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Trabalho de Ian Potts

Novembro 7, 2007

 

Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o fazRomanos 14:6.

 

No meio do capítulo 14 da carta para Romanos Paulo no verso 5-6 considera o guardar de dias. O guardar de certos dias especiais é um assunto, digamos antes assim, é um vírus do qual penetra rastejando com doce e suave toque na religião. Os Judeus debaixo da lei foram comandados para guardar o sabá (Sábado) tal como muitos outros dias de importância cerimonial para a adoração de Deus. Os crentes Gentios em Roma que por vez nunca esteve debaixo da lei como uma aliança exterior como os Judeus de outrora queriam começar a guardar dias especias. Portanto o que foi costume e usual para alguns era prática invulgar e estranha para outros. Alguns em Roma se encontravam fortemente convictos que deveriam de continuar a guardar o dia de Sábado ou outros dias tal como outrora os Judeus haviam guardado. Outros não viam a necessidade. Alguns sentiam que a pratica de separar um dia aparte em sete afim de se devotarem a Deus era de grande importância. Outros sentiam que deveriam de tratar todos os dias da semana da mesma forma.

 

Opiniões sobre este assunto eram não só diversas como fortes na sua natureza, desta mesma forma como outrora foi também agora nos dias de hoje podemos observar em varias dominações este mesmo erro. A confusão que foi instalada por alguns ainda permanece. Muitos estão completamente convencidos de umas coisas e outros de outra. Alguns por exemplo guardam muito especial o dia do nascimento e morte do Senhor em certos dias todos os anos. Outros sentem que certas práticas não são comandadas pelas escrituras reconhecendo que certas práticas são influenciadas pelas tradições e caprichos dos homens. Argumentos de contra e favor podem ser fortes mas a verdade tem de ser encontrada na Palavra do Senhor e não em tradições.

 

É este mesmo assunto que Paulo adere nestes dois versos, argumentando quer um guarde o dia ou não o guarde esse crente deve guardar como sendo para o Senhor. Debaixo e sobre a Nova Aliança os crentes não estão debaixo da lei para que tenham de guardar o Sábado ou outro qualquer dia em particular de relembrança (tal como a Páscoa). Contudo isto não quer dizer que o guardar de certos dias é errado. Paulo procura salientar que o guardar ou não guardar de certos dias não é errado em si e não deve de ser razão para divisão entre os crentes. Paulo destaca a importância de evitar contestar sobre dúvidas (14:1) desta natureza. O que importa é como um se aproxima e guarda esse dia (o que é que é importante nesse dia), guarde ou não tudo deve de ser feito como se fosse feito ao Senhor.

 

Houve uma vez que me foi perguntado sobre o dia de Sábado.  

 

Esta foi a pergunta juntamente com o seu contexto: “tu mencionaste que o guardar do dia de Sábado não é especialmente mencionado no Novo Testamento em contra partida nove dos outros mandamentos são citados. Existe então alguma aplicação sobre isto? Me parece que é omisso porque o dia de Sábado (ou dia de descanso) foi principalmente instituído em Criação, i.e. Deus trabalhou em seis dias e no sétimo Deus descansou. Quais são as tuas ideias na pratica no guardar do Sábado nos dias de hoje, por exemplo: te contentarias em ir as compras no Domingo? Se não, então explica porque não?

 

Vejamos esta pergunta sobre o dia Sabá ou Sábado ao realce da luz do ensinamento de Paulo em Romanos 14. Em primeiro lugar é significante observar que o comando de guardar o dia de Sábado não aparece no N.T. isto é porque essencialmente o guardar do dia de Sábado era uma figura e tipo no A.T que apontava para aquele descanso que os crentes têm em Cristo. Os crentes antes de virem a Cristo, encontram-se debaixo da lei espiritualmente falando e na lei trabalham. Mas quando conduzidos a fé os seus ‘seis dias de trabalho’ vêem ao fim e o crente entra no descanso de que Deus instituiu tendo sido crucificado com Cristo e ressuscitado com Cristo para o outro lado da morte. Então o crente está em descanso realizando e reconhecendo que o Sábado era nada mais que uma figura. Eis que no N.T com o nascimento de Cristo e o Seu trabalho tendo sido terminado na cruz, pela Sua morte o Sábado veio ao fim. Por isso nós lemos em Mateus 28:1E, no fim do sábado” que corresponde a ressurreição do nosso Senhor. Este verso não só se refere ao fim daquele sábado em particular mas sim refere-se ao fim do guardar do Sábado ponto final.

 

Existe um descanso apontado por Deus para o Seu povo e podemos ver essa mesma figura pelos acontecimentos do povo de Israel após ter saído do Egipto e após ter recebido a lei por Moisés.

Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?” (Hebreus 3:17) e por que é que Deus se indignou “e a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?” (Hebreus 3:18) desobedientes? Porquê? Vejamos: “E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade.” (Hebreus 3:17), por que o povo não acreditou em Deus, isto significa que eles não tinham fé em Deus. Mas eles não ouviram o Evangelho? Não, quem disse isso, “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.” (Hebreus 4:2)

 

Visto, pois, que resta que alguns entrem nele, e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência,” (Hebreus 4:6), note caro leitor algo importante nesta passagem que é destruída pelo tradutor português e digo isto porque na KJV este erro não acorre. O mesmo verso na KJV o que é um melhor trabalho de tradução do que aquele feito por os tradutores portugueses, infelizmente tenho que admitir, o final do verso diz ‘por causa de desobediência‘ mas na KJV o verso lesse-se “Seeing therefore it remaineth that some must enter therein, and they to whom it was first preached entered not in because of unbelief:” note, não por desobediência mas sim por não acreditarem. O que é não acreditar, não é isso não ter fé. Julgo que sim. Vejamos, não foi Abraão justificado pela fé e fé que recebera de Deus para acreditar nas promessas que Deus lhe deu assim Abraão olhando para Aquele (Cristo a prometida Semente) que lhe foi prometido acreditou. Não foi preciso lei nem guardar o Sábado contudo Abraão entrou no descanso de Deus. Mas Abraão obedeceu a Deus quando Deus lhe pediu para oferecer o seu único filho como sacrifício. Sim mas esta obediência foi obediência pela fé que possuía em Deus pois ele contava Deus capaz de trazer o seu filho do mundo dos mortos, contudo isto foi para mostrar Abraão aquilo que Deus iria fazer através de Cristo. Se assim não fosse as escrituras não poderiam dizer “Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.” (Hebreus 4:10)

 

Como é que veio estas promessas a Abraão, foram elas pelas obras da lei ou por obediência? “Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.” (Romanos 4:13

 

Se um crente pode por razão de guardar ou não guardar gabar-se perante os seus irmãos e orgulhar-se por ter feito algo que outros não fizeram, julgando-se melhor por ter guardado o Sábado porque a lei diz para guardar o sétimo dia, pensa por a sua obediência a lei vai poder entrar no descanso de Deus, este não só está enganado como o véu que se encontra no rosto de todos os judeus quando leiam as escrituras encontra-se também no seu coração. Se não fosse como pode as escrituras disser que homem nenhum se poderá orgulhar pelas obras da lei nem pelas obras da lei será justificado. Mas se um guarda a lei dias Sábados etc., então a justificação não lhe é atribuída por obra e graça de Deus nem é recebida pela fé mas sim lhe é recebida como divida. Mas isto é impossível Deus diz que a justificação é por graça e não pelas obras da lei “Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada.” (Romanos 4:14), o quê vamos fazer a morte de Cristo um acto inútil? Claro que não e se assim é como é que querem juntar ao trabalho de Deus os seus mesmos trabalhos de guarda ou não guardar a lei. Pela lei “nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” (Romanos 3:20)    

 

De acordo com o mencionar do Sábado na Criação, é verdade que em Génesis 2 menciona o Sétimo Dia juntamente em Êxodo 20 refere-se em relação com a lei do Sábado. Contudo é importante realçar que em nenhuma parte em Génesis o Sábado se encontra como lei. Encontre mencionado mas não é mencionado como uma lei que o homem teria de cumprir ou de guardar esse dia. Menciona sim o Sétimo dia em que Deus após a Criação descansou mas não como uma lei entregue ao homem. Somente após de Moisés ter resgatado o povo de Israel do domínio de Egipto e só após de ter entregado a lei (o que é uma aliança de obras “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3:19-21“). Nós nunca lemos sobre os patriarcas guardando o Sábado ou Sétimo no sentido de lei. Certamente na Criação o tipo e sentido do Sétimo dia é mencionado porque é o acontecimento da Criação de Deus e a figura daquilo que Deus trás na nova Criação da qual pertence o eterno descanso. A lei de Moisés certamente se refere a isto porque a lei do Sétimo dia é uma figura daquilo que havia de vir, (e foi feita como lei para nos ensinar que quebrar esse descanso por trabalhar é errado porque isso significa juntar o nosso trabalho com o trabalho de Cristo para a salvação – nós somos comandados para descansarmos no trabalho de Cristo). Contudo o facto permanece que em nenhuma parte em Génesis é nos comandado guardar o Sétimo Dia e note que as instruções e requerimentos para como guardar o Sétimo dia só é nós declarado pela lei.

 

Quando chegamos ao N.T nós temos varias referências sobre o Sétimo dia nos Evangelhos e no livro os Atos dos Apóstolos mas muitas destas referencias se referem aquilo que Cristo fez nos dias de Sábado coisa que desagradava os Judeus, (os judeus não gostavam porque eles viviam pela lei não por fé mas sim pela aliança de obras) que o acusaram de quebrar a lei do Sábado. Na carta para os Colossenses 2:16 do qual é significante realçar porque Paulo ensina a importância da libertação das coisas terrestres que alguns que entraram na igreja pretendiam colocar os crentes em cativo pelas coisas que outrora eram observadas e ainda são mas sim por aqueles que se encontram debaixo da lei pois estes não confiavam no trabalho realizado pelo Filho de Deus. Paulo procurava colocar o olhar dos crentes sobre coisas celestiais em Cristo, mostrando que os tipos e figuras terrestres já passaram com Cristo.

 

Somando, no N.T nós somos libertos da lei incluindo a lei do Sábado (Sétimo dia). O mencionar do descanso do sétimo dia na criação não altera este facto porque a posição do crente é de morto para este mundo presente para esta presente criação vivendo em Cristo. Em Cristo ressuscitado para a nova vida para o outro lado da morte. O que pretende há esta vida presente é nada mais que uma sombra em comparação á realidade que nos é entregue na nova criação em Cristo. O sétimo dia figura aquele descanso eterno que nós temos em Cristo. Em Gálatas 6:14 Paulo diz-nos que o mundo está crucificado para ele e ele para o mundo. Se assim é ele está crucificado para todas as coisas que pertence a este mundo incluindo a observação de dias santos e sétimos dias. Nós que cremos não estamos debaixo da lei (nós estamos mortos para a lei e para este presente mundo). Como crentes temos de estar convictos da nossa posição em Cristo. Pois Cristo nos transportou para o outro lado da morte. Já não somos deste mundo nem da posteridade de Adão mas sim celestiais no Segundo Homem Cristo. Nós somos chamados para mortificar os actos da carne e se assim é nós nos consideramos morto para a carne, mortos para o mundo e para tudo que é terrestre. Tipos e figuras com as suas sombras serviram o seu propósito no Antigo Testamento mas agora a realidade já veio a verdadeira luz já veio, nós deitamos fora as coisas antigas e andamos na liberdade que há em Cristo nosso Salvador.

 

Mas em prática como é que todas estas coisas funcionam? Obviamente apesar do nosso estado em Cristo ainda temos a carne e ainda estamos neste mundo (apesar de não sermos deste mundo) e temos semanas com dias e noites … e por esta razão apesar de não estarmos debaixo de uma obrigação legal para guardar o dia de Sábado, estando morto para a lei, de qualquer forma o princípio de um dia de descanso em sete enquanto neste mundo é um agradável. Fisicamente e espiritualmente neste mundo e em muitas formas temos essa necessidade. Também é agradável adorar o nosso Senhor todas as vezes que possamos e em termos um dia por semana separado especialmente para esse fim sem que haja uma distracção pelos nossos trabalhos diários ajuda bastante. A situação histórica deste país por exemplo (Inglaterra) que oferece o domingo como descanso para muitos é algo de se agradecer e eu me alegro e voluntariamente marco esse dia aparte para adorar Deus. Sendo o primeiro dia da semana que é o dia que Cristo ressuscitou dos mortos (não o sábado mas um dia em sete e um dia bom para relembrar a ressurreição do nosso Senhor).

 

Sendo possível assim evitar trabalhar e fazer compras em tal dia ajuda pois tais coisas podem me distrair da adoração que pretendo oferecer a Deus nesse dia. Tal como Paulo diz em Romanos 14:6, “Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz“. Nós não estamos sobre uma obrigação legal para guardar um dia entre sete e por isto não deveríamos de ser julgados por outros que vêem as suas liberdades em Cristo de forma diferente ou por aqueles que lhes faltam liberdade porque ainda estão debaixo da lei e não em graça cometendo-se em trabalhos. Que estimemos um dia acima de um outro ou não quer que observemos um dia por semana em diferencia dos outros dias ou um dia anual ou não nós devemos de o fazer para o Senhor, tudo em fé, tudo para a Sua glória. E que tudo seja livremente de boa vontade do amor que temos para Cristo nosso Salvador.

 

Existe alguns que reconhecem que o crente já não está debaixo da lei do Sábado que do qual tratam o Domingo tal como outro dia (excepto por atender a uma assembleia numa uma vez ou duas nesse dia). Bem eles têm essa liberdade para o fazer mas outros preferem o contrário achando melhor elevar todos os dias á mesma marca invés de trazerem tudo para um só dia como os de outros. Mas como não podemos trazer todos os dias e os elevar a marca desejada por causa de termos de trabalhar para sustentar família quem tem família, ir as compras etc., apesar de querer mais de que um dia, talvez dois ou três e separá-los para adorar Deus, apesar disso não deixamos de agradecer por esse um só dia da semana em que temos a liberdade em o separar e nesse dia adorar Deus, não só privadamente mas como publicamente. É bom em poder pelo menos tratar esse dia de uma forma diferente – em dar o nosso tempo livremente ao Senhor. Se tu gostas de colocar a tua mente em coisas celestiais colocando aparte tudo que é terrestre então não é em observar o Sábado porque a lei te comanda mas sim de boa vontade oferecer o teu tempo ao Senhor que essa vontade seja originada pelo amor que tem para com o Senhor que te amou primeiro e deu a Sua vida por ti.

Como um dia de descanso nós nos podemos relembrar aquele eterno descanso que nós temos em Cristo que no libertou da escravidão para a liberdade como crianças da luz que caminham pela luz do rosto de Cristo no poder de uma vida eterna em Cristo. Tendo morrido pelos nossos pecados ressuscitou como o Primeiro dos mortos no qual temos a nossa vida e ser.   

 

Quer guardemos um dia ou não, não seja isso causa de disputas. Vivemos sim pela fé cada dia e todos os dias fazendo tudo como seja para o Senhor e que possamos nos reunir sempre com os nossos irmãos, quer seja no primeiro dia da semana, no segundo ou outro qualquer para ouvir a palavra do Senhor no Evangelho de Deus adorando-o sempre em fé pela fé que nos ofereceu e por fim que tudo seja feito para o louvor do Seu Santo Nome.

 

Paulo escreve assim:

 

Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.

 

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz.

 

O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.

 

Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.”                                                                                    

 

Amem.

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Trabalho de Ian Potts

Novembro 7, 2007

 

Tudo o que não é de fé é pecado.” Romanos 14:23

 

No capítulo 14 na carta para Romanos, Paulo considera varias relações. Relações como as que existe entre os irmãos na fé e os que se encontram fracos na fé. Paulo descreve também a liberdade que cada um dos crentes tem em Cristo para que se possa partilhar ou não de certas coisas. Coisas tais como o de comer de certas carnes. Paulo revelando estas coisas demonstra o contraste que existe entre as coisas terrestres que são temporárias com as coisas que correspondem ao Reino de Deus como sendo celestiais e eternas. Constantemente e repetidamente por toda a parte neste epistolo para os Romanos e aqui neste capítulo em particular a atenção é colocada sobre Cristo e sobre o Seu Evangelho.

 

A forte ênfase que Paulo coloca neste capítulo é que muitas das coisas que os homens se consomem com preocupação e se apontam fazer tal como o caso de regras e leis que por fim sãos por estas que se julgam uns aos outros. É tudo isto de pouca importância e consequência (14:14). O que é importante na verdade é o realçar do motivo que nos leva por detrás daquilo que fazemos para que tudo que fazemos seja feito como fosse feito ao Senhor sempre originando-se pela fé: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.Romanos 14:23. Todos devem de considerar que Cristo é tudo em tudo.

 

Muito daquilo que os homens colocam importância em religião, muitas das suas praticas colocadas sobre outros, muitas das pratica e padrões só origina lugar para o julgar e condenar de outros e tudo isto é originado pela invenção da carne (imaginação do homem) sendo terrestre e não celestial. Pode-se parecer correcto mas no fim faz o homem em se aproximar de Deus pelas suas obras e vontade da sua carne. Os resultados destas coisas, práticas e regras de conduto segundo a vontade e obra do homem não devem nada á liderança do Espírito e muito menos ao que se classifica caminhar pela fé. A carne na sua concupiscência facilmente quer ter parte e entra adulterando as coisas que são de Deus. Em contra partida nós somos chamados para andar no Espírito e não na carne. Para andar pela fé e não pela vista. Tudo que não é de fé é pecado. Tudo que seja feito? Tudo que façamos seja bom ou mau, pode parecer bom exteriormente aos olhos dos homens mas se não for pela fé é pecado.

 

A fé é a regra pela qual o crente caminha neste mundo e nesta vida, “o justo viverá da fé.” (Romanos 1:17). Este princípio é aplicável em todos os aspectos da vida de um crente. Eis o porquê que Paulo alerta e encoraja os crentes a serem completamente convencidos nas suas mentes (14:5) a respeito das suas atitudes diárias para viver sempre para o Senhor, “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (14:8) sabendo que pertencemos ao Senhor e para que tenhamos uma limpa consciência perante Deus sobre o comportamento diário reconhecendo que  “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” (14:12). Paulo relembra os seus irmãos da morte e ressurreição de Cristo por eles para que Cristo seja Senhor sobre eles “Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.” (14:9) e eis que é a Cristo e somente a Cristo que devem qualquer consideração sobre as suas condutas e não a qualquer outro homem… então porquê que é que eles se julgavam uns aos outros, porque é que nós nos julgamos uns aos outros?

 

Paulo relembra os mais fortes entre os irmãos para que estes sejam atentos e cuidadosos daqueles que são fracos e para que não façam coisas que possam levar os mais fracos a tropeçar. É melhor abster de certas coisas mesmo que nada de mau se pareça em as fazer para não ofender aquele que é mais fraco na fé, “Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.” (14:21). Da mesma forma Paulo adverte para se evitar em discórdias sobre dúvidas das coisas carnais e inconsequentes para a vida na fé. Aqueles que são noviços na fé normalmente tornam-se obstinados e extravagantes nas suas conversas, referindo-se sobre as coisas que eles julgam que outros crentes devem de fazer nas suas vidas diárias. Aqueles mais fortes na fé que por sua vez são mais sabidos são advertidos por Paulo para por um fim a esses tipos de disputas carnais e assim evitar que os irmãos mais fracos façam ofensas pelas suas condutas, e para que se relembrem constantemente de serem atentos e cuidadosos dos seus irmãos sobre a vida da fé que é construída sobre coisas celestiais. Para olhar sempre para Cristo o autor e fundador da fé.

 

Por fim Paulo conclui em erguer o olhar dos irmãos das coisas do reino terrestre, das inconsequentes coisas sobre comida e bebida e do guardar de dias para a esperança da fé da qual o Reino de Deus se apresenta.                                                  

 

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.

 

Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.Romanos 14:17-19.

 

Que Deus se agrade em oferecer graça continuamente ao Seu povo para que este caminhe neste mundo na fé tendo suas afeiçoes não em coisas carnais e temporárias mas sim em Cristo e no Seu Reino. Que o povo de Deus pela Sua graça e paz não se julguem uns aos outros mas sigam as coisas que trazem e edificam o Corpo de Cristo. Pois o justo viverá da fé e o que não é da fé é pecado.

 

Amem.

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