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Archive for the ‘Romanos 5’ Category

Trabalho de Ian Potts

Novembro 1, 2007

 

Tradução por Luís Gomes

Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.Romanos 5:21

Que a graça de Deus reine…

Este verso que se apresenta perante nós marca o contraste entre dois reinos – dois domínios, dois poderes, e o efeito de cada dos reinos: um para a morte e o outro para a vida eterna.

O contraste entre estes dois reinos não poderia ser mais real, e vivido. As consequências não poderiam ser mais opostas, e a sua importância destacada em superabundância.

Um reino reina para a morte e o outro para a vida eterna.

O primeiro é o reino do pecado. E como este reina sobre o homem e como é devastador as suas consequências – morte… quanto longe vai o efeito do pecado e o quanto é vasto este reino. Este pecado cativa e governa os corações dos homens. Como nós podemos ler em Romanos 5:12:

Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Todos nós temos pecado. Não há nem uma pessoa que não tenha sido um subordinado deste reino e que não estivesse sobre o seu domínio. Este reino entrou no mundo por uma só pessoa, por Adão quando ele se virou do seu Deus seu Criador em desobediência e rebeldia. Passando este efeito e domínio sobre toda a sua posteridade. Todos nós nascemos com a mesma natureza da qual Adão caiu, e dando-nos uma natureza pecadora, rebelde e egotista a carne fazendo o homem desobediente a Deus. A consequência do pecado foi dar entrada a morte neste mundo. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Nós não podemos escapar as consequências do pecado – morte – como também não podemos ignorar nem escapar a ‘causa’ do pecado nem os seus efeitos perpétuos sobre tudo que fazemos e dizemos.

O pecado reina este mundo e a humanidade encontra-se acorrentada sem poder de fuga. Não só nós nos encontramos acorrentados a este reino pútrido como a morte tem domínio sobre nós. Não só vemos os efeitos da morte nos nossos corpos pelo envelhecimento, mas também pelo sofrimento e pela amargura. Doenças, cansaço, miséria em todos os dias da nossa vida são alguns dos seus efeitos. Sabemos bem qual é a conclusão de tudo isto. Sendo o seu resultado inevitável – morte. Mas há uma outra morte.

A morte espiritual. Esta é semelhante a morte natural. Apesar de andarmos pelo mundo e de respirar e ter pulso, para Deus estamos como mortos. Vemo-nos sem vontade para nos virarmos a Deus. O pecado guia-nos numa outra direcção. A verdadeira relação que o homem tinha para com Deus foi quebrada quando Adão mudou de direcção afastando-se de Deus. O SENHOR Deus andou com Adão no jardim, mas quando o pecado entrou no mundo Deus expulsou Adão da Sua presença deixando um intervalo entre o homem e Deus do qual homem nenhum consegue por si mesmo atravessar. A causa deste espaço foi o pecado e o efeito do pecado foi a morte não só natural mas como também a morte espiritual.

Quando Adão escolheu virar a costas a Árvore da Vida que estava no meio do jardim em comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal – pelo comer daquilo que desejava para se tornar deus, – Génesis 3:5Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” Ele escolheu um terrível caminho que o levou a morte física e espiritual. Ele escolheu em colocar-se sobre o domínio de um outro reino invés do domínio de Deus, toda a humanidade ficou prisioneira pela sua decisão. O homem na sua ganância por poder desejou governar-se a si mesmo, mas com isto o seu pecado tomou as arredias assumindo o poder e o homem caiu em escravidão. O pecado cobiça e motiva as intenções do homem sempre numa só direcção – sempre para longe de Deus e daquele Único em que há vida. O pecado conduz o homem na direcção oposta de Jesus Cristo que é a vida eterna, para a morte, porque o pecado reina para a morte.

Mas que reinado que o pecado tem sobre nós. Como nós somos escravos dele e sobre o efeito alicio que ele tem sobre o homem. Não só o pecado tem reinado, mas de boa vontade aceitamos o seu domínio. Não só somos incapazes de nos virar contra o pecado e virar-nos para Deus, mas como estamos sempre sem vontade de o fazer. Como disse Adão no jardim, – Génesis 3:10E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.” Nós escolhemos sempre este caminho.

Como Paulo escreve em Romanos 3:10-11Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.”

Nenhum de nós pode disser que é inocente porque tal como o nosso pai Adão aceitamos de boa vontade a queda, porque nós dissemos sobre Jesus Cristo o Filho de Deus, Lucas 19:14Mas os seus concidadãos odiavam-no, e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós” e no nosso orgulho e ganância por poder, procuramos colocar-nos sobre o trono de Deus.

Nós iremos reinar, não acha.

Não será desta forma que os nossos corações falam.

Que parvoíce é esta, que leva o pecado a nos cativar desta forma irresistível, tornando-se indiscutível o domínio que tem sobre nós levando-nos para a morte.

Mas graças ao SENHOR isto não termina assim falando de um só reino. Dêem louvor ao SENHOR porque há outro reino, um reino glorioso no poder de Deus e com resultados diferentes daquele do pecado. Apesar do reino do pecado em toda a sua majestade com o seu efeito devastador e vicioso a humanidade não se encontra desculpada pois é de boa vontade que o aceita trazendo a si mesma a morte pelo pecado. Mas agora a graça de Deus reina na justiça em Cristo para a vida eterna para todos aqueles que acreditam, como podemos ler no verso 5:21 da carta de Paulo para romanos.    

Romanos 5:21 ” Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”

Na verdade Deus seria justo em deixar o homem sem fuga, sem qualquer forma de salvação, como também seria justo se Deus destruísse a Sua criação com todas as criaturas rebeldes que se têm virado contra Ele, mas apesar disto tudo Deus escolheu ser gracioso. Deus é um Deus que gosta de mostrar misericórdia, sendo perseverante como um Deus de amor salvando o Seu povo e graciosamente enviou o Seu Filho para redimir e libertar o Seu povo das correntes e domínio do pecado. Porque há um reino muito mais poderoso do que o do pecado – o reino da graça. Podemos agora ver o contraste destes dois reinos, o pecado reina para a morte, mas a graça de Deus reina para a vida eterna.

O reino do pecado foi o reinado da rebeldia e desobediência do homem perante Deus, do qual trouxe a morte. Mas o reino da graça de Deus mostra o favor que Deus oferece ao homem sem este ter qualquer mérito a fim de o salvar e lhe dar vida eterna em Jesus Cristo apesar da sua rebeldia.

Um reino começou com o homem (Adão) e o outro com Deus. Um reino traz morte mas o outro reino traz vida eterna. O anterior foi ganho pela acção e mérito do homem, mas o de agora é recebido sem mérito, sem qualquer preço, oferecido ao homem sendo uma oferta de Deus sem qualquer aparente razão a não ser a Sua misericórdia e amor para todos aqueles que Ele escolheu. Um reino foi escolhido pelo homem através da sua livre vontade, mas o outro é oferecido livremente por Deus através da Sua Soberania. Um reino está debaixo da lei exigindo obras e condenando o homem pelas suas ofensas, mas o outro reino existe sendo oferecido a pecadores arrependidos, tendo-lhes sido perdoado todos os pecados e ofensas.

Mas que contraste entre estes dois reinos. Podemos agora ver que apesar do reino do pecado ser muito soberbo e poderoso o reino da graça de Deus é muito mais. Apesar do poder e forca que o pecado tenha, este não se pode comparar com a graça. Mesmo forte que seja o domínio do pecado sobre o homem, este não pode fazer frente a Deus todo-poderoso em salvar pecadores. Porque nós podemos ler em Romanos 5:20Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; ” mesmo que por a ofensa de um (Adão) muitos estão mortos “Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. ” (Romanos 5:15), e “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.” (Romanos 5:17).

O reino e o poder do pecado não importa o quanto forte é porque quando Deus destina a Sua graça sobre um pecador a fim de o salvar nada o pode fazer frente quanto menos o vencer, porque quando o reino da graça tem domínio todos os outros reinos são postos de fora. Porque o pecado não terá domínio sobre nós, (aquele que acredita e foi justificado em Cristo) como podemos ler em (Romanos 6:14) “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.”

O facto é este: o homem não tem poder em se libertar do domínio do pecado. A única esperança do homem em ser liberto é a Graça de Deus. O pecado encontra-se no homem, tendo total controlo sobre ele dominando-o e motivando-o. Somente através de um acto da Graça de Deus em o libertar e em lhe retirar o pecado, afim de nunca mais se poder ver, é que o homem pode ser liberto desse domínio. Uma simples alteração de carácter não tem efeito sobre o domínio do pecado nem forca para o libertar das correntes do qual o prende. Não há obra nenhuma nem esforço por parte do homem em viver justamente que o possa libertar da tirania do pecado do qual ele se encontra. Os melhores actos da humanidade muito nobres que sejam, até mesmo actos de caridade que se possa fazer são sempre contaminados com o pecado para com Deus. Não são nada mais do que trapos sujos. Como disse o profeta Isaías.

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” (Isaías 64:6)

As nossas melhores obras estão banhadas em pecado.

Alguns se viram para a lei a fim de poderem controlar o pecado e viver agradando a Deus. Estes pensam que se conseguirem alcançar os requerimentos da lei que vão poder ganhar favor com Deus, mas não poderiam estar mais enganados. Quando o homem que é pecador se coloca debaixo da lei este fica longe de poder controlar o pecado porque a lei inflama e revela esse mesmo pecado. Longe de levar esse homem a vida, a lei mostra-lhe o quanto ele é maligno no seu coração e por fim o condena. Como nós podemos ler em Romanos 5:20Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; ” não para controlar mas sim para que a ofensa abundasse. Foi por isso que Deus deu a lei, para mostrar ao homem o quanto ele é pecador. Para que a ofensa abundasse, para que o homem seja condenado e para que ele fuja para Aquele que o pode salvar e libertar do pecado e morte. Este que salva e liberta é Jesus Cristo que foi crucificado pelo povo de Deus. A lei pode até marcar um ponto para a justiça do qual Deus requer do homem e exige afim que ele nela viva. Mas quando o homem se coloca debaixo da lei o conhecimento que ele recebe por experiencia não é de justificação mas sim de condenação pelo seu mesmo pecado. Foi por esta mesma razão de certos homens quererem viver debaixo da lei que Paulo escreveu na carta para romanos – “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. ” (Romanos 3:20). E novamente em Romanos 7 – “E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.”

Não há nada de mal com a lei de Deus. O problema é o pecado que existe dentro de nós e o efeito da lei sobre o pecado.

A lei é Santa como podemos ler na observação de Paulo nos seguintes versos.

E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.” (Romanos 7:12-13)

Quando a lei veio o pecado abundou como nos é dito em Romanos 5:20. A lei não providenciou nenhuma forma de libertação do pecado, mas sim fez as coisas piores afim de poder mostrar-nos o nosso pecado.

Mas dêem louvor a Deus que agora há isenção do domínio do pecado. Há um outro reino muito mais poderoso – o reino da Graça de Deus. Como é magnífico observar nas vidas daqueles que Deus salvou pela Sua graça. Quando lhes foi aplicada a lei mostrando-lhes o quanto são corruptos por natureza. Demonstrando-lhes o pecado e as suas inabilidade de se poderem salvar do reino e domínio do pecado por eles mesmos. Não há pecado tão grande nem pecador que a Graça de Deus não alcance. Porque onde o pecado abundou a Graça abundou muito mais.

A graça reina e que reinado. Como poderosa é a garça de Deus. Como é grandioso este reinado e o reino do céu. Quantos são os habitantes? Numero que homem nenhum consiga contar. Mas a graça e o reino não pode ser considerado fora Daquele que o garante que é Cristo. Como o pecado com o seu reino não pode ser considerado fora daquele que por ele o pecado entrou no mundo, este sendo Adão – mas a graça de Deus veio por meio de um Homem – Jesus Cristo nosso Senhor. É este facto que faz a graça ainda mais deslumbrante e o seu reino triunfante. O primeiro homem é terrestre e com ele trouxe o pecado e a morte, mas o segundo Homem, o ultimo “Adão” que é do céu trazendo consigo a justiça eterna, Cristo o Filho de Deus sendo Homem e Deus tanto divino como humano. Sendo Deus soberano por toda humanidade e criação, e sendo assim Rei dos Reis e Senhor. Eis o porquê que a Sua graça reina pois é a graça de um Rei soberano e eterno. É graça soberana de Deus em Cristo e Cristo é Rei oferece-a essa mesma graça a quem Ele deseja. Como se lê na carta de Paulo para romanos –

Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.” (Romanos 9:15).

Ó como é bom ser recipiente desta graça divina e estar debaixo do Seu reinado.                         

A graça reina sim, mas reina em através da justiça de Deus.

A graça reina através da justiça mas não reina isolada.

A misericórdia de Deus para com o homem não vem ao custo da Sua mesma justiça. A graça de Deus reina através da justificação na justiça de Deus. Sem justiça o reino não poderia existir nem poderia vencer o reino do pecado. O pecado tem de ser tratado para que Deus seja justo e o justificador de pecadores. Novamente se afirma que a graça reina mas reina em justiça.

O tema central do Evangelho é a justificação e a revelação da justiça de Deus. São estas mesmas revelações que dão poder ao Evangelho, e eis a razão de Paulo ao escrever, “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Romanos 1:16). Porquê? “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé,“.

É esta a revelação da justiça de Deus que da o poder ao Evangelho. É através da Justiça de Deus em Cristo que os pecados do Seu povo são julgados, sendo Cristo o Salvador e o libertador do poder e reino do pecado. É através da revelação da justiça de Deus na redenção efectuada por Cristo, que leva Deus a justificar o Seu povo livremente pela Sua graça. Tendo compreendido esta magnífica revelação da justiça de Deus, podemos agora ler o que Paulo escreveu na carta para Romanos 3:24-26

Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus

Deus revela a Sua justiça no Evangelho quando julgou o pecado e o seu reino, destruindo esse mesmo domínio do qual o Seu povo era subordinado no substituto – Seu Filho Jesus Cristo. Cristo quando sofreu e morrer no lugar deles libertou-os do pecado, morte e da condenação, fazendo-os justos perante Deus em Si mesmo. Agora esse povo é justificado pelo Seu sangue e morte na cruz. Eis que Deus justificou o Seu povo “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus

Foi Deus que fez isto ao Seu Filho. Só há um Homem que poderia morrer no lugar de pecadores a fim de os redimir do reino do pecado, e esse Homem é Jesus Cristo. Só Cristo é que os poderia libertar do pecado. Porque Ele não tinha pecado, sendo perfeito justo e santo. Deus que tomou em Si mesmo a forma e natureza humana do homem em perfeita união com a Sua divindade, foi feito em todos os aspectos tal como nós, mas sem pecado. Deus Incarnado – Jesus Cristo, sendo somente Ele o único sacrifício perfeito e aceitável para com Deus a fim de morrer no lugar de pecadores.

E assim Deus declarou e declara a Sua perfeita justiça em julgar o pecado do Seu povo no Seu querido Filho sobre a cruz. Sobre aquele que foi feito – “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21)

Cristo nunca soube o que era pecado. Durante mais de trinta anos Cristo viveu e andou neste mundo. Nasceu como homem debaixo da lei, mas vivendo em perfeição. Cristo nunca pecou como nunca deixou de acreditar, obedecer, confiar e de adorar Deus Pai com todo o Seu coração mente e alma. Ele nunca pecou – Ele não sobe o que é pecado. Cristo foi feito debaixo da lei a fim de redimir aqueles que estavam debaixo da lei.

Cristo foi testado pela lei de Deus em todos aspectos e em total rigorosidade. Foi testado ao limite da justiça, mas nada Lhe foi encontrado que o condenasse. Porque Cristo foi e é perfeito tendo ampliado a lei fazendo-a honrada. Assim de livre vontade submeteu-se a morte sobre a cruz no lugar do Seu povo, mesmo sendo perfeito e inocente, e sem qualquer falha ou razão para condenação. Cristo submeteu-se a vontade do Seu Pai, dando-se a Si mesmo para ser levado por mãos de homens corruptos para ser pregado na cruz a fim de sofrer e morrer no lugar de transgressores.

Mas a pergunta surge, o que é que aconteceu quando Jesus Cristo foi pregado na cruz e erguido para morrer? O que foi que aconteceu quando a luz do sol foi escurecida a nona hora?

Isto foi um mistério do qual foi escondido aos olhos naturais do homem. O que é que aconteceu durante essas horas de escuridão enquanto Cristo sofria no lugar do Seu povo, foi uma tremenda transacção entre Deus Pai e o Seu Filho do qual nenhum homem natural poderia compreender. Esta morte não foi uma morte ordinária como muitas outras, não senhor, nem foi um sofrimento banal. Quando Cristo sofreu sobre o madeiro não foi a dor e sofrimento natural que o matou, mas sim a ira de Deus que Lhe foi derramada sobrenaturalmente. Isto tudo juntamente com o sofrimento de se tornar indirectamente no lugar do Seu povo, (sendo sido feito pecado). No madeiro, Cristo e o Seu povo foram feitos num só, unidos na morte. Como Eva foi retirada do lado de Adão enquanto ele dormia da mesma forma na morte de Cristo a Sua Noiva – Igreja – foram unidos a Ele e trazidos do Seu lado sendo lavados no Seu precioso sangue justificando e purificando-os de todos os pecados.

Na cruz Cristo se tornou um com a Sua noiva, unido com ela, sendo sido feito naquilo que ela era – pecado. O pecado dela traduziu-se para Cristo. As transgressões dela fizeram-se Dele quando Cristo as carregou no Seu corpo sobre o madeiro, e em resposta a ira de Deus Pai foi-lhe derramada dos cofres do céu sendo feito sacrifício para julgar o pecado a fim de serem totalmente consumados, destruídos, e apagado para sempre. Enquanto Cristo suportava a cruz para a alegria do que Lhe estava proposto – enquanto olhava para o Pai com fé na esperança da gloriosa ressurreição em justiça com o Seu povo justificado – Cristo tolerou por completo o castigo da justiça de Deus. Justiça esta definida por Deus contra todo o pecado e transgressões do Seu povo. Cristo tolerou e suportou horas de tormento, horas de sofrimento imaginável para nós.

Porquê? “pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hebreus 12:2)

Por fim Cristo poderia ver o esforço da Sua alma e se satisfazer. (Isaías 53:11) Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.

Através da morte Cristo justificou o Seu povo, gratuitamente pela graça. Pois graça não é barata, mas sim veio com um preço. A graça reina e Deus justifica o Seu povo livremente pela graça, mas vem com um custo, vem através da justiça. Cristo deu a Sua vida pelos Seus – foi este o custo. Mas porquê que Ele fez isto? Porque Cristo os amou. Como nós podemos ler no seguinte verso:

Mas Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Romanos 5:8-9)

  Foi por Cristo amar a Sua igreja que Ele deu a Sua vida por ela. “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,” (Efésios 5:25)

Quando Cristo morreu por aqueles que amou, Cristo colocou-se debaixo da justiça de Deus, e ao fazer isto a justiça de Deus foi declarada no Evangelho e Deus julgou os pecados do Seu povo de acordo com a Sua mesma justiça. Não só de acordo com a justiça da lei, mas de acordo com a justiça de Deus não só para justificar para a vida nem somente para este mundo, mas sim para o próximo mundo que há-de vir. Justificados para toda eternidade a fim de reconciliar um povo para com Deus, trazendo-os para Si mesmo. “Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença.” (Romanos 3:21-22)

Foi desta forma e é a única forma de que Deus poderia justificar o Seu povo e os libertar do domínio do reino do pecado. Foi desta forma que o reino do pecado foi conquistado e agora o reino da graça reina em triunfo. A graça reina mas sim através da justiça.

No madeiro Deus justificou o Seu povo livremente pela Sua graça. O amor de Deus foi destinado para com um povo que o não merecia, um povo rebelde dados ao pecado e subordinados do reino do pecado e da morte. Mesmo assim, Deus manifestou a Sua justiça na cruz através da fé de Jesus Cristo, a fim de destruir o pecado e o seu reino e libertando assim o Seu povo que se encontrava nele acorrentado. Deus mostrou compaixão e graça para com um povo que o não procurava e essa graça que lhes deu veio, mas veio por um preço – custou a vida do Salvador (Cristo). Cristo deu-se a Si mesmo por todos aqueles que Lhe pertencem.

(Gálatas 2:20) “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

A graça de Deus e gratuita para o Seu povo mas como podemos ver, esta graça veio através de um preço. Veio através da justiça de Deus executada sobre o Seu santo Filho quando Ele se apresentou no lugar do Seu povo, unido com eles a fim de os trazer através do julgamento para a vida eterna, levando-os através da Sua fé na promessa do Seu Pai. Na cruz a misericórdia e a verdade de Deus se encontraram, e a justiça e a paz se beijaram. Mas que ponto de encontro, e que grandiosa a reconciliação entre Deus e o homem. Esta reconciliação foi executada quando Cristo deu a Sua vida para que o Seu povo pudesse viver. Cristo foi feito pecado para que o Seu povo em Si fosse feito a justiça de Deus alcançando assim paz para com Deus.

(Salmos 85:10) “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.”

Através da obediência de Cristo, a obediência da fé, em dar-se a Si mesmo pelo Seu povo, eles agora são justificados em Si, livres da condenação, lavados de todos os pecados pelo Seu sangue, e justificados livremente pela Sua graça. Foi em justa justiça que Deus em Cristo julgou os pecados do Seu povo apagando assim os pecados pelo sangue de Cristo derramado na cruz. Não só os pecados foram julgados em Cristo e apagados, mas como também a natureza do pecado na sua forma natural recebida por herança através de Adão em destruindo tudo isto no corpo de Cristo enquanto no madeiro. Tudo foi consumindo na sua totalidade através da incendiada ira e indignação de Deus, fazendo aquele povo em Cristo perfeito como Cristo é perfeito. E por esta razão Deus é justo e o justificador de todos aqueles que acreditam em Jesus Cristo Seu Filho. Desta forma Deus mostra a Sua misericórdia para com o Seu povo e lhes garante perdão, e assim podendo salvar o Seu povo do pecado através da Sua graça – libertando-os do pecado.

(Romanos 6:6) “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. ” Agora reina a graça – através da justiça fazendo este reino vitorioso e triunfante. Reino que ultrapassa qualquer outro reino até mesmo o reino da morte e do pecado, porque foi Cristo que os conquistou através da Sua morte retirando a maldição do pecado por ter-se tornado maldição pelo Seu povo na cruz. E a morte não tendo força nem domínio sobre Ele, Cristo ressuscitou no terceiro dia com vida eterna como está escrito nas escrituras. Cristo agora vitorioso sobre todos ‘note’ não só um ou dois mas sim todos inimigos. Nada Lhe pode fazer frente nem de o impedir nem mesmo a morte teve poder sobre a graça e reinado de Jesus Cristo.

A graça reina e reina através da justiça para a vida eterna em Cristo nosso Senhor.

A graça de Deus tem um objectivo, um fim triunfante e magnifico – vida eterna. Em contra partida o pecado trouxe miséria e morte mas a graça traz vida eterna em Jesus Cristo. Mas que gloriosa revelação e esperança que é proposta ao que acredita – vida eterna, vida sem fim. Uma vida sem fim e sem morte. Vida livre da miséria e da tristeza liberta do domínio e reino do pecado.

E como é que veio este reino? E quem foi que o trouxe? Foi Jesus Cristo nosso Senhor. O autor e realizador o principio e o fim o Alfa e Ómega. A graça reina para a vida eterna porque Cristo é vida eterna – a palavra da vida como está escrito em 1João 1:2 Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada“. Conhecer Cristo é saber o que é a vida, conhecer Cristo é vida eterna pois Cristo é vida eterna. É isto que a graça traz – vida eterna em Jesus Cristo.

Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus. 1João 5:12-13

Ter vida eterna é ter Cristo. Ter Cristo é se estar em Cristo, e se nós estamos em Cristo, nós somos feitos na justiça de Deus em Cristo (2 Coríntios 5:21) porque nós somos justificados pela graça em Cristo e se justificados então justificados para a vida.

(Romanos 5:18) “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida

E se tudo isto é verdade sobre nós então estamos agora sobre o domínio de um novo reino – o reino da graça tendo sido libertos do reino do pecado e da morte por Cristo.

Ó que libertação. Ó que preço.

 A graça reina através da justiça. Cristo morreu no lugar do Seu povo afim de os poder salvar. Cristo suportou a cruz apesar da vergonha (Hebreus 12:2). Porquê? “pelo gozo que lhe estava proposto“.

Que gozo é este? De poder salvar o Seu povo da morte e do pecado e de os reconciliar para com o Pai.

Ó que gloria.

Romanos 5:21Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.

Quem são aqueles que têm vida eterna? São todos aqueles que Deus escolheu em Cristo muito antes de este mundo ter sido feito, a fim de serem salvos por Cristo, o autor e consumador da fé. Leia como Paulo explica em Efésios 1:3-12 ousadamente e escreve sobre o propósito de Deus em Cristo Jesus.

Romanos 11:5Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça.”

Adão através da sua desobediência trouxe o pecado e a morte resultando em condenação para toda a sua posteridade, mas Cristo que é o ultimo Adão através da Sua obediência trouxe justiça e justificação para a vida para toda a Sua posteridade segundo a eleição da graça.

Romanos 5:18Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida

Onde o pecado exuberou a graça exubera muito mais. Romanos 5:21Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.

Agora podemos perguntar a seguinte pergunta a nós mesmos:

Em que reinado nos encontramos neste momento? Do qual amamos mais – pecado ou graça? O que é que nos motiva? Qual é o governo que controla a nossa vida, pensamentos e acções?

Para onde é que nós vamos?

Será que nós sabemos o que é a graça e seu reino sobre nós? Será que já nos foi doada esta graça? Somos agora neste momento recipientes desta graça? Será que já gritamos por misericórdia e por graça? Será que já fomos levados pela obra e trabalho do Espírito santo a ver o quanto necessitamos de graça? Será que conhecemos e sentimos o reino da graça nos nossos corações? Será que o reino da graça de Deus reina sobre as nossas vidas princípio e fim?

Será que conhecemos o Rei Soberano, supremo e absoluto que nos concede esta maravilhosa graça? Somos nós habitantes do Seu reino? Será que conhecemos Jesus Cristo como Senhor e Rei de tudo e todos?

Será que podemos dizer com toda a firmeza tal como Paulo disse “também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor” Como é bom poder juntar-se a Paulo e disser “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20.

Que Deus abençoe a Sua palavra para a Sua gloria,

AMEM

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Trabalho de Ian Potts

Novembro 2, 2007

Tradução por Luís Gomes

Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.  E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação [substituição] ” Romanos 5:10-11

Paz com Deus. Paz

É para este maravilhoso lugar que infiéis e pecadores ímpios que foram justificados por Cristo são levados apreciar perpetuamente em Cristo. Tendo exposto nos dois últimos capítulos a justificação de Deus para pecadores, Paulo abre o capítulo 5 por declarar algumas das tremendas consequências dessa mesma justificação. Paz para com Deus acessível pela fé o que é a esperança de glória: “TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.Romanos 5:1-2

 Através do trabalho de Deus; Deus possibilita que o Seu povo se glorie em tribulações que por sua vês produz paciência levando-os a obter experiencia e esperança “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado“.

É aqui pela primeira vez na carta para Romanos que lemos sobre aquele amor, aquele amor precioso e eterno de Deus pelo qual Deus se agrada em salvar pecadores. “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” 

Cristo morreu pelo Seu povo enquanto eles eram ainda pecadores repudiados de muitos e sem dúvida enquanto ímpios e corruptos por natureza, enquanto eram inimigos de Deus e em inimizade para com Deus, com suas línguas cheias de amargura e danação; rápidos em derramar sangue sem medo de Deus nos seus olhos, (Romanos 2:10-18) isto quando eles eram pecadores. “E o caminho da paz eles nunca souberam” – Cristo morreu por eles. Deus os justificou e sendo justificados eles agra encontram paz para com Deus. E “Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.” [Substituição] Romanos 5:9-11.

Quando Deus justificou o Seu povo pelo sangue de Cristo levou-os a receber paz eterna. A ira de Deus que existia e que se inflamava constantemente contra os pecados do Seu povo foi por Cristo completamente apagada sendo assim que a justiça foi satisfeita e inimizade entre o povo de Deus foi retirada do caminho e a paz reina em perfeita harmonia. Todos que estavam em Cristo foram reconciliados para com Deus. Mas como? Aqui no capítulo 5 Paulo abre o terreno da reconciliação ou tal como se pode chamar pela substituição.

 

A grandiosa transacção  

Uma das mais grandiosas verdades encontradas no coração do Evangelho é este trabalho de Cristo na substituição. Onde Cristo se pôs no lugar do Seu povo sofrendo o julgamento de Deus contra os pecados deles, isto para que eles fossem feitos justiça de Deus em Cristo.

É este trabalho de substituição do qual Paulo considera na carta para romanos no capítulo 5 desde o verso 10 até verso 21. A mesma descrição deste trabalho se pode encontrar na segunda carta para 2 Coríntios verso 5:21, verdade esta que pode ser sumarizada neste seguinte verso:

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.”

Esta verdade é de facto gloriosa, cheia de riquezas sem fim – Jesus Cristo o Filho de Deus, perfeito, impecável Cordeiro de Deus, aquele que nunca soube o que é pecar de livre vontade foi para a cruz onde o Deus Pai lhe colocou os pecados do Seu povo. Fazendo Jesus Cristo ser pecado por nós para que nós sejamos a justiça de Deus em Cristo. Como? Através do Seu sofrimento debaixo do derrame da ira de Deus contra o pecado que Nele foi imputado, até que todo o pecado fosse apagado e retirado do caminho do Seu povo – deixando nada a não ser a pura justiça de Deus em Cristo para que o Seu povo sejam feitos vivam em Cristo.

Martin Luther descreveu este mesmo trabalho de substituição como sendo ‘a grande troca’, em que Cristo tomou o lugar dos pecadores para que eles possam tomar o lugar de Cristo e serem reconciliados para com Deus. De facto a palavra ‘reconciliado’ traduzida em Romanos 5:10 ou a palavra ‘reconciliar’ em 5:11 na língua original grega tem como palavra raiz katallage do qual significa essencialmente, ‘através de troca‘ ou substituição.

A reconciliação é o efeito da troca mas a principal ênfase da palavra katallage no grego é sobre a causa que produz o efeito – pecadores reconciliados para com Deus por ‘através da troca’ de Cristo por eles fazendo Cristo pecado para que eles fossem feitos a justiça de Deus em Cristo.

Unidos com Cristo na morte todas as mudanças foram feitas em Cristo: Cristo tomou em Si o estado do Seu povo, para que eles sejam feitos como Ele é perfeito – justos. Cristo que não sobe pecar, mas foi feito pecado. Deus julgou esse pecado no Seu Filho em derramar a Sua ira Nele que o Seu povo por lei Lhes devia, Romanos 5:9Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” Salvos da ira de Deus por obra da fé de Cristo.

Deus tendo – Romanos 8:3Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;” para nunca mais ver o pecado e que a morte ficasse sem força e sem domínio, erguendo-se novamente num estado de perfeita justificação juntamente com o Seu povo. Foi Cristo que sofreu, e foi Cristo que morreu tendo como resultado a libertação do Seu povo do domínio das trevas dando-lhes entrada para a luz: da morte para a vida, da escravidão para a liberdade da vida eterna e justificação infinita em Cristo. Sim: Cristo morreu para que eles tenham vida. Mas que grande salvador.

Romanos 6:23Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.

 

Pecados e pecado

Note por um momento o trabalho de Cristo em substituição. Não só carregou em Si os pecados do Seu povo (1Pedro 2:24) como também os actos impiedosos por eles feitos, actos derivados das corruptas naturezas dos seus ímpios corações. Pecado é o resultado da natureza do homem, então não é só o que eles fizeram, mas também o que eles são por natureza. Foi tudo isto que Cristo carregou em Si e foi por esta razão que Cristo foi feito pecado.

O pecado foi o que entrou no coração do homem quando Adão caiu lá no jardim, pelo qual a morte entrou no mundo pelo resultado dessa queda. (Romanos 5:12)

Foi este estado que Cristo retirou na substituição que é posto em vista em Romanos 5, que através da obediência de Cristo morrendo no lugar do Seu povo os faz justos e justificados. Este trabalho é posto em contraste com a desobediência de Adão que pelo qual o pecado entrou no mundo e muitos foram feitos transgressores.

Romanos 5:12-19Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.  Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos   

E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justifica Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.

Cristo não só sofreu por causa dos pecados do Seu povo, mas como também foi feito pecado, para que Deus no julgamento destruísse a causa do pecado, ‘o pecado em si mesmo‘ no substituto do Seu povo sobre a cruz.

Romanos 6:6Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.

Romanos 8:3Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;

Ó que profundezas e distancias que levou o Salvador a salvar o Seu povo dos seus pecados e os libertar da escravidão do pecado. O quanto que Ele sofreu por aqueles indignos para que eles venham a saber e conhecer esta grande salvação. Mesmo assim, apesar do anúncio desta tremenda verdade nesta mensagem, e do anunciar da cruz de Cristo para muitos que perecem, é uma parvoíce, mas para os que acreditam é o poder de Deus para a salvação. Para muitos, uma armadilha, e para o homem no seu estado natural é ofensivo. Mas para nós, diz Paulo em – 1 Coríntios 1:18Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

Enquanto Cristo suportava a amargura do julgamento de Deus na cruz, Cristo carregou os pecados do seu povo no Seu próprio corpo sendo feito pecado. Mas tem de ser dito com grande clareza que Jesus Cristo enquanto viveu na terra nunca pecou por Si mesmo. Cristo nunca, nem uma só vez teve um pensamento maldoso. Ele nunca fez nada por Si mesmo que o levasse a ter de pagar preço ou castigo. A razão para o qual Cristo sofreu foi: invés do Seu povo como substituto.

Todos os pecados que Cristo acarretou foram Lhe imputados sendo estes os pecados do Seu povo e não dele. Ele nunca cometeu pecado por Si mesmo, como dizem as escrituras – 1 Pedro 2:22O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.” Foi Deus que o fez pecado, mas de qualquer forma Cristo nunca pecou. Muitos teólogos têm procurado uma forma de poder explicar este mistério, que Cristo “o qual nunca cometeu pecado” poderia ser feito pecado, mas Ele nunca por Si pecou. Podemos agora compreender claramente e afirmar que os pecados do povo de Deus foram Lhe imputado para a Sua conta por Deus Pai. Sabemos que as escrituras não falam desta mesma imputação, mas o facto permanece. As escrituras são bastante claras quando afirmam que Cristo suportou os pecados do Seu povo no Seu corpo, 1 Pedro 2:24Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” Invés do Seu povo, no lugar deles e por eles, Ele sofreu. Através de uma transacção; em uma troca Cristo foi feito pecado por nós que acreditamos Nele – 2 Coríntios 5:21Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus

As escrituras apresenta-nos a verdade mas não quer dizer que têm de ser apresentadas de forma lógica com intelecto natural deste mundo. São para serem acreditadas de forma espiritual com a fé que Deus nos dá quando nós nos abatemos a revelação de Deus como se apresenta nas escrituras.

Escritura nenhuma usa o termo imputação em relação aos pecados que Cristo suportou, mas sim que Ele levou em Si os pecados na cruz. Esta afirmação pode parecer uma contradição, mas eu garanto que não é o caso.

Cristo carregou os pecados em si e foi feito pecado. Então surge a pergunta: como é que Ele nunca cometeu pecado? Bem, mesmo sendo um mistério do qual talvez nunca cheguemos a compreender na sua totalidade, mas não deixa de ser verdade. Tal da mesma forma nós podemos declarar que Cristo era homem por natureza, e também Deus ao mesmo tempo, ambas qualidades em natureza e em personalidade, e sendo Deus e pessoa divina, Cristo por natureza não poderia pecar. Talvez um enigma para a mente natural do homem, mas um facto verdadeiro e real de qualquer forma.

Um quebra-cabeças talvez e ofensivo para a sabedoria carnal do homem, mas assunto de grande alegria para todos aqueles que Cristo libertou do pecado. Para todos aqueles que Deus leva a submeterem-se perante a revelação do Seu Evangelho como está nas escrituras.

Teremos de ter cautela e reforçar o facto que Cristo nunca pecou, porque esta é a mais pura das verdades. Da mesma forma temos de colocar ênfase e não fugir da magnitude dos sofrimentos de Cristo, ao submeter-se na cruz afim de poder salvar o Seu povo. Mesmo sendo verdade que os pecados do povo de Deus Lhe foram imputados; postos na Sua conta.

Visto este facto referido acima sobre a imputação dos pecados do povo de Deus em Cristo, mesmo usando o esse termo, a verdade não foge do seu contexto, até mesmo quando stressado porque o seu significado se encontra por toda a parte nas escrituras. Cristo transportou os pecados do Seu povo não exteriormente mas sim interiormente, no Seu corpo, sendo assim feito pecado. Tal como Cristo mesmo sendo Deus eterno e a origem da vida e luz em carne morreu sobre a cruz.

1 João 1:2(Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada);

Enquanto Homem Cristo foi feito pecado, sendo esta a razão pela qual morreu, mas ao mesmo tempo permaneceu como Deus que é – ” luz, e não há nele trevas nenhumas.1 João 1:5. Para que o Seu povo se tornasse perfeito sem pecado como Cristo é perfeito. Isto teve de ser feito por meio do trabalho da Sua substituição. Cristo teve que se tornar naquilo que o Seu povo era, realizado pela troca, afim de poder condenar os pecados do Seu povo na Sua mesma carne. Para que eles sejam feitos na justiça de Deus em Cristo.

2 Coríntios 5:21Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

Esta é uma tremenda verdade. Verdade insondável do qual nós temos que fazer reverência e admirar que Cristo o Salvador de pecadores avia de livre vontade submetendo-se a tanto sofrimento e morte. Tudo pelo amor que tem pelos Seus. Mesmo assim, apesar de tudo que fez para poder salvar o Seu povo. Retirando todos os pecados que a eles pertencia. Retirou-os todos como sendo Seus, sofrendo como homem no lugar dos homens, como o Justo pelo injusto sobre o derrame da ira de Deus. Mesmo assim o glorioso Salvador nunca pecou nem nunca deixou de amar o Seu Pai. Nunca deixou de confiar no Pai e nunca abandonou a tarefa que Lhe tinha sido entregue e para o qual Ele veio – para salvar o Seu povo do pecado. É pela profundeza do sofrimento de Cristo que nós podemos ver a fé que possuía em Deus Pai. Tão maravilhosamente exprimida pelas palavras que Cristo falou enquanto na cruz. Palavras testemunhadas por Lucas em 23:46, ” E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou.

Dois tipos de Adão

Em Romanos capitulo 5 marca este trabalho de substituição e também mostra Cristo sendo o ultimo Adão, tomando o lugar do Seu povo que brotou do primeiro Adão. Paulo coloca em contraste os dois e o trabalho por eles efectuado. Por um homem, (Adão) o pecado entrou no mundo, e a morte pelo pecado. Mas o Ultimo Adão, (Cristo) pelo Seu justo acto de amor em dar a Sua vida no lugar do Seu povo, (aquele justo de 5:18) os salvou da ira, justificando-os pelo Seu sangue, (5:9) libertando-os da morte para a vida, (5:18) fazendo aqueles que eram pecadores justos (5:19) para que eles sejam reconciliados para com Deus pela morte de Cristo (5:10). Ó mas que amor este que podemos ver neste glorioso trabalho.

Através desta passagem é importante ver como Paulo faz contraste com os dois tipos de Adão juntamente com as suas respectivas posteridades. Paulo fala de Adão e de Cristo como sendo representantes de dois grupos de pessoas. O que é verdade sobre todos aqueles homens que estão representados por Adão é posto em contraste com o que é verdade sobre todos aqueles que se encontram no último Adão – Cristo.

Todos em Adão estão em contraste com todos em Cristo (“assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo1Corintios 15:22). Como toda a humanidade é a posteridade do primeiro Adão nem toda humanidade é a posteridade de Cristo. Este facto é bem visível nas passagens das escrituras. Exemplo de uma destas passagens: Romanos 9:6-13

É importante notificar e explicar o porquê que Paulo se refere a muitos serem feitos justos no verso 19 – pois nem todos são feitos justos mas somente a Sua posteridade. Mas o que é verdade sobre a humanidade sem excepção é que todos estão em Adão, todos pecaram e como resultado a morte passou a todos os homens. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Romanos 5:12).

Tendo representado este solene facto, Paulo passa a seguinte parêntese do verso 13 até 17 com o propósito de ilustrar como Adão e Cristo se representam como representativos de ambos os povos em questão referentes a ambas posteridades. Apesar de nem todos terem feito aquilo que Adão fez de qualquer forma como sendo o representante o seu acto de desobediência afectou-os a todos. Da mesma forma toda a posteridade de Cristo apesar de não terem feito o que Ele fez; mas Cristo sendo o representante do Seu povo pelo Seu acto de obediência em oferecer a Sua vida pelo Seu rebanho este acto afectou-os a todos tal como o acto de desobediência de Adão afectou a sua posteridade. Paulo mostra no verso 13 e 14 que não é a presença da lei que determina se um peca ou não porque quando nem sequer havia lei (desde Adão até Moisés) a morte sempre reinou e reinou porque o pecado ainda estava na humanidade governado os seus actos. Ao contrário de Adão que desobedeceu um comando que lhe foi dado por Deus e ao contrário daqueles que se encontram debaixo da lei que transgridem os comandos de Deus, aqueles desde de Adão até Moisés pecaram não contra um comando exterior (eis porque de não terem pecado a semelhança de Adão) de qualquer forma eles pecaram. O pecado ainda estava dentro deles e a morte reinava sobre eles. Eles não procuravam Deus virando-se contra Deus e vivendo de acordo com a volúpia e prazeres das suas mentes corruptas negando constantemente de livre vontade a revelação da verdade de Deus que Deus declarou pela criação do mundo e nas suas próprias consciências (Romanos 1:19-22, 2:10-16, 3:9-18). Então que estejam debaixo da lei ou não o pecado reinou e a morte pelo pecado. A lei nada fez para prevenir esta realidade. De facto quando a lei foi dada também foi dito; – “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse

Todavia Adão era nada mais do que uma figura ou tipo de Cristo “No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.Romanos 5:14. O que é apresentado pela desobediência de Adão e as consequências que por ele vieram e caíram sobre toda a sua posteridade é uma figura ou imagem daquilo que haveria de vir através de Cristo através da Sua obediência para toda a Sua posteridade. “Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.

E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus CristoRomanos 5:15-17  

Ó mas que tremenda diferença entre o trabalho de Adão e o trabalho de Cristo. Adão por um acto de desobediência mergulhou-se a si mesmo e toda a sua posteridade em condenação, morte e destruição. Mas através da oferta da graça por Jesus Cristo; toda a Sua posteridade apesar de esta ter cometido muitas ofensas são de qualquer forma justificados em Cristo. Recebendo abundante graça pela Sua intercessão e também a oferta da justificação que reina em Jesus Cristo. Pelo acto de obediência em obedecer a vontade de Seu Pai em ter oferecido a Sua vida pelo povo de Deus para que eles soubessem o que é a ” justificação de vida” (5:18) pelo derrame do Seu sangue (5:9). Eis “pela desobediência de um só homem” (no jardim) “muitos foram feitos pecadores” assim “pela obediência de um muitos serão feitos justos” (sobre a cruz 5:10). Pois o fruto da desobediência de Adão do qual ele comeu trouxe a morte mas ‘note caro leitor’ que o fruto da árvore da obediência de Cristo quando Cristo bebeu da taça a ira de Deus, Cristo conquistou e derrotou a morte trazendo vida eterna para o Seu povo. Que contraste não acha?  

É assim que Deus justifica os ímpios e este é o contexto do capítulo 5 – a morte de Cristo. A posteridade de Cristo “tendo sido justificados pelo seu sangue” (5:9). Cristo os justificou pela Sua perfeita obediência “sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:8) em dando a Sua vida como substituição no lugar do Seu povo sofrendo a morte que eles mereciam para que eles fossem feitos “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2Córintios 5:21). Onde é que entrou a lei? Foi a justificação alcançada pela lei? NÃO pela lei. Porque “se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde.“. A morte de Cristo trouxe a justificação para o Seu povo através do Seu sacrifício colocando-se como substituto deles pela Sua obediência para com a vontade do Pai.

Pois “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.Gálatas 3:13-14 

Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro.

Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um. Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes.” Gálatas 3:19-22            

Eis o porquê que nós não vemos a justificação ter vindo pela lei mas sim pelo derrame do sangue e morte de Cristo. Foi pela obediência de Cristo que o Seu povo foi liberto da lei e da condenação pois a lei veio “para que a ofensa abundasse” … “mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;” “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”

Dêem louvor e graças a Deus pelo substituto dos pecadores, por Aquele que se ofereceu como sacrifício pelos pecados de muitos como sendo o resgate e pagando o preço com o derrame do Seu precioso sangue e morte na cruz – o senhor Jesus Cristo. E dêem louvor a Deus onde o pecado abundou a graça abundou muito mais.

Mas eu pergunto ao meu caro leitor, o que é que sabe sobre está graça? Terá o Espírito de Deus feito o abundar desta graça em Cristo no seu coração? Onde se encontra o meu caro leitor neste momento; Será que se encontra representado por Adão ou em Cristo? Estará justificado ou condenado?

É Cristo o seu substituto? já foi reconciliado para com Deus pela morte do Seu Filho Jesus Cristo?      

Romanos 5:8 ” Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Romanos 5:6-7-8-9-10-11-12Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.

Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.  Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.  Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Romanos 5:18-19 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.                                                  

 

Amem.           

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