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Trabalho de Ian Potts

Novembro 17, 2007

 

No último capítulo da carta para Romanos Paulo conclui o seu epistolo com comprimentos para os irmãos e irmãs que se juntam na igreja em Roma. Paulo reafirma assim a sua completa confiança na mensagem do Evangelho entregue aos santos.

 

Tendo-se dirigido aos santos no capítulo 1 louvando a união que têm no Senhor Jesus Cristo no qual foram chamados através do Evangelho. Juntamente com este louvor Paulo agradece a Deus pela fé que os crentes demonstram e da qual é falada por toda a parte “Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé.” (Romanos 1:8). Da mesma forma no encerrar do seu epistolo ele louva as condutas diárias dos crentes, as obras que demonstram pelo amor que têm para com Cristo. Nesta igreja se demonstra um povo unido no amor de Cristo extraído de ambas partes, uma de judeus e a outra de gentios. Não se apresenta qualquer ambiguidade por parte dos crentes. Note que nacionalidades, raças, culturas ou interesses humanos não fazem parte desta união mas sim uma união em Cristo. Eles se apresentam unidos em Cristo pelo Evangelho – que outrora haviam sido escolhidos por Deus em eternidade por uma eleição eterna efectuada por Deus Pai e Deus Filho, eterna aliança. Esses crentes que foram redimidos pelo sangue derramado do Filho de Deus na cruz, agora acordados pelo Espírito de Deus para uma vida espiritual para que vivam e andem pela fé.

 

Apesar desta imensa verdade Paulo no verso 17 avisa os irmãos sobre todos aqueles que causam divisões na igreja pelas suas oposições a mensagem anunciada. A conservação e o bom estado da união da igreja repousa nos seguintes factores – uma fiel pregação e aderência ao Evangelho, aquela mensagem declarada desde o princípio e expandida em todos os epistoles. A origem de divisões consiste na partida desta mesma mensagem.

 

União não consiste em credos e confissões. Não se consiste em denominações ou em ordens de igrejas e muito menos em autoridade humana seja esta de Papas em Roma ou outra qualquer. Teologia humana com as suas tradições ou organizações muito espiritual que estas sejam ou se pareçam não são nada mais que simples vaidade. A unidade não se consiste nem é mantida por nenhuma destas coisas mas sim em Cristo e no Seu Evangelho da forma que é revelada pelo Espírito de Deus e tudo que se separa desta verdade cai em corrupção. Não é Deus o autor da vida pois Deus é vida e Nele não existe morte. “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.” Deus é luz e nele não existe trevas nenhumas mas em contrapartida tudo que origina da vontade do homem carnal é trevas especialmente aqueles que trazem doutrinas contrárias aos dos apóstolos causando divisões e ofensas. Pois por bom palavreado eles enganam os corações de muitos. Note e tome conta do que ouve. Como é vital esta mensagem e como é seria a advertência dos apóstolos para tudo que seja contrário da doutrina por eles expandida, note a advertência de Paulo aos crentes em Roma “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” Romanos 16:17.

 

Como devemos nós de receber a mensagem do Evangelho? Será que a devemos de a receber ligeiramente, superficialmente? A mensagem do Evangelho não deve de ser recebida como uma outra mensagem qualquer esta mensagem não pode ser comprometida.

 

Mas nós agradecemos Deus que o mesmo Evangelho que por Paulo foi declarado em Roma ainda se faz soar nos dias de hoje. Este Evangelho permanece fiel pois se não fosse não se poderia dizer que é o Evangelho eterno de Deus. É a mensagem daquela mesma fé que foi outrora entregue aos santos. Esta mensagem não muda com o tempo, é eterna. Não se pode adicionar nem subtrair e nem esta sujeita a opiniões ou objecções de homens, não se encontra sujeita a mudança das modas deste mundo ou as diferenças de culturas e pessoas. Se mantém certo e correcto. É a fé que antes foi entregue.

 

Esta é a mensagem que devemos de ouvir nos dias de hoje. A mesma mensagem que foi anunciada desde o principio e que se encontra gravada nas escrituras. 

 

É esta a mensagem que ouviu? É esta a fé que confessa? A fé que outrora foi entregue aos santos? Será que Deus lhe revelou este mistério?

 

Pois estas verdades têm de ser reveladas pelo Espírito de Deus e enquanto não for tudo permanecerá um mistério. Pois através da vinda de Cristo e as escrituras do N.T aquelas coisas se encontravam escondidas como segredo e mistérios foram revelados, coisas que só se encontravam vistas como figuras e tipos e profecias agora reveladas em Cristo, da mesma forma agora nos dias de hoje até que Deus abra os olhos do homem para que se possa ver. E se Deus não o fizer tudo permanecera um mistério. Até que o Espírito de Deus tome as palavras das escrituras e as assopre nos corações, até que Deus proclame o Evangelho a nós em poder a verdade permanecerá nada mais que palavras gravadas numa pagina. Um mistério escondido aos olhos dos homens. Nós podemos ler a Bíblia, podemos devorar inúmeros livros podemos até ouvir um pastor mas tudo permanece longe das nossa compreensões tudo é confuso e nada mais do que simples informação. Não interessa o quanto é inteligente ou quanto é sábio tudo permanecerá um mistério escondido mesmo debaixo dos nossos olhos até que Deus pela Sua misericórdia se agrade em nos ensinar a nos rebaixar a Sua imensa gloria e majestade como de numa forma de criança e em humildade pois Jesus disse “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.Mateus 11:25.  

 

Quando Deus nos revela a verdade como quem tira um trapo que previne o olhar, abrindo os olhos para podermos ver a verdade que se revela no Evangelho ai sim tudo fica claro. Depois tudo que se encontrava escondido e oculto por causa dos pecados da carne se torna visível, o que dantes era uma sobra escura pela graça de Deus se torna real como tudo é feito manifesto pela luz do sol após uma noite de escuridão. Tudo é revelado pela aquela luz divina – Cristo. O que dantes era um conhecimento da letra sobre as escrituras, um simples conhecimento sobre Cristo por Deus se torna num conhecimento de Cristo pela experiencia do Espírito.

 

Eu pergunto de novo, será que Deus já lhe revelou este mistério? Será que Deus já lhe revelou Cristo através do apregoar do Evangelho? Aquele ‘Evangelho que é o poder de Deus para a salvação?’ aquele “mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;” (Colossenses 1:26) que declara “as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;”(Colossenses 1:27). Pois “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.” Timóteo 3:16. Será que este Evangelho já lhe foi revelado?

 

Pois a salvação não descansa em nenhuma outra mensagem – porque Cristo o Salvador não é revelado em nenhuma outra mensagem. Qualquer que se seja a variação daquela fé que outrora foi entregue aos santos, muito menor que seja é o mesmo que partir da verdade e do poder da salvação. A nossa grande necessidade nos dias de hoje é voltar de novo para a verdade que outrora, no princípio foi entregue aos santos, em primeiro por profetas e depois por Cristo e depois pelos Seus apóstolos. Não para aqueles grandes dias do passado da igreja. Não para o grande acordar nem para os tempos da reformação em 1689, 1646, ou 1500 não para o tempo de Lloyd – Jones, Philpot, Spurgeon, Whitefield, Luther ou Calvin. Mas sim voltar ao princípio. Voltar de novo para o Evangelho da forma como se encontra gravado nas escrituras, da forma como foi revelado por Cristo e seus apóstolos. Voltar de novo para a fé que outrora foi entregue aos santos. Voltar para aquela fé que Paulo anunciou e expandiu nos seus epistoles para os romanos.

 

Será que Deus já lhe ensinou esta fé? O verdadeiro e único eterno Evangelho? A única verdadeira mensagem?

 

Já lhe foi revelado no coração no homem interior pelo Espírito através da palavra por aqueles que Deus enviou com a Sua mensagem? Mensagem e palavra que entrou no coração não de uma forma exterior mas sim entrando em poder no Espírito Santo e com muita segurança?

 

Que Deus se agrade em soar esta mensagem com o Seu poder nestes dias e nesta geração. A mensagem de Cristo a mensagem sobre a Sua salvação da Sua justificação em justiça através da fé e de uma eterna eleição. Mensagem sobre a justificação gratuita, salvação pela graça e não pelas obras da carne nem vontade do homem mas sim pela vontade do Senhor. Aquela salvação que é de Deus e não do homem que é de fé para fé – até mesmo a fé que outrora foi entregue aos santos.

 

Esta mensagem e não outra.

 

A fé de Jesus Cristo.

 

Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé;

 

Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.”

 

Romanos 16:25-27                                       

                                 

Amem

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Trabalho de Ian Potts

14 De Abril 2008

 

Na carta de Paulo para os Romanos em capítulo 15, e após de ter concluído o capítulo 14 oferecendo ânimo aos irmãos para se servirem em amor e para se encorajarem, edificando-se uns aos outros, através do erguer do olhar da fé em direcção de Cristo tomando Cristo como exemplo. Paulo encoraja aquela união dos irmãos do amor que têm para Cristo e para os irmãos de forma que eles tenham uma só mente “Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” Rom. 15:6 

 

Note neste verso a forma como o Pai é glorificado, não é totalmente contrária á geral forma pela qual o homem a vê? Quando a mensagem de Deus sobre a salvação no Evangelho é vista e posta na perspectiva de Deus se torna evidente que o Evangelho não é tanto o que é recebido ou entregue ao homem pelo termo, salvação do povo de Deus. Mas sim o que é entregue a Deus e a Sua imensa gloria através da redenção realizada pelo Seu Filho em resgatar e redimir a Sua Noiva, a igreja que por sua vez a trás ao Pai para “que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia, como está escrito: Portanto eu te louvarei entre os gentios, E cantarei ao teu nome.“que a igreja adore o Pai fazendo assim manifesto as maravilhas da Sua graça perante toda a criação tanto agora como em eternidade.      

 

Por este mesmo termo ou digamos, por este princípio o apostolo relembra a igreja que se encontrava em Roma a imensa e grandiosa misericórdia de Deus em enviar o Evangelho aos gentios. A esses gentios que outrora não haviam conhecido a verdade que agora pela misericórdia e graça de Deus a conhecem “como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, E os que não ouviram o entenderão.” (Rom. 15:21). Paulo afirma que foi Deus que o enviou e a forma pela qual é enviado e para qual fim. Para que “seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo.” (Rom. 15:16) e juntamente exprimindo o seu grande desejo em os visitar em Roma a fim de lhes anunciar o Evangelho pessoalmente e permanecer com eles por algum tempo refrescando-se na amizade e amor comum que existe em Cristo. Contudo em primeiro lugar Paulo teria de visitar os santos que se encontravam em Jerusalém (15:25) e fazendo isto ele relembra os leitores gentios da união que existe entre eles e os crentes judeus por toda a parte assim mostrando que os gentios em Roma devem da mesma forma mostrar amor para esses irmãos judeus tal como outros gentios haviam feito por terem recebido dos judeus bens espirituais.

 

 “Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais.” (Rom. 15:27).

 

Mas acima de tudo o grande desejo de Paulo é apregoar o Evangelho. Lhes anunciar Cristo para lhes trazer “a plenitude da bênção do evangelho de Cristo.” (Rom. 15:29). Paulo foi enviado com uma mensagem e essa mensagem teria de ser entregue e essa mensagem, (a fé) foi o que “foi dada aos santos.” (Judas 1:3). A mensagem de Paulo, o Evangelho que anuncio não discorda nem varia do único pois só existe um Evangelho, o Evangelho eterno de Deus. A mensagem que Paulo anunciou em Roma foi a mesma mensagem que anunciou em Jerusalém. O mesmo Evangelho apregoado aos santos em Gálatas e em Efésios, a mesma mensagem a respeito da cruz de Cristo e Ele crucificado foi nessas igrejas entregue como também nas igrejas de Coríntios e Tessalonicenses. Paulo só tinha uma mensagem, um só Evangelho uma só fé da qual tinha sido entregue por Deus, através da revelação, pelo Seu Servo para a igreja. Tendo sido ensinado essa mensagem – a fé – Paulo foi enviado para a anunciar e o seu grande desejo era que os santos em Roma pudessem vir também a conhecer essa mensagem. Não em parte nem somente conhecida pelo intelecto humano mas sim em toda a sua grandeza, em toda a sua riqueza, de uma forma interior, tanto no coração como na mente para que eles fossem estabelecidos e construídos na verdade para que a “bênção do evangelho de Cristo” pudesse também ser deles e que Deus se glorifique neles. Esta era a vontade de Paulo e é esta toda a vontade que existe no coração de todos aqueles que por Deus são enviados para anunciar o Evangelho. Como aquele que é enviado por Deus para apregoar o Seu Evangelho como um servo de Jesus Cristo, Paulo não só tinha uma mensagem para entregar aos santos em Roma como também ele lhes escreveu e iria ter com eles pela forma de um que vive dessa mesma mensagem que pretendia entregar. Forma esta de um que anda na Verdade, como um que servia tanto o seu Mestre como o seu Senhor e os Seus irmãos para o bem de Cristo. Paulo era um servo e escravo de Jesus Cristo, “chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus” do qual vivia a sua vida consagrada ao serviço de outros “ministrando o evangelho de Deus“. Paulo guiado por exemplo ministrava outros. O seu incitador para com os irmãos e para que eles se servissem uns aos outros nascia pela sua mesma conduta e forma de vida quando por sua vez os servia. Ele os exortava os crentes a seguir Cristo da mesma forma como ele seguia Cristo. Não só pela letra da palavra mas sim pelo amor que Deus faz nascer nos corações de todos os crentes. Deus é a fonte do Amor e da Vida se alguém têm falta de amor para que possa oferecer a outros, peça a Deus que lhe de amor, olhe para Cristo o maior exemplo de amor. Jesus Cristo amou todos aqueles que o Pai Lhe deu e Ele deu a Sua vida por eles quando ainda eles nem sabiam a quem pertenciam para que eles pudessem viver juntos com Deus no Seu Reino.

 

Agora consideremos a lição que nos é exposta por Paulo nas suas várias cartas para as diferentes igrejas e também na sua conduta diária em relação para com os seus irmãos. Pelo menos em três lugares o apóstolo exorta aqueles para qual escreveu para que o sigam e retenham em mente como exemplo a sua mesma conduta.

 

Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.” 1Córintios 4:16  

Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1Córintios 11:1  

Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam.” Filipenses 3:17    

 

As exortações de Paulo não são sem fundação nem sem autoridade. Ele não os encoraja a o seguir cegamente como se lê um mapa ou que sigam o seu ensinamento simplesmente porque ele o diz. Não, de maneira nenhuma! As exortações de Paulo contêm peso por causa daquele que ele mesmo segue, Aquele que o enviou para anunciar o Evangelho – o Senhor Jesus Cristo. Paulo escreve “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1Córintios 11:1.

 

Já alguma vez ouvimos alguém disser para não seguirmos homens? Normalmente se alguém nos adverte com tal frase é porque existe criticismo quando o ministro de um certo homem é condenado é pelo crítico ou grupo de pessoas. Não faças o que ele te disse para fazeres! Coisas deste género.  A dedução é que devemos de seguir Cristo invés de homens. Existe claramente uma certa verdade nisto (apesar do criticismo apresentar uma falsa dicotomia) em que o homem não deve de se elevar fora de medida sendo Cristo sempre preeminente em todas as coisas e por último que nós devemos ser seguidores de Cristo que é o Grande Pastore das Suas ovelhas. De Cristo que deu a Sua vida pelas ovelhas para que pudessem em Si ter vida eterna, o perdoar dos pecados e paz sendo por Cristo reconciliados para com o Pai. As escrituras advertem e muito correctamente o faz para “Deixai-vos do homem cujo fôlego está nas suas narinas; pois em que se deve ele estimar?Isaías 2:22. Os homens que por natureza são pecadores muitas vezes nos podem levar em caminhos tortos se lhes dermos ouvidos. Nós temos de ser espertos e conhecer intimamente aquilo que se refere Sabedoria para que possamos reconhecer a quem seguimos ou damos ouvidos. Muitas pessoas com falta de sabedoria (e esta que se obtêm em pedir que Deus nos a dê) foram levadas para destruição por certos homens em caminhos tortos e obscuros. Assim muitos que são guiados por cegos se tornam cegos e se um cego guia outro cego ambos cairão na valeta ou num outro lugar pior. Guiados por impostores quer o façam deliberadamente ou não o facto não deixa de ser verdadeiro e eles são impostores e cegos para a verdade que há em Cristo. Impostores que prometem muito mas dão pouco pode parecer bem aos ouvidos mas por ultimo eles falam deles mesmos e não de Deus. Excepto a graça de Deus penetre no coração de um homem e este seja levado pelo Espírito a ter fé para acreditar em Cristo e no Seu trabalho realizado na cruz ninguém será salvo. É por graça que sois salvo e não pela vossa vontade mas sim um dom de Deus. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.Efésios 2:8. Se não fosse pela graça de Deus todos: note – todos os homens teriam em inimizade para com o Criador. Mesmo assim Paulo exorta os que o ouvem para serem seguidores dele da mesma forma como ele é seguidor de Cristo.

 

É no final da sentença de Paulo que nós podemos encontrar a resposta para o dever ou não dever de seguir o que os homens dizem e mesmo assim quais? Paulo era um seguidor de Cristo. A sua exortação não era simplesmente para o seguir mas sim seguir o concelho que ele dá – como ele mesmo seguia Cristo segui também vós Cristo. Paulo guiava os seus seguidores para Cristo e eis o porquê que o deveriam de o seguir. Em seguir Paulo eles seguiam Cristo. Foi Cristo que apareceu a Paulo ainda quando ele se chamava Saul, quando por sua vês Saul caminhava na rua que se dirigia para Damasco. Cristo revelou-se a Paulo lá do céu e o enviou para anunciar o Evangelho (leia Atos 26). Paulo foi enviado por Cristo para abrir os olhos dos pecadores, “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” Atos 26:18.  É este enviar pela parte de Cristo para anunciar o Evangelho que a exortação de Paulo “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” guarda peso. Cristo enviou Paulo para o Seu povo para que Paulo guiasse esse povo a Cristo. Então deveriam eles de seguir Paulo que por sua vez os guia a Cristo que deu a Sua vida por eles?

 

Em 1 de Coríntios uma similar advertência encorajando o povo de Deus com a seguinte razão para o qual devem de ser imitadores de Paulo enquanto neste mundo. “Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados. Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja.” 1Coríntios 4:14-17.

 

Os crentes na igreja de coríntios para o qual Paulo escrevera tinham nascido de Deus Espirito Santo através do apregoar do Evangelho pelos lábios de Paulo. Eis o porquê de Paulo os chamar de “meus filhos amados“e escreve “porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo“. Tão próximo estava Paulo na sua relação com os crentes, mostrando-se não só envolvido com eles como também os guiava a Cristo. Tão instrumental na conversão desses crentes que Paulo se declara como pai e os crentes seus filhos pelo Evangelho. Apesar de saber que as conversões desses crentes havia ter-se realizado através do trabalho do Espírito Santo, apesar desta verdade e de saber que só Deus é Pai, de qualquer forma o propósito de Deus é usar o apregoar do Evangelho pelos lábios daqueles homens que envia para trazer pecadores mortos em pecados e ofensas para a vida em Cristo. Paulo foi enviado com o Evangelho para a igreja de Coríntios e tanto homens como mulheres foram salvos por esse Evangelho. Assim Paulo correctamente afirma que “eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo” ele os gerou eis que é razoável disser “como meus filhos amados“. Então não deverão eles seguir Paulo que fielmente os conduziu a Cristo? Este Paulo que fielmente lhes declarou Cristo no Evangelho que por essas palavras eles nasceram de novo não pela carne mas sim pelo poder da palavra de Deus. Eles podiam ter mil instrutores em Cristo mas não foi Paulo o pai deles que pelo seu apregoar do Evangelho de Deus os salvou e gerou em Cristo? Por Cristo, sim, pelo trabalho de regeneração do Espírito Santo também por ter acreditado no Evangelho pela fé que Deus lhe havia oferecido, claro. Mas de qualquer forma foi por ter acreditado naquele Evangelho que lhes tinha sido entregue por aquele homem que Deus enviou, aquele Evangelho o único Evangelho de Deus apregoado pelos lábios de Paulo. Deus os gerou através do apregoar de Paulo e este do Evangelho de Cristo. Se assim é não deveriam eles de seguir este homem que foi enviado por Deus para os trazer a Cristo que o enviou? “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” diz Paulo.

 

Como se não houvesse razoes mais que suficientes que Paulo era um seguidor de Cristo e que o seu apregoar do Evangelho de Cristo causou os ouvintes a serem nascidos de novo. Assim Paulo enviou aos Coríntios seu amado filho Timóteo “Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja.”. Pelo ensinamento e conduta de Paulo pode-se confirmar que ele era um fiel seguidor de Cristo, um que o povo de Deus se deve alegrar em seguir. Então Paulo envia Timóteo aos crentes para que ele dê testemunho do se carácter e dos seus caminhos e alegrias em Cristo. Testemunhar também que o ensinamento de Paulo é consistente e o mesmo que é ouvido por todas as igrejas. Testemunho para que na ausência de Paulo os crentes em Coríntios não se esquecessem do seu verdadeiro carácter em Cristo. Como podemos ver Paulo ensinava os crentes á o seguir contudo a sua advertência não consistia em proveito próprio mas sim por amor e por haver uma positiva razão por de trás.

Paulo deu três razões para a pergunta se, devemos de seguir alguém no caminho da fé ou não. Respostas das quais deverão apagar qualquer oposição e silenciar as más-línguas e da mesma forma respondendo as oposições que os crentes possam afrentar.

 

Em primeiro lugar Paulo seguia Cristo e sendo assim ao seguir Paulo os crentes eram conduzidos a Cristo. Em segundo lugar foi Cristo que enviou Paulo para anunciar Seu Evangelho que por sua vez quando anunciado Deus se agradou em trazer muitas almas do reino das trevas para o reino da luz e vida em Cristo. Em terceiro lugar. A conduta de Paulo não só era exemplar como todos os seus caminhos eram em Cristo sendo assim que o seu ensinamento por todas as igrejas dava testemunho do trabalho de Deus no seu coração e que Deus por ele trabalhava. Mais ainda tudo que Paulo fazia mostrava com que autoridade ele fazia o que fazia desmontando o fruto do seu trabalho para que os seus seguidores pudessem saber que foi Cristo que o havia enviado para os conduzir a Cristo. (Mateus 7:15-20). Como poderiam estes crentes rejeitar em seguir Paulo?

 

Os crentes que seguiam Paulo estavam correctos em o seguir pois ao confiar e seguir eles não seguiam um homem mas sim Cristo que havia enviado Paulo. Por ter acreditado na palavra de Cristo anunciada por esse homem e por terem testemunhado o seu trabalho guardando esse mesmo exemplo, exemplo de um que vivia para servir o seu Senhor e Mestre – Jesus Cristo. “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1Coríntios, “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam.Filipenses 3:17, (leia 2 Tessalonicenses 3:7-9 e Hebreus 13:7)

 

O que era verdadeiro de Paulo também é verdadeiro de todos aqueles que Deus envia para a Sua igreja para apregoar o Evangelho de Deus a respeito de Seu Filho. Paulo era um apóstolo e único a esse respeito mas de qualquer forma todos aqueles que seguem pelo seu caminho são igualmente enviados por Deus para anunciar o mesmo Evangelho que Paulo anunciou. Eles vêm com a autoridade daquele que os enviou assim declarando o mesmo Evangelho pelo qual mulheres e homens são acordados e virados do caminho das trevas para a luz, resgatados do poder do diabo para o poder de Deus. É pelo anuncia do mesmo Evangelho que Deus Espírito Santo acorda os pecadores mortos em pecados e ofensas para a vida eterna em Cristo Jesus. É pelo anunciar do Evangelho que Cristo trás um povo, a Sua Noiva para o Seu Pai afim de o glorificar. E é o mesmo trabalho de graça que outrora havia trabalhado em Paulo agora também nas vidas e caracteres de todos daqueles que Deus envia com a Sua palavra para que esses homens sejam exemplos para outros seguirem pois eles seguem Cristo. Correctamente Paulo exortava outros para o seguirem e em tal exortação Deus exorta-nos a seguir aqueles homens que envia para a Sua igreja sendo estes ofertas para a edificação do corpo de Cristo no percurso de seguir Cristo.                                 

          

Como se pode ver a pergunta não é tanto se devemos ou não de seguir homens pois a exortação de Paulo claramente nos mostra que devemos mas o que devemos de perguntar e do qual devemos de ter cautela é a quem devemos de seguir. Então quais são os homens que devemos de seguir? Todos aqueles que seguem Cristo. Quando Deus se determina em salvar um povo onde quer que se encontre Deus sempre envia um homem com o Seu Evangelho para que esse homem conduza esse povo a Cristo (Romanos 10;14). Paulo disse, “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo“. Nós devemos de seguir aqueles tal como Paulo são enviado por Deus para anunciar o Evangelho a respeito de Cristo, aqueles que proclamam a mesma doutrina apostólica. Aqueles que declaram a mesma verdade a respeito da pessoa e trabalho do Filho eterno de Deus – o Senhor Jesus Cristo. Aqueles que declaram a divindade de Cristo a Sua humanidade a Sua incarnação o Seu baptismo a Sua visitação a Sua morte, ressurreição e ascensão e o Seu presente ministro em gloria. 

 

Aqueles que declararam a ruína do homem pela queda de Adão com a sua total depravação na sua natureza pecadora. Sigam aqueles que declaram a realização e o fim do trabalho de Cristo sobre a cruz. A grátis justificação de pecadores pelo sangue de Cristo a imputação da justiça de Deus pela fé de Jesus Cristo para todos aqueles que acreditam no Seu Nome. A absolvição dos pecados e a reconciliação para com o Pai pela eleição da graça de Deus em Cristo antes das fundações deste mundo. Sigam aqueles que declaram que a salvação pertence ao Senhor e a Ele salvar a quem Lhe agrada que a salvação é na sua totalidade e inteiramente pela graça de Deus do princípio ao fim. Aqueles que afirmam que a salvação é um trabalho de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Sigam aqueles que declaram o Evangelho de Cristo tal como era anunciado no princípio e ainda é e para sempre será – tal como Paulo apregoava e o Espírito de Deus lhe dava força e poder e desta mesma forma o fez pelo continuar dos tempos por todos aqueles que Deus enviou em Nome de Cristo. Estes são os homens que devemos de seguir. Aqueles que seguem Cristo.

 

Em contra partida todos os outros que não declaram estas verdades devem de ser evitados e rejeitados. Nós devemos de testar tudo aquilo que os homens dizem em Nome de Cristo pelas escrituras e se algum for encontrado em falta nós devemos de nos afastar desse homem e nunca mais lhe dar ouvidos. Nós devemos de nos afastar de tais que trazem um outro evangelho e um outro Jesus com um ouro espírito (2 Coríntios 11:4). Nós devemos de nos desviar de quem nega Um Deus em Três Pessoas, Pai Filho e Espírito Santo. De tais que questionam e negam a inspiração e autoridade da palavra de Deus nas escrituras e o seu continuar do testemunho do trabalho de Cristo. De tais que proclamam a salvação por obras ou pela livre vontade do homem. De tais que negam a livre graça soberana de Deus na salvação. De tais que negam os decretos e propósitos eterno de Deus em Cristo, na sua eleição de um povo pelo qual Cristo deu a Sua vida para trazer esse mesmo povo para a vida eterna em Si. Virem-se de todos que negam o verdadeiro trabalho do Espírito Santo na regeneração em acordar pecadores mortos em pecados e ofensas para a vida eterna em Cristo. Rejeitem todos aqueles que anunciam um evangelho com mistura de trabalhos e fé de lei e graça de Sinai e de Sião. De tais que apregoam muito sobre o homem e pouco sobre Cristo que os seus seguidores só podem ser desviados de Cristo e nunca conduzidos a Cristo. Tais homens devem de ser evitados. Mas pela graça de Deus existe homens que por Deus são enviados e esses seguem Cristo e anunciam o Evangelho de Deus a respeito do Seu Filho eterno; estes sim devem de ser seguidos. Pois estes homens procuram que o homens seja nada mais do que homem, que ele seja derrubado, que o seu espírito orgulhoso e pecadores seja conquistado pelo Espírito de Deus. O homem que procura exaltar Cristo e que ele nem seja visto que desaparece pelas traseiras da palavra para que aqueles que o ouvem o Evangelho não o vejam mas sim Cristo.

 

Se nós viramos as nossas costas aqueles que Deus envia com o Seu Evangelho; se nós nos envergonharmos em os seguir ou sentir medo de seguir tal homem que realmente é um seguidor de Cristo é o mesmo que virar a nossas costas a Cristo. Em não receber aqueles que Cristo envia é o mesmo de não receber Cristo. Tratar esses homens com cuidado e respeito é o mesmo que cuidar de Cristo e o respeitar. Se nós negamos esses homens e confiamos somente no nosso entender na nossa única interpretação das escrituras é por ultimo seguir a nós mesmos e ao nosso entender. É correcto ser cauteloso a respeito de homens que afirmam ter o Evangelho de Deus tal como é importante ser cauteloso sobre os ensinamentos que eles pretendem nos transmitir. Não há duvidas que devemos de ser cautelosos e que devemos de medir todas as palavras e mensagens anunciadas pelos homens e compara-las com as escrituras mas nós erraríamos se formos cautelosos em excesso até ao ponto de negar o ensinamento de Cristo pelos homens que envia anunciando a salvação de pecadores pelo eterno Evangelho de Deus a respeito de Seu Filho – Jesus Cristo.

 

Que Deus nos dê graça e discernimento para poder saber e reconhecer e seguir aqueles que Cristo envia como sendo presentes para a Sua igreja pois esses que Deus envia são por sua vez seguidores de Cristo. Para ser um verdadeiro seguidor de Cristo é receber todos aqueles que Ele envia com a Sua palavra sendo estes homens ofertas para a edificação e construção da igreja para a imensa glória de Cristo.

 

Que nós sejamos encontrados como sendo verdadeiros seguidores de Cristo ao seguirmos aqueles que seguem Cristo para que Cristo seja glorificado no Seu Corpo aqui a terra e o Pai por Ele pois “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.” Apocalipse 5:12

 

Amem.

 

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” Efésios 4:11-16                                                                               

 

Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:37-40

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Trabalho de Ian Potts

Dezembro 24, 2007

 

 

Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.” Romanos 12:5

 

E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminênciaColossense 1:18

 

Após de termos considerado quem é o povo de Deus do qual se fala desde o capítulo 9 até o capitulo 11 da carta de Paulo para Romanos; após ter reconhecido aquele povo ordenado e elegido por Deus para a salvação; povo que foi chamado por Deus de ambas raças (Judeus e Gentios), um povo de fé. No capítulo 12 Paulo começa por dirigir esse mesmo povo para a sua caminhada de fé.

 

É importante que se note neste capitulo 12 a forte ênfase sobre o role da fé na vida e caminhada do crente. Paulo não se concentra tanto na conduta exterior do crente mas sim ao factor que governa essa mesma caminhada – Fé.  Qual seja o exortativo da nossa vida a fé é o que a completa e o amor é o seu resultado; sendo ambas as coisas obra de Deus e fruto do Espírito que se revela no interior. Por toda a parte este capítulo a ênfase é colocada não sobre o homem ou seus trabalhos mas sim em Deus e nas Suas obras e sobre a total segurança que o Seu povo possui sobre as obras de Sua graça; por fé o povo de Deus olha para Deus e para as Suas obras com a completa firmeza enquanto andam por este mundo. Existe um constantemente olhar penetrando os céus; note que a mensagem coincide em não fixar em coisas terrestres que um dia irão ser destruídas nem em coisas carnais que os pode causar escuridão mas sim em coisas espirituais; olhando para coisas invisíveis que nunca serão destruídas pela audácia da fé que Deus nos deu e garantiu em Cristo para que não deixemos de acreditar e para que tudo isto nos dê coragem para afrentar as afrontas e tentações da carne.

 

Carne que ainda carregamos neste mundo carnal e obscuro das coisas divinas de Deus em Cristo. Constantemente a rebaixar e a mortificar a carne e elevar Cristo fazendo-o preeminente em todas as coisas e especialmente nos nossos corações. Deus fará tudo pelo Seu povo ou então nada fará. Não podemos conter com as duas coisas ao mesmo tempo.

Se é Deus que luta por nós e o faz em Cristo então é Deus que nos preserva; e se assim é então não andamos pelas nossas forças mas sim pela força de Deus em Cristo.

 

Eis o porquê que Paulo relembra os crentes no final do capítulo 12 para “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.” (12:19). Deus justificou o Seu povo na cruz através do sacrifício do Seu Filho – se assim é será que o Senhor não recompensara? Irá sem dúvidas.

 

A caminhada do povo de Deus é uma de fé pois Deus fará tudo para a salvação do Seu povo. É por esta razão que Paulo leva o leitor para longe daquilo que é carnal e natural para aquilo que é espiritual. Paulo começando por apontar o corpo natural com o seu respectivo serviço para o Senhor. Em seguida dirige a atenção para o corpo espiritual que o povo de Deus para Cristo. Tendo instruído o povo de Deus a não se conformarem com este mundo mas sim para serem transformados pela renovação do entendimento, para que experimentem qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (12:2), seguindo para os versos 4 e 5 Paulo fala sobre Aquele corpo que o povo de Deus é em Cristo. Aqui o contemplar da fé é erguido daquilo que é natural para aquilo que é espiritual – o Corpo de Cristo.

 

Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.Romanos 12:4-5

 

Na carta para os Colossenses no capítulo 1:18 Paulo refere-se a Cristo como “Ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.

Aqui Paulo toca suavemente num dos grandes mistérios – o Corpo de Cristo, a Sua Igreja na qual Cristo reside permanentemente. Infelizmente eu não tenho o espaço necessário para poder expandir um pouco mais sobre este tema. Uma exposição no epistolo de efésios provavelmente seria o mais adequado para este fim. De qualquer das formas, um pode fazer a pergunta e o muito bem que o faz: o que é o Corpo de Cristo ‘Igreja’ da forma como Paulo fala aqui nesta passagem? De facto nos dias de hoje de muitas religiões, inúmeras igrejas, crenças e ideais como há cabeças, um deve perguntar quais destas todas qual é a verdadeira igreja? E o que é a Igreja em si?

 

Um povo de adoração… 

 

Consideremos então uns aspectos sobre a igreja e como esta está revelada na palavra de Deus – na Bíblia. Em primeiro lugar como é evidente por aquilo que Paulo assume no capítulo 12 da carta para Romanos a respeito do Corpo de Cristo – a Igreja de Deus não é um edifício. Pode-se congregar num edifício mas não é um edifício físico. A palavra grega para igreja é ‘ekklesia‘ que por sua vez significa ‘assembleia convocada’ ou ‘assembleia de pessoas’. A Igreja de Deus, a Sua Assembleia não é um edifício mas sim o Seu povo que é chamado deste mundo para o adorar, e não só é este povo chamado como é chamado para a comunhão com o Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo.

 

A Igreja de Deus – a Igreja de Cristo – o Corpo de Cristo é um povo que adora Deus “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.João 4:23. Revelados como ekklesia, uma assembleia de pessoas que pertencem a Deus que se unem para adorar Deus em muitas congregações por este mundo fora mas nos olhos de Deus estes são um só povo; Um Corpo; Uma assembleia unida num amor comum para com Deus e assim o adoram. Isto foi tipificado pela nação de Israel do Antigo Testamento como as escrituras revelam que por sua vez foram escolhidas por Deus para o adorar tornando-os como uma figura simbólica daquela Israel espiritual – a Igreja de Deus em Cristo.  

 

A Igreja de Deus é aquele povo que Deus Pai escolheu em Cristo antes de o mundo ter sido feito para a salvação (leia Efésios 1:3-6), do qual Jesus Cristo o Filho de Deus amou e deu a Sua vida (Efésios 5:25) no lugar do Seu povo para que Ele sofresse o julgamento de Deus pelos pecados do povo de Deus para que eles pudessem ter “redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1:7). Essas pessoas que são pecadoras por natureza e em inimizade para com Deus seu Criador; esse povo que se encontrava afastado (Efésios 2:17), como está declarado na Bíblia como “estando vós mortos em ofensas e pecados” (Efésios 2:1) estão na vontade de Deus e no tempo por Deus apontado são trazidos de forma a ouvir as Boas Novas de Jesus Cristo, o Evangelho de Cristo que anuncia como o Filho de Deus entrou neste mundo e tendo sido feito carne; tomando a forma humana em perfeita união com a Sua Pessoa Divina em ordem que pudesse viver com os homens pecadores deste mundo para no fim sofrer e morrer no lugar do Seu povo para lhes retirar todo o pecado e o julgamento de Deus que os aguardava. Assim Jesus Cristo revelou como Deus é justo em perdoar os pecados do Seu povo lavando-os e purificando-os, declarando esse povo justo e correcto perante Deus e lhes dar vida eterna em Cristo para que eles possam viver e o adorar para sempre. Note que Deus não olha para o lado quando se refere ao pecado pois Deus é justo mas todos que se encontram em Cristo são puros como Cristo é puro não por obras dos crentes nem por suas autorias mas sim pela graça de Deus em Cristo. Através do anunciar do Evangelho o Espírito Santo causa esse povo a nascer de novo pelo poder de Deus, libertando-os das trevas e da morte originado pelo pecado para a luz e vida do Evangelho de Cristo. É este povo que Deus chama ‘Igreja de Deus’. É esta a ekklesia de Cristo que Ele comprou com grande o preço – com Seu próprio sangue através da Sua morte na cruz no lugar do Seu povo.

 

Povo de Deus… 

 

Então a Igreja de Deus é este povo que Deus escolheu e salvou através da Pessoa e obra do Seu Filho? Claro nada mais, nada menos. Tudo foi concretizado por Deus em Cristo. Este povo nasce de novo pela operação do Espírito Santo quando eles ouvem o Evangelho e acreditam na verdade que revela Cristo e a Sua obra da forma como está revelado e se encontra no Evangelho. Por sua vez este povo se assembleia nas varias localidades para adorar Deus em espírito e em verdade. A palavra de Deus, a Bíblia nos diz imensas coisas acerca da Igreja de Deus. Não só é a igreja referida como sendo de Cristo da qual Ele ama mas como Ele declara em Mateus 16:18 que – “edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;“. Cristo constrói a Sua Igreja e deu a Sua vida por todos aqueles que Deus Pai Lhe entregou como sendo o Seu povo.

Através do anunciar do Evangelho de Cristo pelas bocas dos homens enviados por Deus e através do poder do Espírito Santo, Cristo chama essas pessoas das trevas deste mundo para acreditarem e os reúne a Sua Igreja. Este é um trabalho da graça de Deus que trás o Seu povo a acreditar em Cristo pela Sua vontade e não pela vontade do homem como nos diz em João 6:29 Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou. [Jesus Cristo] “. Da mesma forma está escrito em Efésios 2:4-5Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),“. E se é pela graça então é pela soberana graça de Deus; graça que reina “assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.Romanos 5:21 pois a graça de Deus é por nos recebida sem qualquer mérito nosso mas sim um dom de Deus tal como a fé sendo gratuitamente oferecida pela vontade de Deus como sendo SENHOR de tudo e todos – por Cristo o Rei dos Reis. Não só a Igreja pertence a Cristo e foi por Cristo construída como também nos é dito que Cristo é a Cabeça da Igreja.

 

E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” Efésios 1:22-23   

Aqui neste verso vemos como Cristo preenche tudo tomando residência no coração do Seu povo e na Sua Igreja. Pois a Igreja não é só uma assembleia de pessoas unidas para adorar Deus mas é muito mais do que isso; sendo pelas escrituras revelado como a permanente residência de Deus e Sua habitação – da mesma forma como reside no Corpo de Cristo.

 

Declaramos que a igreja não é um simples edifício físico de pedra e ferro mas de acordo com a palavra de Deus na Bíblia nos é dito que Deus faz a Sua habitação no Seu povo, por Cristo em Espírito residindo nos corações de todos aqueles que derramou o Seu precioso sangue e deu a Sua vida por eles. Pela fé Cristo reside nesses corações “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;” Atos 17:24 pois o povo de Deus é a Sua residência e habitação “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.Efésios 2:21-22.

 

Então vemos que a igreja de Deus é aquele povo que foi chamado por Deus para o adorarem; povo este que Cristo deu a Sua vida e amor. A igreja é de Cristo e Cristo e a sua Cabeça; Ele reside nela e é Cristo que a governa e a constrói e o faz através do anunciar do Seu Evangelho que a Bíblia descreve como sendo o ” poder de Deus para a Salvação de todo aqueles que crêRomanos 1:16. É pelo anunciar do Evangelho que Cristo constrói a Sua Igreja e a aumenta e a fortalece. Paulo descreve a Igreja de Cristo como “a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” 1Tomóteo 3:15 também como da “família de Deus” sendo “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;” toda essa fundação, todo esse ensinamento de Deus sobre Cristo que foi declarado pelos apóstolos e profetas de antiguidade é agora para nós proclamado através e no Evangelho de Cristo.

 

Eis que o anunciar do Evangelho e o anunciar da palavra de Deus em si e por si não é a forma única para o qual Deus usa para salvar o Seu povo mas sim é desta forma que a Sua Igreja é construída e constantemente alimentada e forma todas as bases de adoração a Deus. Pois existem outros factores tal como a operação do Espírito Santo no coração dos crentes.

 

Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.Romanos 10:13-17      

      

…Que adoram em espírito e em verdade       

 

Tendo perguntado o que é a igreja de Deus agora também podemos ponderar como é que a igreja adora Deus quando se assembleia.

 

Ao contrário daquilo que nos dias de hoje se qualifica e por muitos é assumido ser adoração a Deus. Quem são estes que assumem ou presumem adorar Deus? As várias organizações religiosas deste mundo. Eu pretendo mostrar que varias destas formas não são nada mais do que cerimónias pomposas nas suas formas rituais cheias de sentimentos exteriores que me dá mais vontade de vomitar que outra coisa. O que leva qualquer verdadeiro crente em Deus a conclusão que essas organizações não são nada mais do que entretimento religiosos. E digo isto porque elas se manifestam completamente contrário daquilo que as escrituras atribui a respeito da igreja de Deus e a respeito da pura adoração a Deus que na sua forma verdadeira não só é simples mas como é sem cerimónia. O ponto principal ou digamos o coração da verdadeira adoração a Deus cai sobre Cristo. Cristo é o ponto central dessa mesma assembleia. É a razão pela qual ela se reúne e nada mais. Tudo para além disto é invenção humana cheia de hipocrisia e erro. Se aquilo que vemos neste mundo religioso ultrapassa aquilo que se encontra na palavra de Deus, então é razoável assumir que tudo não passa de ser simplesmente inútil e fútil para as almas que caminham em direcção do inferno. A igreja é um só Corpo em Cristo, simplesmente dito, Cristo é tudo…

 

 “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24     

Numa altura Cristo andou neste mundo na Sua forma física mas agora após tendo morrido, ressuscitado e subindo aos céus, Cristo está sentado em glória a direita do Pai, apesar de não se apresentar na Sua forma física neste mundo Ele reside colectivamente no Seu povo como sendo um só corpo nesta terra do qual “ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.” Especialmente quando o Seu povo se reúne “todos concordemente no mesmo lugar” (Atos 2:1). Que glorioso mistério.

 

Cristo nosso Senhor se encontra com o Seu povo desta forma muito particular e brilhante. Através do Seu Espírito e quando o Seu povo se reúne como um só corpo. Cristo nos diz em Mateus 28:20e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Sendo esta promessa feita pelo nosso Rei temos de acreditar e assumir que é verdadeira e também da qual podemos apreciar com um real e especial carinho e em reverencia pela Sua Pessoa. Repare que a presença de Cristo é manifesta não fisicamente mas sim pela presença do Espírito Santo quando o Seu povo que por Ele foi salvo se reúne para o adorar na união do Espírito Santo.

 

A verdadeira adoração é amar e adorar Cristo sendo Ele a cabeça do corpo da igreja no qual Deus revelou ao homem. Sendo isto um acto de fé exercitado pelo amor (Gálatas 5:6), que nasce do novo coração do crente. Nós não podemos adorar a quem não conhecemos como já vimos em Romanos 10. Para que possamos receber o verdadeiro conhecimento de Deus como Pai, Filho e Espírito Santo resultando na verdadeira crença e adoração teremos de ouvir o anunciar do único e verdadeiro Evangelho de Cristo no poder de Deus pela obra do Espírito Santo. Eis o ponto central de toda a verdadeira adoração – o apregoar de Cristo e ele crucificado. Anunciar a verdade que se encontra em Jesus Cristo no Seu Evangelho produzindo pura adoração nos corações do povo de Deus para com Deus. Qual seja a adoração oferecida a Deus incluindo orações e louvores se tornam inúteis e sem qualquer significado se não soubermos de quem cantamos louvores e para quem rezamos e adoramos. A verdadeira adoração a Deus não é construída sobre cerimónias ou formas rituais nem muito menos entretimento das massas mas sim um agarrar de Cristo pelo espírito com focos em Deus como é anunciado no Evangelho. A verdadeira adoração não se estabelece numa forma exterior mas sim num exercício espiritual procedente do coração com amor através da fé para com Deus e Seu Filho – o Senhor Jesus Cristo. É este exercício espiritual que mantém a igreja unida como um só Corpo em Cristo que por vez reside individualmente pelos Seus membros formando um só Corpo concentrando-os pela fé sendo Cristo a cabeça desse Corpo a vida e a força.

 

Em ordem de se poder assegurar a harmonia no anunciar do Evangelho nas assembleias do povo de Deus e para que haja um livre curso do mesmo sem qualquer tipo de barreiras e para que o povo de Deus se concentre em Cristo e no Seu trabalho. Deus oferece ao Seu povo instrução que se encontra na Bíblia para como o adorar. Exemplo a carta para 1 Coríntios e a de 1 Timóteo como as várias ordenanças na igreja sendo estas imagens e figuras de Cristo e do Seu trabalho. Ordenanças que inclui o baptismo pelo qual todos aqueles que são levados á fé em Cristo se submetem declarando essa mesma fé em público confessando o Nome de Cristo. Esta figura representada através do baptismo submergido nas águas figura o crente em ter sido juntamente enterrado com Cristo na morte e com Cristo ter sido ressuscitado para o Reino dos Vivos assim confessando que todos os seus pecados foram lavados pelo sangue de Cristo. (veja Romanos 6).

 

De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,” Atos 2:41

Estes recentes crentes após de terem sido baptizados se reuniam para adorar e o mais importante que infelizmente no caso de muitos não acontece “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” Atos 2:42 leia bem perseveraram-se nas doutrinas dos apóstolos; não em teologia dos académicos que recentemente graduaram das varias universidades ou escolas deste mundo secular ou tradições humanas. Não meu caro leitor, aqueles crentes perseveravam nas doutrinas apostólicas o apregoar do Evangelho de Cristo coisa que pouco se ouve nos dias de hoje.

 

Não só a igreja é comandada a guardar e relembrar a ordenança do baptismo como também a ordenança da ‘Ultima Ceia’ afim de podermos relembrar o derrame do Sangue do Senhor e o quebrar do Seu Corpo pelo povo de Deus. Paulo e ensina a sua importância e significado marcando as várias regras nesta ordenança e para como se deve aproximar-se de Deus em adoração. Estas regras encontram-se no epistolo para Coríntios 11:23-26,

 

Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

 

Aqui podemos ver quanto é poderosa a figura do simples acto de relembrar a ‘Ultima Ceia do Senhor’, do partir do pão e do beber do vinho, da morte do Senhor por pecadores do qual o Seu Corpo foi quebrado e o Seu sangue derramado para que Ele os redimisse de todos os pecados. Sempre que a igreja se reúna para que “todas as vezes comerdes este pão e beberdes este cálice” os crentes anunciem “a morte do Senhor, até que venha“. Um simples acto mas uma relembrança maravilhosa de Cristo e da Sua obra para salvar pecadores.

 

Neste mesmo capítulo encontramos uma outra ordenança não menos importante a qual Deus deu para a Sua igreja afim de marcar uma simples mas vital verdade – essa verdade sendo a superioridade de Cristo sobre a igreja como sendo Senhor de tudo. No capítulo 11 verso 3-5 Deus Espírito Santo declara

 

Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.

 

Cristo é Senhor da Sua igreja ‘Cabeça’ essa igreja por vezes na Bíblia é chamada por Noiva. Por esta razão e para marcar claramente esta verdade aqui nesta passagem na carta de coríntios nós somos recordados da ordem de Deus, de Cristo sendo a Cabeça e Senhor sobre a Sua igreja, como Cristo é a cabeça de todo o homem e o homem a cabeça da mulher. Esta relação entre o homem e a mulher sendo um reflexo da relação de Cristo com a Sua Noiva a igreja e em ordem de poder marcar esta mesma aparência entre estas duas analogias Deus providenciou esta simples ordenança. Para o homem adorar com a sua cabeça descoberta e para a mulher adorar o Senhor com a cabeça coberta. Que tremenda verdade que aqui é revelada de uma forma simples mas com grande significado. E é por esta razão da qual Cristãos que se reúnem na igreja para adorar são educadamente advertidos; se for mulher para colocar (chapéu ou véu) e da mesma forma se for homem para retirar se tiver chapéu. Pois por simples obediência em fazer isto a assembleia da igreja plenamente declara a sua vontade em submeter-se ou reinado do Senhor sobre a Sua Noiva (o Seu povo) e a Sua autoridade entre eles e juntamente com o facto que a Sua Noiva a igreja se aproxima diante de Deus tendo a sua nudez coberta e os pecados cobertos pelo sangue de Cristo.

 

Por estas simples ordenanças na igreja de Deus grandes são as verdades declaradas e expostas. Se houver quem pergunte porque é que nos baptizamos? Nós podemos declarar que ao fazer mostramos a morte e ressurreição dos crentes em Cristo. Se alguém ponderar sobre o significado do pão e do vinho, nós que acreditamos na verdade dizemos que simboliza a morte do nosso Senhor Jesus Cristo revelando o Seu Corpo quebrado e o Seu sangue derramado por pecadores. E se alguém interrogar o porquê de as mulheres terem as cabeças cobertas e os homens não, novamente afirmamos que simboliza e demonstra a nossa obediência ao Senhor sendo Ele a cabeça da igreja, a Sua autoridade sobre ela e assim proclamando a Sua centralidade. Deus não nos deu muitos requerimentos a cumprir na forma e função exterior da Sua igreja mas a Sua sabedoria nestas ordenanças marca de forma gloriosa as verdades referente a Cristo e obra para e na Sua ekklesia – essas mesmas verdades que vemos reveladas na palavra e nas doutrinas contidas quando Cristo é apregoado no Evangelho. É o anunciar destas mesmas verdades concentradas nas ordenanças que ajudam a manter a verdadeira adoração. Pois foi sempre do bom agrado do Pai em procurar pessoas que adoram em espírito (João 4:23), e para que essa adoração seja verdadeira a verdade têm que ser proclamada. É o anunciar da verdade que há em Cristo no Evangelho pelo poder do Espírito Santo que Cristo constrói e assembleia a Sua igreja como uma só singular companhia – os Seus elegidos; que quando ouviram Cristo anunciado no Evangelho receberam fé pela obra de Deus Espírito Santo para oferecerem adoração a Cristo que os amou e deu-se a si mesmo na cruz (Gálatas 2:21). Mas que grandioso Salvador que o Evangelho descreve. Cristo tendo amado todos que o Pai lhe entregou deu a Sua própria vida em troca por a deles para os salvar “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Romanos 5:8 

 

A Igreja do Deus Vivo 

 

Voltando novamente a pergunta original – o que é a igreja? O Corpo de Cristo.

A igreja é todas aquelas pessoas chamadas pelo Evangelho de Cristo pela obra do Espírito Santo que ainda estão neste mundo para adorar Deus honrar e dar gloria a Cristo. A verdadeira igreja de Deus não é nenhum edifício ou qualquer outra coisa que o homem pela sua impertinência e arrogância cria com as suas próprias mãos e depois se orgulha sem medida mas sim o que Cristo cria (não é Cristo o criador do mundo e do universo, tal como na criação de tudo a igreja é criada por Cristo sem ele nada é feito e o que foi feito sem ele será no final destruído tal como todos aqueles que não se dobram e confessam que Ele é Rei e Senhor para a Gloria de Deus Pai). Através do apregoar da palavra de Cristo que Cristo é tudo sendo a cabeça e Senhor da Sua Igreja que Lhe foi entregue pelo Pai como sendo a Sua Noiva antes da criação do mundo que nos tempos finais sofreu derramando o Seu puro-sangue oferecendo o Seu perfeito Corpo como sacrifício por todos aqueles que formam a Sua Igreja, a Sua Noiva, (e Zion a Mãe de todos nós que acreditamos, Jerusalém celestial) e que agora os pelo Sangue de Cristo esse povo de Zion é purificado e feitos perfeitos tal como Ele é perfeito. Agora estando sempre presente em Espírito no meio de todos aqueles que pertencem a Sua igreja nunca os deixara sós mas tornando-se a vida e força desse mesmo Corpo assegurando-os pelo poder da Sua palavra tal como o resto da criação, universo. Esta Igreja do Deus vivente é uma companhia de pessoas com um número que homem nenhum pode numerar mas que em conjunto adoram o Deus que vive e habita no Céu, ‘monte espiritual que é Sião. “Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos.” Salmos 9:11  

Eles adoram Deus em espírito e em verdade tendo essa verdade proclamada entre eles pelo anunciar do Evangelho de Cristo como sendo ‘a coluna e firmeza da verdade.‘. tal como o Senhor Jesus Cristo enquanto andava neste mundo disse a mulher que se encontrava no poço afim de poder extrair agua para matar a cede – “Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” João 4:21-23

 

Note caro leitor o que o Senhor afirma logo a seguir “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.João 4:24

 

Esta é a Igreja de Deus e outra coisa qualquer curta desta mesma verdade ou ao contrário é nada mais do que uma falsificação.

Mas dêem graças ao Senhor Deus eterno que Ele continua a construir a Sua igreja e não deixa este mesmo trabalho a homem nenhum. Mas é Deus que a constrói através do poder da Sua palavra através do anunciar do Evangelho de Cristo, até mesmo nos dias de hoje.

Adicionando mais pessoas de acordo com o Seu propósito eterno e esses que são adicionados servem uns aos outros em amor e caridade tal como Cristo nos amou. Juntos servimos o Senhor e o adoramos porque Ele é Deus Pai, Filho e Espírito Santo em um só Deus e só a Ele – Cristo a Cabeça desse Corpo o Salvador o Senhor Jesus Cristo a qual pertence o nosso serviço e adoração.

 

Que Deus se agrade em enviar o Seu Evangelho proclamando a mensagem deste grande e maravilhoso Salvador juntamente com a Sua graça resgatando pecadores impressionados pelo domínio do pecado, debaixo da condenação da lei para que eles sejam libertos pelo poder da Sua palavra e para que o sirvam em espírito e em verdade.                               

 

“E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo.” Levítico 26:12

                                                                                  

Amem.

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Trabalho de:

Ian Potts

Fevereiro 6, 2007

 

Tradução por Luís Gomes

 

Abraão acreditou em Deus.

 

Tendo apresentado o trabalho de Deus na justificação de pecadores, “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.“, no fechar do capitulo 3 Paulo apresenta 3 perguntas hipotéticas das quais alguém poderia vir a perguntar em resposta a doutrina e ênfase colocada sobre a fé e trabalho de Deus.

Com três breves respostas Paulo afirma a verdade sobre a justificação pela fé perante uma eventual oposição céptica.

 

Romanos 3:27Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Näo; mas pela lei da fé.

 

Romanos 3:29 É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente,”

 

São estas três perguntas e respostas que Paulo procede em abrir, expandindo mais profundamente o seu significado no capítulo 4. Usando a crença de Abraão como exemplo, ilustra o contraste entre a justificação procurada por meio de obras da lei, e a justificação pela gratuita graça de Deus. Pelo qual Deus justifica pecadores não meritórios através da fé, fazendo assim todas as bases para orgulho e formas de vaidade excluídas por completo.

Paulo mostra a bênção que é em ter todos os pecados perdoados e de ser justificado, e por fim revela o peso e medida da misericórdia de Deus para com o judeu e o grego. Ele faz isto por mostrar que a lei é estabelecida através da justiça da fé, que é oferecida a todos do qual pertence a promessa, como “da fé que teve Abraão,”                           

 

Orgulho excluído pela lei da fé… Romanos 4:1-8

Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não prática, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, E cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.

Paulo começa por perguntar o que é que Abraão descobriu e o que é que lhe foi ensinado por Deus (4:1) sobre a salvação, e justificação. Estes factores são de grande importante a fim de compreender seu significado antes de sabermos o que é ser abençoado com o perdão dos nossos pecados.

Abraão foi ensinado “segundo a carne“, que as suas obras e seus esforços religiosos nada poderiam fazer para o salvar – absolutamente nada. Essas obras não são nada mais do que trapos imundos perante Deus. O melhor que poderia ser feito é sempre contaminado com o pecado. Essas obras ou boas acções podem aparecer significantes e comemoráveis aos homens. Podem até dar a Abraão espaço para se gloriar perante os homens, mas não perante Deus, porque perante Deus Abraão se apresentaria como o resto dos homens, pecador e injustificado. Seja Abraão ó qualquer outro homem, mulher ou mesmo criança por mérito próprio ou esforço, muito que tente nunca conseguira produzir a perfeição que Deus demanda.  

Repare como Paulo responde em Romanos 3:27 “jactância É excluída pela lei da fé”. Paulo refere-se aqui ao Evangelho e àquela fé que se encontra no coração do Evangelho como uma lei e princípio, encontraste com a lei de obras. Paulo faz isto para por ênfase no contraste entre a fé e aquilo que caracteriza a lei – obras. Eis o porquê que o Evangelho é referido como lei mas sim uma lei caracterizada pela fé. Aqui está a lei executada não por obras mas sim por acreditar sendo esta uma lei que trás justiça não por obras, mas sim por fé – “a justiça da fé“.

Esta justiça é trazida por Deus para a conta do Se povo. É lhes é imputada. Mas é de relembrar que aquele que acredita não tem qualquer mérito em a receber. Porque Deus imputa e declara o crente justificado gratuitamente por Sua livre vontade. Quando um crente acredita em Jesus Cristo a crença ou o acreditar não é a causa da justificação mas sim o efeito, é sim o resultado do trabalho do Espírito Santo na alma do crente que a leva há acreditar em Cristo. Esta justificação foi importada pela fé de Cristo e é recebida pela fé do crente como uma oferta de Deus.

Eis o porquê de não haver origem de orgulho. Sendo assim leva todos os esforços e obras dos homens a nada – foi assim que Deus salvou Abraão. Não por obras mas sim por graça. Não pela lei, mas sim através da fé. Se Abraão fosse justificado pelas suas obras teria algum para se orgulhar e a salvação seria uma recompensa das suas obras uma divida que teria de ser paga. Ele teria tido mérito e por fim ele á teria merecido (4:4) mas como poderia ele a ter a tido merecido sendo Abraão visto por Deus como ímpio?

O que Abraão descobriu e veio acreditar foi que a salvação é e tem de ser por meio da graça gratuita de Deus, porque ainda em seus pecados e enquanto ímpio, Deus o justificou e o perdoou de todas iniquidades e pecados. (4:7)  

A fé de Abraão foi-lhe contada como justificação. (4:5) Agora isto não quer dizer que a fé de Abraão por si é justificação mas sim que Deus contou como justificação. Foi Deus que imputou essa justificação em Abraão por causa da justiça de Deus em Cristo do qual Abraão olhou e descasou em fé que a justiça que Cristo trouxe para a conta do Seu povo quando Ele sofreu e morreu na cruz em lugar do Seu povo removendo por completo todos os pecados do Seu povo. Cristo ao sofrer na cruz tomo em Si o derrame da ira de Deus, o castigo pelos pecados de muitos retirando assim os pecados e cobrindo o Seu povo com o Seu Santo sangue que por e só para eles foi derramado.

Foi desta forma que Abraão foi justificado e é este o alvo do qual a sua fé descansou. A graça de Deus trouxe Abraão há acreditar, abrindo-lhe os olhos para a verdade. Abraão vendo o seu estado perante Deus compreendeu a necessidade em ter os seus pecados perdoados, então Deus na Sua grandeza o abençoo. Abraão entrou na mesma bênção do qual Davi falou e se alegrou quando escreveu no Salmo 32:

BEM-AVENTURADO aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.  Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.

Ó a bênção de ter os pecados perdoados. Ser justo perante Deus – ser perdoado. Ser contado como justificado perante o Santo Deus.

É esta mesma bênção do qual Abraão e Davi falaram e acreditaram.

Romanos 4:9-12 “Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente, ou também sobre a incircuncisão? Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão. Como lhe foi, pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não na circuncisão, mas na incircuncisão.  E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada; E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão.

Desde do verso 9 até o verso 12 Paulo fala sobre a seguinte pergunta: quais são aqueles que Deus justifica. Será que esta bênção de justificação só cai sobre os judeus ou também sobre os gentis. Será que é só sobre os que estão na circuncisão ou também na incircuncisão.

A resposta é solene. Não somente sobre os judeus mas também sobre gentios, mas como é que Paulo se prova nesta questão? Ele o faz mostrando que a fé de Abraão foi imputada como justiça. Não quando ele estava em circuncisão mas sim antes de ter sido circuncidado. A circuncisão é vista pelos judeus como uma representação da lei deles, mas a lei foi dada somente 430 anos depois e foi dada por causa da especial relação daquela nação com Deus. Mas a circuncisão de Abraão foi como um selo da justiça da fé que ele recebeu antes de ter sido circuncidado. Abraão não foi justificado pelas obras da lei nem pela natureza do seu nascimento nem pela obediência ao comando de Deus no acordo da circuncisão, mas sim pela fé no trabalho de Deus. Deus justificou Abraão através da morte de Cristo, morte do qual trouxe a justificação que Deus gratuitamente atribuiu a Abraão e para todos os seus descendentes que acreditam na promessa. Dos mesmos que são levados como Davi a conhecer a bênção em ter suas iniquidades perdoadas e em justificação imputada por meio da graça divina de Deus.

Uma geração de pessoas com a mesma fé de Abraão. Sendo estes ambos judeus e gentios. Abraão sendo assim o pai de muitas nações e de uma multidão impossível ao homem de contar.

Pessoas que têm isto em comum: são todas elas que se encontram em Cristo. são estes a verdadeira semente de Abraão. Sendo Cristo o primogénito de muitos filhos Aquele que pela Sua morte trouxe a prometida herança para todos aqueles que acreditam tanto judeu como gentio. Como nós podemos ler em Gálatas 3:11-18

E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá.

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.

 Irmãos, como homem falo; se a aliança de um homem for confirmada, ninguém a anula nem a acrescenta. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Mas digo isto:

Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa. Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão.

 

Qual é a sinal ou marca deste povo? Paulo diz que a marca ou sinal é a seguinte:

Romanos 4:12E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão,” eles acreditaram em Deus e lhes foi contado como justificação, como diz as escrituras e Paulo o também afirma em Romanos 4:3Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.

Quem instituiu a lei da fé?

A resposta está em Romanos 4:13-25

Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vä e a promessa é aniquilada. Porque a lei opera a ira. Porque onde não há lei também não há transgressão. Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, (Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem. O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. Assim isso lhe foi também imputado como justiça. Ora, não só por causa dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta, Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.

Desde o verso 13 do capítulo 4 Paulo vira a atenção a terceira e ultima pergunta levantada no final do capítulo 3, “Anulamos, pois, a lei pela fé?

Como é importante em responder a esta pergunta. Paulo já tendo tratado com o desacreditar encontrado na pergunta – responde com toda a firmeza – “De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.” Agora Paulo procura demonstrar através do exemplo da promessa feita a Abraão e da fé de Abraão que a fé estabelece a lei.

No verso 13 Paulo afirma a verdade do Evangelho levando-nos ao primeiro livro da Bíblia afim dos nos relembrar a promessa de Deus feita a Abraão em Génesis 17 que por sua vez mostra a eterna aliança da graça. Lá em Génesis Deus prometeu Abraão que ele seria o pai de muitas nações, isto a fim de estabelecer uma aliança com ele e com a sua semente em ser seu Deus e lhe dar a terra onde se encontrava como um estranho a fim de a possuir para sempre. É esta promessa em Génesis 15 que Deus da fé a Abraão para a acreditar, fé que Deus contou a ele para justificação, (leia Génesis 15:6). Foi isto feito em circuncisão? Não, mas sim em incircuncisão, porque não foi até depois de as promessas terem sido feitas que a circuncisão foi instituída como um selo de acordo. Romanos 4:11

E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada;

Eis o porquê que a promessa não foi feita através da lei, sendo visto que a circuncisão é um figurativo da lei, mas sim ter sido instituída através da justiça da fé, (4:13). A promessa e a bênção da mesma são consumadas por Cristo no Evangelho, sendo Cristo a semente de Abraão. Não veio por obras mas sim por fé, não pela lei mas por graça. Mas qual foi a promessa? Em forma superficial pode parecer ter sido aquela terra física de Cana que veio a ser Israel do qual Abraão se encontrava como um estranho, mas tudo isso é somente uma figura e sombra para o qual a promessa se refere. Cana ou Israel nunca foi e nunca será para a posse eterna de Abraão ou dos judeus. Então o que é que indica está figura, o que é que representa quando fala numa posse eterna para todos aqueles que são as verdadeiras crianças de Abraão? O que representa é aquela eterna posse e herança do novo mundo que há-de vir do qual Abraão e seus descendentes são herdeiros mas não através da lei, mas sim pela justiça da fé. Romanos 13:14 Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada.

Não em tempo mas sim em eternidade na glória da ressurreição. Um mundo em que o povo de Deus que foi comprado com o sangue de Cristo ressuscitara para uma nova vida em Cristo. Sendo ressuscitados e incorruptíveis tendo posto incorrupção na ressurreição para vir com gloriosos corpos espirituais. Este povo vivera para sempre em justiça no novo céu e na nova terra. Leia Coríntios 15 e Pedro 3:13 Apocalipse 21:1. É esta a herança que foi prometida a Abraão e aos que estão em Cristo Pelas obras e trabalhos do homem? Não, mas sim por fé.                                

Abraão acreditou em Deus sabendo que Deus iria lhe trazer esta herança através da morte. Nisto Abraão foi instruído através do teste quando lhe foi pedido para oferecer Isaac o filho que Deus lhe tinha prometido. Abraão obedeceu ou seu Senhor acreditando não só que Deus iria ressuscitar Isaac dos mortos, mas sabendo que tinha em figura Aquele que iria vir em tempos futuro. Aquele que tinha sido prometido que seria ressuscitado dos mortos em ordem de poder trazer a herança prometida para o seu povo tornando assim consumada a aliança.

Para que uma herança ou aliança seja concluída é sempre necessário que haja morte e é através da morte daquele que foi prometido que a promessa do novo mundo se realiza para todos que se encontram Nele, (Cristo). Leia Hebreus 11:8-19

É esta a promessa feita a Abraão. E se é por fé então não é por obras. Mas será que isto faz o anulo da lei? Claro que não – mas em contrário: estabelece a lei de Deus. Estabelece a lei pela morte de Cristo que por si mesmo sofreu o castigo que a lei exigia ao Seu povo. Cristo em Si sofreu a ira de Deus que por justiça pertencia ao Seu povo. Morrendo a morte que lhes pertencia, tendo sido feito anátema por eles e desta forma libertou-os do julgamento libertando-os do pecado. Por esta morte Cristo trouxe o seu povo pelas águas da morte para a vida eterna. Como em tempos antigos quando o povo de Israel atravessou o mar de Jordão para a terra prometida através da liderança de Josué o que é uma imagem do que o Senhor Jesus Cristo fez pelo Seu povo. Note que não foi Moisés que liderou o povo a atravessar o mar de Jordão para a terra prometida porque Moisés teve de morrer primeiro afim do povo poder atravessar o mar, mas sendo Josué que conduziu o povo de Israel.  

Deuteronômio 1:38Josué, filho de Num, que está diante de ti, ele ali entrará; fortalece-o, porque ele a fará herdar a Israel.”

Êxodos 15:16-17Espanto e pavor caiu sobre eles; pela grandeza do teu braço emudeceram como pedra; até que o teu povo houvesse passado, ó SENHOR, até que passasse este povo que adquiriste. Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó SENHOR, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.

 O que é uma imagem da obra de Cristo. É Cristo que faz o seu povo atravessar este tempo finito para a eternidade, e liberta-os da escravidão e do domínio da lei para a liberdade do Evangelho. Transacção do reino da morte para o reino da graça. É tudo isto que estabelece a lei. Assim satisfazendo todos os seus mandos e consumando todo o castigo que a lei mandava trazendo justiça para toda a eternidade para todos os descendentes prometidos – e só Cristo que o faz e mais ninguém. E é nisto do qual a fé se prende e se afirma – justificação pelo sangue de Cristo.

Será que a fé faz o anulo da lei? No verso 14 Paulo vira a mesa á esta pergunta hipotética do verso 3:31. Longe disso a fé não faz anulo há lei mas sim o oposto. A fé e a justiça vinda pela fé ambas as coisas instituem a lei, (consumando todas as promessas que por sua vez apontam ao tipo e figura estabelecendo aquela justiça que é exigida a fim de ser imputada para todos aqueles que acreditam.) aqueles que se viram para as obras da lei, a fim de poderem estabelecerem as suas mesmas justificações fazem por sua vez o anulo e o desfeito das promessas. Longe de se poderem justificar debaixo do domínio da lei, porque a lei trabalha ira condenando os pecados daqueles que por ela (lei) são dominados deixando-os condenados a morte. Longe de ser uma forma de viver a lei mostra-se como ordenança de morte, tornado a palavra numa assassina. A lei não deve nada a fé nem tem domínio nem dependência. Gálatas 3:12Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá

A lei ordena obras sobre todos aqueles que por ela são subordinados. Trabalhos do qual os subordinados se encontram sem a habilidade necessária para lhe render em perfeição. Porque a lei de Deus exige perfeição e está longe de poder trazer a promessa, como nos é dito em, Gálatas 2:21 Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde” e a Abraão Deus ensinou-lhe o contrario.

Abraão sabia que a promessa só poderia vir pela fé, somente pelo trabalho de Deus em sua vez, e só pela graça. Ele sabia que a justificação não poderia ser alcançada pelo seu poder ou habilidade em cumprir a lei, porque lhe faltava a força por natureza estando morto em trespasses e pecados. Ele sabia que é Deus que traz a justificação ao pecador e é por Deus imputada – ainda em pecado para que a herança viesse através da morte de Um outro. Por duas vezes Deus ensinou Abraão a necessidade da ressurreição. Deus tendo prometido ao Abraão e a Sara uma criança, criança que só veio pelo comando de Deus enquanto ambos ainda estavam mortos espiritualmente pelos pecados. E esta criança veio quando Sara já tinha ultrapassado a idade de poder conceber naturalmente (Romanos 4:19). Mesmo assim olhando para a idade passando toda a esperança de poder dar a luz naturalmente, quando a fé foi testada até ao limite, só depois é que Deus recompensou a fé de Abraão, (Romanos 4:18) “O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência” dando-lhe a criança que lhe tinha prometido.

E noutra vez Deus ensina Abraão sobre a herança na ressurreição, quando Deus ordenou que o filho prometido de Abraão fosse sacrificado. Agora como podemos ver Abraão acreditou em Deus, sendo “E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.” (Romanos 4:21) contando Deus “que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar; E daí também em figura ele o recobrou.” (Hebreus 11:1819) uma figura de quê? figura de ressuscitar dos mortos o nosso Senhor Jesus Cristo.

Romanos 4:25O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.

 

Foi nisto que Abraão acreditou, e em que Deus lhe contou como justificação, tendo trazido a justificação pela fé de Jesus Cristo imputando a todos que acreditam. Aquela justificação que estabelece e conclui a lei divina de Deus, e é nisto que todas as crianças de Deus e todas as de Abraão se encontram em descanso pela fé: porque nós não anulamos a lei de Deus, Romanos 3:31Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.

AMEM

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Trabalho de:

Ian Potts

November 2, 2007

Tradução feita por: Luís Gomes

Romanos 1:17  Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.”

Romanos 3:26Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

No epistolo de Paulo para romanos encontra-se varias vezes e constantemente repetido a seguinte afirmação: “mas o justo viverá da fé“. Fé é o tema central do Evangelho, e sobre a salvação pelo Evangelho.

Em Romanos 3:26 lê-mos que Deus é o justificador dele que acredita em Jesus. Mas agora surge a pergunta: como pode um acreditar em Jesus? Mas o que é a fé? É esta pergunta que tem agitado muita gente criando confusão. Muitos pensam que a fé, um acreditar em certas coisas, acreditar que o homem pode reproduzir por si mesmo uma resposta exercitando a sua livre vontade a respeito do Evangelho. Mas as escrituras ensinam que o homem por natureza está morto espiritualmente perante Deus. A fé é algo que se tem de se receber de Deus, algo que se tem de se obter sendo uma oferta de Deus

Como podemos ler em Efésios 2:1E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,“. O homem na sua condição natural não só está morto espiritualmente como surdo e cego para as coisas de Deus excepto o Espírito de Deus lhe mostre.

Leia os seguintes versos em explicação deste mesmo estado perpétuo extraídos da palavra de Deus encontrados em 1 Coríntios 2:10-16

 “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.  As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.

Nenhum homem por natureza tem fé em Cristo é algo que lhe tem de ser dado por Deus. Como nós podemos ver claramente nos ensinamentos encontrados nas escrituras. A fé é uma oferta de Deus declara Paulo na carta para os crentes em Efésios 2:8

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

Este é o fruto do Espírito, Gálatas 5:22Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Fé que é oferecida ao povo de Deus para que eles possam acreditar no Evangelho que lhes é anunciado.

Estes dons vêem por meio da palavra de Deus quando pregada e como prova, leia a explicação de Paulo na carta para Romanos 10:14-17

Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação”

Em Hebreus 11:1 nos é dito que a ” fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” é por este o princípio do qual o povo de Deus vive, porque “o justo viverá da fé.” E sem esta fé é impossível agradar Deus como podemos ler em Hebreus 11:6Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

A fé do povo de Deus é exemplificada pela fé do Justo que as escrituras falam – O Senhor Jesus Cristo; da mesma forma como Jesus andou neste mundo assim também o Seu povo. Enquanto Cristo olhava para o Seu Pai, da mesma forma a criança de Deus olha para Cristo pela fé apesar de saber que nós, o povo de Deus não temos uma fé perfeita como a de Cristo; porque Cristo que viveu em absoluta e perfeita comunicação para com Pai.    

Não só a fé é partilhada pelo povo de Deus com Cristo o Salvador como a fé em si não pode ser separada da verdade naquilo que acredita. A fé acredita, confia e descansa na verdade do Evangelho; e na fé por si mesma. Estas duas coisas estão extremamente conectadas. Um não pode ter uma pura fé sem que escute o Evangelho e por sua vez quando Deus pela obra do Seu Espírito se agrada em abrir os ouvidos daquele que escuta o Evangelho resultando em fé.

Há algumas pessoas que falam da fé sendo um estado mental em consenso pela verdade do Evangelho. Mas a verdadeira fé que nos salva é muito mais que um simples consenso ou estado mental da letra. Apesar de muitos rejeitarem a verdade, também é verdade que muitos dos que são religiosos dizem sim ao evangelho apesar de não terem uma real e pessoal revelação com o Filho de Deus sendo seus Salvador. Eles aceitam os factos, mas a verdade declarada por esses factos nunca lhes foi revelada no interior sendo real. Uma simples crença intelectual que o sangue de Cristo foi derramado para lavar os pecados do povo de Deus, não significa com certeza que nós somos uma dessas pessoas do qual o sangue foi derramado.

A verdadeira fé é mais do que um consenso mental. Fé é aquilo que nasce da nova vida, tendo sido nascido de novo pelo Espírito, (João 3) o crente agarra-se firme ao Filho de Deus sendo-lhe revelado no interior do seu coração que Cristo é o seu Salvador pessoal. O verdadeiro crente não vê o derrame do sangue de Cristo numa forma superficial, mas sim a sua aplicação no coração e na sua consciência.

A fé que salva é uma realidade e não um consenso mental. É aquilo que nós vemos e sabemos. É aquilo que nós acreditamos, confiamos, que agarramos firmemente. É uma revelação interior, no coração, declaração que o Filho de Deus nos amou e morreu por nós que acreditamos.

 Gálatas 1:15-16Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, Revelar seu Filho em mim,

Efésios 2:8-9Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

AMEM

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