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Archive for Julho, 2008

Trabalho de Ian Potts

 

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.Romanos 8:1

 

Assim com este magnífico verso se abre o capítulo oito de Romanos. Com um verso tão grandioso, assegurador e tremenda passagem que leva todos os que crêem em Deus Pai a louvar o Seu Filho – Senhor Jesus Cristo. Passagem que se manifesta dirigindo-se para todos os crentes em Cristo pela graça de Deus. Aqui a vitória da fé sobre todos os seus inimigos é assegurada não pela força ou vontade dos crentes mas sim por causa de Cristo. E é por essa razão que eles que acreditam são mais do que conquistadores – Pelo mérito e obra do Senhor Jesus Cristo.

 

Note que o resgate da condenação da lei é para todos aqueles que estão em Jesus Cristo – e para nenhum outro. Tendo primeiro mostrado no capítulo três que todos aqueles que Deus salva são aqueles que acreditam (leia verso 3:22), Paulo dá início por mostrar os que acreditam – eles são aqueles que estão em Cristo – aqueles que são chamados por filhos de Deus.  

 

Mas como é que uma pessoa se encontra em Cristo? E quando é que essa pessoa vem a ter fé em Cristo? E como é que a fé conquista todos os inimigos?

 

Para se poder responder a todas estas perguntas devemos de reconhecer em primeiro que a salvação de um pecador ou pecadores começa muito antes de se olhar para Cristo em fé. Dá-se início muito antes de se ouvir falar sobre o trabalho de Deus em Cristo, do qual encontramos no Evangelho. Da mesma forma tudo começa muito antes de se sentir convicto do pecado ou de ouvir o suar do alarme de Deus no coração avisando para fugir da ira que há-de vir.

 

A salvação deve nada pela decisão do pecador em aceitar Jesus e muito menos em fazer-se aceitável perante Deus por algo que venha a fazer ou que tenha feito. O que é que um homem morto em pecados e ofensas pode fazer para ser aceitável perante Deus? Qual é a decisão ou acto de um cadáver que ele possa vir a ter que o faça ter força para sair da cova? Absolutamente nenhuma decisão não é verdade. Se tiverem dúvidas perguntem ao coveiro da sua terra se ele alguma vez viu um cadáver sair da cova pela sua vontade.

Da mesma forma quando um pecador é salvo – e pecadores são salvos o processo não começa pela vontade do pecador mas sim pela vontade e propósito de Deus. Não na altura ou hora que o pecador julga ter dado iniciado ao processo mas sim na hora e propósito de Deus. O trabalho de Deus em salvar pecadores começou muito antes de eles virem a ter fé em Cristo e muito antes de terem nascido neste presente mundo. Esta maravilhosa salvação, este potente resgate da ira que há-de vir deu-se início muito antes do tempo em que o Filho de Deus veio e andou neste mundo para oferecer a Sua vida por muitos.

 

Quando lemos a carta escrita pelo apóstolo Paulo para Romanos se torna evidente que existe um trabalho precedente ao de um pecador vir a ter fé para acreditar em Cristo e a vir a reconhecer Cristo como o seu Salvador. Reconhecemos que existe um trabalho realizado por Deus do qual se pode seguir seus passos até muito antes de o Evangelho ter sido anunciado ao homem e deste ter sido criado em tempo até mesmo antes da criação do tempo.

 

Pois este trabalho deu seu início em eternidade quando Deus propôs salvar um povo pelo Seu Filho Jesus Cristo. Foi aí que o propósito da salvação deu seu início – no propósito eterno de Deus na eterna aliança entre o Pai e o Filho pelo qual Deus escolheu um povo em Cristo “antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;” (Efésios 1:4), e assim “nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,” (Efésios 1:5-6).

Foi este povo que em tempo Cristo redimiu através do derrame do Seu sangue e morte sobre a cruz para trazer perdão para os pecados desse mesmo povo que em tempo Deus faz conhecer a todos que pertencem há essa aliança “o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo” que em Cristo “temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça“.

 

É este eterno propósito e esta divina eleição que Paulo faz manifesto no capítulo nove de Romanos. Foi este propósito do qual levou Cristo a oferecer a Sua vida e disser aos Seus discípulos “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.” (João 10:14), e porque Cristo conhece todos aqueles que Lhe pertencem como o Pai Lhe conhece e também Ele conhece o Pai, Cristo deu a Sua vida pelas ovelhas (João 10:15) para que os pecados desse povo fossem julgados em justiça para Deus ser justo na Sua “demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:26), tal como foi demonstrado no anterior capítulo de Romanos. É este trabalho percepcionado por Deus em trazer pecadores a Cristo que pecadores são convictos dos seus pecados, acordados para a vida, convertidos e levados ao arrependimento que por fim agarrar Cristo com a fé que Deus lhes oferece.

 

Assim podemos observar uma ordem no trabalho de Deus em salvar pecadores. Começando primeiro no eterno decreto de Deus ampliado pelo trabalho de Deus em oferecer o Seu Filho como um sacrifico de substituição por pecadores culminando por fim no trabalho experimental de Deus Espírito na vida presente de cada crente quando esse é transportado do reino das trevas e morte para o Reino da luz e vida eterna em Cristo.

 

Na carta para Romanos Paulo apresenta todas estas verdades. Em primeiro lugar ele revisa as suas ordens e traça a sua origem e fonte dessa mesma luz. Nos primeiros capítulos da carta Paulo começa por traçar a fonte da fé e o objectivo da fé – a eleição divina e o decreto de Deus no capítulo 9. Tendo apresentado o trabalho objectivo de Deus no Evangelho desde o capítulo 3 até o capítulo 5 Paulo demonstra os seus efeitos desde o capítulo 6 até o capítulo 8. Aqui no capítulo 8 nós podemos ver os efeitos e essências desses elementos expandindo as vertentes do trabalho de Deus em todos aqueles que são levados a terem fé em Cristo – conversão, arrependimento que nascem pela união com Filho.

 

A totalidade do contexto do capítulo 8 de Romanos é a união com o Filho de Deus – em se estar em Cristo nascido de novo por Deus. Todo o conforto, segurança, benza, toda a vitória sobre os inimigos da fé é assegurada para todos e só para todos que se encontram em Cristo – os filhos de Deus. Novamente vemos em toda a parte na carta para Romanos o existente contraste que marca a diferença entre aqueles em Cristo e os que se encontram fora de Cristo – ambas pessoas sejam elas do povo judeu ou gentios são feitas de novo num novo Homem – Cristo “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

 

E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” (Efésios 2:13-16) – as inimizades daqueles que se encontravam separados pertencendo de qualquer forma a posterioridade do Ultimo Adão – Cristo mas não aos que pertencem ao primeiro Adão que pelo qual entrou o pecado neste mundo. Reconciliação para aqueles que são amados como Jacó mas não para os que são odiados como Esaú para aqueles que estão em Cristo pelo Espírito de Deus. Dois Homens duas Sementes dois caminhos … um leva á morte mas o outro leva á vida eterna.  

 

Sim … Vida eternal. Vida eternal para todos que estão em Cristo. Todos que são libertados por da morte do pecado e da lei pela morte de Cristo são por Cristo libertos da condenação recebendo o amor de Deus encontrando repouso e são estes que são mais que conquistadores em Cristo. E são todos estes que nunca poderão ser separados do amor de Deus que há em Cristo.

 

Mas o que é que marca todos estes? O que é que os define? Aqui no capítulo 8 Paulo diz-nos:

 

Eles têm uma nova vida

 

Eles foram retirados das trevas para a luz

 

Eles têm uma nova mente

 

Eles andam pela fé no Espírito tendo uma mente celestial.

 

Vendo todas estas coisas um pode perguntar – de onde nasce todas estas diferenças? Resposta – nascem do céu. Pela revelação de Cristo.

Todas estas coisas nascem da mesma fonte e essa fonte é a luz de Deus … e essa luz é encaminhada pelo Evangelho.

 

Vejamos novamente estas realidades e essenciais que tomam lugar na salvação de cada uma das pessoas que pertencem a Deus. Essenciais que marcam todas as crianças de Deus.

 

 

Filhos de Deus

 

Em primeiro lugar nós nunca iremos poder ver as verdades e vertentes do trabalho de Deus que existe na salvação de pecadores (nunca iremos poder experimentar as consequências do trabalho de Cristo sobre a cruz quando Ele ofereceu a Sua vida no lugar de pecadores, por aqueles que em si não tinham força Romanos 5:6), até que o Espírito de Deus nos acorde para a vida.

 

Nós temos de nascer de novo.

 

É neste novo nascer e nesta nova vida que Paulo se alegra e a descreve no começo do capítulo 8 de Romanos começando por oferecer “graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor.” (Romanos 7:25) por o ter libertado das consequências do seu corpo em lhe trazer morte pela corrupção do pecado que existia na carne “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8:2).

 

Foi isto que Paulo descobriu. Ele descobriu ter sido liberto pelo – Espírito de vida, em Cristo Jesus. Deus em ter condenado os pecados de Paulo na carne do Seu Filho Jesus Cristo “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;” (8:3), Cristo em ter morrido pelo pecado tendo depois ressuscitado com nova vida fez Paulo também ressuscitar e como resultado Paulo nasceu de novo pelo Espírito nascido para a vida eterna tendo recebido “Espírito de vida, em Cristo Jesus“. Mas até esse ponto Paulo se encontrava tal como muitos outros neste mundo; isto é morto sem vida por causa do pecado.

 

Por natureza nós estamos mortos. Mortos espiritualmente. Mortos “em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.” (Efésios 2:1). Estando morto para a verdadeira consciência e noção de Deus – da existência de Deus do Seu poder da Sua Majestade da Sua graça do Seu eterno amor da Sua paciência persistente por todos aqueles que o Seu Filho morreu. Nós estávamos mortos.

 

Arruinados em Adão feitos em iniquidade concebidos em pecado tal como David confessa em Salmo 51:5 “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”, Desde que saímos do ventre nós nos extraviamos falando mentiras bebendo iniquidade como água. Por natureza estamos cegos para a verdade nem a queremos não a conseguimos ver nem a podemos ouvir e se ouvimos a verdade não a conseguimos compreender. Amando sim o pecado, amando-nos a nós mesmos e a este mundo presente. Por natureza somos completamente ignorantes para as coisas de Deus e para as coisas que pertencem á vida eterna. Por natureza estamos mortos.

 

Mas será que a religião melhora esta situação? Resposta – fez a religião de Paulo um homem melhor? Não foi ele educado como judeu, um fariseu “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu;” (Filipenses 3:5)? Não foi ele um homem zeloso pela sua religião, não conhecia ele todas as escrituras, não era ele cuidadoso em guardar toda a letra e lei de Deus? Será que foi esta religião que o conduziu a verdade – será que o conduziu a Deus? Claro que não.

 

Apesar de ser um judeu, hebreu ou fariseu mesmo sendo da tribo de Benjamim Paulo, Saul como ele era conhecido anterior á sua conversão ele estava completamente cego para a verdade a respeito de Jesus Cristo. Toda a sua aprendizagem das escrituras, todo o seu zelo na sua religião juntamente com todo o seu intelecto e esforços o deixaram cego e morto como sempre estivera. Mesmo sendo religioso ou não, Paulo no seu zelo se opôs á verdade de Deus a respeito de Seu Filho Jesus Cristo… No seu zelo Paulo perseguiu a igreja de Deus levando muitos a morte este é o resultado do zelo carnal estimulado pela religião.

 

É verdade que Paulo tinha muito conhecimento a respeito e sobre a palavra de Deus nas escrituras mas em prática e em verdade tudo era vaidade carnal mostrando o quanto estava morto espiritualmente e corrupto por natureza. Cego para a verdade, surdo para a palavra da vida e morto em pecados e ofensas. Este era o estado de Paulo e ele mesmo o descreve “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.” (Filipenses 3:7) porque quando Deus se agradou em revelar a verdade a Paulo, ele foi levado a escrever “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,

 

E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte;

 

Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos.”  

 

Com ou sem religião por natureza nós estamos mortos. Completamente mortos. E pode aquele que está morto ouvir? Podem eles ver? Podem eles acreditar? Podem eles erguerem-se do buraco em que se encontram e seguir o Senhor Jesus Cristo?

 

Não. De maneira alguma – lhes é impossível. A não ser que primeiro sejam ressuscitados dos mortos. Até que recebam vida pelo Espírito. Digo novamente que não até que Deus na Sua misericórdia os acorde para a vida eterna pelo poderoso trabalho do Espírito Santo que lhes assopra vida celestial, vida eterna através do poder da Sua palavra.

 

Assim o homem permanecera morto até que seja baptizado com o Espírito de Deus e que Deus faça a sua habitação nesse mesmo homem.

 

Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós.

Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

 

E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.” (Romanos 8:9-10)

 

Note que não terá vida até que Deus Espírito os ressuscite “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” E não até aquela hora “em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.” João 5:25.

 

Mas se essa hora vir que o Filho de Deus se agrada em nos falar pelo Seu Espírito através do Evangelho então aí sim nós nasceremos de novo tendo vida – a vida de Cristo em nós – nós iremos ver e iremos acreditar no Filho de Deus que nos salvou. Pois “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” João 5:24.

 

Já ouviu a voz do Filho de Deus? Será que você já ouviu a voz de Cristo no Evangelho, você que estava na cova morto e acorrentado pelo pecado e corrupção (João 5:28), já foi “de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.”? (1 Pedro 1:23).

 

Pois a não ser que já tenha ouvido, até que seja gerado, nascido de novo “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3).

 

E por essa razão não te maravilhes “Necessário vos é nascer de novo.” (João 3:7).

 

 

Convertido                

 

A iminente consequência do novo nascimento é a conversão. Conversão significa ser virado de um caminho para um outro caminho mas este sendo em sentido contrário.

 

Este é o efeito que o Evangelho tem sobre todos aqueles que Deus se agrada em acordar para a vida, aqueles que seus olhos são abertos para a verdade – “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” Atos 26:18.

 

Aqueles que nascem de Deus os filhos de Deus são retirados do reino das trevas e do poder de Satanás para a luz. Eles são virados do caminho que outrora caminhavam na carne para um novo caminho em que seguem o Filho de Deus sendo guiados pelo Espírito (Romanos 8:4). A mudança é dramática por natureza é como fazer uma manobra de 180 graus. Outrora andavam nesta direcção agora eles são conduzidos noutra direcção. Outrora amavam as trevas mas agora eles amam a luz e odeiam os actos da carne e a corrupção que se encontra no interior exultando numa só voz as coisas de Deus. Antigamente eles eram completamente ignorantes das suas inabilidades pela carne para poderem guardar aquilo que Deus demanda na Sua Lei mas agora os mandamentos de Deus tendo sido assimilado no interior pela aplicação do Espírito eles descobrem que a lei de Deus os condena sem base nem hipótese de fuga da ira de Deus porque eles transgrediram todos os seus princípios e mandamentos. Por isso eles choram para que sejam libertos e redimidos da pena da lei. (Romanos 7:9-11, 25)

Tendo gritado “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” eles descobrem a resposta no Evangelho que Jesus Cristo já os redimiu e os libertou da lei do pecado e morte causando-os a “que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:4.

 

E agora sendo guiados pelo Espírito de Deus eles “com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;Romanos 2:7.

 

Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” Romanos 8:14.

 

 

O arrependimento garantido   

 

Desde o verso número 5 de Romanos 8 até o verso 17 Paulo trata em explicar a realidade da nova vida que os crentes têm em Cristo por terem sido nascidos de novo pelo poder de Deus. Através do anunciar do Evangelho, tendo nascido de novo pelo Espírito de Deus e pela verdade, após de terem sido realmente convertidos e virados em sentido contrário do reino das trevas, o povo de Deus recebe uma nova mentalidade. Outrora tinham uma mente carnal mas agora eles têm uma mente espiritual. Antigamente se preocupavam com as coisas da carne que do qual trazia morte mas agora eles se preocupam com a paz “Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.”(Romanos 8:6).

 

Que dramática mudança e que mudança de mentalidade. Toda a nossa maneira de pensar foi alterada e é isto que se chama arrependimento e sem arrependimento sem que haja esta alteração nós nunca iremos pensar correctamente sobre Deus e nunca conheceremos Deus como nosso Salvador. Mas seguramente sem qualquer duvida todos eles que nascem de novo pelo poder de Deus os mesmos serão convertidos e serão levados ao arrependimento voltando-se contrariamente as coisas da carne para se preocuparem com as coisas do Espírito.

 

Para este fim Paulo apregoou o Evangelho – “Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.” Atos 20:21. E para este fim: para garantir o arrependimento e a mudança do entendimento natural para um espiritual. Cristo abriu as escrituras aos Seus discípulos em Lucas 24:44-48, “E disse-lhes:

 

São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.

 

Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.

 

E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.”

 

Muitas das coisas acerca do arrependimento e sobre o seu efeito no coração; muitas das coisas a respeito do espírito que se manifesta arrependido no interior de um pecador; a lamentação sobre o seu pecado; tudo isso é um efeito do arrependimento mas a importante realidade é que o arrependimento tem a ver com uma nova mentalidade. A palavra Grega metanóia significa uma completa mudança de mentalidade e a sua forma de pensar. Excepto toda a nossa mentalidade seja alterada o nosso entender e compreensão das coisas de Deus ficarão inalteradas e permaneceremos sempre em oposição a verdade de Deus, “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.Romanos 8:7-8.

Da mesma forma os homens e mulheres que ainda se encontram na posteridade do primeiro Adão “E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;” (Romanos 1:28-29) porquê? “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” Romanos 1:25.

 

Mas dêem graças a Deus que todos aqueles que Deus acorda para a vida já não se encontram na carne mas sim no Espírito (8:9), tendo agora uma nova mentalidade, tendo-se arrependido das obras mortas que julgavam por elas agradar Deus vêem e reconhecem que se encontram mortos descansando agora completamente na justiça de Deus em Cristo para as suas justificações tendo recebido o Espírito Deus “o espírito vive por causa da justiça” (Romanos 8:10).

 

Que tremenda transformação que o arrependimento trás, que passagem da morte para a vida das trevas para a luz da carne para o Espírito – e para que fim? Para que nós sejamos chamados “filhos de Deus” porque não recebemos “o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.“.  Que união e que maravilhosa proximidade para com Deus Pai que agora pela graça e obra de Deus em Cristo todos os seus filhos são levados apreciar. O que podemos disser sobre isto tudo? Nada menos que uma maravilhosa harmonia e gloriosa reconciliação. Outrora afastados mas agora unidos pela graça de Deus em Cristo. 

 

E como é que podemos saber que somos filhos de Deus? Desta forma… “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.Romanos 8:16-17.

 

A fé que conquista

 

A conclusão de Romanos 8 desde o verso 18 até o verso 39 representa uma das mais encorajadoras e gloriosas passagens que se encontra nas escrituras para quem acredita no Senhor Jesus Cristo.

 

Tendo exposto o trabalho de Deus em Cristo correspondente a salvação do Seu povo, as varias consequências desse trabalho no trazer desse povo para uma vida nova em Jesus Cristo pelo trabalho do Espírito Santo, em ter virado esse povo do caminho das trevas para o caminho da luz de andarem na carne para andarem e serem guiados pelo Espírito, em lhes garantir arrependimento para os trazer para uma nova forma de pensar, tendo sido virados da mente carnal para uma espiritual, Paulo agora traz á nossa vista o fruto desse trabalho efectuado pelo dom da fé que salva e pelo qual todo o povo de Deus é levado a ver e a acredita no Evangelho. Esse povo encontra-se agora não só unidos pela fé mas como também confiando em Cristo que os salvou. Assim unidos a Cristo confiando na Sua obra andam perante Deus assegurados da vitória sobre todos os inimigos. É a fé e a certa esperança que é representada á fé que se encontra por de trás do resto do capítulo 8.

 

Esta passagem apresenta-nos a segurança que a fé encontra no trabalho realizado por Deus em salvar o Seu povo. Não por algo que o povo tenha feito ou que possa fazer mas sim por causa do trabalho de Deus para esse povo. É aqui que a fé encontra conforto, encontra esperança e vitória – no trabalho de Deus em predestinar, chamar, justificar e glorificar todos aqueles que Deus escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (8:30).

Aqui nesta passagem a fé descobre que qualquer que seja a tribulação neste reino terrestre, qualquer que seja as aflições deste tempo presente que possa vir a enrolar o crente, qualquer que seja a dor (8:22) enquanto esperamos a adopção nada se compara com a glória que em nós há-de ser revelada. De qualquer forma nós somos salvos pela esperança, pacientemente esperando por aquilo que ainda não conseguimos ver “mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.” (8:25), mas olhamos sim com o nosso olhar da fé gemendo pela promessa da herança que há-de vir rezando pelo Espírito que pelo qual Cristo intercede por nós, “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” (8:27).

 

É pela fé que “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósitoRomanos 8:28.

 

Em que base se baseia essa fé, em que conhecimento? Na base que todos “os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

 

 E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” Romanos 8:29-30.

Mas que base de segurança não acha? Que certa e segura salvação que Deus trouxe para todo o Seu povo. Como certo é o seu final dando o seu princípio – “os que dantes conheceu também os predestinou… a estes também glorificou“. Quem é que fez isto? Deus o fez. É tudo feito por Deus desde o princípio até o fim. Nada depende do homem, nada está dependente da frágil vontade humana nem muito menos no seu desejo depravado nem na sua fé pois não é a sua fé que o salva mas sim o objecto dessa fé – Naquele em que a fé descansa. Tudo é de Deus, tudo pela Sua graça tudo é certo e seguro porque “quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” Cristo terminou tudo que era necessário para a justificação do Seu povo, tudo foi por Cristo consumado. A salvação pertence ao Senhor. E que grande salvação.

 

Mas com que efeito? Qual é a confiança do grito da fé pela qual encontra esta esperança?

 

Que diremos, pois, a estas coisas?

 

Se Deus é por nós, quem será contra nós?

 

Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

 

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

 

Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.

 

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

 

Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

 

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”

 

Romanos 8:31-39

 

Amem

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Trabalho de Ian Potts

Novembro 17, 2007

 

No último capítulo da carta para Romanos Paulo conclui o seu epistolo com comprimentos para os irmãos e irmãs que se juntam na igreja em Roma. Paulo reafirma assim a sua completa confiança na mensagem do Evangelho entregue aos santos.

 

Tendo-se dirigido aos santos no capítulo 1 louvando a união que têm no Senhor Jesus Cristo no qual foram chamados através do Evangelho. Juntamente com este louvor Paulo agradece a Deus pela fé que os crentes demonstram e da qual é falada por toda a parte “Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé.” (Romanos 1:8). Da mesma forma no encerrar do seu epistolo ele louva as condutas diárias dos crentes, as obras que demonstram pelo amor que têm para com Cristo. Nesta igreja se demonstra um povo unido no amor de Cristo extraído de ambas partes, uma de judeus e a outra de gentios. Não se apresenta qualquer ambiguidade por parte dos crentes. Note que nacionalidades, raças, culturas ou interesses humanos não fazem parte desta união mas sim uma união em Cristo. Eles se apresentam unidos em Cristo pelo Evangelho – que outrora haviam sido escolhidos por Deus em eternidade por uma eleição eterna efectuada por Deus Pai e Deus Filho, eterna aliança. Esses crentes que foram redimidos pelo sangue derramado do Filho de Deus na cruz, agora acordados pelo Espírito de Deus para uma vida espiritual para que vivam e andem pela fé.

 

Apesar desta imensa verdade Paulo no verso 17 avisa os irmãos sobre todos aqueles que causam divisões na igreja pelas suas oposições a mensagem anunciada. A conservação e o bom estado da união da igreja repousa nos seguintes factores – uma fiel pregação e aderência ao Evangelho, aquela mensagem declarada desde o princípio e expandida em todos os epistoles. A origem de divisões consiste na partida desta mesma mensagem.

 

União não consiste em credos e confissões. Não se consiste em denominações ou em ordens de igrejas e muito menos em autoridade humana seja esta de Papas em Roma ou outra qualquer. Teologia humana com as suas tradições ou organizações muito espiritual que estas sejam ou se pareçam não são nada mais que simples vaidade. A unidade não se consiste nem é mantida por nenhuma destas coisas mas sim em Cristo e no Seu Evangelho da forma que é revelada pelo Espírito de Deus e tudo que se separa desta verdade cai em corrupção. Não é Deus o autor da vida pois Deus é vida e Nele não existe morte. “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.” Deus é luz e nele não existe trevas nenhumas mas em contrapartida tudo que origina da vontade do homem carnal é trevas especialmente aqueles que trazem doutrinas contrárias aos dos apóstolos causando divisões e ofensas. Pois por bom palavreado eles enganam os corações de muitos. Note e tome conta do que ouve. Como é vital esta mensagem e como é seria a advertência dos apóstolos para tudo que seja contrário da doutrina por eles expandida, note a advertência de Paulo aos crentes em Roma “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” Romanos 16:17.

 

Como devemos nós de receber a mensagem do Evangelho? Será que a devemos de a receber ligeiramente, superficialmente? A mensagem do Evangelho não deve de ser recebida como uma outra mensagem qualquer esta mensagem não pode ser comprometida.

 

Mas nós agradecemos Deus que o mesmo Evangelho que por Paulo foi declarado em Roma ainda se faz soar nos dias de hoje. Este Evangelho permanece fiel pois se não fosse não se poderia dizer que é o Evangelho eterno de Deus. É a mensagem daquela mesma fé que foi outrora entregue aos santos. Esta mensagem não muda com o tempo, é eterna. Não se pode adicionar nem subtrair e nem esta sujeita a opiniões ou objecções de homens, não se encontra sujeita a mudança das modas deste mundo ou as diferenças de culturas e pessoas. Se mantém certo e correcto. É a fé que antes foi entregue.

 

Esta é a mensagem que devemos de ouvir nos dias de hoje. A mesma mensagem que foi anunciada desde o principio e que se encontra gravada nas escrituras. 

 

É esta a mensagem que ouviu? É esta a fé que confessa? A fé que outrora foi entregue aos santos? Será que Deus lhe revelou este mistério?

 

Pois estas verdades têm de ser reveladas pelo Espírito de Deus e enquanto não for tudo permanecerá um mistério. Pois através da vinda de Cristo e as escrituras do N.T aquelas coisas se encontravam escondidas como segredo e mistérios foram revelados, coisas que só se encontravam vistas como figuras e tipos e profecias agora reveladas em Cristo, da mesma forma agora nos dias de hoje até que Deus abra os olhos do homem para que se possa ver. E se Deus não o fizer tudo permanecera um mistério. Até que o Espírito de Deus tome as palavras das escrituras e as assopre nos corações, até que Deus proclame o Evangelho a nós em poder a verdade permanecerá nada mais que palavras gravadas numa pagina. Um mistério escondido aos olhos dos homens. Nós podemos ler a Bíblia, podemos devorar inúmeros livros podemos até ouvir um pastor mas tudo permanece longe das nossa compreensões tudo é confuso e nada mais do que simples informação. Não interessa o quanto é inteligente ou quanto é sábio tudo permanecerá um mistério escondido mesmo debaixo dos nossos olhos até que Deus pela Sua misericórdia se agrade em nos ensinar a nos rebaixar a Sua imensa gloria e majestade como de numa forma de criança e em humildade pois Jesus disse “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.Mateus 11:25.  

 

Quando Deus nos revela a verdade como quem tira um trapo que previne o olhar, abrindo os olhos para podermos ver a verdade que se revela no Evangelho ai sim tudo fica claro. Depois tudo que se encontrava escondido e oculto por causa dos pecados da carne se torna visível, o que dantes era uma sobra escura pela graça de Deus se torna real como tudo é feito manifesto pela luz do sol após uma noite de escuridão. Tudo é revelado pela aquela luz divina – Cristo. O que dantes era um conhecimento da letra sobre as escrituras, um simples conhecimento sobre Cristo por Deus se torna num conhecimento de Cristo pela experiencia do Espírito.

 

Eu pergunto de novo, será que Deus já lhe revelou este mistério? Será que Deus já lhe revelou Cristo através do apregoar do Evangelho? Aquele ‘Evangelho que é o poder de Deus para a salvação?’ aquele “mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;” (Colossenses 1:26) que declara “as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;”(Colossenses 1:27). Pois “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.” Timóteo 3:16. Será que este Evangelho já lhe foi revelado?

 

Pois a salvação não descansa em nenhuma outra mensagem – porque Cristo o Salvador não é revelado em nenhuma outra mensagem. Qualquer que se seja a variação daquela fé que outrora foi entregue aos santos, muito menor que seja é o mesmo que partir da verdade e do poder da salvação. A nossa grande necessidade nos dias de hoje é voltar de novo para a verdade que outrora, no princípio foi entregue aos santos, em primeiro por profetas e depois por Cristo e depois pelos Seus apóstolos. Não para aqueles grandes dias do passado da igreja. Não para o grande acordar nem para os tempos da reformação em 1689, 1646, ou 1500 não para o tempo de Lloyd – Jones, Philpot, Spurgeon, Whitefield, Luther ou Calvin. Mas sim voltar ao princípio. Voltar de novo para o Evangelho da forma como se encontra gravado nas escrituras, da forma como foi revelado por Cristo e seus apóstolos. Voltar de novo para a fé que outrora foi entregue aos santos. Voltar para aquela fé que Paulo anunciou e expandiu nos seus epistoles para os romanos.

 

Será que Deus já lhe ensinou esta fé? O verdadeiro e único eterno Evangelho? A única verdadeira mensagem?

 

Já lhe foi revelado no coração no homem interior pelo Espírito através da palavra por aqueles que Deus enviou com a Sua mensagem? Mensagem e palavra que entrou no coração não de uma forma exterior mas sim entrando em poder no Espírito Santo e com muita segurança?

 

Que Deus se agrade em soar esta mensagem com o Seu poder nestes dias e nesta geração. A mensagem de Cristo a mensagem sobre a Sua salvação da Sua justificação em justiça através da fé e de uma eterna eleição. Mensagem sobre a justificação gratuita, salvação pela graça e não pelas obras da carne nem vontade do homem mas sim pela vontade do Senhor. Aquela salvação que é de Deus e não do homem que é de fé para fé – até mesmo a fé que outrora foi entregue aos santos.

 

Esta mensagem e não outra.

 

A fé de Jesus Cristo.

 

Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé;

 

Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.”

 

Romanos 16:25-27                                       

                                 

Amem

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Trabalho de Ian Potts

14 De Abril 2008

 

Na carta de Paulo para os Romanos em capítulo 15, e após de ter concluído o capítulo 14 oferecendo ânimo aos irmãos para se servirem em amor e para se encorajarem, edificando-se uns aos outros, através do erguer do olhar da fé em direcção de Cristo tomando Cristo como exemplo. Paulo encoraja aquela união dos irmãos do amor que têm para Cristo e para os irmãos de forma que eles tenham uma só mente “Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” Rom. 15:6 

 

Note neste verso a forma como o Pai é glorificado, não é totalmente contrária á geral forma pela qual o homem a vê? Quando a mensagem de Deus sobre a salvação no Evangelho é vista e posta na perspectiva de Deus se torna evidente que o Evangelho não é tanto o que é recebido ou entregue ao homem pelo termo, salvação do povo de Deus. Mas sim o que é entregue a Deus e a Sua imensa gloria através da redenção realizada pelo Seu Filho em resgatar e redimir a Sua Noiva, a igreja que por sua vez a trás ao Pai para “que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia, como está escrito: Portanto eu te louvarei entre os gentios, E cantarei ao teu nome.“que a igreja adore o Pai fazendo assim manifesto as maravilhas da Sua graça perante toda a criação tanto agora como em eternidade.      

 

Por este mesmo termo ou digamos, por este princípio o apostolo relembra a igreja que se encontrava em Roma a imensa e grandiosa misericórdia de Deus em enviar o Evangelho aos gentios. A esses gentios que outrora não haviam conhecido a verdade que agora pela misericórdia e graça de Deus a conhecem “como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, E os que não ouviram o entenderão.” (Rom. 15:21). Paulo afirma que foi Deus que o enviou e a forma pela qual é enviado e para qual fim. Para que “seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo.” (Rom. 15:16) e juntamente exprimindo o seu grande desejo em os visitar em Roma a fim de lhes anunciar o Evangelho pessoalmente e permanecer com eles por algum tempo refrescando-se na amizade e amor comum que existe em Cristo. Contudo em primeiro lugar Paulo teria de visitar os santos que se encontravam em Jerusalém (15:25) e fazendo isto ele relembra os leitores gentios da união que existe entre eles e os crentes judeus por toda a parte assim mostrando que os gentios em Roma devem da mesma forma mostrar amor para esses irmãos judeus tal como outros gentios haviam feito por terem recebido dos judeus bens espirituais.

 

 “Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais.” (Rom. 15:27).

 

Mas acima de tudo o grande desejo de Paulo é apregoar o Evangelho. Lhes anunciar Cristo para lhes trazer “a plenitude da bênção do evangelho de Cristo.” (Rom. 15:29). Paulo foi enviado com uma mensagem e essa mensagem teria de ser entregue e essa mensagem, (a fé) foi o que “foi dada aos santos.” (Judas 1:3). A mensagem de Paulo, o Evangelho que anuncio não discorda nem varia do único pois só existe um Evangelho, o Evangelho eterno de Deus. A mensagem que Paulo anunciou em Roma foi a mesma mensagem que anunciou em Jerusalém. O mesmo Evangelho apregoado aos santos em Gálatas e em Efésios, a mesma mensagem a respeito da cruz de Cristo e Ele crucificado foi nessas igrejas entregue como também nas igrejas de Coríntios e Tessalonicenses. Paulo só tinha uma mensagem, um só Evangelho uma só fé da qual tinha sido entregue por Deus, através da revelação, pelo Seu Servo para a igreja. Tendo sido ensinado essa mensagem – a fé – Paulo foi enviado para a anunciar e o seu grande desejo era que os santos em Roma pudessem vir também a conhecer essa mensagem. Não em parte nem somente conhecida pelo intelecto humano mas sim em toda a sua grandeza, em toda a sua riqueza, de uma forma interior, tanto no coração como na mente para que eles fossem estabelecidos e construídos na verdade para que a “bênção do evangelho de Cristo” pudesse também ser deles e que Deus se glorifique neles. Esta era a vontade de Paulo e é esta toda a vontade que existe no coração de todos aqueles que por Deus são enviados para anunciar o Evangelho. Como aquele que é enviado por Deus para apregoar o Seu Evangelho como um servo de Jesus Cristo, Paulo não só tinha uma mensagem para entregar aos santos em Roma como também ele lhes escreveu e iria ter com eles pela forma de um que vive dessa mesma mensagem que pretendia entregar. Forma esta de um que anda na Verdade, como um que servia tanto o seu Mestre como o seu Senhor e os Seus irmãos para o bem de Cristo. Paulo era um servo e escravo de Jesus Cristo, “chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus” do qual vivia a sua vida consagrada ao serviço de outros “ministrando o evangelho de Deus“. Paulo guiado por exemplo ministrava outros. O seu incitador para com os irmãos e para que eles se servissem uns aos outros nascia pela sua mesma conduta e forma de vida quando por sua vez os servia. Ele os exortava os crentes a seguir Cristo da mesma forma como ele seguia Cristo. Não só pela letra da palavra mas sim pelo amor que Deus faz nascer nos corações de todos os crentes. Deus é a fonte do Amor e da Vida se alguém têm falta de amor para que possa oferecer a outros, peça a Deus que lhe de amor, olhe para Cristo o maior exemplo de amor. Jesus Cristo amou todos aqueles que o Pai Lhe deu e Ele deu a Sua vida por eles quando ainda eles nem sabiam a quem pertenciam para que eles pudessem viver juntos com Deus no Seu Reino.

 

Agora consideremos a lição que nos é exposta por Paulo nas suas várias cartas para as diferentes igrejas e também na sua conduta diária em relação para com os seus irmãos. Pelo menos em três lugares o apóstolo exorta aqueles para qual escreveu para que o sigam e retenham em mente como exemplo a sua mesma conduta.

 

Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.” 1Córintios 4:16  

Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1Córintios 11:1  

Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam.” Filipenses 3:17    

 

As exortações de Paulo não são sem fundação nem sem autoridade. Ele não os encoraja a o seguir cegamente como se lê um mapa ou que sigam o seu ensinamento simplesmente porque ele o diz. Não, de maneira nenhuma! As exortações de Paulo contêm peso por causa daquele que ele mesmo segue, Aquele que o enviou para anunciar o Evangelho – o Senhor Jesus Cristo. Paulo escreve “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1Córintios 11:1.

 

Já alguma vez ouvimos alguém disser para não seguirmos homens? Normalmente se alguém nos adverte com tal frase é porque existe criticismo quando o ministro de um certo homem é condenado é pelo crítico ou grupo de pessoas. Não faças o que ele te disse para fazeres! Coisas deste género.  A dedução é que devemos de seguir Cristo invés de homens. Existe claramente uma certa verdade nisto (apesar do criticismo apresentar uma falsa dicotomia) em que o homem não deve de se elevar fora de medida sendo Cristo sempre preeminente em todas as coisas e por último que nós devemos ser seguidores de Cristo que é o Grande Pastore das Suas ovelhas. De Cristo que deu a Sua vida pelas ovelhas para que pudessem em Si ter vida eterna, o perdoar dos pecados e paz sendo por Cristo reconciliados para com o Pai. As escrituras advertem e muito correctamente o faz para “Deixai-vos do homem cujo fôlego está nas suas narinas; pois em que se deve ele estimar?Isaías 2:22. Os homens que por natureza são pecadores muitas vezes nos podem levar em caminhos tortos se lhes dermos ouvidos. Nós temos de ser espertos e conhecer intimamente aquilo que se refere Sabedoria para que possamos reconhecer a quem seguimos ou damos ouvidos. Muitas pessoas com falta de sabedoria (e esta que se obtêm em pedir que Deus nos a dê) foram levadas para destruição por certos homens em caminhos tortos e obscuros. Assim muitos que são guiados por cegos se tornam cegos e se um cego guia outro cego ambos cairão na valeta ou num outro lugar pior. Guiados por impostores quer o façam deliberadamente ou não o facto não deixa de ser verdadeiro e eles são impostores e cegos para a verdade que há em Cristo. Impostores que prometem muito mas dão pouco pode parecer bem aos ouvidos mas por ultimo eles falam deles mesmos e não de Deus. Excepto a graça de Deus penetre no coração de um homem e este seja levado pelo Espírito a ter fé para acreditar em Cristo e no Seu trabalho realizado na cruz ninguém será salvo. É por graça que sois salvo e não pela vossa vontade mas sim um dom de Deus. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.Efésios 2:8. Se não fosse pela graça de Deus todos: note – todos os homens teriam em inimizade para com o Criador. Mesmo assim Paulo exorta os que o ouvem para serem seguidores dele da mesma forma como ele é seguidor de Cristo.

 

É no final da sentença de Paulo que nós podemos encontrar a resposta para o dever ou não dever de seguir o que os homens dizem e mesmo assim quais? Paulo era um seguidor de Cristo. A sua exortação não era simplesmente para o seguir mas sim seguir o concelho que ele dá – como ele mesmo seguia Cristo segui também vós Cristo. Paulo guiava os seus seguidores para Cristo e eis o porquê que o deveriam de o seguir. Em seguir Paulo eles seguiam Cristo. Foi Cristo que apareceu a Paulo ainda quando ele se chamava Saul, quando por sua vês Saul caminhava na rua que se dirigia para Damasco. Cristo revelou-se a Paulo lá do céu e o enviou para anunciar o Evangelho (leia Atos 26). Paulo foi enviado por Cristo para abrir os olhos dos pecadores, “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” Atos 26:18.  É este enviar pela parte de Cristo para anunciar o Evangelho que a exortação de Paulo “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” guarda peso. Cristo enviou Paulo para o Seu povo para que Paulo guiasse esse povo a Cristo. Então deveriam eles de seguir Paulo que por sua vez os guia a Cristo que deu a Sua vida por eles?

 

Em 1 de Coríntios uma similar advertência encorajando o povo de Deus com a seguinte razão para o qual devem de ser imitadores de Paulo enquanto neste mundo. “Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados. Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja.” 1Coríntios 4:14-17.

 

Os crentes na igreja de coríntios para o qual Paulo escrevera tinham nascido de Deus Espirito Santo através do apregoar do Evangelho pelos lábios de Paulo. Eis o porquê de Paulo os chamar de “meus filhos amados“e escreve “porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo“. Tão próximo estava Paulo na sua relação com os crentes, mostrando-se não só envolvido com eles como também os guiava a Cristo. Tão instrumental na conversão desses crentes que Paulo se declara como pai e os crentes seus filhos pelo Evangelho. Apesar de saber que as conversões desses crentes havia ter-se realizado através do trabalho do Espírito Santo, apesar desta verdade e de saber que só Deus é Pai, de qualquer forma o propósito de Deus é usar o apregoar do Evangelho pelos lábios daqueles homens que envia para trazer pecadores mortos em pecados e ofensas para a vida em Cristo. Paulo foi enviado com o Evangelho para a igreja de Coríntios e tanto homens como mulheres foram salvos por esse Evangelho. Assim Paulo correctamente afirma que “eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo” ele os gerou eis que é razoável disser “como meus filhos amados“. Então não deverão eles seguir Paulo que fielmente os conduziu a Cristo? Este Paulo que fielmente lhes declarou Cristo no Evangelho que por essas palavras eles nasceram de novo não pela carne mas sim pelo poder da palavra de Deus. Eles podiam ter mil instrutores em Cristo mas não foi Paulo o pai deles que pelo seu apregoar do Evangelho de Deus os salvou e gerou em Cristo? Por Cristo, sim, pelo trabalho de regeneração do Espírito Santo também por ter acreditado no Evangelho pela fé que Deus lhe havia oferecido, claro. Mas de qualquer forma foi por ter acreditado naquele Evangelho que lhes tinha sido entregue por aquele homem que Deus enviou, aquele Evangelho o único Evangelho de Deus apregoado pelos lábios de Paulo. Deus os gerou através do apregoar de Paulo e este do Evangelho de Cristo. Se assim é não deveriam eles de seguir este homem que foi enviado por Deus para os trazer a Cristo que o enviou? “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” diz Paulo.

 

Como se não houvesse razoes mais que suficientes que Paulo era um seguidor de Cristo e que o seu apregoar do Evangelho de Cristo causou os ouvintes a serem nascidos de novo. Assim Paulo enviou aos Coríntios seu amado filho Timóteo “Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja.”. Pelo ensinamento e conduta de Paulo pode-se confirmar que ele era um fiel seguidor de Cristo, um que o povo de Deus se deve alegrar em seguir. Então Paulo envia Timóteo aos crentes para que ele dê testemunho do se carácter e dos seus caminhos e alegrias em Cristo. Testemunhar também que o ensinamento de Paulo é consistente e o mesmo que é ouvido por todas as igrejas. Testemunho para que na ausência de Paulo os crentes em Coríntios não se esquecessem do seu verdadeiro carácter em Cristo. Como podemos ver Paulo ensinava os crentes á o seguir contudo a sua advertência não consistia em proveito próprio mas sim por amor e por haver uma positiva razão por de trás.

Paulo deu três razões para a pergunta se, devemos de seguir alguém no caminho da fé ou não. Respostas das quais deverão apagar qualquer oposição e silenciar as más-línguas e da mesma forma respondendo as oposições que os crentes possam afrentar.

 

Em primeiro lugar Paulo seguia Cristo e sendo assim ao seguir Paulo os crentes eram conduzidos a Cristo. Em segundo lugar foi Cristo que enviou Paulo para anunciar Seu Evangelho que por sua vez quando anunciado Deus se agradou em trazer muitas almas do reino das trevas para o reino da luz e vida em Cristo. Em terceiro lugar. A conduta de Paulo não só era exemplar como todos os seus caminhos eram em Cristo sendo assim que o seu ensinamento por todas as igrejas dava testemunho do trabalho de Deus no seu coração e que Deus por ele trabalhava. Mais ainda tudo que Paulo fazia mostrava com que autoridade ele fazia o que fazia desmontando o fruto do seu trabalho para que os seus seguidores pudessem saber que foi Cristo que o havia enviado para os conduzir a Cristo. (Mateus 7:15-20). Como poderiam estes crentes rejeitar em seguir Paulo?

 

Os crentes que seguiam Paulo estavam correctos em o seguir pois ao confiar e seguir eles não seguiam um homem mas sim Cristo que havia enviado Paulo. Por ter acreditado na palavra de Cristo anunciada por esse homem e por terem testemunhado o seu trabalho guardando esse mesmo exemplo, exemplo de um que vivia para servir o seu Senhor e Mestre – Jesus Cristo. “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1Coríntios, “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam.Filipenses 3:17, (leia 2 Tessalonicenses 3:7-9 e Hebreus 13:7)

 

O que era verdadeiro de Paulo também é verdadeiro de todos aqueles que Deus envia para a Sua igreja para apregoar o Evangelho de Deus a respeito de Seu Filho. Paulo era um apóstolo e único a esse respeito mas de qualquer forma todos aqueles que seguem pelo seu caminho são igualmente enviados por Deus para anunciar o mesmo Evangelho que Paulo anunciou. Eles vêm com a autoridade daquele que os enviou assim declarando o mesmo Evangelho pelo qual mulheres e homens são acordados e virados do caminho das trevas para a luz, resgatados do poder do diabo para o poder de Deus. É pelo anuncia do mesmo Evangelho que Deus Espírito Santo acorda os pecadores mortos em pecados e ofensas para a vida eterna em Cristo Jesus. É pelo anunciar do Evangelho que Cristo trás um povo, a Sua Noiva para o Seu Pai afim de o glorificar. E é o mesmo trabalho de graça que outrora havia trabalhado em Paulo agora também nas vidas e caracteres de todos daqueles que Deus envia com a Sua palavra para que esses homens sejam exemplos para outros seguirem pois eles seguem Cristo. Correctamente Paulo exortava outros para o seguirem e em tal exortação Deus exorta-nos a seguir aqueles homens que envia para a Sua igreja sendo estes ofertas para a edificação do corpo de Cristo no percurso de seguir Cristo.                                 

          

Como se pode ver a pergunta não é tanto se devemos ou não de seguir homens pois a exortação de Paulo claramente nos mostra que devemos mas o que devemos de perguntar e do qual devemos de ter cautela é a quem devemos de seguir. Então quais são os homens que devemos de seguir? Todos aqueles que seguem Cristo. Quando Deus se determina em salvar um povo onde quer que se encontre Deus sempre envia um homem com o Seu Evangelho para que esse homem conduza esse povo a Cristo (Romanos 10;14). Paulo disse, “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo“. Nós devemos de seguir aqueles tal como Paulo são enviado por Deus para anunciar o Evangelho a respeito de Cristo, aqueles que proclamam a mesma doutrina apostólica. Aqueles que declaram a mesma verdade a respeito da pessoa e trabalho do Filho eterno de Deus – o Senhor Jesus Cristo. Aqueles que declaram a divindade de Cristo a Sua humanidade a Sua incarnação o Seu baptismo a Sua visitação a Sua morte, ressurreição e ascensão e o Seu presente ministro em gloria. 

 

Aqueles que declararam a ruína do homem pela queda de Adão com a sua total depravação na sua natureza pecadora. Sigam aqueles que declaram a realização e o fim do trabalho de Cristo sobre a cruz. A grátis justificação de pecadores pelo sangue de Cristo a imputação da justiça de Deus pela fé de Jesus Cristo para todos aqueles que acreditam no Seu Nome. A absolvição dos pecados e a reconciliação para com o Pai pela eleição da graça de Deus em Cristo antes das fundações deste mundo. Sigam aqueles que declaram que a salvação pertence ao Senhor e a Ele salvar a quem Lhe agrada que a salvação é na sua totalidade e inteiramente pela graça de Deus do princípio ao fim. Aqueles que afirmam que a salvação é um trabalho de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Sigam aqueles que declaram o Evangelho de Cristo tal como era anunciado no princípio e ainda é e para sempre será – tal como Paulo apregoava e o Espírito de Deus lhe dava força e poder e desta mesma forma o fez pelo continuar dos tempos por todos aqueles que Deus enviou em Nome de Cristo. Estes são os homens que devemos de seguir. Aqueles que seguem Cristo.

 

Em contra partida todos os outros que não declaram estas verdades devem de ser evitados e rejeitados. Nós devemos de testar tudo aquilo que os homens dizem em Nome de Cristo pelas escrituras e se algum for encontrado em falta nós devemos de nos afastar desse homem e nunca mais lhe dar ouvidos. Nós devemos de nos afastar de tais que trazem um outro evangelho e um outro Jesus com um ouro espírito (2 Coríntios 11:4). Nós devemos de nos desviar de quem nega Um Deus em Três Pessoas, Pai Filho e Espírito Santo. De tais que questionam e negam a inspiração e autoridade da palavra de Deus nas escrituras e o seu continuar do testemunho do trabalho de Cristo. De tais que proclamam a salvação por obras ou pela livre vontade do homem. De tais que negam a livre graça soberana de Deus na salvação. De tais que negam os decretos e propósitos eterno de Deus em Cristo, na sua eleição de um povo pelo qual Cristo deu a Sua vida para trazer esse mesmo povo para a vida eterna em Si. Virem-se de todos que negam o verdadeiro trabalho do Espírito Santo na regeneração em acordar pecadores mortos em pecados e ofensas para a vida eterna em Cristo. Rejeitem todos aqueles que anunciam um evangelho com mistura de trabalhos e fé de lei e graça de Sinai e de Sião. De tais que apregoam muito sobre o homem e pouco sobre Cristo que os seus seguidores só podem ser desviados de Cristo e nunca conduzidos a Cristo. Tais homens devem de ser evitados. Mas pela graça de Deus existe homens que por Deus são enviados e esses seguem Cristo e anunciam o Evangelho de Deus a respeito do Seu Filho eterno; estes sim devem de ser seguidos. Pois estes homens procuram que o homens seja nada mais do que homem, que ele seja derrubado, que o seu espírito orgulhoso e pecadores seja conquistado pelo Espírito de Deus. O homem que procura exaltar Cristo e que ele nem seja visto que desaparece pelas traseiras da palavra para que aqueles que o ouvem o Evangelho não o vejam mas sim Cristo.

 

Se nós viramos as nossas costas aqueles que Deus envia com o Seu Evangelho; se nós nos envergonharmos em os seguir ou sentir medo de seguir tal homem que realmente é um seguidor de Cristo é o mesmo que virar a nossas costas a Cristo. Em não receber aqueles que Cristo envia é o mesmo de não receber Cristo. Tratar esses homens com cuidado e respeito é o mesmo que cuidar de Cristo e o respeitar. Se nós negamos esses homens e confiamos somente no nosso entender na nossa única interpretação das escrituras é por ultimo seguir a nós mesmos e ao nosso entender. É correcto ser cauteloso a respeito de homens que afirmam ter o Evangelho de Deus tal como é importante ser cauteloso sobre os ensinamentos que eles pretendem nos transmitir. Não há duvidas que devemos de ser cautelosos e que devemos de medir todas as palavras e mensagens anunciadas pelos homens e compara-las com as escrituras mas nós erraríamos se formos cautelosos em excesso até ao ponto de negar o ensinamento de Cristo pelos homens que envia anunciando a salvação de pecadores pelo eterno Evangelho de Deus a respeito de Seu Filho – Jesus Cristo.

 

Que Deus nos dê graça e discernimento para poder saber e reconhecer e seguir aqueles que Cristo envia como sendo presentes para a Sua igreja pois esses que Deus envia são por sua vez seguidores de Cristo. Para ser um verdadeiro seguidor de Cristo é receber todos aqueles que Ele envia com a Sua palavra sendo estes homens ofertas para a edificação e construção da igreja para a imensa glória de Cristo.

 

Que nós sejamos encontrados como sendo verdadeiros seguidores de Cristo ao seguirmos aqueles que seguem Cristo para que Cristo seja glorificado no Seu Corpo aqui a terra e o Pai por Ele pois “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.” Apocalipse 5:12

 

Amem.

 

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” Efésios 4:11-16                                                                               

 

Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:37-40

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