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Archive for Junho, 2008

Trabalho de Ian Potts

Novembro 7, 2007

 

Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o fazRomanos 14:6.

 

No meio do capítulo 14 da carta para Romanos Paulo no verso 5-6 considera o guardar de dias. O guardar de certos dias especiais é um assunto, digamos antes assim, é um vírus do qual penetra rastejando com doce e suave toque na religião. Os Judeus debaixo da lei foram comandados para guardar o sabá (Sábado) tal como muitos outros dias de importância cerimonial para a adoração de Deus. Os crentes Gentios em Roma que por vez nunca esteve debaixo da lei como uma aliança exterior como os Judeus de outrora queriam começar a guardar dias especias. Portanto o que foi costume e usual para alguns era prática invulgar e estranha para outros. Alguns em Roma se encontravam fortemente convictos que deveriam de continuar a guardar o dia de Sábado ou outros dias tal como outrora os Judeus haviam guardado. Outros não viam a necessidade. Alguns sentiam que a pratica de separar um dia aparte em sete afim de se devotarem a Deus era de grande importância. Outros sentiam que deveriam de tratar todos os dias da semana da mesma forma.

 

Opiniões sobre este assunto eram não só diversas como fortes na sua natureza, desta mesma forma como outrora foi também agora nos dias de hoje podemos observar em varias dominações este mesmo erro. A confusão que foi instalada por alguns ainda permanece. Muitos estão completamente convencidos de umas coisas e outros de outra. Alguns por exemplo guardam muito especial o dia do nascimento e morte do Senhor em certos dias todos os anos. Outros sentem que certas práticas não são comandadas pelas escrituras reconhecendo que certas práticas são influenciadas pelas tradições e caprichos dos homens. Argumentos de contra e favor podem ser fortes mas a verdade tem de ser encontrada na Palavra do Senhor e não em tradições.

 

É este mesmo assunto que Paulo adere nestes dois versos, argumentando quer um guarde o dia ou não o guarde esse crente deve guardar como sendo para o Senhor. Debaixo e sobre a Nova Aliança os crentes não estão debaixo da lei para que tenham de guardar o Sábado ou outro qualquer dia em particular de relembrança (tal como a Páscoa). Contudo isto não quer dizer que o guardar de certos dias é errado. Paulo procura salientar que o guardar ou não guardar de certos dias não é errado em si e não deve de ser razão para divisão entre os crentes. Paulo destaca a importância de evitar contestar sobre dúvidas (14:1) desta natureza. O que importa é como um se aproxima e guarda esse dia (o que é que é importante nesse dia), guarde ou não tudo deve de ser feito como se fosse feito ao Senhor.

 

Houve uma vez que me foi perguntado sobre o dia de Sábado.  

 

Esta foi a pergunta juntamente com o seu contexto: “tu mencionaste que o guardar do dia de Sábado não é especialmente mencionado no Novo Testamento em contra partida nove dos outros mandamentos são citados. Existe então alguma aplicação sobre isto? Me parece que é omisso porque o dia de Sábado (ou dia de descanso) foi principalmente instituído em Criação, i.e. Deus trabalhou em seis dias e no sétimo Deus descansou. Quais são as tuas ideias na pratica no guardar do Sábado nos dias de hoje, por exemplo: te contentarias em ir as compras no Domingo? Se não, então explica porque não?

 

Vejamos esta pergunta sobre o dia Sabá ou Sábado ao realce da luz do ensinamento de Paulo em Romanos 14. Em primeiro lugar é significante observar que o comando de guardar o dia de Sábado não aparece no N.T. isto é porque essencialmente o guardar do dia de Sábado era uma figura e tipo no A.T que apontava para aquele descanso que os crentes têm em Cristo. Os crentes antes de virem a Cristo, encontram-se debaixo da lei espiritualmente falando e na lei trabalham. Mas quando conduzidos a fé os seus ‘seis dias de trabalho’ vêem ao fim e o crente entra no descanso de que Deus instituiu tendo sido crucificado com Cristo e ressuscitado com Cristo para o outro lado da morte. Então o crente está em descanso realizando e reconhecendo que o Sábado era nada mais que uma figura. Eis que no N.T com o nascimento de Cristo e o Seu trabalho tendo sido terminado na cruz, pela Sua morte o Sábado veio ao fim. Por isso nós lemos em Mateus 28:1E, no fim do sábado” que corresponde a ressurreição do nosso Senhor. Este verso não só se refere ao fim daquele sábado em particular mas sim refere-se ao fim do guardar do Sábado ponto final.

 

Existe um descanso apontado por Deus para o Seu povo e podemos ver essa mesma figura pelos acontecimentos do povo de Israel após ter saído do Egipto e após ter recebido a lei por Moisés.

Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?” (Hebreus 3:17) e por que é que Deus se indignou “e a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?” (Hebreus 3:18) desobedientes? Porquê? Vejamos: “E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade.” (Hebreus 3:17), por que o povo não acreditou em Deus, isto significa que eles não tinham fé em Deus. Mas eles não ouviram o Evangelho? Não, quem disse isso, “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.” (Hebreus 4:2)

 

Visto, pois, que resta que alguns entrem nele, e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência,” (Hebreus 4:6), note caro leitor algo importante nesta passagem que é destruída pelo tradutor português e digo isto porque na KJV este erro não acorre. O mesmo verso na KJV o que é um melhor trabalho de tradução do que aquele feito por os tradutores portugueses, infelizmente tenho que admitir, o final do verso diz ‘por causa de desobediência‘ mas na KJV o verso lesse-se “Seeing therefore it remaineth that some must enter therein, and they to whom it was first preached entered not in because of unbelief:” note, não por desobediência mas sim por não acreditarem. O que é não acreditar, não é isso não ter fé. Julgo que sim. Vejamos, não foi Abraão justificado pela fé e fé que recebera de Deus para acreditar nas promessas que Deus lhe deu assim Abraão olhando para Aquele (Cristo a prometida Semente) que lhe foi prometido acreditou. Não foi preciso lei nem guardar o Sábado contudo Abraão entrou no descanso de Deus. Mas Abraão obedeceu a Deus quando Deus lhe pediu para oferecer o seu único filho como sacrifício. Sim mas esta obediência foi obediência pela fé que possuía em Deus pois ele contava Deus capaz de trazer o seu filho do mundo dos mortos, contudo isto foi para mostrar Abraão aquilo que Deus iria fazer através de Cristo. Se assim não fosse as escrituras não poderiam dizer “Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.” (Hebreus 4:10)

 

Como é que veio estas promessas a Abraão, foram elas pelas obras da lei ou por obediência? “Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.” (Romanos 4:13

 

Se um crente pode por razão de guardar ou não guardar gabar-se perante os seus irmãos e orgulhar-se por ter feito algo que outros não fizeram, julgando-se melhor por ter guardado o Sábado porque a lei diz para guardar o sétimo dia, pensa por a sua obediência a lei vai poder entrar no descanso de Deus, este não só está enganado como o véu que se encontra no rosto de todos os judeus quando leiam as escrituras encontra-se também no seu coração. Se não fosse como pode as escrituras disser que homem nenhum se poderá orgulhar pelas obras da lei nem pelas obras da lei será justificado. Mas se um guarda a lei dias Sábados etc., então a justificação não lhe é atribuída por obra e graça de Deus nem é recebida pela fé mas sim lhe é recebida como divida. Mas isto é impossível Deus diz que a justificação é por graça e não pelas obras da lei “Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada.” (Romanos 4:14), o quê vamos fazer a morte de Cristo um acto inútil? Claro que não e se assim é como é que querem juntar ao trabalho de Deus os seus mesmos trabalhos de guarda ou não guardar a lei. Pela lei “nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” (Romanos 3:20)    

 

De acordo com o mencionar do Sábado na Criação, é verdade que em Génesis 2 menciona o Sétimo Dia juntamente em Êxodo 20 refere-se em relação com a lei do Sábado. Contudo é importante realçar que em nenhuma parte em Génesis o Sábado se encontra como lei. Encontre mencionado mas não é mencionado como uma lei que o homem teria de cumprir ou de guardar esse dia. Menciona sim o Sétimo dia em que Deus após a Criação descansou mas não como uma lei entregue ao homem. Somente após de Moisés ter resgatado o povo de Israel do domínio de Egipto e só após de ter entregado a lei (o que é uma aliança de obras “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3:19-21“). Nós nunca lemos sobre os patriarcas guardando o Sábado ou Sétimo no sentido de lei. Certamente na Criação o tipo e sentido do Sétimo dia é mencionado porque é o acontecimento da Criação de Deus e a figura daquilo que Deus trás na nova Criação da qual pertence o eterno descanso. A lei de Moisés certamente se refere a isto porque a lei do Sétimo dia é uma figura daquilo que havia de vir, (e foi feita como lei para nos ensinar que quebrar esse descanso por trabalhar é errado porque isso significa juntar o nosso trabalho com o trabalho de Cristo para a salvação – nós somos comandados para descansarmos no trabalho de Cristo). Contudo o facto permanece que em nenhuma parte em Génesis é nos comandado guardar o Sétimo Dia e note que as instruções e requerimentos para como guardar o Sétimo dia só é nós declarado pela lei.

 

Quando chegamos ao N.T nós temos varias referências sobre o Sétimo dia nos Evangelhos e no livro os Atos dos Apóstolos mas muitas destas referencias se referem aquilo que Cristo fez nos dias de Sábado coisa que desagradava os Judeus, (os judeus não gostavam porque eles viviam pela lei não por fé mas sim pela aliança de obras) que o acusaram de quebrar a lei do Sábado. Na carta para os Colossenses 2:16 do qual é significante realçar porque Paulo ensina a importância da libertação das coisas terrestres que alguns que entraram na igreja pretendiam colocar os crentes em cativo pelas coisas que outrora eram observadas e ainda são mas sim por aqueles que se encontram debaixo da lei pois estes não confiavam no trabalho realizado pelo Filho de Deus. Paulo procurava colocar o olhar dos crentes sobre coisas celestiais em Cristo, mostrando que os tipos e figuras terrestres já passaram com Cristo.

 

Somando, no N.T nós somos libertos da lei incluindo a lei do Sábado (Sétimo dia). O mencionar do descanso do sétimo dia na criação não altera este facto porque a posição do crente é de morto para este mundo presente para esta presente criação vivendo em Cristo. Em Cristo ressuscitado para a nova vida para o outro lado da morte. O que pretende há esta vida presente é nada mais que uma sombra em comparação á realidade que nos é entregue na nova criação em Cristo. O sétimo dia figura aquele descanso eterno que nós temos em Cristo. Em Gálatas 6:14 Paulo diz-nos que o mundo está crucificado para ele e ele para o mundo. Se assim é ele está crucificado para todas as coisas que pertence a este mundo incluindo a observação de dias santos e sétimos dias. Nós que cremos não estamos debaixo da lei (nós estamos mortos para a lei e para este presente mundo). Como crentes temos de estar convictos da nossa posição em Cristo. Pois Cristo nos transportou para o outro lado da morte. Já não somos deste mundo nem da posteridade de Adão mas sim celestiais no Segundo Homem Cristo. Nós somos chamados para mortificar os actos da carne e se assim é nós nos consideramos morto para a carne, mortos para o mundo e para tudo que é terrestre. Tipos e figuras com as suas sombras serviram o seu propósito no Antigo Testamento mas agora a realidade já veio a verdadeira luz já veio, nós deitamos fora as coisas antigas e andamos na liberdade que há em Cristo nosso Salvador.

 

Mas em prática como é que todas estas coisas funcionam? Obviamente apesar do nosso estado em Cristo ainda temos a carne e ainda estamos neste mundo (apesar de não sermos deste mundo) e temos semanas com dias e noites … e por esta razão apesar de não estarmos debaixo de uma obrigação legal para guardar o dia de Sábado, estando morto para a lei, de qualquer forma o princípio de um dia de descanso em sete enquanto neste mundo é um agradável. Fisicamente e espiritualmente neste mundo e em muitas formas temos essa necessidade. Também é agradável adorar o nosso Senhor todas as vezes que possamos e em termos um dia por semana separado especialmente para esse fim sem que haja uma distracção pelos nossos trabalhos diários ajuda bastante. A situação histórica deste país por exemplo (Inglaterra) que oferece o domingo como descanso para muitos é algo de se agradecer e eu me alegro e voluntariamente marco esse dia aparte para adorar Deus. Sendo o primeiro dia da semana que é o dia que Cristo ressuscitou dos mortos (não o sábado mas um dia em sete e um dia bom para relembrar a ressurreição do nosso Senhor).

 

Sendo possível assim evitar trabalhar e fazer compras em tal dia ajuda pois tais coisas podem me distrair da adoração que pretendo oferecer a Deus nesse dia. Tal como Paulo diz em Romanos 14:6, “Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz“. Nós não estamos sobre uma obrigação legal para guardar um dia entre sete e por isto não deveríamos de ser julgados por outros que vêem as suas liberdades em Cristo de forma diferente ou por aqueles que lhes faltam liberdade porque ainda estão debaixo da lei e não em graça cometendo-se em trabalhos. Que estimemos um dia acima de um outro ou não quer que observemos um dia por semana em diferencia dos outros dias ou um dia anual ou não nós devemos de o fazer para o Senhor, tudo em fé, tudo para a Sua glória. E que tudo seja livremente de boa vontade do amor que temos para Cristo nosso Salvador.

 

Existe alguns que reconhecem que o crente já não está debaixo da lei do Sábado que do qual tratam o Domingo tal como outro dia (excepto por atender a uma assembleia numa uma vez ou duas nesse dia). Bem eles têm essa liberdade para o fazer mas outros preferem o contrário achando melhor elevar todos os dias á mesma marca invés de trazerem tudo para um só dia como os de outros. Mas como não podemos trazer todos os dias e os elevar a marca desejada por causa de termos de trabalhar para sustentar família quem tem família, ir as compras etc., apesar de querer mais de que um dia, talvez dois ou três e separá-los para adorar Deus, apesar disso não deixamos de agradecer por esse um só dia da semana em que temos a liberdade em o separar e nesse dia adorar Deus, não só privadamente mas como publicamente. É bom em poder pelo menos tratar esse dia de uma forma diferente – em dar o nosso tempo livremente ao Senhor. Se tu gostas de colocar a tua mente em coisas celestiais colocando aparte tudo que é terrestre então não é em observar o Sábado porque a lei te comanda mas sim de boa vontade oferecer o teu tempo ao Senhor que essa vontade seja originada pelo amor que tem para com o Senhor que te amou primeiro e deu a Sua vida por ti.

Como um dia de descanso nós nos podemos relembrar aquele eterno descanso que nós temos em Cristo que no libertou da escravidão para a liberdade como crianças da luz que caminham pela luz do rosto de Cristo no poder de uma vida eterna em Cristo. Tendo morrido pelos nossos pecados ressuscitou como o Primeiro dos mortos no qual temos a nossa vida e ser.   

 

Quer guardemos um dia ou não, não seja isso causa de disputas. Vivemos sim pela fé cada dia e todos os dias fazendo tudo como seja para o Senhor e que possamos nos reunir sempre com os nossos irmãos, quer seja no primeiro dia da semana, no segundo ou outro qualquer para ouvir a palavra do Senhor no Evangelho de Deus adorando-o sempre em fé pela fé que nos ofereceu e por fim que tudo seja feito para o louvor do Seu Santo Nome.

 

Paulo escreve assim:

 

Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.

 

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz.

 

O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.

 

Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.”                                                                                    

 

Amem.

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Trabalho de Ian Potts

Novembro 7, 2007

 

Tudo o que não é de fé é pecado.” Romanos 14:23

 

No capítulo 14 na carta para Romanos, Paulo considera varias relações. Relações como as que existe entre os irmãos na fé e os que se encontram fracos na fé. Paulo descreve também a liberdade que cada um dos crentes tem em Cristo para que se possa partilhar ou não de certas coisas. Coisas tais como o de comer de certas carnes. Paulo revelando estas coisas demonstra o contraste que existe entre as coisas terrestres que são temporárias com as coisas que correspondem ao Reino de Deus como sendo celestiais e eternas. Constantemente e repetidamente por toda a parte neste epistolo para os Romanos e aqui neste capítulo em particular a atenção é colocada sobre Cristo e sobre o Seu Evangelho.

 

A forte ênfase que Paulo coloca neste capítulo é que muitas das coisas que os homens se consomem com preocupação e se apontam fazer tal como o caso de regras e leis que por fim sãos por estas que se julgam uns aos outros. É tudo isto de pouca importância e consequência (14:14). O que é importante na verdade é o realçar do motivo que nos leva por detrás daquilo que fazemos para que tudo que fazemos seja feito como fosse feito ao Senhor sempre originando-se pela fé: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.Romanos 14:23. Todos devem de considerar que Cristo é tudo em tudo.

 

Muito daquilo que os homens colocam importância em religião, muitas das suas praticas colocadas sobre outros, muitas das pratica e padrões só origina lugar para o julgar e condenar de outros e tudo isto é originado pela invenção da carne (imaginação do homem) sendo terrestre e não celestial. Pode-se parecer correcto mas no fim faz o homem em se aproximar de Deus pelas suas obras e vontade da sua carne. Os resultados destas coisas, práticas e regras de conduto segundo a vontade e obra do homem não devem nada á liderança do Espírito e muito menos ao que se classifica caminhar pela fé. A carne na sua concupiscência facilmente quer ter parte e entra adulterando as coisas que são de Deus. Em contra partida nós somos chamados para andar no Espírito e não na carne. Para andar pela fé e não pela vista. Tudo que não é de fé é pecado. Tudo que seja feito? Tudo que façamos seja bom ou mau, pode parecer bom exteriormente aos olhos dos homens mas se não for pela fé é pecado.

 

A fé é a regra pela qual o crente caminha neste mundo e nesta vida, “o justo viverá da fé.” (Romanos 1:17). Este princípio é aplicável em todos os aspectos da vida de um crente. Eis o porquê que Paulo alerta e encoraja os crentes a serem completamente convencidos nas suas mentes (14:5) a respeito das suas atitudes diárias para viver sempre para o Senhor, “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (14:8) sabendo que pertencemos ao Senhor e para que tenhamos uma limpa consciência perante Deus sobre o comportamento diário reconhecendo que  “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” (14:12). Paulo relembra os seus irmãos da morte e ressurreição de Cristo por eles para que Cristo seja Senhor sobre eles “Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.” (14:9) e eis que é a Cristo e somente a Cristo que devem qualquer consideração sobre as suas condutas e não a qualquer outro homem… então porquê que é que eles se julgavam uns aos outros, porque é que nós nos julgamos uns aos outros?

 

Paulo relembra os mais fortes entre os irmãos para que estes sejam atentos e cuidadosos daqueles que são fracos e para que não façam coisas que possam levar os mais fracos a tropeçar. É melhor abster de certas coisas mesmo que nada de mau se pareça em as fazer para não ofender aquele que é mais fraco na fé, “Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.” (14:21). Da mesma forma Paulo adverte para se evitar em discórdias sobre dúvidas das coisas carnais e inconsequentes para a vida na fé. Aqueles que são noviços na fé normalmente tornam-se obstinados e extravagantes nas suas conversas, referindo-se sobre as coisas que eles julgam que outros crentes devem de fazer nas suas vidas diárias. Aqueles mais fortes na fé que por sua vez são mais sabidos são advertidos por Paulo para por um fim a esses tipos de disputas carnais e assim evitar que os irmãos mais fracos façam ofensas pelas suas condutas, e para que se relembrem constantemente de serem atentos e cuidadosos dos seus irmãos sobre a vida da fé que é construída sobre coisas celestiais. Para olhar sempre para Cristo o autor e fundador da fé.

 

Por fim Paulo conclui em erguer o olhar dos irmãos das coisas do reino terrestre, das inconsequentes coisas sobre comida e bebida e do guardar de dias para a esperança da fé da qual o Reino de Deus se apresenta.                                                  

 

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.

 

Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.Romanos 14:17-19.

 

Que Deus se agrade em oferecer graça continuamente ao Seu povo para que este caminhe neste mundo na fé tendo suas afeiçoes não em coisas carnais e temporárias mas sim em Cristo e no Seu Reino. Que o povo de Deus pela Sua graça e paz não se julguem uns aos outros mas sigam as coisas que trazem e edificam o Corpo de Cristo. Pois o justo viverá da fé e o que não é da fé é pecado.

 

Amem.

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Trabalho de Ian Potts

Dezembro 21,2007

 

Porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” Romanos 13:8

 

No capítulo 13 de Romanos Paulo encoraja o povo de Deus a andar perante outros tal como aqueles que no passado andaram pela fé, como todos aqueles que se amam uns aos outros pela fé “fé que opera pelo amor” Gálatas 5:6. Paulo esforça os crentes a necessidade de se submeterem-se aos que têm poder sobre eles, sabendo que é Deus que os coloca neste mundo afim de os fazer bem pois estes poderes são os “ ministro de Deus para teu bem” diz Paulo pela autoria do Senhor. Quais são estes poderes? Bem são os governos que governam o povo com as suas leis “Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.” Sabendo que é Deus que os ergue e que um dia Deus irá os derrubar mas até esse dia “dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto;” da mesma forma guardar temor, a quem temor é reservado a quem honra, honra.” Não fazendo algo de mal ao próximo mas sim bem pois em o fazer demonstra amor “porque quem ama aos outros cumpriu a lei.”. Para que toda a alma “esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação” Note caro leitor que Paulo não comanda o povo de Deus de volta para a lei para que esta os governe mas sim para que eles andem pela fé que opera amor e ao fazer isto a lei é cumprida. “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” Romanos 13:8

 

A expressa exortação de Paulo é para se vire das trevas para andar “honestamente, como de dia” como crianças da luz tendo colocado ou vestir “as armas da luz” fazendo nenhuma previsão para a carne para “não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.” Mas sim andar pela fé sendo guiados pelo Espírito, e “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” pois “o Justo viverá da fé“.

 

Esta exortação para que o povo de Deus para que ande pela fé do qual opera amor encontra-se por toda a parte no Novo Testamento sempre que a nova vida da fé nos é apresentada. Exemplo deste facto: Jesus diz em João 13:34-35 “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

 

Consideremos então este novo mandamento que nos é apresentado no Evangelho e a forma como ele se revela na nova vida de fé.

 

No começo do Evangelho segundo João o Senhor Jesus Cristo é introduzido como sendo o Verbo (Palavra) de Deus, Ele que é vida e a luz dos homens que brilhou nas trevas “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.”. Enviado aos Seus, os judeus mas eles não o receberam. Apesar do fervor religioso dos judeus, apesar de terem os padres a lei o templo e as promessas, eles por sua vez são representados em João capitulo 1 como estando nas trevas quando Cristo veio ao mundo, e eles não receberam Jesus Cristo a luz de todos os homens. Qual foi o grande resultado da iluminação religiosa dos judeus juntamente com o zelo pela lei de Moisés? TREVAS.

 

Mas Cristo é luz. E o Evangelho segundo João marca Cristo como sendo essa Luz. Este é um livro sobre a luz e sobre a vida eterna – Jesus Cristo.

Cristo é representado cheio de graça e verdade. E esta verdade é posta em contraste com a lei de Moisés em João 1:17Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.” É claro que há luz em Cristo da qual não foi revelada pela lei. Existia uma glória pela lei mas esta estava coberta pelo véu e ainda se encontra coberta em comparação com a glória de Cristo e só Cristo pode retirar esse véu que cobre os corações dos homens. A glória de Cristo ultrapassa a glória da lei pelo Evangelho do que a lei não é nada mais do que uma sobra dessa glória é como uma vela em comparação com o brilhar do sol.

 

Este mesmo exemplo é revelado por João 14 verso 6 do qual se lê, “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.“. Novamente podemos ver que Cristo é a vida. Cristo é a Palavra de Deus e as Suas palavras são vida, “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.” João 6:63 

 

Podemos então ver por este mesmo verso que existe algo diferente nas palavras de Cristo e nos Seus mandamentos – são palavras vivas e os mandamentos dão vida. São atendidos com poder. Porquê? Por causa de Cristo e quem Ele é – o Filho de Deus.

 

No capitulo 14 de João, Cristo demonstra este mesmo facto como sendo a revelação do Pai, que o Pai e Ele são Um só. “Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” 14:9

Aquele que acredita em Cristo acredita no Pai e aquele que rejeita o Filho rejeita o Pai. O Pai é glorificado no Filho, “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.14:13  

 

Desde o verso 16 até o verso 19 Cristo fala em enviar o Consolador, o Espírito da verdade, pois Cristo estava prestes a partir do meio dos Seus discípulos. E após a Sua partida o Espírito guiara o povo de Deus há verdade. Aqui neste mesmo capítulo temos uma grande revelação sobre a verdade de Um Deus em três pessoas. É neste contexto que lemos o seguinte:

 

Se me amais, guardai os meus mandamentos…  Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” João 14:15,21.

No verso 23 lemos, “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.” E no verso 24 “Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.”

 

A chave para se poder compreender o significado dos mandamentos e o que significa em os guardar é colhido no verso 26, onde o trabalho do Confortador é desenvolvido:

 

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”          

 

É este o guardar dos mandamentos de Cristo, tudo aquilo que Ele falou. É em os guardar em recordação para os ensinar para acreditar e consequentemente para andar neste mundo em obediência aquilo que Cristo revelou. O trabalho do Espírito Santo é ensinar-nos estas coisas e a nos trazer tudo há lembrança.

 

As únicas pessoas que irão guardar as palavras que Cristo falou e mandamentos que Cristo comandou são aqueles que têm o Espírito, que o receberam de Deus em fé. Mas nem todos os homens o têm, “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.14:17 

Os judeus que confiavam na lei e nela descansavam rejeitaram Cristo. Porque eles não conheciam o Espírito ou por Ele eram guiados há verdade; assim não acreditando nem recebendo as palavras de Cristo e muito menos guardando-as.

 

 

A conclusão dos mandamentos e palavras de Cristo é para nós amarmos Deus, amar Cristo e habitar Nele. Nós temos vida eterna por causa de Cristo. A união do Pai, filho e Espírito Santo é marcada em João 14 e a nossa união com Deus como sendo aqueles que guardam, acreditam, relembram dando reverência aos mandamentos de Cristo e palavras são representados no amor que temos para com Deus e os nossos irmãos.

 

Todas estas ideias de união e de murar em Cristo, no Seu amor na Sua luz, guardando, amando as Suas palavras de graça e verdade são desenvolvidas no capitulo 15 onde nós lemos sobre a verdadeira Vinha e os troncos. A nossa vida como crentes é extremamente ligada a Cristo. Nós somos os troncos e Cristo é a Vinha e sem Ele nada podemos fazer. Nós residimos em Cristo e no Seu amor e por isso amamos as Suas palavras, os Seus mandamentos – os guardamos. Como é dito em João 15:9-10Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.”

 

Se nós guardamos as palavras de Cristo, palavras de graça e de verdade nas nossas mentes e nos nossos corações, se nós habitarmos em Cristo então nós habitaremos no amor-perfeito de Cristo. Não há outro caminho para o qual nós possamos permanecer no amor de Cristo. E por amor nós fazemos de boa vontade tudo que Cristo nos pede. Nós amamos a Sua palavra a guardamos como se fosse um tesouro sem preço e acreditamos nessa palavra pela fé. Nós andamos pela fé que opera obras “obras de fé“. É tudo uma questão de habitar, de andar na luz que só aqueles escolhidos por Deus, nascidos do Espírito podem operar – pois eles têm vida eterna.

 

Esta é a mensagem de João – a luz brilhou nas trevas. Que Cristo é essa luz e que Ele revelou o Pai, que para amar Deus nós temos de estar nessa luz; que nós temos de compartilhar nessa vida; que nós temos de habitar no amor de Cristo; andar no Espírito e acreditar em Cristo pela fé. E é o trabalho e vontade de Deus que façamos isto – não da vontade do homem mas sim pela vontade de Deus.

 

São estas as verdades que o povo de Deus acredita. Que Cristo é a luz dos homens. Que ele é vida eterna. Que nós só podemos conhecer o Pai através do Seu Filho. Que todos aqueles que habitam em Cristo amam o Pai. Que Jesus têm a palavra da vida eterna. Estas palavras são o coração e matéria dos mandamentos mencionados no Evangelho segundo João e também os que são mencionados no seu epistolo.

 

O primeiro epistolo de João começa de uma forma similar ao Evangelho. Cristo é posto como sendo a Palavra da Vida, a vida eterna que é manifestada e a mensagem que João declara no verso 5 é “esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.“. Este verso, esta declaração é o que marca o tom do epistolo de João tal como o Evangelho por ele escrito. O crente é figurado como um que anda na luz, que habita em Cristo e aquele que têm o amor de Deus e assim guarda os mandamentos.

 

Estes são os mandamentos mencionados em 1 João 5:3 

 

Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.”

 

Que mandamentos são estes? A lei? Não porque nós que acreditamos regenerados pelo Espírito Santo estamos mortos para a lei pelo corpo de Cristo (Romanos 7). E estes mandamentos não são pesados em contra partida com os mandamentos da lei – eles eram pesados para os nossos pais de tal forma que eles não podiam aguentar o seu peso. Este leve fardo dos mandamentos de Cristo é mencionado em Mateus 11

 

Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mateus 11:27-30      

 

Quem são estes que são carregados com este fardo pesado? São todos aqueles que estão debaixo da lei que reconhecem que é um trabalho doloroso em tentar manter tudo que a lei demanda, que descobriram que o pecado dentro de si mesmos só multiplicava estando debaixo da lei e que ela os condenava que o que é bom e que aprovam não fazem mas o que eles não querem fazer fazem (Romanos7). Mas Cristo chama ao carregar do Seu fardo que ele é leve e fácil de se carregar. Este é o fardo dos Seus mandamentos que ao contrário do peso da lei é fácil de se suportar e não é doloroso tal como 1 João 5:3 diz.

 

Que mandamentos são estes? São aqueles mencionados por toda a parte no primeiro epistolo de João mas são sumarizados no capítulo 3 verso 23-24

 

E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento. E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.” 

 

Os mandamentos são sumarizados no acreditar no Nome do Filho de Deus, Jesus Cristo e amar-se uns aos outros. Como é que podemos fazer isto? Somente pelo trabalho do espírito. Ninguém sem operação e trabalho do Espírito garantindo o dom da fé poderá um dia acreditar.  E ninguém pode amar Deus ou os seus irmãos excepto o Espírito trabalhe e plante aquele fruto e aquele amor dentro do coração. Mas se o Espírito trabalhar então de bom agrado acreditamos em Cristo e o amamos e aos irmãos também. Nós habitamos em Deus e Deus em nós. Deus habita em nós pelo Espírito. Nós andamos na luz e não em nas trevas. Nós temos vida eterna. Nós acreditamos em todas estas coisas pela fé e pela nossa experiencia diária.

 

Tudo isto é o mesmo que foi ensinado no Evangelho segundo João capítulos 14 e 15. Este conector em habitar em Cristo e sendo guiado pelo Espírito á verdade e em guardar os mandamentos; em acreditar em Cristo ama-lo e aos irmãos é tão forte nestas passagens que quando habitamos em Cristo nós o amamos. Estes mandamentos, estas palavras de Cristo são palavras de vida – resultando nas coisas que são por Cristo comandadas.

 

Nada do que foi até agora dito tem a ver com a lei. Nem sequer é mencionada apesar de a vermos em contraste em João 1:17. Os mandamentos de Cristo para que nós acreditemos na Sua pessoa e obra – (fé) e para que o amemos e aos irmãos também certamente guiará a uma nova vida que realizará todos os comandos da lei. Mas note que de forma alguma comanda o crente de novo para Moisés ou para a lei. Pois isso seria receber de novo o fardo pesado que nós não o poderíamos carregar sobre os nossos ombros. Esses mandamentos da lei são dolorosos, pesados e eles trabalham ira como nós podemos ler no seguinte verso:

 

Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?”

 

 

Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.” Atos 15:10, 28-29

 

E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.” Romanos 7:9-11   

 

Mas os mandamentos de Cristo não são dolorosos pois eles são leves ao contrário dos da lei e esses que pertencem a lei nunca trouxeram luz mas sim deixaram os homens nas trevas. É debaixo do Evangelho e pelo Espírito que nós temos luz recebendo a vida eterna em Cristo, habitando no amor do Pai, Filho e Espírito pelo qual andamos na fé que recebemos pela oferta de Deus para sempre olhar para Cristo o Caminho a Verdade e a Vida. Guardando, acreditando e agarrando as palavras e mandamentos de Cristo e por Cristo amamos Deus e os nossos irmãos.

 

Em João 13:34-35 nós lemos:   

 

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”

 

Um novo mandamento? Sim mas é um comando que vem de antiguidade. Então qual é a razão de se chamar um novo mandamento? Porque apesar dos mandamentos de Cristo, fé e amor estes são a realização da antiga lei mas de qualquer forma eles são novos mandamentos, estes não são a lei mas sim o Evangelho. Eles são palavras de vida, palavras viventes, a ministraria da justiça, considerando o contraste com a Antiga Aliança (lei) que condenava todos que se encontravam debaixo do seu reinado lhes trazendo morte sendo uma ministraria de morte. Leia 2Coríntios 3.

 

Existe um enorme contraste entre os mandamentos da lei de Moisés e as palavras da vida pronunciadas por Cristo. Palavras estas cheias de graça e verdade que saiam dos Seus lábios. A lei demanda e comanda os homens a trabalhos sem providenciar qualquer habilidade para que esses o possam fazer.  Toda a habilidade tinha e tem de vir do homem. Mas o homem estando cheio de pecado e ele realiza-se incapaz não tendo em si qualquer habilidade para poder cumprir aquilo que lhe é comandado pela Lei. A lei é espiritual e o homem é carnal como pode um que é carnal guardar aquilo que é espiritual? É simplesmente impossível, a lei veio para que a ofensa se revelasse e a impureza do homem fosse posta em vista perante os olhos de Deus para que carne nenhuma se julgue capaz de fazer aquilo que só Deus pode. “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus.Romanos 3:19 foi para esta razão que a lei veio. Não para dar ou homem salvação mas sim para o condenar porque ele é pecador e tem orgulho no seu pecado.

O crente que ama os mandamentos se desejar os guardar encontra-se não só incapaz mas como também o bom que quer fazer não o faz. A lei simplesmente ateia o pecado que esta na carne deixando o homem completamente condenado pela lei. Leia Romanos 7.

 

As palavras de Cristo são vida. Elas são “as palavras da vida eterna“. Quando Cristo comanda poder é atendido ao comando da Sua palavra. Vida é derivada pela Sua palavra. Habilidade para fazer aquilo que é comandado é providenciado. Quando Cristo chamou o morto chamado Lázaro lhe disse “clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.” e Lázaro saio. Nada era esperado que Lázaro fizesse pois ele estava morto mas as palavras vindas de Cristo providenciaram vida. Quando Cristo comandou o homem enfermo que se encontrava perto do tanque “Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda” (João 5:8) “Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava.” estes são os comandos de Jesus Cristo, comandos que dão vida para o qual nós somos chamados para guardar.          

 

E quem é que guarda estes comandos? São todos aqueles discípulos que Deus chama deste mundo, acordados pelo Espírito, levados a vida pelo comando de Jesus Cristo. Naquele tempo em que Jesus ensinava as multidões e quando muitos deixaram de o seguir Jesus disse aos Seus discípulos o seguinte:

 

Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” João 6:67-69 

 

A quem devemos nós de ir? Cristo tem as palavras da vida eterna. Que o povo de Deus guarde as palavras de Cristo em fé, amor e em poder de uma vida sem fim.

 

Amem.

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Trabalho de Ian Potts

Dezembro 10,2007

 

De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé…” Romanos 12:6

 

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.” 1Corintios 12:4-6

 

 

Introdução

 

No capítulo 12 de Romanos é nos considerados a caminhada dos crentes como membros de um só corpo em Cristo que andam neste mundo em fé e pela fé servindo uns aos outros na assembleia dos santos. Paulo encoraja-os afim de andarem na vontade de Deus, em humildade servindo uns aos outros e preferindo o próximo acima de si mesmo, (Romanos 12:10).

 

No verso 6 Paulo faz referencia aos vários dons recebidos de Deus para o Seu povo pela Sua graça em Cristo para que eles sendo diferentes membros mas de um só corpo possam servir uns aos outros e a Deus.

 

Noutra parte do Novo Testamento particularmente na primeira carta para Coríntios, Paulo escreve sobre os vários dons do Espírito que são oferecidos aos crentes e praticados nas várias igrejas. Alguns destes dons sendo miraculosos e outros nem tanto. Mas na carta para Romanos 12 a concentração é nos dons de profecia, ensino, exortativo, regra e misericórdia. Em contra partida na carta para Coríntios encontramos dons um pouco mais miraculosos tal como os de línguas e de curas. Podendo também ler na mesma carta os vários milagres efectuados pelos apóstolos durante o período da igreja do Novo Testamento.

 

Não há falta nos dias de hoje quem não se fascine com milagres até muitos que pertencem ao que se chama Reino Cristão. Estes são levados por estes acontecimentos de sinais, milagres e dons do Espírito desejando que o mesmo que aconteceu no princípio da Igreja aconteça novamente nos dias de hoje. Muitos dizem que só quando existe acontecimentos como os referidos é que nós podemos afirmar que o Espírito de Deus opera nas assembleias. Eles dizem que quando existe estas manifestações do Espírito que autentifica os seus ministérios e igrejas assim demonstrando o poder de Deus em obra.

Mas a pergunta é a seguinte: será esta afirmação por parte de alguns ou de algumas dominações cristas é verdadeira? Será verdade que só quando vemos milagres e sinais é que podemos afirmar que o Espírito trabalha?

 

Estas são perguntas de grande importância para qualquer crente em Deus.

Será verdade que estes sinais e milagres continuam nos dias de hoje como aconteceu no tempo dos apóstolos?

Será que os dons do Espírito continuam a ser entregues e exercitados nos dias de hoje ou será que terminou quando os apóstolos terminaram o seu tempo neste mundo e a igreja do novo testamento quando formada e assim pondo um fim aos dons? Talvez alguns dons vieram ao fim mas outros continuaram e se assim é quais são os dons que tiveram continuação até os dias de hoje? Pergunta. Qual é a sua forma e como é que se revelam estes dons?

 

A verdade seja dita, não importa aquilo que os homens dizem mas sim aquilo que a palavra de Deus diz. Se assim é então vejamos o que a palavra de Deus diz.

 

O Novo Testamento descreve vários dons do Espírito tais como o de profecia, línguas, curas e outros, (leia 1Corintios 12). Comecemos por considerar os dons do Espírito na sua continuação até os dias de hoje em primeiro lugar o dom profético. Em considerar particularmente este dom eu acredito que podemos extrair algumas conclusões correspondentes aos outros dons do Espírito que observamos nos dias de hoje.

 

 

A Inauguração da Nação de Israel e a Inauguração da Igreja do Novo Testamento       

 

Sinais e maravilhas foram usados por Deus quando Israel foi resgatada das garras e correntes de Egipto. Após esta maravilha e afim de marcar a sua libertação e a subsequente admissão a lei um período de 40 anos até que Israel passou o rio Jordão para a terra prometida, eles foram guiados por um pilar de nuvem e de fogo. Um período em que viram maravilhas tais como brotar da água da Rocha, alimentados pelo maná do céu e outros. Sinais que terminaram assim que o povo de Israel atravessou o rio Jordão durante muitos séculos até o tempo de Cristo. (estes sinais e maravilhas podem ser observado no livro de Moisés e referido noutras partes da Bíblia como referencias históricas desses tempos. Josué 5:6-12 informa do encerrar do maná. Leia Neemias 9:9-21, Salmos 78:1-32 99:6-7, 105:23-45, Isaías 48:21 e João 6).

Da mesma forma a inauguração do Novo Testamento foi demonstrada na beleza de muitos sinais e maravilhas e milagres. Dons especiais do Espírito marcando um tempo especial da historia da igreja até que as escrituras chegassem ou fim da sua produção e assim derrubar a necessidade de sinais e maravilhas. Sendo similar com o mesmo acontecimento do tempo de Moisés.

 

Durante 40 anos o povo de Israel observou sinais tais como o maná vindo do céu do qual foram alimentados enquanto caminhavam no deserto, da mesma forma no N.T Cristo ressuscita dos mortos e acende mais ou menos no ano 30DC. E no ano 70DC o templo de Jerusalém foi destruído um período de 40 anos do qual a igreja do N.T foi formada e o Evangelho anunciado aos gentios. Durante este tempo o povo de Deus foi alimentado pelo ‘Pão do Céu’ através do apregoar dos Apóstolos e por aqueles que na altura profetizavam pelo Espírito declarando a verdade do Evangelho de Cristo da forma como lhes era colocada em memória pelo Espírito até que toda a escritura fosse arranjada em papel, o que foi reunida não após muito tempo depois.

 

Profecia preferida acima de línguas     

 

Paulo na primeira carta para Coríntios discute os dons do Espírito e o seu uso para o reunir da igreja. Em verso 14 ele mostra como o dom de profecia é para ser desejado acima do dom de línguas. Porquê?

Porque o dom de línguas era somente beneficente para aqueles que falavam nessa língua guiados pelo Espírito o que para outros que não falavam nem compreendiam a língua só seria beneficiante se houvesse um intérprete para essas línguas pois se assim não fosse seria inútil.

 

“E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação.”14:4-5

Eu por isto me atrevo a dizer tal como Paulo “Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.”

 

Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?” 14;23

 

Note caro leitor a advertência de Paulo sobre o respeito das línguas aqui neste verso o que me leva a pensar e não só a pensar mas o que é verdade, que o dom das línguas era nada mais que outras línguas estrangeiras aos irmãos que se reuniam na igreja. “E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.14:27-28

Se não houver intérprete esses que falam em línguas estejam calados na igreja.

 

Paulo coloca uma forte ênfase e esta sendo positiva quando se refere ao profetizar muito mais do que dá ao dom de línguas. Porquê?

Porque a profecia é inteligível e beneficiaria á toda assembleia presente na igreja. Pois apresenta a verdade e edifica e por ela os segredos do coração são feitos manifestos a todos que ouvem. “Portanto, os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós” 14:25.

Tal como o apregoar do Evangelho faz nos dias de hoje.

 

Paulo coloca uma outra advertência. Ele declara que todas as coisas sejam feitas em ordem e aquele que profetiza o deve fazer com dois ou três “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.” (14:29) e que o Espírito dos profetas esteja sujeito aos outros profetas (14:32).

 

Porquê?

Porque na altura da igreja de Coríntios sendo esta uma das recentes igrejas do N.T as escrituras ainda não existiam na sua forma completa como temos nos dias de hoje. Certamente esses crentes teriam muito pouco onde poder certificar do que ouviam seria a palavra do Senhor e não fábulas de homens. Talvez poderiam ter até uma ou duas cartas do Apóstolos mas muito pouco mais do que isso. Eles não tinham as escrituras na sua forma completa e o pouco que tinham não teria na posse de todos os crentes. Não podendo apregoar com o uso da Bíblia Sagrada tiveram então de fazer uso da suas memorias relembrando o que ouviram pelos Apóstolos a respeito da verdade do Evangelho da forma como eram levados pelo Espírito. E é isto que é profetizar. E para assegurar os crentes do que ouviam na igreja era realmente o Evangelho, do Espírito e não erro, Paulo adverte todos aqueles que profetizam a o fazer em pares ou em três, afim de que cada um pudesse certificar-se da verdade daquilo que o profeta havia dito. Aliais mais ainda tudo que fosse dito por um teria de ser sujeito e certificado por outros profetas. Profetas dessa mesma igreja e também certificar se o que tinha sido profetizado correspondia com o que tinha sido escrito pelos profetas do A.T e com o pouco que tinham das escrituras do N.T. (cartas dos apóstolos)

 

Então profetizar pelo Espírito era realmente o apregoar do Evangelho nos dias em que não havia as escrituras facilmente acessível a todos (alguns pensam que o dom de profetizar têm algo haver com o ver de certos eventos futuros. Certamente existiu esse tipo de profecia porque a encontramos nas escrituras mas o dom mencionado na carta de Coríntios 14 está relacionado com o ensinamento da verdade. Isto pode ser provado pelo facto que este mesmo dom de profecia se encontra mencionado na carta para a igreja de Efésios 4:11-15 juntamente com outras instruções para pastores e professores. Todos estes ofícios foram dados para a edificação do corpo de Cristo tal como o dom de profecia referente na carta para Coríntios 14:3Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.”).

 

Por haver uma falta de escrituras na altura esses que profetizavam o faziam dirigidos pelo Espírito para trazer á luz a verdade que guardavam em memória que outrora ouviram dos Apóstolos mas também necessitando a colaboração de outros no que profetizavam como sendo verdadeiro ao Evangelho Apostólico, fiel á verdade que receberam dos Apóstolos e lhes fora ensinado. E fiel as escritura que possuíam. E quando o N.T foi completado na sua forma escrita tudo que haviam dito poderia ser aprovado como verdadeiro, fiel a palavra do Senhor.

 

Desde do estabelecimento da nova igreja que nós temos as escrituras completas. Estas são agora acessíveis nas igrejas. A profecia pelo termo encontrado na carta para Coríntios 14 continua como o apregoar sem que haja a necessidade de ter dois ou três apregoando ao mesmo tempo para que possam colaborar no que é dito. Pois podemos agora comparar o que é ensinado pelo pregador (pastor, professor) com o que está na Bíblia certificando se esse que profetiza o faz pelo Espírito de Deus ou pelo espírito de erro. Qualquer coisa que seja anunciada pelo Espírito terá pleno acordo com o que está na Bíblia e não será uma nova revelação fora do seu contexto nem do que lá já se encontra.

 

Agora que as escrituras se encontram completas já não há necessidade de dons especiais do Espírito, tais como o de línguas e o de profetizar pelo Espírito (sem as escrituras), deixou de existir. Agora profetizar continua sim mas na forma de apregoar o Evangelho pelo Espírito pela palavra de Deus. O Espírito sempre que profetiza o faz de acordo com a palavra, tal como outrora antes de ter sido gravada na sua forma escrita o fez em pleno acordo e agora apesar nos dias de hoje a palavra ter sido gravada na Bíblia Ele ainda se manifesta fiel e de acordo pois Deus nunca muda o mesmo ontem, hoje e amanha. Tal como diz em João 14:26

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”

 

E em João 15:26.Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.”

 

Podemos observar através destes dois versos que aquilo que o Espírito trás á lembrança é as coisas que dão testemunho e credibilidade a Cristo. Testemunho este que nos dias de hoje está de acordo com as escrituras e nelas se encontra – não havendo nenhuma outra revelação a respeito de Cristo e da Sua doutrina que se encontre fora dessas mesmas escrituras.

 

Com a inauguração da igreja do N.T imensos milagres ocorreram em parte similar com os do A.T. estes milagres eram evidentes tais como os de curas efectuados pelos Apóstolos mostrando a presença do Senhor na igreja de uma forma poderosa. Estas revelações na sua forma exterior mostrava o poder de Deus no desenvolver e estabelecimento da igreja do N.T. Eis que os dons do Espírito tais como os de profecia e línguas nessa época eram usados a fim de guiar e edificar o povo de Deus.

 

Assim que a igreja do N.T foi estabelecida e as escrituras vieram á sua realização a necessidade de haver sinais e maravilhas do Espírito na sua forma exterior chegou ao fim, contudo Deus continuou a trabalhar desde desse tempo mas a partir desse ponto trabalha numa forma interior através do apregoar do Evangelho. Resultado desse trabalho é o Nascer de Novo pelo poder do Espírito, Baptismo Espiritual. Este trabalho de Deus não deixa de ser menos miraculoso como os outros que atrás referi. Continua a ser um trabalho mas agora um que por natureza é interior – no coração e na consciência do crente em Deus em Cristo. O apregoar do Evangelho de Cristo pela operação do Espírito resulta no ressuscitar de homens mortos em ofensas e pecados para a vida em Cristo dando-lhe um coração e um espírito novo e fé para que ele possa acreditar e descansar no trabalho realizado por Cristo pela Sua morte na cruz para salvar pecadores. Este trabalho do Espírito é poderoso e miraculoso na sua forma interior – dentro do homem, no seu coração e não numa forma exterior.

 

Contudo o que mais fascina ao homem carnal é os milagres exteriores. As pessoas gostam de ver milagres na sua forma carnal e com o seu entender humanístico porque estes não requerem fé. Se são exteriores eles demonstram algo sobrenatural e assim providenciando a prova que o homem carnal gosta e requer afim de poder acreditar em algo pois nada mais o poderá satisfazer porque ele está vazio interiormente. Sem fé não consegue acreditar em milagres que se manifestam interiormente nem muito menos coisas do Espírito pois as coisas do Espírito de Deus são entendidas espiritualmente. Mas os Cristãos caminham neste mundo pela fé e não pelas provas. A fé acredita em coisas que não podem ser observadas com os olhos carnais, (Hebreus 11).

 

Por toda a história Deus usou milagres que se pode observar na sua forma exterior pois é dessa forma que Deus indica um grandioso evento (o começo de um trabalho) prestes a ocorrer. Deus o faz com grandes milagres e sinais, sinais tais como a da libertação do povo de Israel do domínio do Egipto, e novamente quando se deu ao começo da igreja do N.T pela chegada do Messias e pouco depois todas as obras efectuadas pelo Espírito na altura dos Apóstolos. Isto ocorreu para demonstrar ao mundo incluindo os ateus que Deus foi o autor e realizador desse sinal ou milagre e que Deus se encontra em obra (exemplo. Cristo veio á semelhança da carne). E assim que esse trabalho fosse feito manifesto e o testemunho gravado nas escrituras acorre-se uma continuação desse mesmo trabalho de Deus mas passa a ser através do Seu Espírito numa forma mais reservada e escondida, no reino do coração dos homens.

 

Guia Profético em Contraste com o Ensinamento do Espírito e Dom Profético                                                                                                       

 

Eu realcei a natureza do dom profético que se encontra na carta de Coríntios verso 14 como sendo um dom de ensinamento. Alguns podem questionar se todo o dom profético se encontra originado pelo dom do ensinamento; referindo-se aos vários exemplos de profecia encontrados no N.T. exemplos tais como os que se encontram no livro dos Atos dos Apóstolos dos quais pertence a uma natureza profética – adivinhar certos eventos. Por exemplo: Atos 21:10-11 podem ler sobre a advertência do profeta Ágabo quando ele avisou Paulo sobre a sua intenção de ir a Jerusalém porque lá os judeus o iriam perseguir.

 

É verdade que profecias como esta se encontravam na igreja do N.T mas de qualquer forma este tipo de profecia não é o que Paulo descreveu na carta para Coríntios capítulo 14 como sendo relacionada ao dom profético do Espírito. O contexto é diferente e também não se assemelha ao padrão marcado por Paulo no capítulo 14.

 

Por declarar que o dom profético encontrado na carta para Coríntios descreve-se como sendo um dom de ensinamento por natureza eu não afirmo que este era o único tipo e forma de profecia encontrado no tempo dos apóstolos. É verdade que existia várias feições de profecia no N.T que são evidentes na sua natureza profética. Durante os recentes dias da nova igreja existia vários profetas que profetizavam pelo Espírito numa forma futura como também existia profetas que profetizavam na assembleia dos santos pelo Espírito afim de ensinar o Evangelho de Cristo. Duas formas de profetizar ambas pelo Espírito que ocorreram nesses tempos.

 

Muitos dos exemplos que nós encontramos no profetizar de eventos futuros no livro de Atos são simples eventos por si, eventos que demonstram como o Senhor guia o seu povo neste mundo; através de sonhos ou pelo Espírito. Exemplo, quando o Espírito do Senhor guiou Filipe para se aproximar da carroça do ‘etíope eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros,’que ‘e tinha ido a Jerusalém para adoração,’. Como vemos este tipo de condução do Espírito não se assemelha a uma profecia futura mas sim presente para o ensinamento dessa mesma alma que procurava encontrar o Senhor. O eunuco ‘tinha ido a Jerusalém para adoração,’ no seu regresso encontrava-se assentado no seu carro lendo o profeta Isaías. ‘E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.’

 

Da mesma forma quando o anjo apareceu a ‘Cornélio, centurião da coorte chamada italiana’ ou quando o Senhor falou a Paulo por meio de visões. Outro exemplo específico; profetas que tenham recebido uma mensagem do Senhor, “E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.” (Atos 11:28). Mas vejamos algo importante nos dias de hoje que me levam a deduzir que muitos se esqueceram ou simplesmente fecham os olhos á verdade.

 

Note que nenhum dos exemplos referidos foram retirados enquanto a igreja se reunia para o serviço ao Senhor nem quando dois ou três profetas se levantavam nessa mesma assembleia na duração do culto para profetizar para o avanço do ensinamento e edificação do povo de Deus. Pode ser argumentado que quando Ágabo declarou a sua mensagem (profecia) sobre a fome que haveria de vir esta foi entregue enquanto os crentes se reuniam em culto, todavia este argumento não só se encontra fraco como o contexto em si e também não se encontra claro sendo assim uma pobre base de argumento por parte de muitos.

 

Podemos então deduzir que nenhuns dos exemplos referidos no N.T acerca de profecias futuras se assemelham ao que Paulo descreveu na primeira carta para Coríntios 14 quando ele dá coragem para que seja feito sempre quando os crentes se reúnem em culto.

Aquilo que Paulo adverte aos Coríntios especialmente nos capítulos 10-15 é sobre o Corpo de Cristo e como se deve construir para a sua edificação. Não é coincidência que o assunto sobre os dons do Espírito tais como os de línguas e de profecia são tratados no epistolo que foi escrito por Paulo para a igreja que mais se tinha pervertido na sua forma carnal onde fornicação e outros pecados ocorriam sem qualquer supervisão, onde a Seia do Senhor era abusada etc. Esta era uma igreja obcecada com coisas carnais e por isso deslumbrada com coisas espirituais que se mostravam numa forma exterior e em manifestações sobrenaturais. Os coríntios pensavam que a maior elevação espiritual que alguma vez poderiam atingir seria em falar em línguas ou em dar revelações proféticas. Mas Paulo trata esta paixão dos coríntios sobre coisas exteriores não de uma forma regida proibindo o seu uso mas sim numa forma gentil conduzindo a igreja aquilo que é melhor e necessário, aquilo que edifica e constrói a igreja. E isso é o Evangelho de Cristo. Podemos observar uma progressão desde capítulo 12 onde o Corpo e os seus membros são realçados através de uma ênfase no amor no capítulo 13 (o dom quando prevalente ultrapassa todas as falhas na igreja), através da profecia ser mais preferida do que línguas, capitulo14, (Porquê? Porque através desse dom a igreja é edificada ganhando coragem e é confortada. Sendo construída no Evangelho de Cristo – aprendendo pelo Evangelho) através do capítulo 15 onde Paulo novamente discute o Evangelho e como a igreja deve “Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.” 15:2. Isto leva-nos a verdade sobre a ressurreição dos mortos.

                              

O ponto central é que o capítulo 15 coloca uma ênfase sobre aquilo que Paulo já tinha interiormente ensinado aos coríntios e que novamente o afirma. O evangelho de Cristo

Aquilo que declara que Cristo é o poder de Deus – “Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.” Coríntios 1:24. É esta verdade que deve permanecer na mente dos coríntios e de todos os crentes em Cristo, tal como se declara em 14:36 ‘a palavra de Deus veio aos coríntios através do anunciar do Evangelho de Cristo por Paulo’ “Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?“. O que eles deviam de profetizar nas suas assembleias era as verdades que se encontravam nas suas memórias por aquilo que Paulo lhes ensinou anteriormente, depois o Espírito trás novamente há memória dos profetas essas mesmas verdades que por sua vez eles devem de falar conforme o Espírito os guia nas assembleias; por dois ou três. Paulo ‘recebeu’ estas verdades de Deus e as entregou a igreja em Coríntio (15:3). Da mesma forma há-de os profetas de falar essas coisas que lhes foram reveladas e recebidas (14:3) pelo Espírito. Sendo estas verdades que Paulo outrora recebera do Espírito e anunciou as igrejas.  

 

Que verdades são estas? 1Coríntios 15:3-11 diz nos…

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

 

E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze.

Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também.

Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos.

E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.

Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.

 

Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim haveis crido

E assim somos levados a fazer um circulo completo até chegar ao principio do epistolo capitulo 1:4 “Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo.”

 

Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.” 1:23.

 

“Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.” 2:2.

 

O ponto principal de toda a carta é Cristo Crucificado. O Evangelho. 

Isto é o que a profecia do capítulo 14 se refere – o Evangelho de Cristo. É por isso que Paulo oferece coragem ao seu uso. E neste sentido ainda prevalece até mesmo nos dias de hoje porque anunciamos e ensinamos o mesmo Evangelho das escrituras pelo Espírito.

 

Tal como foi mencionado anteriormente, a profecia mostrando-se na sua forma sobrenatural juntamente com sinais e maravilhas foi requerida no tempo do inicio da Nova Igreja por duas razoes.

 

  • 1. Para demonstrar em poder a formação da Igreja, que Cristo veio, morreu e ressuscitou novamente e que o Espírito foi dado ao povo de Deus na igreja. Debaixo do ensinamento e doutrina dos Apóstolos a Igreja de Cristo foi estabelecida testemunhada por sinais e maravilhas na sua forma exterior.

 

  • 2. Profecia pelo Espírito foi necessária pela falta da escrituras na sua forma completa em ordem de poder construir a igreja nas doutrinas de Cristo. Após a completação das escrituras ‘profecia’ continuou como um normal anunciar do Evangelho e ensinamento pelas escrituras sendo estas abertas pelo Espírito. Tal profecia e ensinamento persistem a ser e sempre serão um dom do Espírito de Deus que assim assegura que o Evangelho não venha “somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza” (1Tessalonicenses 1:5), sendo esta profecia inteiramente baseada nas escrituras e não em revelações exteriores.

 

Assim após o estabelecimento da Nova Igreja e as escrituras se encontrarem na sua forma completa a necessidade do contacto directo e de dons sobrenaturais do Espírito, (sinais e maravilhas) terminaram tal como no tempo de Moisés. O Espírito continuou a trabalhar mas numa forma mais reservada e interior, nos reinos dos corações dos homens. Nós ainda temos o anunciar do Evangelho de Cristo na igreja mas não profecia pelo Espírito. Continuamos a ser guiados por Deus, pelo Espírito nos seus vários sentidos mas não da mesma forma directa sobrenatural de outrora como visto no principio da Nova Igreja do N.T. (pelos menos isto não é norma. Pode ter sido no passado mas agora já não é necessário tendo Deus como nosso guia, guiando o Seu povo a verdade. Em primeiro lugar pela Sua Palavra e segundo pelo anunciar, apregoar da Sua palavra pelo Seu Espírito).

 

Outros Dons do Espírito               

 

Claro que existem vários outros dons do Espírito, profecia é simplesmente um de muitos. Exemplos deste facto que podemos ler em 1Cor’intios 12:4-12 …

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.”

 

Ultimamente todos estes dons do Espírito têm um só propósito – a edificação do Corpo de Cristo. Existe um Corpo com muitos membros e muitos diversos dons oferecidos a esses membros mas todos os dons são dados que o corpo seja edificado, fortalecido, erguido e elevado na sabedoria de Deus. É nesta luz que devemos considerar esses dons e a forma como eles se manifestam e são usados nos dias de hoje. São os dons que nós vemos nos dias de hoje nas igrejas usados para a edificação do corpo através da verdade, pela proclamação da palavra pelo alimentar desse corpo em Cristo ou será que conduz e vira as atenções para com o homem invés de Cristo e excita a carne invés de apontar os olhares para o Salvador?

 

Eu acredito que qualquer continuação de profecias nos dias de hoje terá de se encontrar em acordo com a palavra escrita de Deus do qual se encontra completa pois não existe nenhuma outra nova revelação que se encontre fora das escrituras. Isto não significa que temos de negar a continuação dos dons do Espírito – de forma alguma – mas ao mesmo tempo temos que compreender e entender que as manifestações dos dons na sua forma exterior serviram a sua causa e propósito durante as primeiras épocas da Nova Igreja. Então se assim é os mesmos princípios que julgamos o dom profético podemos julgar todos os outros dons do Espírito, tais como os de curas. Existe um dom de cura que continua a trabalhar nos dias de hoje mas este trabalha através do Espírito sobre os corações dos homens na sua forma interior através do ouvir do Evangelho que caracteriza o trabalho do Espírito.

 

Eu acredito que o dom de cura que vemos nos dias de hoje é aquele que edifica o corpo de Cristo – a igreja. Este é um dom de cura que vem através do ouvir do anunciar do Evangelho de Cristo e Ele Crucificado providenciando a verdadeira cura nas almas do povo de Deus que os traz para a paz para com Deus. Cura que lava o povo de Deus dos pecados trazendo-os unidos na fé. Quantas vezes vêem o contrário de união? Imensas feridas e mágoas criando separação entre irmãos? O quanto é maravilhoso saber que Deus nos envia este dom de cura afim de os curar das feridas e fortalecer o Corpo de Cristo no meio da batalha espiritual que o seu povo se encontra com os inimigos da fé.

 

Será que nos é garantida a palavra do Espírito nos dias de hoje? Claro que sim. A palavra de sabedoria? Sim. Fé? Também. Dons de cura? Claro mas na sua forma interior, espiritual por natureza para a edificação e cura do Corpo de Cristo. Milagres? Novamente afirmo que sim, em termo espiritual e interior pois eu digo; que grande milagre é a conversão de um pecador para a vida em Cristo pelo poder da palavra do Senhor, pelo poder do Evangelho. Este sim é um milagre e todos aqueles que são enviados para apregoar o Evangelho podem fazer mais nada do que olhar e maravilhar-se pela demonstração do poder de Deus virando homens do caminho das trevas para Cristo o caminho da luz e vida eterna. E outro dom tal como o de discernir os espíritos? Sim este também contínua nos dias de hoje pois nós devemos de testar os espíritos e como agora nós temos as escrituras completas, nós devemos sempre de comparar aquilo que os homens dizem com aquilo que está gravado nas Escrituras Sagradas. E o dom de línguas e de interpretação? Tal como anteriormente foi mencionado por Paulo. Paulo dá mais ânimo a profecias do que ao uso de línguas e mais ainda adverte que ambos os dons são um meio de realçar a verdade do Evangelho para a edificação do Corpo de Cristo. Isto continua nos dias de hoje mas no anunciar e apregoar da palavra que se encontra gravada nas Escrituras Sagradas. E sobre milagres na sua forma visível e exterior? Tal como já referi anteriormente. Sinais e maravilhas fizeram parte da inauguração da igreja do Novo Testamento. A igreja tendo sido estabelecida sobre o ministro Apostólicos foi testemunhada pelas demonstrações do poder de Deus mas agora já não existe a necessidade de se mostrar o trabalho do Espírito com demonstrações exteriores. O trabalho do Espírito é de dar testemunho de Cristo numa forma interior, no coração e este trabalho contínuo até nos dias de hoje sobre o anunciar do Evangelho. Um ministério não menos miraculoso do que os dos tempos dos apóstolos mas um que se preocupa em revelar a verdade de Cristo aos olhos da fé invés de se revelar aos olhos carnais.

 

Conclusões

 

Em sumário se é que se pode mostrar que o maná oferecido ao povo de Israel continua a ser oferecido desde do tempo de Moisés até a segunda vim de Cristo ou que Israel continua ser guiada pelo pilar de nuvem de dia e de fogo pela noite, então o procedente para a continuação de milagres de uma forma exterior tais como os dons de profecia (por exemplo da maneira que o espírito inspira revelações sem a bíblia) seriam encontrado. Mas eu não acredito que o precedente possa ser revelado nem provado. Por esta razão se conclui que os dons exprimidos na sua forma exterior, sinais e maravilhas terminaram assim que a Nova Igreja foi colocada sobre os Apóstolos sendo este facto como uma figura da Antiga Israel. Me parece certo em considerar que o trazer da Igreja do N.T sobre os Apóstolos foi de grande importância. E ainda, se uma pesquisa fosse feita á história da igreja no tempo dos Apóstolos até ao presente se poderia demonstrar que o que tudo que afirmo neste artigo é verdadeiro.

 

             Que o Senhor se agrade em nos dar o dom de discernir os espíritos nestes dias de muita confusão para que possamos saber o que é realmente do Espírito de Deus e o que é do espírito de erro. Que nós possamos reconhecer que existes diversidades nos dons do Espírito e diferentes administrações (por exemplo ver e discernir os tempos de hoje dos tempos Apostólicos) mas de qualquer forma “o Senhor é o mesmo” (1Coríntios 12:-6)

 

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos

 

Que Deus se agrade em nos dar fé para seguirmos o Senhor Jesus Cristo neste vale de escuridão neste deserto em que o inimigo (o espírito de erro) nos atormenta por todas as frontes. Que Deus nos de força e coragem para seguir Cristo da forma como Ele é revelado pelo Espírito de Deus através do Evangelho de Cristo e da forma como Cristo se encontra nas Sagradas Escrituras. E que Deus pela Sua força e sabedoria nos leve a procurar aquela verdadeira realidade do trabalho interior do Espírito nos nossos corações e nos revele o contraste com a falsa religião exterior que parece ser tão popular nos nossos dias. Que por sua vez agrada a carne pelo fascínio usual do sobrenatural, superficial e espectacular. Que nós sejamos encontrados entre aqueles que andam pela mesma fé de Cristo e não por provas, tal como Abraão que olhava para uma terra que lhe tinha sido prometida por Deus uma terra não deste mundo carnal e maligno mas sim uma terra no Reino do Céus e não um país ou coisas terrestres mas tal como Abraão que Deus nos faça andar neste mundo como peregrinos desconhecidos e desligados deste mundo maligno. Que Deus nos dê força para correr esta corrida que se encontra a nossa frente sempre olhando para Cristo o autor e realizador da nossa fé. Que nós sejamos encontrados entre aqueles que encontraram e conseguem distinguir que o poder de Deus e que o Seu poder não repousa em milagres exteriores mas sim no Evangelho de Cristo (Romanos 1:16). E que toda a gloria seja dada ou Senhor Jesus Cristo do qual o Espírito foi enviado para testemunhar e honrar através do anunciar do Evangelho de Cristo, que foi e é o poder de Deus para a salvação.

 

Amem.

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Trabalho de Ian Potts

Dezembro 24, 2007

 

 

Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.” Romanos 12:5

 

E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminênciaColossense 1:18

 

Após de termos considerado quem é o povo de Deus do qual se fala desde o capítulo 9 até o capitulo 11 da carta de Paulo para Romanos; após ter reconhecido aquele povo ordenado e elegido por Deus para a salvação; povo que foi chamado por Deus de ambas raças (Judeus e Gentios), um povo de fé. No capítulo 12 Paulo começa por dirigir esse mesmo povo para a sua caminhada de fé.

 

É importante que se note neste capitulo 12 a forte ênfase sobre o role da fé na vida e caminhada do crente. Paulo não se concentra tanto na conduta exterior do crente mas sim ao factor que governa essa mesma caminhada – Fé.  Qual seja o exortativo da nossa vida a fé é o que a completa e o amor é o seu resultado; sendo ambas as coisas obra de Deus e fruto do Espírito que se revela no interior. Por toda a parte este capítulo a ênfase é colocada não sobre o homem ou seus trabalhos mas sim em Deus e nas Suas obras e sobre a total segurança que o Seu povo possui sobre as obras de Sua graça; por fé o povo de Deus olha para Deus e para as Suas obras com a completa firmeza enquanto andam por este mundo. Existe um constantemente olhar penetrando os céus; note que a mensagem coincide em não fixar em coisas terrestres que um dia irão ser destruídas nem em coisas carnais que os pode causar escuridão mas sim em coisas espirituais; olhando para coisas invisíveis que nunca serão destruídas pela audácia da fé que Deus nos deu e garantiu em Cristo para que não deixemos de acreditar e para que tudo isto nos dê coragem para afrentar as afrontas e tentações da carne.

 

Carne que ainda carregamos neste mundo carnal e obscuro das coisas divinas de Deus em Cristo. Constantemente a rebaixar e a mortificar a carne e elevar Cristo fazendo-o preeminente em todas as coisas e especialmente nos nossos corações. Deus fará tudo pelo Seu povo ou então nada fará. Não podemos conter com as duas coisas ao mesmo tempo.

Se é Deus que luta por nós e o faz em Cristo então é Deus que nos preserva; e se assim é então não andamos pelas nossas forças mas sim pela força de Deus em Cristo.

 

Eis o porquê que Paulo relembra os crentes no final do capítulo 12 para “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.” (12:19). Deus justificou o Seu povo na cruz através do sacrifício do Seu Filho – se assim é será que o Senhor não recompensara? Irá sem dúvidas.

 

A caminhada do povo de Deus é uma de fé pois Deus fará tudo para a salvação do Seu povo. É por esta razão que Paulo leva o leitor para longe daquilo que é carnal e natural para aquilo que é espiritual. Paulo começando por apontar o corpo natural com o seu respectivo serviço para o Senhor. Em seguida dirige a atenção para o corpo espiritual que o povo de Deus para Cristo. Tendo instruído o povo de Deus a não se conformarem com este mundo mas sim para serem transformados pela renovação do entendimento, para que experimentem qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (12:2), seguindo para os versos 4 e 5 Paulo fala sobre Aquele corpo que o povo de Deus é em Cristo. Aqui o contemplar da fé é erguido daquilo que é natural para aquilo que é espiritual – o Corpo de Cristo.

 

Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.Romanos 12:4-5

 

Na carta para os Colossenses no capítulo 1:18 Paulo refere-se a Cristo como “Ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.

Aqui Paulo toca suavemente num dos grandes mistérios – o Corpo de Cristo, a Sua Igreja na qual Cristo reside permanentemente. Infelizmente eu não tenho o espaço necessário para poder expandir um pouco mais sobre este tema. Uma exposição no epistolo de efésios provavelmente seria o mais adequado para este fim. De qualquer das formas, um pode fazer a pergunta e o muito bem que o faz: o que é o Corpo de Cristo ‘Igreja’ da forma como Paulo fala aqui nesta passagem? De facto nos dias de hoje de muitas religiões, inúmeras igrejas, crenças e ideais como há cabeças, um deve perguntar quais destas todas qual é a verdadeira igreja? E o que é a Igreja em si?

 

Um povo de adoração… 

 

Consideremos então uns aspectos sobre a igreja e como esta está revelada na palavra de Deus – na Bíblia. Em primeiro lugar como é evidente por aquilo que Paulo assume no capítulo 12 da carta para Romanos a respeito do Corpo de Cristo – a Igreja de Deus não é um edifício. Pode-se congregar num edifício mas não é um edifício físico. A palavra grega para igreja é ‘ekklesia‘ que por sua vez significa ‘assembleia convocada’ ou ‘assembleia de pessoas’. A Igreja de Deus, a Sua Assembleia não é um edifício mas sim o Seu povo que é chamado deste mundo para o adorar, e não só é este povo chamado como é chamado para a comunhão com o Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo.

 

A Igreja de Deus – a Igreja de Cristo – o Corpo de Cristo é um povo que adora Deus “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.João 4:23. Revelados como ekklesia, uma assembleia de pessoas que pertencem a Deus que se unem para adorar Deus em muitas congregações por este mundo fora mas nos olhos de Deus estes são um só povo; Um Corpo; Uma assembleia unida num amor comum para com Deus e assim o adoram. Isto foi tipificado pela nação de Israel do Antigo Testamento como as escrituras revelam que por sua vez foram escolhidas por Deus para o adorar tornando-os como uma figura simbólica daquela Israel espiritual – a Igreja de Deus em Cristo.  

 

A Igreja de Deus é aquele povo que Deus Pai escolheu em Cristo antes de o mundo ter sido feito para a salvação (leia Efésios 1:3-6), do qual Jesus Cristo o Filho de Deus amou e deu a Sua vida (Efésios 5:25) no lugar do Seu povo para que Ele sofresse o julgamento de Deus pelos pecados do povo de Deus para que eles pudessem ter “redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1:7). Essas pessoas que são pecadoras por natureza e em inimizade para com Deus seu Criador; esse povo que se encontrava afastado (Efésios 2:17), como está declarado na Bíblia como “estando vós mortos em ofensas e pecados” (Efésios 2:1) estão na vontade de Deus e no tempo por Deus apontado são trazidos de forma a ouvir as Boas Novas de Jesus Cristo, o Evangelho de Cristo que anuncia como o Filho de Deus entrou neste mundo e tendo sido feito carne; tomando a forma humana em perfeita união com a Sua Pessoa Divina em ordem que pudesse viver com os homens pecadores deste mundo para no fim sofrer e morrer no lugar do Seu povo para lhes retirar todo o pecado e o julgamento de Deus que os aguardava. Assim Jesus Cristo revelou como Deus é justo em perdoar os pecados do Seu povo lavando-os e purificando-os, declarando esse povo justo e correcto perante Deus e lhes dar vida eterna em Cristo para que eles possam viver e o adorar para sempre. Note que Deus não olha para o lado quando se refere ao pecado pois Deus é justo mas todos que se encontram em Cristo são puros como Cristo é puro não por obras dos crentes nem por suas autorias mas sim pela graça de Deus em Cristo. Através do anunciar do Evangelho o Espírito Santo causa esse povo a nascer de novo pelo poder de Deus, libertando-os das trevas e da morte originado pelo pecado para a luz e vida do Evangelho de Cristo. É este povo que Deus chama ‘Igreja de Deus’. É esta a ekklesia de Cristo que Ele comprou com grande o preço – com Seu próprio sangue através da Sua morte na cruz no lugar do Seu povo.

 

Povo de Deus… 

 

Então a Igreja de Deus é este povo que Deus escolheu e salvou através da Pessoa e obra do Seu Filho? Claro nada mais, nada menos. Tudo foi concretizado por Deus em Cristo. Este povo nasce de novo pela operação do Espírito Santo quando eles ouvem o Evangelho e acreditam na verdade que revela Cristo e a Sua obra da forma como está revelado e se encontra no Evangelho. Por sua vez este povo se assembleia nas varias localidades para adorar Deus em espírito e em verdade. A palavra de Deus, a Bíblia nos diz imensas coisas acerca da Igreja de Deus. Não só é a igreja referida como sendo de Cristo da qual Ele ama mas como Ele declara em Mateus 16:18 que – “edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;“. Cristo constrói a Sua Igreja e deu a Sua vida por todos aqueles que Deus Pai Lhe entregou como sendo o Seu povo.

Através do anunciar do Evangelho de Cristo pelas bocas dos homens enviados por Deus e através do poder do Espírito Santo, Cristo chama essas pessoas das trevas deste mundo para acreditarem e os reúne a Sua Igreja. Este é um trabalho da graça de Deus que trás o Seu povo a acreditar em Cristo pela Sua vontade e não pela vontade do homem como nos diz em João 6:29 Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou. [Jesus Cristo] “. Da mesma forma está escrito em Efésios 2:4-5Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),“. E se é pela graça então é pela soberana graça de Deus; graça que reina “assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.Romanos 5:21 pois a graça de Deus é por nos recebida sem qualquer mérito nosso mas sim um dom de Deus tal como a fé sendo gratuitamente oferecida pela vontade de Deus como sendo SENHOR de tudo e todos – por Cristo o Rei dos Reis. Não só a Igreja pertence a Cristo e foi por Cristo construída como também nos é dito que Cristo é a Cabeça da Igreja.

 

E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” Efésios 1:22-23   

Aqui neste verso vemos como Cristo preenche tudo tomando residência no coração do Seu povo e na Sua Igreja. Pois a Igreja não é só uma assembleia de pessoas unidas para adorar Deus mas é muito mais do que isso; sendo pelas escrituras revelado como a permanente residência de Deus e Sua habitação – da mesma forma como reside no Corpo de Cristo.

 

Declaramos que a igreja não é um simples edifício físico de pedra e ferro mas de acordo com a palavra de Deus na Bíblia nos é dito que Deus faz a Sua habitação no Seu povo, por Cristo em Espírito residindo nos corações de todos aqueles que derramou o Seu precioso sangue e deu a Sua vida por eles. Pela fé Cristo reside nesses corações “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;” Atos 17:24 pois o povo de Deus é a Sua residência e habitação “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.Efésios 2:21-22.

 

Então vemos que a igreja de Deus é aquele povo que foi chamado por Deus para o adorarem; povo este que Cristo deu a Sua vida e amor. A igreja é de Cristo e Cristo e a sua Cabeça; Ele reside nela e é Cristo que a governa e a constrói e o faz através do anunciar do Seu Evangelho que a Bíblia descreve como sendo o ” poder de Deus para a Salvação de todo aqueles que crêRomanos 1:16. É pelo anunciar do Evangelho que Cristo constrói a Sua Igreja e a aumenta e a fortalece. Paulo descreve a Igreja de Cristo como “a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” 1Tomóteo 3:15 também como da “família de Deus” sendo “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;” toda essa fundação, todo esse ensinamento de Deus sobre Cristo que foi declarado pelos apóstolos e profetas de antiguidade é agora para nós proclamado através e no Evangelho de Cristo.

 

Eis que o anunciar do Evangelho e o anunciar da palavra de Deus em si e por si não é a forma única para o qual Deus usa para salvar o Seu povo mas sim é desta forma que a Sua Igreja é construída e constantemente alimentada e forma todas as bases de adoração a Deus. Pois existem outros factores tal como a operação do Espírito Santo no coração dos crentes.

 

Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.Romanos 10:13-17      

      

…Que adoram em espírito e em verdade       

 

Tendo perguntado o que é a igreja de Deus agora também podemos ponderar como é que a igreja adora Deus quando se assembleia.

 

Ao contrário daquilo que nos dias de hoje se qualifica e por muitos é assumido ser adoração a Deus. Quem são estes que assumem ou presumem adorar Deus? As várias organizações religiosas deste mundo. Eu pretendo mostrar que varias destas formas não são nada mais do que cerimónias pomposas nas suas formas rituais cheias de sentimentos exteriores que me dá mais vontade de vomitar que outra coisa. O que leva qualquer verdadeiro crente em Deus a conclusão que essas organizações não são nada mais do que entretimento religiosos. E digo isto porque elas se manifestam completamente contrário daquilo que as escrituras atribui a respeito da igreja de Deus e a respeito da pura adoração a Deus que na sua forma verdadeira não só é simples mas como é sem cerimónia. O ponto principal ou digamos o coração da verdadeira adoração a Deus cai sobre Cristo. Cristo é o ponto central dessa mesma assembleia. É a razão pela qual ela se reúne e nada mais. Tudo para além disto é invenção humana cheia de hipocrisia e erro. Se aquilo que vemos neste mundo religioso ultrapassa aquilo que se encontra na palavra de Deus, então é razoável assumir que tudo não passa de ser simplesmente inútil e fútil para as almas que caminham em direcção do inferno. A igreja é um só Corpo em Cristo, simplesmente dito, Cristo é tudo…

 

 “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24     

Numa altura Cristo andou neste mundo na Sua forma física mas agora após tendo morrido, ressuscitado e subindo aos céus, Cristo está sentado em glória a direita do Pai, apesar de não se apresentar na Sua forma física neste mundo Ele reside colectivamente no Seu povo como sendo um só corpo nesta terra do qual “ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.” Especialmente quando o Seu povo se reúne “todos concordemente no mesmo lugar” (Atos 2:1). Que glorioso mistério.

 

Cristo nosso Senhor se encontra com o Seu povo desta forma muito particular e brilhante. Através do Seu Espírito e quando o Seu povo se reúne como um só corpo. Cristo nos diz em Mateus 28:20e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Sendo esta promessa feita pelo nosso Rei temos de acreditar e assumir que é verdadeira e também da qual podemos apreciar com um real e especial carinho e em reverencia pela Sua Pessoa. Repare que a presença de Cristo é manifesta não fisicamente mas sim pela presença do Espírito Santo quando o Seu povo que por Ele foi salvo se reúne para o adorar na união do Espírito Santo.

 

A verdadeira adoração é amar e adorar Cristo sendo Ele a cabeça do corpo da igreja no qual Deus revelou ao homem. Sendo isto um acto de fé exercitado pelo amor (Gálatas 5:6), que nasce do novo coração do crente. Nós não podemos adorar a quem não conhecemos como já vimos em Romanos 10. Para que possamos receber o verdadeiro conhecimento de Deus como Pai, Filho e Espírito Santo resultando na verdadeira crença e adoração teremos de ouvir o anunciar do único e verdadeiro Evangelho de Cristo no poder de Deus pela obra do Espírito Santo. Eis o ponto central de toda a verdadeira adoração – o apregoar de Cristo e ele crucificado. Anunciar a verdade que se encontra em Jesus Cristo no Seu Evangelho produzindo pura adoração nos corações do povo de Deus para com Deus. Qual seja a adoração oferecida a Deus incluindo orações e louvores se tornam inúteis e sem qualquer significado se não soubermos de quem cantamos louvores e para quem rezamos e adoramos. A verdadeira adoração a Deus não é construída sobre cerimónias ou formas rituais nem muito menos entretimento das massas mas sim um agarrar de Cristo pelo espírito com focos em Deus como é anunciado no Evangelho. A verdadeira adoração não se estabelece numa forma exterior mas sim num exercício espiritual procedente do coração com amor através da fé para com Deus e Seu Filho – o Senhor Jesus Cristo. É este exercício espiritual que mantém a igreja unida como um só Corpo em Cristo que por vez reside individualmente pelos Seus membros formando um só Corpo concentrando-os pela fé sendo Cristo a cabeça desse Corpo a vida e a força.

 

Em ordem de se poder assegurar a harmonia no anunciar do Evangelho nas assembleias do povo de Deus e para que haja um livre curso do mesmo sem qualquer tipo de barreiras e para que o povo de Deus se concentre em Cristo e no Seu trabalho. Deus oferece ao Seu povo instrução que se encontra na Bíblia para como o adorar. Exemplo a carta para 1 Coríntios e a de 1 Timóteo como as várias ordenanças na igreja sendo estas imagens e figuras de Cristo e do Seu trabalho. Ordenanças que inclui o baptismo pelo qual todos aqueles que são levados á fé em Cristo se submetem declarando essa mesma fé em público confessando o Nome de Cristo. Esta figura representada através do baptismo submergido nas águas figura o crente em ter sido juntamente enterrado com Cristo na morte e com Cristo ter sido ressuscitado para o Reino dos Vivos assim confessando que todos os seus pecados foram lavados pelo sangue de Cristo. (veja Romanos 6).

 

De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,” Atos 2:41

Estes recentes crentes após de terem sido baptizados se reuniam para adorar e o mais importante que infelizmente no caso de muitos não acontece “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” Atos 2:42 leia bem perseveraram-se nas doutrinas dos apóstolos; não em teologia dos académicos que recentemente graduaram das varias universidades ou escolas deste mundo secular ou tradições humanas. Não meu caro leitor, aqueles crentes perseveravam nas doutrinas apostólicas o apregoar do Evangelho de Cristo coisa que pouco se ouve nos dias de hoje.

 

Não só a igreja é comandada a guardar e relembrar a ordenança do baptismo como também a ordenança da ‘Ultima Ceia’ afim de podermos relembrar o derrame do Sangue do Senhor e o quebrar do Seu Corpo pelo povo de Deus. Paulo e ensina a sua importância e significado marcando as várias regras nesta ordenança e para como se deve aproximar-se de Deus em adoração. Estas regras encontram-se no epistolo para Coríntios 11:23-26,

 

Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

 

Aqui podemos ver quanto é poderosa a figura do simples acto de relembrar a ‘Ultima Ceia do Senhor’, do partir do pão e do beber do vinho, da morte do Senhor por pecadores do qual o Seu Corpo foi quebrado e o Seu sangue derramado para que Ele os redimisse de todos os pecados. Sempre que a igreja se reúna para que “todas as vezes comerdes este pão e beberdes este cálice” os crentes anunciem “a morte do Senhor, até que venha“. Um simples acto mas uma relembrança maravilhosa de Cristo e da Sua obra para salvar pecadores.

 

Neste mesmo capítulo encontramos uma outra ordenança não menos importante a qual Deus deu para a Sua igreja afim de marcar uma simples mas vital verdade – essa verdade sendo a superioridade de Cristo sobre a igreja como sendo Senhor de tudo. No capítulo 11 verso 3-5 Deus Espírito Santo declara

 

Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.

 

Cristo é Senhor da Sua igreja ‘Cabeça’ essa igreja por vezes na Bíblia é chamada por Noiva. Por esta razão e para marcar claramente esta verdade aqui nesta passagem na carta de coríntios nós somos recordados da ordem de Deus, de Cristo sendo a Cabeça e Senhor sobre a Sua igreja, como Cristo é a cabeça de todo o homem e o homem a cabeça da mulher. Esta relação entre o homem e a mulher sendo um reflexo da relação de Cristo com a Sua Noiva a igreja e em ordem de poder marcar esta mesma aparência entre estas duas analogias Deus providenciou esta simples ordenança. Para o homem adorar com a sua cabeça descoberta e para a mulher adorar o Senhor com a cabeça coberta. Que tremenda verdade que aqui é revelada de uma forma simples mas com grande significado. E é por esta razão da qual Cristãos que se reúnem na igreja para adorar são educadamente advertidos; se for mulher para colocar (chapéu ou véu) e da mesma forma se for homem para retirar se tiver chapéu. Pois por simples obediência em fazer isto a assembleia da igreja plenamente declara a sua vontade em submeter-se ou reinado do Senhor sobre a Sua Noiva (o Seu povo) e a Sua autoridade entre eles e juntamente com o facto que a Sua Noiva a igreja se aproxima diante de Deus tendo a sua nudez coberta e os pecados cobertos pelo sangue de Cristo.

 

Por estas simples ordenanças na igreja de Deus grandes são as verdades declaradas e expostas. Se houver quem pergunte porque é que nos baptizamos? Nós podemos declarar que ao fazer mostramos a morte e ressurreição dos crentes em Cristo. Se alguém ponderar sobre o significado do pão e do vinho, nós que acreditamos na verdade dizemos que simboliza a morte do nosso Senhor Jesus Cristo revelando o Seu Corpo quebrado e o Seu sangue derramado por pecadores. E se alguém interrogar o porquê de as mulheres terem as cabeças cobertas e os homens não, novamente afirmamos que simboliza e demonstra a nossa obediência ao Senhor sendo Ele a cabeça da igreja, a Sua autoridade sobre ela e assim proclamando a Sua centralidade. Deus não nos deu muitos requerimentos a cumprir na forma e função exterior da Sua igreja mas a Sua sabedoria nestas ordenanças marca de forma gloriosa as verdades referente a Cristo e obra para e na Sua ekklesia – essas mesmas verdades que vemos reveladas na palavra e nas doutrinas contidas quando Cristo é apregoado no Evangelho. É o anunciar destas mesmas verdades concentradas nas ordenanças que ajudam a manter a verdadeira adoração. Pois foi sempre do bom agrado do Pai em procurar pessoas que adoram em espírito (João 4:23), e para que essa adoração seja verdadeira a verdade têm que ser proclamada. É o anunciar da verdade que há em Cristo no Evangelho pelo poder do Espírito Santo que Cristo constrói e assembleia a Sua igreja como uma só singular companhia – os Seus elegidos; que quando ouviram Cristo anunciado no Evangelho receberam fé pela obra de Deus Espírito Santo para oferecerem adoração a Cristo que os amou e deu-se a si mesmo na cruz (Gálatas 2:21). Mas que grandioso Salvador que o Evangelho descreve. Cristo tendo amado todos que o Pai lhe entregou deu a Sua própria vida em troca por a deles para os salvar “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Romanos 5:8 

 

A Igreja do Deus Vivo 

 

Voltando novamente a pergunta original – o que é a igreja? O Corpo de Cristo.

A igreja é todas aquelas pessoas chamadas pelo Evangelho de Cristo pela obra do Espírito Santo que ainda estão neste mundo para adorar Deus honrar e dar gloria a Cristo. A verdadeira igreja de Deus não é nenhum edifício ou qualquer outra coisa que o homem pela sua impertinência e arrogância cria com as suas próprias mãos e depois se orgulha sem medida mas sim o que Cristo cria (não é Cristo o criador do mundo e do universo, tal como na criação de tudo a igreja é criada por Cristo sem ele nada é feito e o que foi feito sem ele será no final destruído tal como todos aqueles que não se dobram e confessam que Ele é Rei e Senhor para a Gloria de Deus Pai). Através do apregoar da palavra de Cristo que Cristo é tudo sendo a cabeça e Senhor da Sua Igreja que Lhe foi entregue pelo Pai como sendo a Sua Noiva antes da criação do mundo que nos tempos finais sofreu derramando o Seu puro-sangue oferecendo o Seu perfeito Corpo como sacrifício por todos aqueles que formam a Sua Igreja, a Sua Noiva, (e Zion a Mãe de todos nós que acreditamos, Jerusalém celestial) e que agora os pelo Sangue de Cristo esse povo de Zion é purificado e feitos perfeitos tal como Ele é perfeito. Agora estando sempre presente em Espírito no meio de todos aqueles que pertencem a Sua igreja nunca os deixara sós mas tornando-se a vida e força desse mesmo Corpo assegurando-os pelo poder da Sua palavra tal como o resto da criação, universo. Esta Igreja do Deus vivente é uma companhia de pessoas com um número que homem nenhum pode numerar mas que em conjunto adoram o Deus que vive e habita no Céu, ‘monte espiritual que é Sião. “Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos.” Salmos 9:11  

Eles adoram Deus em espírito e em verdade tendo essa verdade proclamada entre eles pelo anunciar do Evangelho de Cristo como sendo ‘a coluna e firmeza da verdade.‘. tal como o Senhor Jesus Cristo enquanto andava neste mundo disse a mulher que se encontrava no poço afim de poder extrair agua para matar a cede – “Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” João 4:21-23

 

Note caro leitor o que o Senhor afirma logo a seguir “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.João 4:24

 

Esta é a Igreja de Deus e outra coisa qualquer curta desta mesma verdade ou ao contrário é nada mais do que uma falsificação.

Mas dêem graças ao Senhor Deus eterno que Ele continua a construir a Sua igreja e não deixa este mesmo trabalho a homem nenhum. Mas é Deus que a constrói através do poder da Sua palavra através do anunciar do Evangelho de Cristo, até mesmo nos dias de hoje.

Adicionando mais pessoas de acordo com o Seu propósito eterno e esses que são adicionados servem uns aos outros em amor e caridade tal como Cristo nos amou. Juntos servimos o Senhor e o adoramos porque Ele é Deus Pai, Filho e Espírito Santo em um só Deus e só a Ele – Cristo a Cabeça desse Corpo o Salvador o Senhor Jesus Cristo a qual pertence o nosso serviço e adoração.

 

Que Deus se agrade em enviar o Seu Evangelho proclamando a mensagem deste grande e maravilhoso Salvador juntamente com a Sua graça resgatando pecadores impressionados pelo domínio do pecado, debaixo da condenação da lei para que eles sejam libertos pelo poder da Sua palavra e para que o sirvam em espírito e em verdade.                               

 

“E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo.” Levítico 26:12

                                                                                  

Amem.

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