lei pode até marcar um ponto para a justiça do qual Deus requer do homem e exige afim que ele nela viva. Mas quando o homem se coloca debaixo da lei o conhecimento que ele recebe por experiencia não é de justificação mas sim de condenação pelo seu mesmo pecado. Foi por esta mesma razão de certos homens quererem viver debaixo da lei que Paulo escreveu na carta para romanos – “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. ” (Romanos 3:20). E novamente em Romanos 7 – “E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.”

Não há nada de mal com a lei de Deus. O problema é o pecado que existe dentro de nós e o efeito da lei sobre o pecado.

A lei é Santa como podemos ler na observação de Paulo nos seguintes versos.

E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.” (Romanos 7:12-13)

Quando a lei veio o pecado abundou como nos é dito em Romanos 5:20. A lei não providenciou nenhuma forma de libertação do pecado, mas sim fez as coisas piores afim de poder mostrar-nos o nosso pecado.

Mas dêem louvor a Deus que agora há isenção do domínio do pecado. Há um outro reino muito mais poderoso – o reino da Graça de Deus. Como é magnífico observar nas vidas daqueles que Deus salvou pela Sua graça. Quando lhes foi aplicada a lei mostrando-lhes o quanto são corruptos por natureza. Demonstrando-lhes o pecado e as suas inabilidade de se poderem salvar do reino e domínio do pecado por eles mesmos. Não há pecado tão grande nem pecador que a Graça de Deus não alcance. Porque onde o pecado abundou a Graça abundou muito mais.

A graça reina e que reinado. Como poderosa é a garça de Deus. Como é grandioso este reinado e o reino do céu. Quantos são os habitantes? Numero que homem nenhum consiga contar. Mas a graça e o reino não pode ser considerado fora Daquele que o garante que é Cristo. Como o pecado com o seu reino não pode ser considerado fora daquele que por ele o pecado entrou no mundo, este sendo Adão – mas a graça de Deus veio por meio de um Homem – Jesus Cristo nosso Senhor. É este facto que faz a graça ainda mais deslumbrante e o seu reino triunfante. O primeiro homem é terrestre e com ele trouxe o pecado e a morte, mas o segundo Homem, o ultimo “Adão” que é do céu trazendo consigo a justiça eterna, Cristo o Filho de Deus sendo Homem e Deus tanto divino como humano. Sendo Deus soberano por toda humanidade e criação, e sendo assim Rei dos Reis e Senhor. Eis o porquê que a Sua graça reina pois é a graça de um Rei soberano e eterno. É graça soberana de Deus em Cristo e Cristo é Rei oferece-a essa mesma graça a quem Ele deseja. Como se lê na carta de Paulo para romanos –

Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.” (Romanos 9:15).

Ó como é bom ser recipiente desta graça divina e estar debaixo do Seu reinado.                         

A graça reina sim, mas reina em através da justiça de Deus.

A graça reina através da justiça mas não reina isolada.

A misericórdia de Deus para com o homem não vem ao custo da Sua mesma justiça. A graça de Deus reina através da justificação na justiça de Deus. Sem justiça o reino não poderia existir nem poderia vencer o reino do pecado. O pecado tem de ser tratado para que Deus seja justo e o justificador de pecadores. Novamente se afirma que a graça reina mas reina em justiça.

O tema central do Evangelho é a justificação e a revelação da justiça de Deus. São estas mesmas revelações que dão poder ao Evangelho, e eis a razão de Paulo ao escrever, “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Romanos 1:16). Porquê? “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé,“.

É esta a revelação da justiça de Deus que da o poder ao Evangelho. É através da Justiça de Deus em Cristo que os pecados do Seu povo são julgados, sendo Cristo o Salvador e o libertador do poder e reino do pecado. É através da revelação da justiça de Deus na redenção efectuada por Cristo, que leva Deus a justificar o Seu povo livremente pela Sua graça. Tendo compreendido esta magnífica revelação da justiça de Deus, podemos agora ler o que Paulo escreveu na carta para Romanos 3:24-26

Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus

Deus revela a Sua justiça no Evangelho quando julgou o pecado e o seu reino, destruindo esse mesmo domínio do qual o Seu povo era subordinado no substituto – Seu Filho Jesus Cristo. Cristo quando sofreu e morrer no lugar deles libertou-os do pecado, morte e da condenação, fazendo-os justos perante Deus em Si mesmo. Agora esse povo é justificado pelo Seu sangue e morte na cruz. Eis que Deus justificou o Seu povo “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus

Foi Deus que fez isto ao Seu Filho. Só há um Homem que poderia morrer no lugar de pecadores a fim de os redimir do reino do pecado, e esse Homem é Jesus Cristo. Só Cristo é que os poderia libertar do pecado. Porque Ele não tinha pecado, sendo perfeito justo e santo. Deus que tomou em Si mesmo a forma e natureza humana do homem em perfeita união com a Sua divindade, foi feito em todos os aspectos tal como nós, mas sem pecado. Deus Incarnado – Jesus Cristo, sendo somente Ele o único sacrifício perfeito e aceitável para com Deus a fim de morrer no lugar de pecadores.

E assim Deus declarou e declara a Sua perfeita justiça em julgar o pecado do Seu povo no Seu querido Filho sobre a cruz. Sobre aquele que foi feito – “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21)

Cristo nunca soube o que era pecado. Durante mais de trinta anos Cristo viveu e andou neste mundo. Nasceu como homem debaixo da lei, mas vivendo em perfeição. Cristo nunca pecou como nunca deixou de acreditar, obedecer, confiar e de adorar Deus Pai com todo o Seu coração mente e alma. Ele nunca pecou – Ele não sobe o que é pecado. Cristo foi feito debaixo da lei a fim de redimir aqueles que estavam debaixo da lei.

Cristo foi testado pela lei de Deus em todos aspectos e em total rigorosidade. Foi testado ao limite da justiça, mas nada Lhe foi encontrado que o condenasse. Porque Cristo foi e é perfeito tendo ampliado a lei fazendo-a honrada. Assim de livre vontade submeteu-se a morte sobre a cruz no lugar do Seu povo, mesmo sendo perfeito e inocente, e sem qualquer falha ou razão para condenação. Cristo submeteu-se a vontade do Seu Pai, dando-se a Si mesmo para ser levado por mãos de homens corruptos para ser pregado na cruz a fim de sofrer e morrer no lugar de transgressores.

Mas a pergunta surge, o que é que aconteceu quando Jesus Cristo foi pregado na cruz e erguido para morrer? O que foi que aconteceu quando a luz do sol foi escurecida a nona hora?

Isto foi um mistério do qual foi escondido aos olhos naturais do homem. O que é que aconteceu durante essas horas de escuridão enquanto Cristo sofria no lugar do Seu povo, foi uma tremenda transacção entre Deus Pai e o Seu Filho do qual nenhum homem natural poderia compreender. Esta morte não foi uma morte ordinária como muitas outras, não senhor, nem foi um sofrimento banal. Quando Cristo sofreu sobre o madeiro não foi a dor e sofrimento natural que o matou, mas sim a ira de Deus que Lhe foi derramada sobrenaturalmente. Isto tudo juntamente com o sofrimento de se tornar indirectamente no lugar do Seu povo, (sendo sido feito pecado). No madeiro, Cristo e o Seu povo foram feitos num só, unidos na morte. Como Eva foi retirada do lado de Adão enquanto ele dormia da mesma forma na morte de Cristo a Sua Noiva – Igreja – foram unidos a Ele e trazidos do Seu lado sendo lavados no Seu precioso sangue justificando e purificando-os de todos os pecados.

Na cruz Cristo se tornou um com a Sua noiva, unido com ela, sendo sido feito naquilo que ela era – pecado. O pecado dela traduziu-se para Cristo. As transgressões dela fizeram-se Dele quando Cristo as carregou no Seu corpo sobre o madeiro, e em resposta a ira de Deus Pai foi-lhe derramada dos cofres do céu sendo feito sacrifício para julgar o pecado a fim de serem totalmente consumados, destruídos, e apagado para sempre. Enquanto Cristo suportava a cruz para a alegria do que Lhe estava proposto – enquanto olhava para o Pai com fé na esperança da gloriosa ressurreição em justiça com o Seu povo justificado – Cristo tolerou por completo o castigo da justiça de Deus. Justiça esta definida por Deus contra todo o pecado e transgressões do Seu povo. Cristo tolerou e suportou horas de tormento, horas de sofrimento imaginável para nós.

Porquê? “pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hebreus 12:2)

Por fim Cristo poderia ver o esforço da Sua alma e se satisfazer. (Isaías 53:11) Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.

Através da morte Cristo justificou o Seu povo, gratuitamente pela graça. Pois graça não é barata, mas sim veio com um preço. A graça reina e Deus justifica o Seu povo livremente pela graça, mas vem com um custo, vem através da justiça. Cristo deu a Sua vida pelos Seus – foi este o custo. Mas porquê que Ele fez isto? Porque Cristo os amou. Como nós podemos ler no seguinte verso:

Mas Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Romanos 5:8-9)

  Foi por Cristo amar a Sua igreja que Ele deu a Sua vida por ela. “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,” (Efésios 5:25)

Quando Cristo morreu por aqueles que amou, Cristo colocou-se debaixo da justiça de Deus, e ao fazer isto a justiça de Deus foi declarada no Evangelho e Deus julgou os pecados do Seu povo de acordo com a Sua mesma justiça. Não só de acordo com a justiça da lei, mas de acordo com a justiça de Deus não só para justificar para a vida nem somente para este mundo, mas sim para o próximo mundo que há-de vir. Justificados para toda eternidade a fim de reconciliar um povo para com Deus, trazendo-os para Si mesmo. “Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.” (Romanos 3:21-22)

Foi desta forma e é a única forma de que Deus poderia justificar o Seu povo e os libertar do domínio do reino do pecado. Foi desta forma que o reino do pecado foi conquistado e agora o reino da graça reina em triunfo. A graça reina mas sim através da justiça.

No madeiro Deus justificou o Seu povo livremente pela Sua graça. O amor de Deus foi destinado para com um povo que o não merecia, um povo rebelde dados ao pecado e subordinados do reino do pecado e da morte. Mesmo assim, Deus manifestou a Sua justiça na cruz através da fé de Jesus Cristo, a fim de destruir o pecado e o seu reino e libertando assim o Seu povo que se encontrava nele acorrentado. Deus mostrou compaixão e graça para com um povo que o não procurava e essa graça que lhes deu veio, mas veio por um preço – custou a vida do Salvador (Cristo). Cristo deu-se a Si mesmo por todos aqueles que Lhe pertencem.

(Gálatas 2:20) “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

A graça de Deus e gratuita para o Seu povo mas como podemos ver, esta graça veio através de um preço. Veio através da justiça de Deus executada sobre o Seu santo Filho quando Ele se apresentou no lugar do Seu povo, unido com eles a fim de os trazer através do julgamento para a vida eterna, levando-os através da Sua fé na promessa do Seu Pai. Na cruz a misericórdia e a verdade de Deus se encontraram, e a justiça e a paz se beijaram. Mas que ponto de encontro, e que grandiosa a reconciliação entre Deus e o homem. Esta reconciliação foi executada quando Cristo deu a Sua vida para que o Seu povo pudesse viver. Cristo foi feito pecado para que o Seu povo em Si fosse feito a justiça de Deus alcançando assim paz para com Deus.

(Salmos 85:10) “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.”

Através da obediência de Cristo, a obediência da fé, em dar-se a Si mesmo pelo Seu povo, eles agora são justificados em Si, livres da condenação, lavados de todos os pecados pelo Seu sangue, e justificados livremente pela Sua graça. Foi em justa justiça que Deus em Cristo julgou os pecados do Seu povo apagando assim os pecados pelo sangue de Cristo derramado na cruz. Não só os pecados foram julgados em Cristo e apagados, mas como também a natureza do pecado na sua forma natural recebida por herança através de Adão em destruindo tudo isto no corpo de Cristo enquanto no madeiro. Tudo foi consumindo na sua totalidade através da incendiada ira e indignação de Deus, fazendo aquele povo em Cristo perfeito como Cristo é perfeito. E por esta razão Deus é justo e o justificador de todos aqueles que acreditam em Jesus Cristo Seu Filho. Desta forma Deus mostra a Sua misericórdia para com o Seu povo e lhes garante perdão, e assim podendo salvar o Seu povo do pecado através da Sua graça – libertando-os do pecado.

(Romanos 6:6) “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. ” Agora reina a graça – através da justiça fazendo este reino vitorioso e triunfante. Reino que ultrapassa qualquer outro reino até mesmo o reino da morte e do pecado, porque foi Cristo que os conquistou através da Sua morte retirando a maldição do pecado por ter-se tornado maldição pelo Seu povo na cruz. E a morte não tendo força nem domínio sobre Ele, Cristo ressuscitou no terceiro dia com vida eterna como está escrito nas escrituras. Cristo agora vitorioso sobre todos ‘note’ não só um ou dois mas sim todos inimigos. Nada Lhe pode fazer frente nem de o impedir nem mesmo a morte teve poder sobre a graça e reinado de Jesus Cristo.

A graça reina e reina através da justiça para a vida eterna em Cristo nosso Senhor.

A graça de Deus tem um objectivo, um fim triunfante e magnifico – vida eterna. Em contra partida o pecado trouxe miséria e morte mas a graça traz vida eterna em Jesus Cristo. Mas que gloriosa revelação e esperança que é proposta ao que acredita – vida eterna, vida sem fim. Uma vida sem fim e sem morte. Vida livre da miséria e da tristeza liberta do domínio e reino do pecado.

E como é que veio este reino? E quem foi que o trouxe? Foi Jesus Cristo nosso Senhor. O autor e realizador o principio e o fim o Alfa e Ómega. A graça reina para a vida eterna porque Cristo é vida eterna – a palavra da vida como está escrito em 1João 1:2 Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada“. Conhecer Cristo é saber o que é a vida, conhecer Cristo é vida eterna pois Cristo é vida eterna. É isto que a graça traz – vida eterna em Jesus Cristo.

Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus. 1João 5:12-13

Ter vida eterna é ter Cristo. Ter Cristo é se estar em Cristo, e se nós estamos em Cristo, nós somos feitos na justiça de Deus em Cristo (2 Coríntios 5:21) porque nós somos justificados pela graça em Cristo e se justificados então justificados para a vida.

(Romanos 5:18) “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida

E se tudo isto é verdade sobre nós então estamos agora sobre o domínio de um novo reino – o reino da graça tendo sido libertos do reino do pecado e da morte por Cristo.

Ó que libertação. Ó que preço.

 A graça reina através da justiça. Cristo morreu no lugar do Seu povo afim de os poder salvar. Cristo suportou a cruz apesar da vergonha (Hebreus 12:2). Porquê? “pelo gozo que lhe estava proposto“.

Que gozo é este? De poder salvar o Seu povo da morte e do pecado e de os reconciliar para com o Pai.

Ó que gloria.

Romanos 5:21Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.

Quem são aqueles que têm vida eterna? São todos aqueles que Deus escolheu em Cristo muito antes de este mundo ter sido feito, a fim de serem salvos por Cristo, o autor e consumador da fé. Leia como Paulo explica em Efésios 1:3-12 ousadamente e escreve sobre o propósito de Deus em Cristo Jesus.

Romanos 11:5Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça.”

Adão através da sua desobediência trouxe o pecado e a morte resultando em condenação para toda a sua posteridade, mas Cristo que é o ultimo Adão através da Sua obediência trouxe justiça e justificação para a vida para toda a Sua posteridade segundo a eleição da graça.

Romanos 5:18Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida

Onde o pecado exuberou a graça exubera muito mais. Romanos 5:21Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.

Agora podemos perguntar a seguinte pergunta a nós mesmos:

Em que reinado nos encontramos neste momento? Do qual amamos mais – pecado ou graça? O que é que nos motiva? Qual é o governo que controla a nossa vida, pensamentos e acções?

Para onde é que nós vamos?

Será que nós sabemos o que é a graça e seu reino sobre nós? Será que já nos foi doada esta graça? Somos agora neste momento recipientes desta graça? Será que já gritamos por misericórdia e por graça? Será que já fomos levados pela obra e trabalho do Espírito santo a ver o quanto necessitamos de graça? Será que conhecemos e sentimos o reino da graça nos nossos corações? Será que o reino da graça de Deus reina sobre as nossas vidas princípio e fim?

Será que conhecemos o Rei Soberano, supremo e absoluto que nos concede esta maravilhosa graça? Somos nós habitantes do Seu reino? Será que conhecemos Jesus Cristo como Senhor e Rei de tudo e todos?

Será que podemos dizer com toda a firmeza tal como Paulo disse “também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor” Como é bom poder juntar-se a Paulo e disser “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20.

Que Deus abençoe a Sua palavra para a Sua gloria,

AMEM

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Trabalho de Ian Potts

Novembro 2, 2007

Tradução por Luís Gomes

Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.  E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação [substituição] ” Romanos 5:10-11

Paz com Deus. Paz

É para este maravilhoso lugar que infiéis e pecadores ímpios que foram justificados por Cristo são levados apreciar perpetuamente em Cristo. Tendo exposto nos dois últimos capítulos a justificação de Deus para pecadores, Paulo abre o capítulo 5 por declarar algumas das tremendas consequências dessa mesma justificação. Paz para com Deus acessível pela fé o que é a esperança de glória: “TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.Romanos 5:1-2

 Através do trabalho de Deus; Deus possibilita que o Seu povo se glorie em tribulações que por sua vês produz paciência levando-os a obter experiencia e esperança “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado“.

É aqui pela primeira vez na carta para Romanos que lemos sobre aquele amor, aquele amor precioso e eterno de Deus pelo qual Deus se agrada em salvar pecadores. “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” 

Cristo morreu pelo Seu povo enquanto eles eram ainda pecadores repudiados de muitos e sem dúvida enquanto ímpios e corruptos por natureza, enquanto eram inimigos de Deus e em inimizade para com Deus, com suas línguas cheias de amargura e danação; rápidos em derramar sangue sem medo de Deus nos seus olhos, (Romanos 2:10-18) isto quando eles eram pecadores. “E o caminho da paz eles nunca souberam” – Cristo morreu por eles. Deus os justificou e sendo justificados eles agra encontram paz para com Deus. E “Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.” [Substituição] Romanos 5:9-11.

Quando Deus justificou o Seu povo pelo sangue de Cristo levou-os a receber paz eterna. A ira de Deus que existia e que se inflamava constantemente contra os pecados do Seu povo foi por Cristo completamente apagada sendo assim que a justiça foi satisfeita e inimizade entre o povo de Deus foi retirada do caminho e a paz reina em perfeita harmonia. Todos que estavam em Cristo foram reconciliados para com Deus. Mas como? Aqui no capítulo 5 Paulo abre o terreno da reconciliação ou tal como se pode chamar pela substituição.

 

A grandiosa transacção  

Uma das mais grandiosas verdades encontradas no coração do Evangelho é este trabalho de Cristo na substituição. Onde Cristo se pôs no lugar do Seu povo sofrendo o julgamento de Deus contra os pecados deles, isto para que eles fossem feitos justiça de Deus em Cristo.

É este trabalho de substituição do qual Paulo considera na carta para romanos no capítulo 5 desde o verso 10 até verso 21. A mesma descrição deste trabalho se pode encontrar na segunda carta para 2 Coríntios verso 5:21, verdade esta que pode ser sumarizada neste seguinte verso:

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.”

Esta verdade é de facto gloriosa, cheia de riquezas sem fim – Jesus Cristo o Filho de Deus, perfeito, impecável Cordeiro de Deus, aquele que nunca soube o que é pecar de livre vontade foi para a cruz onde o Deus Pai lhe colocou os pecados do Seu povo. Fazendo Jesus Cristo ser pecado por nós para que nós sejamos a justiça de Deus em Cristo. Como? Através do Seu sofrimento debaixo do derrame da ira de Deus contra o pecado que Nele foi imputado, até que todo o pecado fosse apagado e retirado do caminho do Seu povo – deixando nada a não ser a pura justiça de Deus em Cristo para que o Seu povo sejam feitos vivam em Cristo.

Martin Luther descreveu este mesmo trabalho de substituição como sendo ‘a grande troca’, em que Cristo tomou o lugar dos pecadores para que eles possam tomar o lugar de Cristo e serem reconciliados para com Deus. De facto a palavra ‘reconciliado’ traduzida em Romanos 5:10 ou a palavra ‘reconciliar’ em 5:11 na língua original grega tem como palavra raiz katallage do qual significa essencialmente, ‘através de troca‘ ou substituição.

A reconciliação é o efeito da troca mas a principal ênfase da palavra katallage no grego é sobre a causa que produz o efeito – pecadores reconciliados para com Deus por ‘através da troca’ de Cristo por eles fazendo Cristo pecado para que eles fossem feitos a justiça de Deus em Cristo.

Unidos com Cristo na morte todas as mudanças foram feitas em Cristo: Cristo tomou em Si o estado do Seu povo, para que eles sejam feitos como Ele é perfeito – justos. Cristo que não sobe pecar, mas foi feito pecado. Deus julgou esse pecado no Seu Filho em derramar a Sua ira Nele que o Seu povo por lei Lhes devia, Romanos 5:9Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” Salvos da ira de Deus por obra da fé de Cristo.

Deus tendo – Romanos 8:3Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;” para nunca mais ver o pecado e que a morte ficasse sem força e sem domínio, erguendo-se novamente num estado de perfeita justificação juntamente com o Seu povo. Foi Cristo que sofreu, e foi Cristo que morreu tendo como resultado a libertação do Seu povo do domínio das trevas dando-lhes entrada para a luz: da morte para a vida, da escravidão para a liberdade da vida eterna e justificação infinita em Cristo. Sim: Cristo morreu para que eles tenham vida. Mas que grande salvador.

Romanos 6:23Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.

 

Pecados e pecado

Note por um momento o trabalho de Cristo em substituição. Não só carregou em Si os pecados do Seu povo (1Pedro 2:24) como também os actos impiedosos por eles feitos, actos derivados das corruptas naturezas dos seus ímpios corações. Pecado é o resultado da natureza do homem, então não é só o que eles fizeram, mas também o que eles são por natureza. Foi tudo isto que Cristo carregou em Si e foi por esta razão que Cristo foi feito pecado.

O pecado foi o que entrou no coração do homem quando Adão caiu lá no jardim, pelo qual a morte entrou no mundo pelo resultado dessa queda. (Romanos 5:12)

Foi este estado que Cristo retirou na substituição que é posto em vista em Romanos 5, que através da obediência de Cristo morrendo no lugar do Seu povo os faz justos e justificados. Este trabalho é posto em contraste com a desobediência de Adão que pelo qual o pecado entrou no mundo e muitos foram feitos transgressores.

Romanos 5:12-19Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.  Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos   

E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justifica Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.

Cristo não só sofreu por causa dos pecados do Seu povo, mas como também foi feito pecado, para que Deus no julgamento destruísse a causa do pecado, ‘o pecado em si mesmo‘ no substituto do Seu povo sobre a cruz.

Romanos 6:6Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.

Romanos 8:3Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;

Ó que profundezas e distancias que levou o Salvador a salvar o Seu povo dos seus pecados e os libertar da escravidão do pecado. O quanto que Ele sofreu por aqueles indignos para que eles venham a saber e conhecer esta grande salvação. Mesmo assim, apesar do anúncio desta tremenda verdade nesta mensagem, e do anunciar da cruz de Cristo para muitos que perecem, é uma parvoíce, mas para os que acreditam é o poder de Deus para a salvação. Para muitos, uma armadilha, e para o homem no seu estado natural é ofensivo. Mas para nós, diz Paulo em – 1 Coríntios 1:18Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

Enquanto Cristo suportava a amargura do julgamento de Deus na cruz, Cristo carregou os pecados do seu povo no Seu próprio corpo sendo feito pecado. Mas tem de ser dito com grande clareza que Jesus Cristo enquanto viveu na terra nunca pecou por Si mesmo. Cristo nunca, nem uma só vez teve um pensamento maldoso. Ele nunca fez nada por Si mesmo que o levasse a ter de pagar preço ou castigo. A razão para o qual Cristo sofreu foi: invés do Seu povo como substituto.

Todos os pecados que Cristo acarretou foram Lhe imputados sendo estes os pecados do Seu povo e não dele. Ele nunca cometeu pecado por Si mesmo, como dizem as escrituras – 1 Pedro 2:22O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.” Foi Deus que o fez pecado, mas de qualquer forma Cristo nunca pecou. Muitos teólogos têm procurado uma forma de poder explicar este mistério, que Cristo “o qual nunca cometeu pecado” poderia ser feito pecado, mas Ele nunca por Si pecou. Podemos agora compreender claramente e afirmar que os pecados do povo de Deus foram Lhe imputado para a Sua conta por Deus Pai. Sabemos que as escrituras não falam desta mesma imputação, mas o facto permanece. As escrituras são bastante claras quando afirmam que Cristo suportou os pecados do Seu povo no Seu corpo, 1 Pedro 2:24Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” Invés do Seu povo, no lugar deles e por eles, Ele sofreu. Através de uma transacção; em uma troca Cristo foi feito pecado por nós que acreditamos Nele – 2 Coríntios 5:21Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus

As escrituras apresenta-nos a verdade mas não quer dizer que têm de ser apresentadas de forma lógica com intelecto natural deste mundo. São para serem acreditadas de forma espiritual com a fé que Deus nos dá quando nós nos abatemos a revelação de Deus como se apresenta nas escrituras.

Escritura nenhuma usa o termo imputação em relação aos pecados que Cristo suportou, mas sim que Ele levou em Si os pecados na cruz. Esta afirmação pode parecer uma contradição, mas eu garanto que não é o caso.

Cristo carregou os pecados em si e foi feito pecado. Então surge a pergunta: como é que Ele nunca cometeu pecado? Bem, mesmo sendo um mistério do qual talvez nunca cheguemos a compreender na sua totalidade, mas não deixa de ser verdade. Tal da mesma forma nós podemos declarar que Cristo era homem por natureza, e também Deus ao mesmo tempo, ambas qualidades em natureza e em personalidade, e sendo Deus e pessoa divina, Cristo por natureza não poderia pecar. Talvez um enigma para a mente natural do homem, mas um facto verdadeiro e real de qualquer forma.

Um quebra-cabeças talvez e ofensivo para a sabedoria carnal do homem, mas assunto de grande alegria para todos aqueles que Cristo libertou do pecado. Para todos aqueles que Deus leva a submeterem-se perante a revelação do Seu Evangelho como está nas escrituras.

Teremos de ter cautela e reforçar o facto que Cristo nunca pecou, porque esta é a mais pura das verdades. Da mesma forma temos de colocar ênfase e não fugir da magnitude dos sofrimentos de Cristo, ao submeter-se na cruz afim de poder salvar o Seu povo. Mesmo sendo verdade que os pecados do povo de Deus Lhe foram imputados; postos na Sua conta.

Visto este facto referido acima sobre a imputação dos pecados do povo de Deus em Cristo, mesmo usando o esse termo, a verdade não foge do seu contexto, até mesmo quando stressado porque o seu significado se encontra por toda a parte nas escrituras. Cristo transportou os pecados do Seu povo não exteriormente mas sim interiormente, no Seu corpo, sendo assim feito pecado. Tal como Cristo mesmo sendo Deus eterno e a origem da vida e luz em carne morreu sobre a cruz.

1 João 1:2(Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada);

Enquanto Homem Cristo foi feito pecado, sendo esta a razão pela qual morreu, mas ao mesmo tempo permaneceu como Deus que é – ” luz, e não há nele trevas nenhumas.1 João 1:5. Para que o Seu povo se tornasse perfeito sem pecado como Cristo é perfeito. Isto teve de ser feito por meio do trabalho da Sua substituição. Cristo teve que se tornar naquilo que o Seu povo era, realizado pela troca, afim de poder condenar os pecados do Seu povo na Sua mesma carne. Para que eles sejam feitos na justiça de Deus em Cristo.

2 Coríntios 5:21Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

Esta é uma tremenda verdade. Verdade insondável do qual nós temos que fazer reverência e admirar que Cristo o Salvador de pecadores avia de livre vontade submetendo-se a tanto sofrimento e morte. Tudo pelo amor que tem pelos Seus. Mesmo assim, apesar de tudo que fez para poder salvar o Seu povo. Retirando todos os pecados que a eles pertencia. Retirou-os todos como sendo Seus, sofrendo como homem no lugar dos homens, como o Justo pelo injusto sobre o derrame da ira de Deus. Mesmo assim o glorioso Salvador nunca pecou nem nunca deixou de amar o Seu Pai. Nunca deixou de confiar no Pai e nunca abandonou a tarefa que Lhe tinha sido entregue e para o qual Ele veio – para salvar o Seu povo do pecado. É pela profundeza do sofrimento de Cristo que nós podemos ver a fé que possuía em Deus Pai. Tão maravilhosamente exprimida pelas palavras que Cristo falou enquanto na cruz. Palavras testemunhadas por Lucas em 23:46, ” E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou.

Dois tipos de Adão

Em Romanos capitulo 5 marca este trabalho de substituição e também mostra Cristo sendo o ultimo Adão, tomando o lugar do Seu povo que brotou do primeiro Adão. Paulo coloca em contraste os dois e o trabalho por eles efectuado. Por um homem, (Adão) o pecado entrou no mundo, e a morte pelo pecado. Mas o Ultimo Adão, (Cristo) pelo Seu justo acto de amor em dar a Sua vida no lugar do Seu povo, (aquele justo de 5:18) os salvou da ira, justificando-os pelo Seu sangue, (5:9) libertando-os da morte para a vida, (5:18) fazendo aqueles que eram pecadores justos (5:19) para que eles sejam reconciliados para com Deus pela morte de Cristo (5:10). Ó mas que amor este que podemos ver neste glorioso trabalho.

Através desta passagem é importante ver como Paulo faz contraste com os dois tipos de Adão juntamente com as suas respectivas posteridades. Paulo fala de Adão e de Cristo como sendo representantes de dois grupos de pessoas. O que é verdade sobre todos aqueles homens que estão representados por Adão é posto em contraste com o que é verdade sobre todos aqueles que se encontram no último Adão – Cristo.

Todos em Adão estão em contraste com todos em Cristo (“assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo1Corintios 15:22). Como toda a humanidade é a posteridade do primeiro Adão nem toda humanidade é a posteridade de Cristo. Este facto é bem visível nas passagens das escrituras. Exemplo de uma destas passagens: Romanos 9:6-13

É importante notificar e explicar o porquê que Paulo se refere a muitos serem feitos justos no verso 19 – pois nem todos são feitos justos mas somente a Sua posteridade. Mas o que é verdade sobre a humanidade sem excepção é que todos estão em Adão, todos pecaram e como resultado a morte passou a todos os homens. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Romanos 5:12).

Tendo representado este solene facto, Paulo passa a seguinte parêntese do verso 13 até 17 com o propósito de ilustrar como Adão e Cristo se representam como representativos de ambos os povos em questão referentes a ambas posteridades. Apesar de nem todos terem feito aquilo que Adão fez de qualquer forma como sendo o representante o seu acto de desobediência afectou-os a todos. Da mesma forma toda a posteridade de Cristo apesar de não terem feito o que Ele fez; mas Cristo sendo o representante do Seu povo pelo Seu acto de obediência em oferecer a Sua vida pelo Seu rebanho este acto afectou-os a todos tal como o acto de desobediência de Adão afectou a sua posteridade. Paulo mostra no verso 13 e 14 que não é a presença da lei que determina se um peca ou não porque quando nem sequer havia lei (desde Adão até Moisés) a morte sempre reinou e reinou porque o pecado ainda estava na humanidade governado os seus actos. Ao contrário de Adão que desobedeceu um comando que lhe foi dado por Deus e ao contrário daqueles que se encontram debaixo da lei que transgridem os comandos de Deus, aqueles desde de Adão até Moisés pecaram não contra um comando exterior (eis porque de não terem pecado a semelhança de Adão) de qualquer forma eles pecaram. O pecado ainda estava dentro deles e a morte reinava sobre eles. Eles não procuravam Deus virando-se contra Deus e vivendo de acordo com a volúpia e prazeres das suas mentes corruptas negando constantemente de livre vontade a revelação da verdade de Deus que Deus declarou pela criação do mundo e nas suas próprias consciências (Romanos 1:19-22, 2:10-16, 3:9-18). Então que estejam debaixo da lei ou não o pecado reinou e a morte pelo pecado. A lei nada fez para prevenir esta realidade. De facto quando a lei foi dada também foi dito; – “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse

Todavia Adão era nada mais do que uma figura ou tipo de Cristo “No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.Romanos 5:14. O que é apresentado pela desobediência de Adão e as consequências que por ele vieram e caíram sobre toda a sua posteridade é uma figura ou imagem daquilo que haveria de vir através de Cristo através da Sua obediência para toda a Sua posteridade. “Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.

E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus CristoRomanos 5:15-17  

Ó mas que tremenda diferença entre o trabalho de Adão e o trabalho de Cristo. Adão por um acto de desobediência mergulhou-se a si mesmo e toda a sua posteridade em condenação, morte e destruição. Mas através da oferta da graça por Jesus Cristo; toda a Sua posteridade apesar de esta ter cometido muitas ofensas são de qualquer forma justificados em Cristo. Recebendo abundante graça pela Sua intercessão e também a oferta da justificação que reina em Jesus Cristo. Pelo acto de obediência em obedecer a vontade de Seu Pai em ter oferecido a Sua vida pelo povo de Deus para que eles soubessem o que é a ” justificação de vida” (5:18) pelo derrame do Seu sangue (5:9). Eis “pela desobediência de um só homem” (no jardim) “muitos foram feitos pecadores” assim “pela obediência de um muitos serão feitos justos” (sobre a cruz 5:10). Pois o fruto da desobediência de Adão do qual ele comeu trouxe a morte mas ‘note caro leitor’ que o fruto da árvore da obediência de Cristo quando Cristo bebeu da taça a ira de Deus, Cristo conquistou e derrotou a morte trazendo vida eterna para o Seu povo. Que contraste não acha?  

É assim que Deus justifica os ímpios e este é o contexto do capítulo 5 – a morte de Cristo. A posteridade de Cristo “tendo sido justificados pelo seu sangue” (5:9). Cristo os justificou pela Sua perfeita obediência “sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:8) em dando a Sua vida como substituição no lugar do Seu povo sofrendo a morte que eles mereciam para que eles fossem feitos “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2Córintios 5:21). Onde é que entrou a lei? Foi a justificação alcançada pela lei? NÃO pela lei. Porque “se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde.“. A morte de Cristo trouxe a justificação para o Seu povo através do Seu sacrifício colocando-se como substituto deles pela Sua obediência para com a vontade do Pai.

Pois “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.Gálatas 3:13-14 

Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro.

Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um. Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes.” Gálatas 3:19-22            

Eis o porquê que nós não vemos a justificação ter vindo pela lei mas sim pelo derrame do sangue e morte de Cristo. Foi pela obediência de Cristo que o Seu povo foi liberto da lei e da condenação pois a lei veio “para que a ofensa abundasse” … “mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;” “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”

Dêem louvor e graças a Deus pelo substituto dos pecadores, por Aquele que se ofereceu como sacrifício pelos pecados de muitos como sendo o resgate e pagando o preço com o derrame do Seu precioso sangue e morte na cruz – o senhor Jesus Cristo. E dêem louvor a Deus onde o pecado abundou a graça abundou muito mais.

Mas eu pergunto ao meu caro leitor, o que é que sabe sobre está graça? Terá o Espírito de Deus feito o abundar desta graça em Cristo no seu coração? Onde se encontra o meu caro leitor neste momento; Será que se encontra representado por Adão ou em Cristo? Estará justificado ou condenado?

É Cristo o seu substituto? já foi reconciliado para com Deus pela morte do Seu Filho Jesus Cristo?      

Romanos 5:8 ” Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Romanos 5:6-7-8-9-10-11-12Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.

Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.  Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.  Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Romanos 5:18-19 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.                                                  

 

Amem.           

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Trabalho de:

Ian Potts

Fevereiro 6, 2007

 

Tradução por Luís Gomes

 

Abraão acreditou em Deus.

 

Tendo apresentado o trabalho de Deus na justificação de pecadores, “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.“, no fechar do capitulo 3 Paulo apresenta 3 perguntas hipotéticas das quais alguém poderia vir a perguntar em resposta a doutrina e ênfase colocada sobre a fé e trabalho de Deus.

Com três breves respostas Paulo afirma a verdade sobre a justificação pela fé perante uma eventual oposição céptica.

 

Romanos 3:27Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Näo; mas pela lei da fé.

 

Romanos 3:29 É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente,”

 

São estas três perguntas e respostas que Paulo procede em abrir, expandindo mais profundamente o seu significado no capítulo 4. Usando a crença de Abraão como exemplo, ilustra o contraste entre a justificação procurada por meio de obras da lei, e a justificação pela gratuita graça de Deus. Pelo qual Deus justifica pecadores não meritórios através da fé, fazendo assim todas as bases para orgulho e formas de vaidade excluídas por completo.

Paulo mostra a bênção que é em ter todos os pecados perdoados e de ser justificado, e por fim revela o peso e medida da misericórdia de Deus para com o judeu e o grego. Ele faz isto por mostrar que a lei é estabelecida através da justiça da fé, que é oferecida a todos do qual pertence a promessa, como “da fé que teve Abraão,”                           

 

Orgulho excluído pela lei da fé… Romanos 4:1-8

Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não prática, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, E cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.

Paulo começa por perguntar o que é que Abraão descobriu e o que é que lhe foi ensinado por Deus (4:1) sobre a salvação, e justificação. Estes factores são de grande importante a fim de compreender seu significado antes de sabermos o que é ser abençoado com o perdão dos nossos pecados.

Abraão foi ensinado “segundo a carne“, que as suas obras e seus esforços religiosos nada poderiam fazer para o salvar – absolutamente nada. Essas obras não são nada mais do que trapos imundos perante Deus. O melhor que poderia ser feito é sempre contaminado com o pecado. Essas obras ou boas acções podem aparecer significantes e comemoráveis aos homens. Podem até dar a Abraão espaço para se gloriar perante os homens, mas não perante Deus, porque perante Deus Abraão se apresentaria como o resto dos homens, pecador e injustificado. Seja Abraão ó qualquer outro homem, mulher ou mesmo criança por mérito próprio ou esforço, muito que tente nunca conseguira produzir a perfeição que Deus demanda.  

Repare como Paulo responde em Romanos 3:27 “jactância É excluída pela lei da fé”. Paulo refere-se aqui ao Evangelho e àquela fé que se encontra no coração do Evangelho como uma lei e princípio, encontraste com a lei de obras. Paulo faz isto para por ênfase no contraste entre a fé e aquilo que caracteriza a lei – obras. Eis o porquê que o Evangelho é referido como lei mas sim uma lei caracterizada pela fé. Aqui está a lei executada não por obras mas sim por acreditar sendo esta uma lei que trás justiça não por obras, mas sim por fé – “a justiça da fé“.

Esta justiça é trazida por Deus para a conta do Se povo. É lhes é imputada. Mas é de relembrar que aquele que acredita não tem qualquer mérito em a receber. Porque Deus imputa e declara o crente justificado gratuitamente por Sua livre vontade. Quando um crente acredita em Jesus Cristo a crença ou o acreditar não é a causa da justificação mas sim o efeito, é sim o resultado do trabalho do Espírito Santo na alma do crente que a leva há acreditar em Cristo. Esta justificação foi importada pela fé de Cristo e é recebida pela fé do crente como uma oferta de Deus.

Eis o porquê de não haver origem de orgulho. Sendo assim leva todos os esforços e obras dos homens a nada – foi assim que Deus salvou Abraão. Não por obras mas sim por graça. Não pela lei, mas sim através da fé. Se Abraão fosse justificado pelas suas obras teria algum para se orgulhar e a salvação seria uma recompensa das suas obras uma divida que teria de ser paga. Ele teria tido mérito e por fim ele á teria merecido (4:4) mas como poderia ele a ter a tido merecido sendo Abraão visto por Deus como ímpio?

O que Abraão descobriu e veio acreditar foi que a salvação é e tem de ser por meio da graça gratuita de Deus, porque ainda em seus pecados e enquanto ímpio, Deus o justificou e o perdoou de todas iniquidades e pecados. (4:7)  

A fé de Abraão foi-lhe contada como justificação. (4:5) Agora isto não quer dizer que a fé de Abraão por si é justificação mas sim que Deus contou como justificação. Foi Deus que imputou essa justificação em Abraão por causa da justiça de Deus em Cristo do qual Abraão olhou e descasou em fé que a justiça que Cristo trouxe para a conta do Seu povo quando Ele sofreu e morreu na cruz em lugar do Seu povo removendo por completo todos os pecados do Seu povo. Cristo ao sofrer na cruz tomo em Si o derrame da ira de Deus, o castigo pelos pecados de muitos retirando assim os pecados e cobrindo o Seu povo com o Seu Santo sangue que por e só para eles foi derramado.

Foi desta forma que Abraão foi justificado e é este o alvo do qual a sua fé descansou. A graça de Deus trouxe Abraão há acreditar, abrindo-lhe os olhos para a verdade. Abraão vendo o seu estado perante Deus compreendeu a necessidade em ter os seus pecados perdoados, então Deus na Sua grandeza o abençoo. Abraão entrou na mesma bênção do qual Davi falou e se alegrou quando escreveu no Salmo 32:

BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.  Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.

Ó a bênção de ter os pecados perdoados. Ser justo perante Deus – ser perdoado. Ser contado como justificado perante o Santo Deus.

É esta mesma bênção do qual Abraão e Davi falaram e acreditaram.

Romanos 4:9-12 “Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente, ou também sobre a incircuncisão? Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão. Como lhe foi, pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não na circuncisão, mas na incircuncisão.  E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada; E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão.

Desde do verso 9 até o verso 12 Paulo fala sobre a seguinte pergunta: quais são aqueles que Deus justifica. Será que esta bênção de justificação só cai sobre os judeus ou também sobre os gentis. Será que é só sobre os que estão na circuncisão ou também na incircuncisão.

A resposta é solene. Não somente sobre os judeus mas também sobre gentios, mas como é que Paulo se prova nesta questão? Ele o faz mostrando que a fé de Abraão foi imputada como justiça. Não quando ele estava em circuncisão mas sim antes de ter sido circuncidado. A circuncisão é vista pelos judeus como uma representação da lei deles, mas a lei foi dada somente 430 anos depois e foi dada por causa da especial relação daquela nação com Deus. Mas a circuncisão de Abraão foi como um selo da justiça da fé que ele recebeu antes de ter sido circuncidado. Abraão não foi justificado pelas obras da lei nem pela natureza do seu nascimento nem pela obediência ao comando de Deus no acordo da circuncisão, mas sim pela fé no trabalho de Deus. Deus justificou Abraão através da morte de Cristo, morte do qual trouxe a justificação que Deus gratuitamente atribuiu a Abraão e para todos os seus descendentes que acreditam na promessa. Dos mesmos que são levados como Davi a conhecer a bênção em ter suas iniquidades perdoadas e em justificação imputada por meio da graça divina de Deus.

Uma geração de pessoas com a mesma fé de Abraão. Sendo estes ambos judeus e gentios. Abraão sendo assim o pai de muitas nações e de uma multidão impossível ao homem de contar.

Pessoas que têm isto em comum: são todas elas que se encontram em Cristo. são estes a verdadeira semente de Abraão. Sendo Cristo o primogénito de muitos filhos Aquele que pela Sua morte trouxe a prometida herança para todos aqueles que acreditam tanto judeu como gentio. Como nós podemos ler em Gálatas 3:11-18

E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá.

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.

 Irmãos, como homem falo; se a aliança de um homem for confirmada, ninguém a anula nem a acrescenta. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Mas digo isto:

Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa. Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão.

 

Qual é a sinal ou marca deste povo? Paulo diz que a marca ou sinal é a seguinte:

Romanos 4:12E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão,” eles acreditaram em Deus e lhes foi contado como justificação, como diz as escrituras e Paulo o também afirma em Romanos 4:3Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.

Quem instituiu a lei da fé?

A resposta está em Romanos 4:13-25

Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vä e a promessa é aniquilada. Porque a lei opera a ira. Porque onde não há lei também não há transgressão. Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, (Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem. O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. Assim isso lhe foi também imputado como justiça. Ora, não só por causa dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta, Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.

Desde o verso 13 do capítulo 4 Paulo vira a atenção a terceira e ultima pergunta levantada no final do capítulo 3, “Anulamos, pois, a lei pela fé?

Como é importante em responder a esta pergunta. Paulo já tendo tratado com o desacreditar encontrado na pergunta – responde com toda a firmeza – “De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.” Agora Paulo procura demonstrar através do exemplo da promessa feita a Abraão e da fé de Abraão que a fé estabelece a lei.

No verso 13 Paulo afirma a verdade do Evangelho levando-nos ao primeiro livro da Bíblia afim dos nos relembrar a promessa de Deus feita a Abraão em Génesis 17 que por sua vez mostra a eterna aliança da graça. Lá em Génesis Deus prometeu Abraão que ele seria o pai de muitas nações, isto a fim de estabelecer uma aliança com ele e com a sua semente em ser seu Deus e lhe dar a terra onde se encontrava como um estranho a fim de a possuir para sempre. É esta promessa em Génesis 15 que Deus da fé a Abraão para a acreditar, fé que Deus contou a ele para justificação, (leia Génesis 15:6). Foi isto feito em circuncisão? Não, mas sim em incircuncisão, porque não foi até depois de as promessas terem sido feitas que a circuncisão foi instituída como um selo de acordo. Romanos 4:11

E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada;

Eis o porquê que a promessa não foi feita através da lei, sendo visto que a circuncisão é um figurativo da lei, mas sim ter sido instituída através da justiça da fé, (4:13). A promessa e a bênção da mesma são consumadas por Cristo no Evangelho, sendo Cristo a semente de Abraão. Não veio por obras mas sim por fé, não pela lei mas por graça. Mas qual foi a promessa? Em forma superficial pode parecer ter sido aquela terra física de Cana que veio a ser Israel do qual Abraão se encontrava como um estranho, mas tudo isso é somente uma figura e sombra para o qual a promessa se refere. Cana ou Israel nunca foi e nunca será para a posse eterna de Abraão ou dos judeus. Então o que é que indica está figura, o que é que representa quando fala numa posse eterna para todos aqueles que são as verdadeiras crianças de Abraão? O que representa é aquela eterna posse e herança do novo mundo que há-de vir do qual Abraão e seus descendentes são herdeiros mas não através da lei, mas sim pela justiça da fé. Romanos 13:14 Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada.

Não em tempo mas sim em eternidade na glória da ressurreição. Um mundo em que o povo de Deus que foi comprado com o sangue de Cristo ressuscitara para uma nova vida em Cristo. Sendo ressuscitados e incorruptíveis tendo posto incorrupção na ressurreição para vir com gloriosos corpos espirituais. Este povo vivera para sempre em justiça no novo céu e na nova terra. Leia Coríntios 15 e Pedro 3:13 Apocalipse 21:1. É esta a herança que foi prometida a Abraão e aos que estão em Cristo Pelas obras e trabalhos do homem? Não, mas sim por fé.                                

Abraão acreditou em Deus sabendo que Deus iria lhe trazer esta herança através da morte. Nisto Abraão foi instruído através do teste quando lhe foi pedido para oferecer Isaac o filho que Deus lhe tinha prometido. Abraão obedeceu ou seu Senhor acreditando não só que Deus iria ressuscitar Isaac dos mortos, mas sabendo que tinha em figura Aquele que iria vir em tempos futuro. Aquele que tinha sido prometido que seria ressuscitado dos mortos em ordem de poder trazer a herança prometida para o seu povo tornando assim consumada a aliança.

Para que uma herança ou aliança seja concluída é sempre necessário que haja morte e é através da morte daquele que foi prometido que a promessa do novo mundo se realiza para todos que se encontram Nele, (Cristo). Leia Hebreus 11:8-19

É esta a promessa feita a Abraão. E se é por fé então não é por obras. Mas será que isto faz o anulo da lei? Claro que não – mas em contrário: estabelece a lei de Deus. Estabelece a lei pela morte de Cristo que por si mesmo sofreu o castigo que a lei exigia ao Seu povo. Cristo em Si sofreu a ira de Deus que por justiça pertencia ao Seu povo. Morrendo a morte que lhes pertencia, tendo sido feito anátema por eles e desta forma libertou-os do julgamento libertando-os do pecado. Por esta morte Cristo trouxe o seu povo pelas águas da morte para a vida eterna. Como em tempos antigos quando o povo de Israel atravessou o mar de Jordão para a terra prometida através da liderança de Josué o que é uma imagem do que o Senhor Jesus Cristo fez pelo Seu povo. Note que não foi Moisés que liderou o povo a atravessar o mar de Jordão para a terra prometida porque Moisés teve de morrer primeiro afim do povo poder atravessar o mar, mas sendo Josué que conduziu o povo de Israel.  

Deuteronômio 1:38Josué, filho de Num, que está diante de ti, ele ali entrará; fortalece-o, porque ele a fará herdar a Israel.”

Êxodos 15:16-17Espanto e pavor caiu sobre eles; pela grandeza do teu braço emudeceram como pedra; até que o teu povo houvesse passado, ó SENHOR, até que passasse este povo que adquiriste. Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó SENHOR, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.

 O que é uma imagem da obra de Cristo. É Cristo que faz o seu povo atravessar este tempo finito para a eternidade, e liberta-os da escravidão e do domínio da lei para a liberdade do Evangelho. Transacção do reino da morte para o reino da graça. É tudo isto que estabelece a lei. Assim satisfazendo todos os seus mandos e consumando todo o castigo que a lei mandava trazendo justiça para toda a eternidade para todos os descendentes prometidos – e só Cristo que o faz e mais ninguém. E é nisto do qual a fé se prende e se afirma – justificação pelo sangue de Cristo.

Será que a fé faz o anulo da lei? No verso 14 Paulo vira a mesa á esta pergunta hipotética do verso 3:31. Longe disso a fé não faz anulo há lei mas sim o oposto. A fé e a justiça vinda pela fé ambas as coisas instituem a lei, (consumando todas as promessas que por sua vez apontam ao tipo e figura estabelecendo aquela justiça que é exigida a fim de ser imputada para todos aqueles que acreditam.) aqueles que se viram para as obras da lei, a fim de poderem estabelecerem as suas mesmas justificações fazem por sua vez o anulo e o desfeito das promessas. Longe de se poderem justificar debaixo do domínio da lei, porque a lei trabalha ira condenando os pecados daqueles que por ela (lei) são dominados deixando-os condenados a morte. Longe de ser uma forma de viver a lei mostra-se como ordenança de morte, tornado a palavra numa assassina. A lei não deve nada a fé nem tem domínio nem dependência. Gálatas 3:12Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá

A lei ordena obras sobre todos aqueles que por ela são subordinados. Trabalhos do qual os subordinados se encontram sem a habilidade necessária para lhe render em perfeição. Porque a lei de Deus exige perfeição e está longe de poder trazer a promessa, como nos é dito em, Gálatas 2:21 Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde” e a Abraão Deus ensinou-lhe o contrario.

Abraão sabia que a promessa só poderia vir pela fé, somente pelo trabalho de Deus em sua vez, e só pela graça. Ele sabia que a justificação não poderia ser alcançada pelo seu poder ou habilidade em cumprir a lei, porque lhe faltava a força por natureza estando morto em trespasses e pecados. Ele sabia que é Deus que traz a justificação ao pecador e é por Deus imputada – ainda em pecado para que a herança viesse através da morte de Um outro. Por duas vezes Deus ensinou Abraão a necessidade da ressurreição. Deus tendo prometido ao Abraão e a Sara uma criança, criança que só veio pelo comando de Deus enquanto ambos ainda estavam mortos espiritualmente pelos pecados. E esta criança veio quando Sara já tinha ultrapassado a idade de poder conceber naturalmente (Romanos 4:19). Mesmo assim olhando para a idade passando toda a esperança de poder dar a luz naturalmente, quando a fé foi testada até ao limite, só depois é que Deus recompensou a fé de Abraão, (Romanos 4:18) “O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência” dando-lhe a criança que lhe tinha prometido.

E noutra vez Deus ensina Abraão sobre a herança na ressurreição, quando Deus ordenou que o filho prometido de Abraão fosse sacrificado. Agora como podemos ver Abraão acreditou em Deus, sendo “E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.” (Romanos 4:21) contando Deus “que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar; E daí também em figura ele o recobrou.” (Hebreus 11:1819) uma figura de quê? figura de ressuscitar dos mortos o nosso Senhor Jesus Cristo.

Romanos 4:25O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.

 

Foi nisto que Abraão acreditou, e em que Deus lhe contou como justificação, tendo trazido a justificação pela fé de Jesus Cristo imputando a todos que acreditam. Aquela justificação que estabelece e conclui a lei divina de Deus, e é nisto que todas as crianças de Deus e todas as de Abraão se encontram em descanso pela fé: porque nós não anulamos a lei de Deus, Romanos 3:31Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.

AMEM

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