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Archive for the ‘Romanos 10’ Category

Trabalho de Ian Potts

Novembro 6,2007

 

Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.” Romanos 10:14-15

 

A fé vem em ouvir e por ouvir a palavra de Deus. É por ouvir a palavra de Deus, o Evangelho de Cristo que os homens são salvos dos seus pecados, tal como Paulo declarou no princípio do seu epistolo para Romanos: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê;“.

 

Certamente que o Evangelho de Cristo contêm o poder de Deus para a salvação. Porque salva. Trás o conhecimento do Salvador para os ouvidos de pecadores, que quando despertados pelo Espírito Santo da morte e dos seus estados depravados são lhes dados olhos para ver e ouvidos para ouvir. Tendo recebido por Deus o dom da fé, eles são então liberados a acreditar naquela palavra para salvação.

 

 

Enviados para anunciar        

 

Mas qual é a palavra que tem de ser ouvida – “e como crerão naquele de quem não ouviram?

 

E para ser ouvida tem que ser pregada – “e como ouvirão, se não há quem pregue?”

 

E como pregarão, se não forem enviados?

 

Então teremos de perguntar quem são estes pregadores que são enviados? O que é pregar o Evangelho? São todos os crentes chamados para pregar o Evangelho? Será que há um específico chamamento especial para uns e não a todos? 

 

Certamente vemos que as escrituras ensinam que todos os crentes são ministros. Todos Cristãos são chamados a dar testemunho do trabalho de Deus e de se edificarem uns aos outros no corpo de Cristo. Neste senso cada membro do corpo ministra o corpo em geral. Existe um lugar para todos na igreja de Deus quando se juntam podendo assim edificarem-se de acordo com a liderança do Senhor pelas várias ofertas espirituais de cada um (leia 1Coríntios 12). Um pode trazer um salmo um outro pode liderar em reza um outro em leitura um outro pode oferecer uma palavra de exortação e um outro pode dar uma breve mensagem de devoção. Todos estes exemplos de edificação têm o seu lugar na igreja na sua própria ordem.

 

De qualquer forma, as escrituras são bem claras que nem todos são chamados para serem apóstolos ou profetas nem todos são professores (1Coríntios 12:29). Existe na igreja alguns que são chamados especificamente para o trabalho do ministério, aqueles que são enviados para pregar o Evangelho tendo recebido um chamamento especial para que a igreja seja edificada e fortalecida por entregar aquilo que o Senhor lhes deu primeiro – aqueles que são chamados para se devotarem ao trabalho do ministério são oferecidos para a igreja como ofertas de Deus para a edificação de outros na fé. Tais ofertas são enviadas por Deus para a Sua igreja. Como Paulo nos informa em Romanos 10: “E como pregarão, se não forem enviados

 

Enviado por Deus para pregar          

 

Então para se poder pregar o Evangelho um terá que ser enviado. Mas enviado por quem? Pela vontade do homem? – Pela igreja?

 

Não.

O chamamento para pregar vem de Deus e somente por Deus. Este chamamento pode ser reconhecido por outros membros da igreja mas de qualquer forma o chamamento vem directamente de Deus para aqueles que Ele envia para pregar. As escrituras fornecem abundantes exemplos deste facto. Pelo Antigo Testamento nós podemos ler sobre vários profetas e cada um deles tem um particular chamamento de Deus. Deus encontra-se com o homem e o envia com a Sua palavra e este sempre sendo guiado por Deus.

Vejamos vários exemplos deste facto: Moisés Êxodo3, Samuel 1 e 3, Jeremias 1. O Senhor apareceu-lhes e os enviou com a Sua palavra.

 

Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.Jeremias 1:4-5 

 

Da mesma forma com o Antigo vemos agora no Novo Testamento uma similar semelhança com aqueles que Deus chama e envia para pregar a Sua palavra. Jesus chamou os Seus discípulos pelos seus nomes para o seguirem e os enviou para pregar o Evangelho (leia o este exemplo em Marcos 16:15 e Lucas 10). No caso de Saulo de Tarsos um que não foi chamado por Jesus durante o tempo em que Jesus se apresentava na terra, recebeu um específico chamamento de Cristo para pregar tendo sido visitado por uma visão no caminho para Damasco por uma luz e voz vinda dos altos, a voz do Senhor Jesus Cristo que especificamente o chamou para o trabalho do ministério. Como podemos ler em Atos 26:13-19  

 

Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava, e em língua hebraica dizia:

 

Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.

 

E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;

 

 

Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.

 

Por isso, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial.

 

Podemos ver claramente nos exemplos em ambos, Antigo e Novo testamento do chamamento directo e o enviou de homens para pregar o Evangelho. Em ambos os casos se ouve a voz do Senhor e ambos foram enviados com uma tarefa específica.

 

Mas podem nos perguntar se não serão estas experiencia únicas para os profetas e apóstolos?

 

De facto sim! é verdade que o ministério dos profetas e apóstolos no Antigo Testamento era único para essa época. Ambos ofícios por vezes recebiam a palavra do Senhor através de uma directa revelação do Senhor mas isto enquanto as escrituras se encontravam incompletas. Eles tinham uma ligação directa com Deus ouviam a Sua voz de forma auditiva com visões e sonhos. Os discípulos do Senhor viveram num tempo em que tiveram o privilégio de ver o Filho de Deus incarnado enquanto andou neste mundo. Experiencias não só únicas para eles como especial para a época.

 

De qualquer forma o principal preceito marcado para estes homens para irem pregar ainda se mantém até o final dos tempos. O principal tema de Romanos 10, “E como pregarão, se não forem enviados?” era tão verdadeiro nesse tempo como nos nossos tempos. Deus ainda chama e envia homens para o seu ministério. Homens enviados para pregar o Evangelho. Homens ensinados por Deus. Homens que são preparados por Deus para esse mesmo trabalho. Homem como o Timóteo apesar de não se julgar como apóstolo o era pela ordem de Deus. Da mesma forma Paulo o seu pai espiritual, ele também foi salvo pelo mesmo Evangelho e pelo mesmo Salvador e enviado para pregar a mesma verdade. O exemplo de Timóteo e o que lhe foi comandado ainda se mantém nas Santas Escrituras como sendo um precedente para todos aqueles que se seguem e que se consideram chamados por Deus para o mesmo ministério. Porque o Evangelho de Cristo continuara a ser proclamado pelos tempos até que o último do Seu rebanho se tenha junto e o Senhor volte novamente para os juntar a todos e colher para a eternidade que há-de vir. Até esse grande dia o Senhor continua a alimentar o Seu rebanho e o faz pelos homens que envia para a pregação do Evangelho.

 

Mas o que é o chamamento para pregar? Como é que Deus chama homens para o ministério nos dias de hoje?

 

Apesar dos exemplos dos profetas e apóstolos ser único e apesar de não haver nos dias de hoje sinais ou uma aparência directa de Deus para os servos, Deus ainda chama os Seus servos para o Seu trabalho, Deus ainda fala para eles e eles saberão que foram enviados por Deus. A palavra de Deus pode vir por numa pequena voz e ele que é enviado pode sentir dúvidas por algum tempo sobre esse mesmo chamamento mas esses que são verdadeiramente chamados para pregar irão ouvir a voz do Senhor directamente. Ele saberá qual é a vontade do Senhor sobre o assunto e lhe será clarificado que o seu chamamento é na realidade de Deus e não fantasia humana.

Eu acredito que o chamamento de Deus para o ministério é preciso e quando um homem é chamado ele o saberá. Ele saberá que Deus o chamou e por último ele terá poucas ou nenhumas dúvidas sobre o assunto. O seu chamamento será mais do que um simples desejo de pregar ou uma simples convicção que deveria pregar por causa de necessidade. O chamamento é exacto, preciso – o homem chamado por Deus sabe que foi Deus que o chamou para pregar e ele terá de o fazer. Ele se sente obrigado á o fazer – o amor de Cristo lhe reter. Esse homem se pode sentir inseguro se na realidade foi chamado durante algum tempo mas quando ele for chamado ele o saberá.

 

William Huntington escreveu sobre este chamamento para pregar o Evangelho e este trabalho é uma grande ajuda para se poder compreender claramente o que ser chamado para pregar. Ele não escreveu somente sobre o que é ser chamado mas como também o que não é um chamamento. Então da mesma forma eu gostaria de providenciar alguns pontos de referência sobre esta mesma matéria. O que não se representa como um chamar para pregar (apesar algumas das coisas que irei referir pode bem ser parte de um exercício espiritual que pode seguir com ao chamamento).

 

  • 1. Reconhecer a necessidade que o Evangelho seja pregado.

 

Mas que grande necessidade que nos dias de hoje o Evangelho seja pregado. Mas apesar de se sentir este ardor e sobre o estado da igreja em si não é o chamamento para pregar.

 

  • 2. Sentir e concordar que poderíamos fazer um melhor trabalho do que aquele que vemos em alguns pastores.

 

Infelizmente nos dias de hoje vemos claramente que muitos que se julgam chamados não foram nem deveriam de lá estar. Muitos homens enviaram-se si mesmos para o ministério que demonstra que nunca forma chamados por Deus – sem vocação nem dom de Deus para esse propósito. As escrituras falam deles como sendo ‘falsos pastores’ ‘lobos em peles de ovelhas’. Aqueles que realmente trazem ofertas para o povo de Deus reconhecem este facto e vêem que muitos que se julgam pastores guiam muitos para a perdição enquanto fazem títulos para si mesmos – com o pretexto de fazer prestar serviço ao Senhor.

Apesar de reconhecer estes factos podendo ver os erros destes homens; conhecendo o verdadeiro Evangelho melhor que muitos outros; sentindo que poderiam fazer um melhor trabalho que poderiam pregar o Evangelho de uma forma mais clara e mais correcta; todos estes sentimentos podem ser verdadeiros e um facto real mas não deixa de ser verdadeiro também que em si não significa que foi chamado por Deus para pregar.

 

 

 

 

 

  • 3. Querendo fazer algo para o Senhor ou ser usado pelo Senhor no Seu serviço.

 

Este sentimento pode ser uma grande armadilha do qual muitos homens caiem. Muitos crentes especialmente os mais jovens sentem uma grande vontade e zelo pelas coisa do Senhor. Eles sentem um grande desejo em servir o Senhor e fazer que a Sua palavra seja conhecida – por vezes com motivos genuínos – querem ser úteis no serviço de Deus e por isto sentem-se atraídos para o serviço de ministros. Mas apesar destes sentimentos, não importa o quanto são benéficos não representa em si um verdadeiro chamamento de Deus para pregar.  

 

  • 4. Insatisfação pelo corrente emprego / situação e sentimento que sendo pastor poderia dar mais gloria a Deus.

 

Este é um outro perigo. Um pode sentir-se atraído para ser pastor em certa forma. A tarefa em mão parece-se mais atraente que permanecer no corrente emprego. Alguns jovens começando as suas vidas esquivam deliberadamente um emprego no mundo secular em favor de uma tarefa espiritual neste caso pregar. Outros homens mais maduros podem sentir um certo cansaço com as correntes ocupações e então consideram o trabalho do ministério como sendo algo mais prestigiado do que faziam anteriormente. Porem estes casos deve de ser guardado com cautela pois eles não representam em si o chamamento de Deus para pregar. Mais vezes do que não quando Deus chama um homem para pregar ele é chamado para oferecer um sacrifício – chamado para abandonar algo; não um fatigante ou insatisfatório emprego mas sim abandonar aquilo que é mais atraente a carne – aquilo que paga bem ou tenha prestígio e conforto. Tal como Moisés quando ele abandonou os tesouros de Egipto porque ele estimava mais o repreender de Cristo do que riquezas (Hebreus 11:25-26), os servos de Deus são chamados para sofrer aflições juntamente com povo de Deus. Aqueles que verdadeiramente são chamados por Deus para pregar saberão o que é sofrer perseguições, o que é ser rejeitado, pobreza e o mais duro de todas – solidão. Mas eles também saberão o que é sentir alegria e consolação no Senhor. Pois no Senhor há imensas riquezas eternas para serem descobertas em Cristo e no Seu Evangelho.

 

  • 5. Pressão vinda de outros / visto que em certas igrejas existe uma grande falta de homens oferecendo-se e querendo entrar para o serviço do ministério criam uma certa pressão.

 

Nestes dias em que há poucos os que parecem ser chamados para o serviço do ministério pode haver uma grande pressão colocada sobre os homens para que eles possam considerar a possibilidade de seguirem para o ministério. Muitos do que vêem a necessidade de ter mais evangelistas viram-se para os mais jovens das suas assembleias com a esperança que eles queiram servir o Senhor desta forma. Isto representa uma grande pressão sobre muitos. Contudo apesar de sentir esta pressão; vendo e reconhecendo esta a grande necessidade não quer de forma alguma representar o que se qualifica como um chamar divino de Deus para o serviço de pastor. Temos de ter uma certa sensibilidade em não colocar pressão sobre outros ou em nós mesmos para este serviço.

 

Todavia existe alguns pontos do qual juntamente pode formar uma parte do que se qualifica o chamar para o serviço mas em si estes pontos não representam o chamar e por essa mesma razão temos de ter grande cautela afim de poder distinguir quais são as expressões que sentimos nos nossos corações que pertencem a Deus e as que não são. Muitas coisas podem parecer um chamar de Deus para o serviço mas não são. Saber o que é um chamamento para pregar pode-se provar mais difícil de definir do que se espera. Em similar forma com o conhecimento da vontade do Senhor para outros aspectos das nossas vidas diárias mas obviamente como falamos de um chamamento que por natureza é de maior reverência teremos então de ter mais veracidade sobre o que sentimos. Eu pessoalmente acredito que o homem que é chamado por Deus para o serviço em várias formas tem esta certeza em si – forma em que o Senhor lhe revelou a Sua vontade sobre esta disposição.

 

Por exemplo; varias passagens na bíblia quando lidas sobressaem-se de uma forma mais poderosa e convicta na sua realidade ‘não só porque ele as procura porque já existia uma vontade de pregar’ mas sim quando ele não as procura. Tendo essas passagens como se lhe saltam a vista e lhe tocam no coração tendo este sentimento constantemente magoando o seu coração. Quando lê a bíblia diariamente ó até mesmo quando se encontra em culto na assembleia dos santos do Senhor e através da providencia do Senhor na sua vida. Por isto quer eu disser: várias ocasiões na sua vida diária mostrando a vontade do Senhor para que ele venha a pregar o Evangelho mas de uma forma concreta e não baseadas por aquilo que os homens chamam de coincidências.

 

Coisas das quais eu me refiro são como por exemplo; a leitura de uma passagem na bíblia em culto por exemplo e a passagem refere-se ao serviço do ministério, depois na seguinte semana lhe pertence novamente ler a bíblia na assembleia e novamente a passagem refere-se ao serviço do ministério. Quando estas coisas continuam a acontecer varias vezes esse homem saberá e sentira que o Senhor lhe quer dizer algo. Eu ouvi um pastor dizer algo sobre pregar que eu julgo ter sido um bom conselho. O pastor disse – ‘se um homem sente que o Senhor o esta a chamar para pregar ele deve resistir enquanto pode até não poder resistir mais’. Este conselho me pareceu como um bom conselho – se o Senhor quer mesmo que seja pastor para pregador do Evangelho muito que o homem resista por fim o Senhor levara a cabo o Seu propósito. Esse homem que o Senhor fizer sentir que lhe chama sem dúvidas que ele sentira um enorme peso no seu coração. Ele pensara constantemente sobre o assunto de pregar. O homem pode tentar escapar os seus mesmos pensamentos ao se deve ou não pregar mas estes lhe voltam sempre a superfície da sua consciência. Porque Senhor continua a lhe mostrar a Sua vontade em passagens nas suas leituras diárias. O seu coração se encherá de compaixão pelo rebanho do Senhor um desejo que eles sejam alimentados e que Cristo seja exaltado tanto no culto como nos corações do Seu povo. Esse homem irá descobrir que a providência na sua vida diária aponta para esse fim e que o Senhor lhe colocou estacas no seu caminho apontando continuamente a direcção. O homem pode sentir uma falte de dignidade e habilidade para fazer este trabalho mesmo assim o Senhor continuara a lhe mostrar ‘Este é o caminho, andai nele’.

 

Ele irá várias vezes queixar-se por ter falta de força mas o Senhor lhe assegura dizendo que o Senhor tem toda a força que ele necessita. Ele pode queixar-se da sua ignorância porém o Senhor lhe ensinara e lhe será o suficiente para ele. Por fim ele terá a suas dúvidas derrubadas as suas objecções respondidas e por último ele sentira que o amor de Cristo lhe retém – nada pode fazer se não pregar o Evangelho de Cristo.

 

Contudo sempre haverá perigos no seu caminho. Satanás faz tudo quanto pode para causar confusão por isso ele adora mandar homens para o serviço do ministério que não receberam o chamamento pelo Senhor. Algumas das coisas que temos de ter cautela são:

 

  • 1. Orgulho.

 

Este é um dos sintomas que afecta muitos pastores. Com certeza quando um homem observa quantos falsos pastores andam pelo mundo esse homem pensa “como eu desejo ser um pastor e mostrar como eles são falsos, etc.” E assim facilmente é levado pelo seu orgulho. Ser pastor é um chamamento de grande reverência e importância. Em ser visto por muitos em publico. Mas temos de ter o cuidado em procurar a aprovação que vem de Deus e não o aplauso do mundo. Se o mundo aprova um homem o mais provável é de Deus não aprovar esse aplauso nem o homem que recebeu o aplauso. Paulo era perseguido pela ofensa que causava aos homens da sua época pois ele pregava a cruz de Cristo o que ofende muitos. Aqueles que são chamados para pregar não procuram a sua própria glória mas sim a glória de Deus não procuram agradar as suas honras mas sim a honra daquele que os salvou – Jesus Cristo.

                                

  • 2. O aplauso que vem dos homens e o receio de os não agradar.

 

Esta é uma outra armadilha e uma fácil de cair. Procurar o aplauso que vem dos homens e ter receio de se rejeitado por eles. Existem muitos que apregoam de forma agradável ao homem do qual atrai grande aprovação mas não é nada mais do que receber honra dos homens. Mas aqueles que são enviados por Deus para apregoar fazem-no para a honra e para a glória de Deus, proclamando a mensagem que Deus lhes colocou no coração – não importando-se daquilo que os homens possam vir a dizer. Temer o que os homens possam vir a disser é uma grande pedra de tropeço para muitos mas para aqueles que Deus envia com a Sua palavra, esses apregoam a palavra soberbamente e com grande sinceridade. A mensagem de Deus não é agradável ao homem carnal nem pode ser porque ele a haja loucura mas aquilo que o homem conta como loucura Deus chama sabedoria – o poder de Deus para a salvação (1Coríntios 1).

 

  • 3. Enviarmos a nós mesmos ou resolver pela força da carne.

 

Assim que um homem sente uma certa inclinação para apregoar lhe é fácil pensar que foi enviado para este mesmo fim ou não e começa a procurar certas passagens nas escriturar a fim de poder confirmar esta mesma vontade. Por vezes o faz sem que Deus lhe mostre essas passagens ó que lhe abra as portas para esse fim de qualquer forma assim corre tentando por si mesmo abrir aquilo que Deus não abriu.

 

Se nós lêssemos os testemunhos de pastores que foram grandiosamente usados por Deus no passado poderíamos aprender muitas coisas sobre as relações e atitudes entre Deus e os homens por Deus chamados. A última coisa que esses homens usados por Deus no passado queriam para as suas vidas era apregoar a mensagem de Deus e eu penso que isso e um bom caminho – não querer apregoar mas sentir que Deus o chama para esse mesmo fim. Ai então saberá que é a vontade do Senhor e não a nossa.

               

Por último se Deus chama um homem para apregoar esse o saberá quando isso acontecer. Ele será levado a uma profunda certeza interior tanto no coração como na mente por obra do Senhor. A confirmação deste facto será por Deus abrindo portas que doutra forma não se abririam e assim efectuando a pregação do Evangelho de Cristo. Por muitas vezes isto acontece sem que o homem tenha dito algo ou revelado o seu desejo para outros mas sim por ser convidado a apregoar sem que acha manipulação por sua parte. Então quando esta porta se abre ele saberá que foi a vontade de Deus e não a sua vontade – que tudo foi obra do Senhor. O chamamento para anunciar o Evangelho em nome do Senhor é não só solene como também uma grande responsabilidade com um peso enorme. Eis que homem nenhum se deveria apressar em entrar para o serviço de pastor. Mas quando Deus envia um homem esse saberá que caminha pela vontade do Senhor, que foi Deus que o chamou e que Deus o ajudara. Pois a mensagem não lhe pertence mas sim pertence a Deus e o homem somente transmite como sendo um embaixador de Deus.

 

Enviado por Deus para anunciar o Evangelho        

 

Um homem tem que ser enviado mas tem de ser por Deus.

Mas o que é que ele anuncia?

Anuncia o Evangelho de Cristo.

Enquanto podemos dizer “é claro que é para anunciar o Evangelho!” em realidade este facto não se parece óbvio para muitos.

Muitos apregoam tudo e mais alguma coisa mas nunca o Evangelho. Apregoam conceitos murais sabedoria humana que mais parecem anedotas parecendo-se como sendo bons concelhos mas que no final não são nada mais que fabulas e filosofia extraídas do intelecto humano. Contentam-se em apregoar sacramentos e legalismo e infelizmente a lista não termina por aqui. Poucos são aqueles que realmente anunciam o Evangelho de Cristo da forma como se revela nas escrituras.

Muitos anunciam um outro Evangelho e um outro Jesus. Mas aqueles que são enviados por Deus, chamados por Deus anunciam O Evangelho; O único Evangelho; O Evangelho de Cristo. O facto é que podemos testar o homem que se julga enviado de Deus pelo aquilo que anuncia se realmente anuncia o Evangelho de Cristo pelo poder de Deus e através do Seu Espírito. – Leia 2Córintios 11

Mas qualquer enviado de Deus para anunciar o Evangelho o fará da forma como Paulo descreveu – “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1:16-17  

 

Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. … Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.1Córintios 1:17, 23-24 

 

O Evangelho que Paulo anunciou foi lhe ensinado por Deus. Paulo não foi enviado por homens mas sim foi enviado por Deus tal como o Evangelho que anunciou tendo sido recebido por Deus tal como ele se declara na carta para Gálatas 1:11-12 – “Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.”         

 

Todos aqueles que são enviados por Deus por Deus são ensinados. A palavra que eles trazem não é da autoria deles nem muito de homens mas sim de Deus. Quando Jeremias foi chamado por Deus este sentiu a sua pobreza e ignorância queixando-se para Deus “Então disse eu: Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.” (Jeremias 1:6) mas a resposta de Deus foi “Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. – Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o SENHOR.” (1:7-8)

 

Jeremias escreveu, “E estendeu o SENHOR a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca; Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.” (1:8-9)

 

Apregoar não é só saber as doutrinas do Evangelho correctamente e em ter o desejo de transmitir essas mesmas verdades a outros. Mas sim em ser o porta-voz de Deus. Anunciar aquilo que Deus quer que seja anunciado naquele particular momento através do Espírito. Isto requer humilhação e muito exercício da alma; muita oração perante Deus procurando aquilo que Deus deseja que seja anunciado das escrituras. Sermões não são construídos por extrair certas passagens de outros livros ou comentários de outros homens mas sim procurados no Senhor. O facto é este e não deixa de ser importante a sua ênfase – que o pastor ou anunciador é um porta-voz do Senhor e um embaixador de Deus aqui na terra, isto não pode ser stressado o suficiente especialmente nos dias de hoje. Por fim não é o homem que anuncia mas sim Deus. É Cristo que apregoa dos céus é Cristo que transmite a Sua mensagem para o Seu povo e não se retêm em usar simples homens a fim de realizar o Seu propósito (Hebreus 12:25).

 

Deus é soberano em todas as coisas especialmente na proclamação da Sua palavra. Deus é bem capaz de poder falar directamente para o espírito do homem através do Espírito Santo quando o homem lê as escrituras. Porém o facto permanece “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (1Córintios 1:21). 

Agradou a Deus enviar homens para o anunciar da Sua palavra. Mas apesar de ser os servos de Deus que falam aqui na terra isto não deixa de ser verdade que é Cristo que fala dos céus através deles pelo Espírito. É a palavra de Deus que é proclamada através do Espírito Santo e é colocada nos lábios desses homens que Deus enviou para este mundo proclamando a Sua palavra. Excepto um homem anuncie pela liderança do Espírito Santo as suas palavras não terão valar algum. Não é as palavras do homem que tem de ser divulgada mas sim a palavra de Deus e Aquele que foi enviado por Deus para anunciar é Cristo através do Seu Espírito. Quando Cristo anuncia a Sua palavra vem com poder. O anunciador ou pastor que apregoa no poder do Espírito Santo desaparece para que aqueles que ouvem a sua voz não se impressionem com a sua pessoa ou intelecto mas para que eles sintam que estão a ouvir o Senhor falando-lhes através dele. Ele deve de ser como uma janela para que a luz de Cristo brilhe através de si.

 

E eu penso que verdadeiros pastores enviados por Deus confessam que mais vezes do que desejam eles colocam-se de forma que abstraem o brilhar da luz de Cristo mas de qualquer forma quando o Espírito está presente ele sabe que tem liberdade em apregoar. Como na carta para Romanos 1:16-17 diz que o poder de Deus está no Evangelho. Não nas igrejas nem em pastores. Nem se declara no Espírito mas sim no Evangelho. De facto o poder do Espírito Santo não se manifesta em si mas sim no anunciar do Evangelho – O evangelho de Cristo.

O mesmo Evangelho do qual Paulo não se envergonhava pois é o poder de Deus para a salvação. Evangelho que ele não recebeu de homens nem por eles foi ensinado mas sim pela revelação de Jesus Cristo (Gálatas 1:12), como sendo um que foi chamado e enviado e preparado por Deus para esse ministério.

 

Enviado por Deus e preparado por Deus para anunciar o Evangelho     

 

Não só apregoadores do evangelho são enviados por Deus; não só lhes são ensinados o Evangelho por Deus como também são preparados para o trabalho desse ministério por Deus.

É Deus que equipa aqueles que envia com tudo que é necessário para a tarefa em vista. Homem nenhum por natureza se qualifica para o anunciar do Evangelho. Todos são pecadores, todos se têm perdido, todos são fracos na carne. Entretanto aqueles que Deus envia para anunciar o Evangelho são aqueles que Deus já tinha escolhido e elegido desde lá da eternidade passada. Aqueles que Deus salvou dos pecados, aqueles que justificou pelo trabalho de Cristo na cruz, aqueles que Deus acordou para a vida eterna pelo Seu Espírito, aqueles que Deus lhes deu fé para nela viverem, aqueles que Deus tem guiado no caminho correcto, aqueles a quem revelou o Seu Filho, aqueles que lhes garantiu graça, aqueles que os tentou na fornalha e os trouxe através de muitas aflições e tentações para Cristo. De tal qualidade são estes que Deus chama e envia com a Sua palavra.

 

Porquê?

 

Para que se veja que as suas qualidades para anunciar não são derivadas deles mesmos, nas sua próprias forças mas sim em Deus. Deus prepara esses homens para o trabalho do ministério para que toda a glória seja oferecida a Deus e não ao homem. A carne é mortificada e o trabalho de Deus é magnificado. O anunciar da cruz nos olhos do homem é loucura para não disser estupidez e aqueles que Deus envia são considerados como doidos pela sabedoria deste mundo. Como Paulo afirmou em 1Córintios 1:25-31…

 

Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.”

 

Deus chama aqueles que são nada em seus próprios olhos e nos olhos deste mundo para anunciar o Seu Evangelho. E tendo chamado esses homens é Deus que os prepara para tarefa em vista – porque o trabalho é todo do Senhor – para este fim: para que “Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.”

 

Nós podemos ver este mesmo facto no caso de Moisés, por exemplo: quando Deus chamou Moisés para o trabalho do Senhor ele protestou “Então disse Moisés ao SENHOR: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloqüente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.Êxodo 4:10-12.

 

Jeremias protestou da mesma forma como já vimos anteriormente. Jeremias protestou por ainda ser uma criança incapaz de realizar a tarefa que lhe tinha sido colocada. Mas Deus disse-lhe que iria estar sempre presente com ele e o livrava e que lhe colocaria as palavras na sua boca. Deus preparou tanto Moisés como Jeremias para o Seu trabalho. Toda eficácia e força foram encontradas em Deus e só em Deus.

E então sobre o apostolo Paulo? De certeza que ele continha muita habilidade na carne e força como nenhum outro para a tarefa de anunciar o Evangelho? Vejamos o que Paulo escreveu sobre a sua força: “Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.” Filipenses 3:4-6

Paulo tinha muito em que se orgulhar naturalmente. Ele era muito sabido, bem ensinado, bem instruído nas escrituras do Antigo Testamento; de facto um homem que Deus podia enviar para os seus irmãos segundo a carne (judeus) para lhes anunciar o Evangelho como Paulo sendo um Hebreu dos Hebreus, porém os caminhos dos homens não são os de Deus. Deus chamou Paulo para ser um apóstolo para os gentios e não para os Judeus. Muitos poderiam disser que foi um desperdício de tempo tendo Paulo todos aqueles anos de estudo no AT, treino que poderia ser muito reverente e uma grande vantagem em ir anunciar para os Judeus. Um bom ponto de partida! Mas Paulo teve de se submeter ao chamamento de Deus apesar daquilo que poderia pensar. Para os Gentios ele foi e como poderosamente foi usado por Deus nessa tarefa.

 

O que é que Paulo pensava das suas habilidades que possuía naturalmente?

 

Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,” Filipenses 3:7-8 

 

Paulo contava as suas habilidades naturais como resíduo não como ajuda no trabalho que Deus o colocou. Todo o trabalho tem de ser de Deus e não do homem e assim foi e assim será até o fim. Foi Deus que preparou Paulo para o serviço e não os seus amigos judeus ou a escola em Gamaliel mas sim Deus. Como Paulo dá testemunho desta mesma verdade na carta para Gálatas 1:15-24

Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue, Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco.

 

Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.

Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto. Depois fui para as partes da Síria e da Cilícia. E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em Cristo; Mas somente tinham ouvido dizer: Aquele que já nos perseguiu anuncia agora a fé que antes destruía.

 

E glorificavam a Deus a respeito de mim.”         

 

Nos casos de Moisés, Jeremias e Paulo foi Deus que preparou cada um deles para anunciar a Sua palavra. Eles eram homens que conheciam o Deus deles, homens que conheciam o Evangelho, homens que sabiam o que é a graça de Deus para a salvação e eram homens que conheciam intimamente o que é andar com Deus. Lhes foram ensinados o Evangelho. Foram ensinados na escola de Cristo, homens preparados por Deus para anunciar o Evangelho por terem sido trazidos pelo fogo, aflições através de testes e perseguições e contudo isto foram mantidos firmes pela força de Deus. Nunca pensaram nada de si mesmos mas tudo de Cristo a quem procuravam glorificar.

 

Tu tens que conhecer Cristo afim de poder anunciar Cristo,

 

Tu tens que experienciar graça para poder anunciar graça,

 

Tu tens que ser salvo pelo Evangelho para poder anunciar o Evangelho,

 

Tens que ser rebaixado para que posas elevar Cristo,

 

Tens que experimentar andar no caminho para poder dar conforto aos outros que nele caminham.        

 

Deus que envia os seus servos para anunciar o evangelho, da mesma forma os ensina e os prepara para o ministério do Evangelho. Este trabalho é todo da autoria de Deus. É o Evangelho de Cristo que Deus envia dando-lhe expediente e valimento pelo Aquele que fala lá dos céus que por sua vez é levado pelo Espírito Santo sendo colocado nos lábios daqueles que Deus escolheu para anunciar a Sua palavra para que pecadores quando ouvem a palavra a fé nasça pelo ouvir e para todos do qual Cristo deu a Sua vida venham a ouvir e chamem pelo Nome do Senhor para que sejam salvos. Como esta escrito…

 

Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.” Romanos 10:13-15

 

Ó que Deus se alegre em criar este tipo de homens nos dias de hoje – homens separados para o serviço de Deus chamados por Ele e por Ele enviados para anunciar o eterno Evangelho de paz. Homens chamados por Deus. Homens de fé como a de Paulo e como Paulo de não se envergonharem do Evangelho de Cristo pois nele se revela o poder de Deus para a salvação. Homens que estão preparados para gastar e serem gastos por Cristo e só para a Sua gloria.

 

E como pregarão, se não forem enviados

 

Amem.

 

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1:16-17

        

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Trabalho de Ian Potts

Novembro 6, 2007

 

Tradução feita por Luís Gomes

Como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?

 

Terá um que ouvir o Evangelho em ordem de poder entrar na salvação?

A resposta para esta pergunta é ‘sim’ um terá que ouvir o Evangelho sendo esta a regra geral. Esta resposta não é uma opinião minha porque aquilo que eu penso não importa. O que importa é o que a Palavra de Deus diz sobre este mesmo assunto – qualquer que seja a verdade que guardamos esta tem que ser baseada na Palavra de Deus. Pelas minhas leituras da bíblia, eu não só vejo e acredito neste facto como Deus repete em várias passagens esta mesma grande necessidade de ouvir o Evangelho. E por ouvir o apregoar do Evangelho de Deus na sua verdade que Deus por Sua vez se agrada em salvar pecadores. Umas pequenas referências retiradas da bíblia irão sem dúvida expor este mesmo facto sem que haja uma grande advertência da minha parte.

 

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.Romanos 1:16.

 

Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” 1 Coríntios 1:21

 

Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.1 Pedro 1:23,25

 

Aqui estão somente três versos entre outros que demonstram que o Evangelho é o poder de Deus para a salvação e que Deus se agrada pela loucura da pregação desse mesmo Evangelho afim de salvar aqueles que acreditam, nascidos novamente (regenerados pelo Espírito Santo) pela Palavra de Deus. Essa mesma palavra sendo apregoada para nós no Evangelho.

 

Com toda a certeza podemos afirmar que Deus é soberano e que por Sua vez faz tudo de acordo com a Sua mesma vontade. O poder de Deus não está obstruído afim que tenha que usar a pregação do Evangelho afim de poder salvar aqueles que ainda restam neste mundo – não, Deus poderia ter usado outra forma mas esta foi a forma que Lhe agradou e forma que escolheu para a realização do Seu trabalho. Deus poderia ter-se agradado em salvar pecadores somente pelo trabalho do Espírito efectuado no interior do pecador sem que houvesse a necessidade da pregação do Evangelho. Mas aquilo que Deus pode fazer e aquilo que Deus faz são duas coisas totalmente diferentes. O facto é este; as escrituras se repetem várias vezes indicando que Deus se agrada pela loucura da pregação para salvar aqueles que acreditam. É esta a forma e não há outra. Porquê? Porque assim Deus confunde o sábio, ou aquele que se julga sábio, em ter homens fracos e pobres falando e fazendo suar a Sua Palavra sagrada pelos seus lábios para a salvação de outros (veja 1Coríntios 1), porque foi desta forma que Deus se agradou em expor a verdade sobre a salvação levada ao fim e através do Senhor Jesus Cristo na Sua infinita sabedoria.

 

A verdade é que existe pessoas que reagem a esta verdade com uma certa ambiguidade desculpando-se que reagem sim mas com motivos bons e particularmente benéficos, (que por sua fez são infiéis a vontade de Deus). Estas mesmas pessoas reconhecendo que a salvação é inteiramente da autoria e obra de Deus que até que o homem nasça de novo pelo Espírito Santo ele se encontra morto em pecados e ofensas incapaz de compreender as verdades de Deus correctamente. Que o homem só pode acreditar no Evangelho quando Deus agarra esse homem e o regenera dando-lhe o dom da fé para que ele possa acreditar no Evangelho e em Cristo. É impossível ao homem no seu estado natural com a sua mente corrupta acreditar nas verdades reveladas pelo Evangelho de Deus, nem muito menos no Cristo que Deus enviou. Esse homem enquanto na sua natureza que herdou pelo seu pai Adão encontra-se fraco sem habilidade para se virar para Deus e sem fé para acreditar. Em vendo estas tremendas barreiras entre outras das quais agora não menciono que muitos chegaram a perversa conclusão que a pregação do Evangelho não é suficiente para salvar o pecador porque o homem em primeiro lugar necessita de ser regenerado pelo Espírito Santo antes que possa compreender e acreditar nesse mesmo Evangelho. Então eles afirmam que a regeneração (o novo nascimento) é um acto soberano de Deus sem que haja a necessidade de ouvir o Evangelho, e com o resulto do novo nascimento o homem recebe o dom da fé para que depois possa acreditar no Evangelho quando o ouve. Algumas destas pessoas dividiram a coisas em duas etapas da qual eles expressam a regeneração pelo Espírito (sem que a necessidade de ouvir o Evangelho, a palavra de Deus) e depois sim a (conversão pelo Evangelho) onde a pessoa já tendo sido regenerada ouve o Evangelho e acredita com a fé que receberá pelo Espírito na regeneração.

 

Agora vejamos:

Tudo isto parece-se um quanto plausível e é certamente baseado em alguma verdade, mas 1Coríntios 2:11-16 afirma que o homem natural (antes de nascer de novo) não consegue compreender coisas espirituais que até que ele nasça de novo pelo Espírito ele não pode compreender a verdade do Evangelho.  Algumas coisas podem fazer sentido para a mente e intelecto humano mas não correctamente. Mesmo isto sendo verdade e enquanto o homem não consegue acreditar no Evangelho até que Deus o regenere (fazendo nascer de novo pelo Espírito) porque naturalmente este não tem a fé (fé é uma oferta de Deus) de qualquer forma isto não altera o facto que Deus disse que é através da pregação do Evangelho que Ele se agrada em salvar o Seu povo. Romanos 10:13-17 aplica uma forte ênfase na necessidade na pregação do Evangelho e que a fé vem “ pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”. Para que se possa acreditar no Evangelho um tem que nascer de novo pelo poder soberano de Deus. Mas Deus se agrada em acordar e em regenerar pecadores para a vida debaixo ou tendo como resultado o ouvir da palavra de Deus pela pregação do Evangelho. É desta forma que Deus se agrada em trabalhar e este trabalho é inteiramente efectuado pela graça e misericórdia soberana de Deus mas também é verdade que o Espírito Santo escolhe trabalhar através da pregação do Evangelho pelos lábios dos homens que Ele chama e envia para o apregoar afim de acordar pecadores para a vida. Deus mostra soberanamente a Sua palavra como sendo a semente e quando Deus se agrada Ele causa essa semente a brotar e trazer fruto para a vida nos corações daqueles que Deus escolheu em Cristo.

 

 

A sequência de eventos é algo como isto: um pecador ouve um apregoador enviado por Deus a anunciar o Evangelho. No começo estando morto em ofensas e pecados o pecador não consegue verdadeiramente compreender o Evangelho – ele permanece morto. Ele pode até compreender alguns factos do evangelho na sua mente (na sua mente natural) mas na realidade estes permanecem como sendo simples factos um conhecimento natural. Ele nunca vem a ver Cristo através dom da fé, nem consegue ver como Cristo se manifesta no Seu poder e graça, nem sente a experiencia da vida eterna que existe em Cristo pela residência e ocupação do Espírito Santo no coração. Este pecador ouve somente a palavra do Evangelho na sua forma exterior, ele ouve vários factos e pode até vir a compreendê-los num certo degrau, (ele acredita mas com uma persuasão natural) como sendo correcto com o intelecto natural mas de qualquer forma o seu coração permanece-se inalterado continuando morto espiritualmente. E este estado de incredibilidade pode-se permanecer durante vários anos até ao dia da sua morte. Outros se não são os eleitos de Deus ficarão neste estado até o dia da morte. Algumas pessoas colocam-se debaixo da pregação do Evangelho pelas suas vidas fora mas nunca são salvas pelo ouvir do Evangelho. Porque não é o ouvir da Palavra no exterior que salva. É isto que é importante de se reconhecer, O Filho de Deus tem que nos falar no interior em ordem de nos acordar para a vida.

 

Para os eleitos de Deus há uma altura que foi escolhida através da soberania de Deus, através da pregação do Evangelho em que Deus se agrada em regenerar essa pessoa para a vida. Dando-lhe um coração novo e garantindo-lhes fé para acreditar na verdade que ouve. Nessa altura a palavra deixa de ser recebida na sua forma exterior e passam a ser recebidas no interior, palavras vindas do Espírito Santo cheias de vida e poder. Tendo sido alarmado pelo Evangelho para a verdade do dia do julgamento, tendo sido acordado para a condição que se apresenta; pecador perante Deus. Tendo sido convencido de pecado e justiça, agora, sendo nascido de novo pela Palavra de Deus (sendo transmitida pelo apregoador mas também pelo Espírito interiormente dentro do coração), esta criança eleita de Deus recebe fé e por essa fé ele vem a ver Cristo na Sua realidade no Evangelho e acredita em Cristo na verdade abraçando-o para a salvação para a libertação da ira que há-de vir. As palavras que antes ouvia no Evangelho eram recebidas como palavras mortas mas agora são recebidas no seu coração como palavras vivas o que era um mistério é lhe agora revelado, sendo nascido de novo sabe quem é Cristo, o poder de Deus como é revelado no Evangelho.

 

Pode agora ver e compreender a razão para todos aqueles que questionam a importância da pregação do Evangelho na salvação que de facto é correcto em reconhecer que a regeneração é um acto soberano do Espírito Santo de Deus e os que afirmam esta verdade estão correctos em reconhecer também que o Evangelho quando anunciado pelo homem pode permanecer como uma palavra morta, palavras simples que somente enchem a mente mas nunca entra no coração durante a vida. 

Como é errado separar aquilo que Deus uniu. É errado separar o novo nascimento pela obra soberana do Espírito de Deus quando este é efectuado pelo ouvir do Evangelho ou a palavra de Deus quando apregoada.

 

É errado reagir a erros como os dos evangelistas modernos quando eles colocam uma forte ênfase na habilidade do homem para acreditar pela sua suposta ‘livre-vontade’ e de uma natural habilidade para acreditar se não rejeitarmos também a ênfase em pregar o Evangelho para a salvação como se propusesse uma natural habilidade da parte do homem para acreditar. As escrituras ensinam repetidamente e em vários lugares que a salvação é inteiramente obra de Deus, mas que Deus usa a loucura da pregação do Evangelho para salvar aqueles que acreditam.

 

Quem são eles que acreditam?

São os eleitos de Deus escolhidos em Cristo antes de o mundo ter sido criado sendo por Cristo redimidos na cruz para serem soberanamente nascidos de novo pela providência do Espírito e Palavra de Deus, “Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.1Pedro 1:25. Deus usa a pregação do Evangelho para salvar o Seu povo. Mas nem todos que ouvem o Evangelho com o ouvir exterior serão salvos, pois por natureza estão mortos em ofensas e pecados, mesmo assim Deus se agrada em tomar essa palavra exterior que é apregoada por aqueles que Ele por Sua vez enviou para pregar e usa essa palavra falando no coração aqueles que Lhe pertencem pelo Seu Espírito Santo, acordando-os e garantir-lhes fé para que eles possam acreditar na palavra para a salvação das suas almas.

 

No livro de Ezequiel capítulo 37 nos lemos sobre a visão que ele recebeu a respeito do vale dos ossos e como Deus comandou Ezequiel a profetizar sobre esses mesmos ossos para que eles pudessem viver. Teve o Ezequiel alguma habilidade para trazer aqueles ossos para a vida? Ó podem as palavras de um simples homem trazer vida para aquele que está morto? Não, claro que não afirma qualquer pessoa de bom senso. Somente o poder de Deus é que pode trabalhar tal milagre não acha. Mesmo assim neste caso da visão de Ezequiel Deus se agradou em mostra o Seu poder em ter o Seu profeta pregando para os ossos. Deus nesta respectiva visão trabalhou afim de trazer os ossos de novo para a vida através da pregação de Ezequiel. Tendo esta visão como imagem e tipo da pregação do Evangelho e sua proclamação para pecadores mortos em ofensas e pecados ‘ossos sequíssimos’ que estão totalmente dependentes sobre a gratuita graça divina de Deus para receberem vida. O poder para que isto se realize não depende do pregador (pastor) ou na sua eloquência e escolha de palavras mas sim do Evangelho pregado e quando aplicado poderosamente pelo Espírito Santo no coração do ouvinte que neste caso é eleito por Deus de acordo com o Seu mesmo propósito.

 

Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.João 5:25. É esta a forma usual que Deus usa do qual se agrada em salvar pecadores – através da palavra de Deus, através da pregação do Evangelho, não só na palavra “Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.1Tessalonicenses 1:5.

Aquele Evangelho que marca e demonstra a Pessoa e Obra do Senhor Jesus Cristo. Aquele Evangelho que Paulo não se envergonhava pois “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.Romanos 1:16.

 

Alguns podem se contentar com excepções a esta regra e apontam para as excepcionais conversões como a de Saul na Rua para Damasco (Actos 9), o que de facto é verdade que Deus pode e tem salvado certas pessoas em casos semelhantes e excepcionais por uma intercessão directa do Evangelho vinda do Céu. Deus é soberano e Todo-poderoso. Mas também vemos que este tipo de conversão não é usual ou a forma que Deus se agrada em trabalhar. Não podemos agarrar a excepção de um dos apóstolos e derrubar aquilo que Deus declarou nas escrituras sobre a pregação do Evangelho. Deus se agradou pela pregação do Evangelho em salvar aqueles que acreditam e é por isto que Deus através dos tempos tem enviado pregadores do Evangelho para o proclamar em poder através do Espírito Santo para que pecadores eleitos venham a ouvir quem é Jesus Cristo, o Salvador de pecadores para serem nascidos de novo pela palavra de Deus através do poder do Espírito Santo e por Deus receberem fé para acreditar no Senhor Jesus Cristo para a salvação das suas almas. Não é surpresa nenhuma em compreender agora o porquê de Paulo escrever, “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

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Trabalho de Ian Potts

Dezembro 3, 2007

 

Tradução feita por Luís Gomes

 

Desde do capítulo 9 até o capítulo 11, Paulo considera aquelas pessoas que Deus escolheu para salvar. Estas pessoas são escolhidas não de acordo com nascimento da carne mas sim escolhidas em Cristo antes da fundação do mundo que em tempo presente seja qual for a geração que se encontra. São nascidas pelo Espírito Santo. São um povo espiritual, as crianças da promessa figuradas pela antiga Israel porém não pela nação segundo a carne mas sim um povo escolhido entre ambos os Judeus e Gentios. Como podemos ler em Romanos 9:6-8Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência.

 

Paulo tende referido em Romanos 2:28-29 que o Judeu não é aquele que se apresenta no exterior ou um que nasce fisicamente Judeu mas sim um que é Judeu no interior sendo circuncidado no coração nascido pelo poder e vontade de Deus pela obra do Seu Espírito, Paulo regressa novamente a esta verdade mas agora no capítulo 9 onde ele realça que Deus tem elegido salvar um povo extraídos dos Judeus e dos Gentios que colectivamente formam a Israel espiritual de Deus: “Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo; Aí serão chamados filhos do Deus vivo.” Romanos 9:24-26

 

São estas pessoas escolhidas de ambos os povos; Judeus e Gentios. Dos quais pertence e se aplica as promessas de Deus que foram feitas a Abraão e a sua posteridade. A promessa de salvação e da herança no mundo que há-de vir. São estes os verdadeiros Judeus, e o povo de Deus. Esses que são levados a terem fé em Cristo. Porque a salvação vem pela graça de Deus através da fé de Jesus Cristo que este povo é salvo. Não por obras do homem. Paulo em capítulos 9 e 10 tendo destacado a verdade sobre o povo que Deus salvou, expõe agora em contraste a justiça que é da lei da qual a velha Israel procurou alcançar com a justiça que vem pela fé da qual o povo de Deus é salvo: “Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço; Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido.Romanos 9:30-33

 

Salvação não vem pelas obras da lei nem pela virtude do nascimento carnal mas sim através da fé de Cristo, “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” Note que este verso se refere a salvação e não a justificação pois são duas coisas totalmente diferentes. Somos salvação por termos fé em Cristo mas nós que cremos não somos justificados pela nossa fé em Cristo mas sim pela fé de Cristo fomos justificados.  

 

Aquele povo composto de ambos Judeu e Gentio que lhes é mostrado o seu pecado suas inabilidades de se poderem salvar por si mesmos e de adquirir justificação ou de conseguir guardar a lei de Deus são lhes ensinados o quanto necessitam de misericórdia. São estes que Deus traz e os leva a invocar o Seu Nome para a salvação e todos aqueles levados que invocarem o Nome do Senhor serão ouvidos: “Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo.Romanos 10:12-13.

 

Esses que Deus salva, o Seu povo, a verdadeira Israel de Deus são um povo de fé e um povo eleito para a salvação nascidos de novo pelo Espírito de Deus recebendo o dom da fé para invocarem o Nome do Senhor para a salvação acreditando em Cristo e no Seu trabalho dando a Sua vida por pecadores no madeiro.

 

Mas o que é que significa invocar ou chamar o Nome do Senhor? Porque é que Paulo expressa o Nome do Senhor aqui?

 

Nós lemos sobre o nome do Senhor noutras passagens das escrituras como por exemplo em Filipenses 2:9-11

 

Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.”

 

Aqui nesta passagem lemos sobre aquele dia que há-de vir em que todo o joelho – todos os homens, mulheres e crianças – irão se dobrar perante o Senhor Jesus Cristo. O dia em que todas as línguas irão confessar: “Que Jesus Cristo é o SENHOR”. E que dia que este será. Que tremenda confissão, que glorioso louvor a Deus Pai e Aquele que Deus exaltou elevadamente, Jesus Cristo Seu Filho.

 

Mas note novamente como esta passagem foi escrita. Diz, “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho”

 

Porque é que as escrituras se exprimem desta forma? Porque tal como em Romanos 10:13 o nome de Jesus é acentuado, “um nome que é sobre todo o nome” porquê? Em primeiro lugar por causa do quanto a Pessoa do qual o Nome se refere e o quanto é exaltado acima de tudo e o quanto é glorioso. Considerando assim o significado do Nome de Jesus e também a verdade. A verdade contida no Seu Nome. Não é só o Nome do qual chamamos para sermos salvos mas devemos chamar pelo Nome do Senhor acreditando na Verdade que Lhe simetriza. Não é só ao Nome de Jesus que todos os joelhos se dobrarão mas também a verdade que Ele representa. Pois Jesus disse: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6). Jesus é a Verdade e o Seu santo Nome declara essa mesma verdade.

 

O nome ‘Jesus’ é um nome Grego da forma Hebraica ‘Josué’ ou ‘Jeho-shua’, que na sua raiz significa ‘Deus Salva’. Não só o Nome declara a Sua divindade mas declara-o como sendo Deus que Salva. É a esta verdade que todos os joelhos se irão dobrar – que Deus Salva. Que somente através de Jesus Deus salva pecadores; que a salvação Lhe pertence por inteiro do começo ou fim. O homem permanece passivo sem parte alguma em que exercer a sua vontade ou querer – este trabalho é todo da autoria de Deus – porque é Deus que salva.

Quantos homens que ainda se encontram no estado natural, nas suas condições libertinas e na obscuridade dos seus corações pecadores rosnam contra esta verdade. Como eles odeiam esta verdade. Como os seus espíritos detestam esta verdade. Verdade que acerta a salvação de pecadores de uma forma dogmática e absoluta pela soberania de Deus. Como o homem natural quer por força ter parte do processo de se salvar. Como o seu orgulho surge e luta contra esta simples verdade que a salvação não lhe deve nada nem dele está dependente mas sim de Deus e da Sua graça. O homem por natureza julga-se digno e a sua arrogância o leva a pensar que tem de contribuir algo. Este não gosta de estar fora ou de se ver passivo no trabalho de Deus, ele quer ter qualquer coisa para fazer, algum que possa contribuir – não importa o quanto seja insignificante. Ele tem que ter algo. Sejam as suas obras por rezas ou pela sua presença em rituais religiosos uma decisão que tenha tomado, em seguir Deus até mesmo a sua simples aceitação do Filho de Deus ‘Jesus’ a sua vontade de acreditar; algo! Ele tem que ter uma pequena parte na sua salvação. Embora confesse a sua necessidade de ser salvo por Cristo, no fim ainda lhe resta uma parte de si, seja um porcento ou cinquenta do qual ele se agarra não depositando toda a sua confiança em Cristo mas sim em si mesmo. A natureza pecadora do homem, o seu orgulho juntamente com a sua arrogância o leva a não confessar que ele está completamente sem valor, totalmente perdido e inteiramente cego a verdade, (morto em trespasses e ofensas). Ele consegue ir longe mas não até o fim. Ele se dobra a verdade do Salvador Jesus Cristo mas não a verdade do Seu Nome: Jesus, ‘Deus Salva‘. Pois Deus Salva e salva todos aqueles a quem Ele quer absolutamente, por completo sem o trabalho algum por parte do homem (Judas 1:18).

 

Homem nenhum no seu estado natural consegue dobrar o seu joelho a esta verdade nunca aceitando que ‘Deus Salva’, que a salvação é inteiramente da autoria e obra do SENHOR sendo por Sua escolha absoluta e Sua descrição (Romanos 9:15 “Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.”); que Deus fará tudo para salvar o pecador por Si mesmo escolhido em Cristo ou então não fará nada. E se não faz nada; Deus deixa esse mesmo rebelde na sua hipocrisia transbordando de orgulhoso próprio obstinado a revelação da verdade seja ele religioso ou não – para descobrir no dia do julgamento que os trapos imundos da sua mesma justiça que em vida procurou alcançar nunca poderiam lavar os seus pecados – virá a descobrir que a salvação tem que ser inteiramente alcançada numa outra base e não por mérito das suas obras ou trabalhos que julga ser aceites por Deus. Nesse dia virá a descobrir o quanto necessita do sangue de Cristo para poder lavar os seus pecados e apresentar-se limpo perante um Deus Todo-Poderoso; esse homem será levado a ver mas para ele já é tarde, que é verdade que ‘Deus Salva’ e somente Deus. Então nesse dia o joelho se dobra perante a verdade até mesmo quando o SENHOR DEUS do Céu e da Terra lhe entrega a eterna sentença e a Sua ira sobre ele. 

 

Como é misericordioso em se ser liberto de tamanha ilusão. Que magnifica graça que Deus revelada quando prende um pecador na sua rebeldia e lhe abre os olhos para o Evangelho e para a verdade do Nome que é superior a todos os outros nomes. Como é maravilhoso ser levado ao fim de nós mesmos e ao fim de pensarmos que podemos nos salvar pelos nossos trabalhos ou boas acções. Como é magnifico que Deus Salva pecadores das suas néscias ilusões e de ser levado por Deus a ver que a “Salvação pertence ao Senhor“, como é bom ser levado a dobrar o nossos joelhos e confessar a Deus que nós não somos nada que excepto Deus nos mostre misericórdia e nos perdoe nós ficaremos para sempre perdidos nos nossos pecados; “O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:13) tal como este publicano que ao serem levados a chamar pelo Nome do Senhor e é desta forma que serão salvos (Romanos 10:13), porque ‘Deus Salva‘.

Ó que grande salvação que Deus trouxe através do Seu precioso Filho – Senhor Jesus Cristo. Esta salvação foi proposta por Deus Pai em eternidade quando Ele escolheu um povo em Cristo do qual Ele os iria em tempo redimir, chamando a isto “segundo a eleição da graça.” (Romanos 11:5); esta salvação foi efectuada pelo Deus Filho “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:6-8), quando deitou a por terra a Sua vida no lugar do Seu povo Cristo carregou no Seu corpo os pecados deles morrendo sobre a cruz consumindo a ira de Deus contra o pecado para que Ele possa libertar o Seu povo do pecado e da condenação garantindo-lhes assim vida eterna em Si; e esta salvação trazida pelo Filho de Deus é aplicada pelo Espírito Santo para todos aqueles que Deus desperta da morte para a vida garantindo-lhes fé para poderem olhar para o Salvador que sofreu e sangrou no lugar deles. Isto afim para que possam descansar perpetuamente em Cristo e na justificação de Deus em Cristo que Deus lhes atribui para suas contas. Este tripulo trabalho de Deus Pai, Filho e Espírito Santo marca a gloriosa verdade que ‘Deus Salva’, somente pela graça. É a esta verdade que o povo de Deus são movidos pelo trabalho do Espírito Santo a dobrar o joelho e a confessar perante o Nome de Jesus que ‘Deus Salva’, que Jesus Cristo é Senhor para a gloria de Deus Pai.

 

Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2:9-11

 

O trabalho de salvar pecadores é inteiramente executado por Deus – princípio e fim. Todos aqueles que vêem a conhecer esta tremenda salvação; todos aqueles que são despertos da morte para a vida pela obra irresistível do Espírito Sant;, todos aqueles que foram tirados das trevas para a luz da inimizade para a paz para com Deus e por Deus retirados do caminho do pecado para o abençoado caminho da justiça em Cristo tirados da miséria para a alegria retirados de uma vida egoísta para uma vida vivida para com Senhor Jesus Cristo e para Sua glória; todos aqueles escolhidos por Deus entre Judeus e Gentios; todos esses de bom agrado se dobram e adoram livremente o Salvador, ‘a Ele que é a Verdade’ e simultaneamente a esta verdade que ‘Deus Salva’. Para todos esses que o fazem não serão ignorados “Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo.Romanos 10:12-13.             

 

 Quer o homem confesse esta verdade e dobre o joelho perante o Rei eterno nesta vida ou que ele venha somente a ver esta realidade no dia do julgamento: porém o dia virá quando todos os homens, mulheres e crianças irão dobrar os joelhos perante a verdade que ‘Deus Salva’ porque “a salvação pertence ao Senhor” … “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho

 

E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” Mateus 1:21

Amem.

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