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Trabalho de Ian Potts

Novembro 2, 2007

Tradução feita por Luís Gomes

 

“… Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça?” Romanos 6:1

“… Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1:17

Paulo o apóstolo na carta para Romanos faz esta pergunta, “Permaneceremos no pecado, para que a abunde a graça?” – a resposta que ele nos dá é “De modo nenhum” na tradução inglesa na KJV 1611 esta mesma resposta encontra-se com uma mais forte ênfase dizendo “que Deus proíba” não só vemos esta resposta de Paulo de uma forma alternativa ‘de modo nenhum’ passando a uma resposta mais imperativa ‘que Deus proíba’. Mas voltando ao assunto, Paulo faz esta pergunta porque havia alguns quando ouviam os ensinamentos encontrados no Evangelho (ensinamento este que afirma que pecadores são salvos somente pela graça e não pela obediência á lei), concluíam por sua vez que os filhos de Deus se encontravam livres para pecar. Mas Paulo nega esta sugestão de forma enfática – “De modo nenhum” – “que Deus proíba” salvação é somente pela graça através da fé, e esta não guia vidas que permanecem em pecado nem a graça de Deus guia o crente a pecar, este o faz por sua mesma autoria.

 Alguns conluiem desta resposta de Paulo que ele está a reiterar a importância do crente em empenhar-se em guardar a lei de Deus. Eles dizem; para que o crente possa viver uma vida sem pecado, o que é visto por se quebrar os Dez Mandamentos, então o crente terá de ter “Lei Moral” (Os Dez Mandamentos entregues a Moisés no Monte Sinai) como sendo uma “Regra da Vida”. Estes que foram referidos (os inimigos da fé e da graça) insistem que a lei apesar de não ser a forma ou instrumento que leva o crente a ser salvo e apesar de já não o condenar nem de o amaldiçoar se este (o crente) falhar em a guardar (porque Cristo já foi amaldiçoado e condenado no lugar dos crentes), apesar disto, tem por função ensinar e instruir o crente a viver uma vida justa sendo assim útil como conselho ou guia para como viver justamente perante Deus – tornando-se assim é a Regra da Vida do crente, assim eles o dizem.

Contudo este argumento de muitos só confunde aquilo que Paulo argumentou em capítulos 3-5. O ensinamento de Paulo é que Deus salva pecadores através do Evangelho por meios de graça e que depois esses pecadores continuam a viver pela graça de Deus tendo como princípio a fé. A regra não é a lei mas sim a fé. É só pela fé que os exiges da lei são e podem ser consumados.

Como pode isto ser? Se o crente não se aplicar em ler o Dez Mandamentos e tentar moldar a sua vida sobre eles, como pode o crente viver uma vida cumprindo os Dez Mandamentos? Como pode o crente prevenir-se a não quebrar nenhum dos Mandamentos?

A simples resposta a esta pergunta é “através de Cristo“. O Evangelho é sobre Cristo, sobre quem é Cristo o que Ele tem feito e sobre a relação e união entre o crente e Ele. A vida do crente não fixando o seu olhar na lei mas sim “fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus.” (Hebreus 12:2). O crente vive pela fé olhando para Cristo sendo guiado pelo Espírito na união com Cristo o que é “tudo em tudo“.

O crente está “morto para a lei”, a sua carne está crucificada, o domínio e regra da lei já não existe, não porque a lei foi alterada ou revogada mas sim porque a carne morreu para a lei e o crente agora está erguido em Cristo no outro lado da morte. O crente é uma nova criatura tendo uma nova vida dentro de si, nascido do Espírito. É a isto que se chama o novo homem da graça. Esta nova vida em Cristo é governada por uma nova lei. Isto é a lei da fé, ponde de outra forma, a fé é a regra da vida, “como está escrito: Mas o justo viverá da fé“. Vida não poderia vir pela lei porque esta só condena. Por causa do pecado que esta na carne a lei tornou-se no “ministério da morte“, uma “palavra assassina” para o homem – de certeza que não foi de forma alguma uma “Regra de Vida”. A lei condena o crente a morte carregando a sentença até o seu final em Cristo e o crente tendo morrido em Cristo agora está morto para a lei. Agora a lei nada mais tem a dizer para todos aqueles que estão mortos.

Mas o justo viverá pela fé. Estão justificados pela fé; pela fé recebem o dom da vida eterna. Estas vidas que vivemos agora no presente são governadas pela fé. No capítulo cinco de Romanos fala do “reino da graça“. A graça reina através da justiça e é essa a justiça da fé como está revelada no Evangelho. Eis o porquê que o Evangelho revela a justiça de Deus aparte e sem a lei quando justifica pecadores pela graça através da fé mostrando assim a necessidade de todos aqueles que crêem em Deus a receberem vida por Ele a fim de poderem andar justos e justificados perante Deus em justiça. Então a Regra da Vida é o Evangelho e não a lei para todos aqueles que crêem.

Mas será que a criança de Deus sabe a diferença entre o mal e o bem não tendo a lei como sua regra ou princípio de vida? Como pode ele saber o que fazer em certas circunstâncias? Da mesma forma como Cristo viveu. Não por se virar a lei que não dá vida ou aos mandamentos escritos em pedra (papel) mas sim tendo uma constante relação com Deus em fé. Cristo viveu constantemente procurando fazer sempre a vontade do Pai em Fé e em reza. Da mesma forma o crente vive pela relação com Deus rezando e olhando para Cristo em fé esperando que o Espírito lhe guie. É verdade que o crente lê a bíblia que por sua vez e na sua totalidade é útil para a instrução do crente na justiça. Mas é pela operação e orientação do Espírito de Deus nessa mesma leitura da bíblia que abre o entendimento e aplica a palavra diariamente para que o crente possa aprender qual é a vontade de Deus na sua vida. Não de uma forma seca e dura mas numa forma vivente e apropriada de acordo com as constantes mudanças da vida desse crente.

Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.” (Romanos 7:6)

 

O novo homem da graça que nasce no crente é nascido de Deus e esta nova criação é justa como Deus é Justo. No novo homem os crentes são feitos “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. ” (2 Pedro 1:4) e esta nova natureza por si sabe instantaneamente o que é justo. A lei foi feita para o homem na carne não para o espírito. A lei foi dada para condenar o pecador na carne para mostrar o seu pecado fazendo-o fugir para os braços de Cristo a fim de ser salvo. Sendo assim esse homem que deposita as suas esperanças confiando em Cristo para a salvação da sua alma é lavado pelo Sangue do Cordeiro de Deus e a carne foi crucificada com Cristo na cruz.

Nos olhos de Deus só o que resta desse pecador crucificado em Cristo é o novo homem da graça porque Deus olha para o crente em Cristo porque Cristo retirou o pecado no corpo, na carne.

Ora, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.” (Romanos 8:10)

1 Timóteo 1:9-10 diz-nos “reconhecendo que a lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e insubordinados, os irreverentes e pecadores, os ímpios e profanos, para os parricidas, matricidas e homicidas, para os devassos, os sodomitas, os roubadores de homens, os mentirosos, os perjuros, e para tudo que for contrário à sã doutrina,” se assim é então o crente não esta debaixo da lei porque a lei não foi feita para ele. Mas não é a lei a regra da vida? Não, o crente anda por numa nova lei “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8:2), porque o crente salvo por Deus anda não pela carne mas sim pelo Espírito. Sendo justo este vive pela fé. 

Pois eu pela lei morri para a lei, a fim de viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a (pela) fé do filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Não faço nula a graça de Deus; porque, se a justiça vem mediante a lei, logo Cristo morreu em vão.”  Gálatas 2:19-21

‘relembro novamente o erro que existe na tradução portuguesa no verso 21 de gálatas. “vivo-a pela fé do filho de Deus” – e não pela minha fé em Cristo se tiver duvidas sobre este erro leia o artigo (a fé de Jesus Cristo) onde eu procurei a melhor forma de poder explicar o porquê destes erros nas novas traduções da bíblia e também nas traduções portuguesas.’   

Mas pode um crente andar pela fé e usar a lei como conselho e guia? De certeza o que a lei diz é beneficiário? Isto é verdade: tudo que encontra na lei é santo, justo e perfeito. Mas não é só um conselho é a lei – e não pode ser usada como guia ou regra de vida. Porque não? Porque apesar de o crente ter uma nova vida nascida pelo Espírito, apesar de a carne ter sido crucificada com Cristo, apesar disto até que o crente morra fisicamente ele ainda tem carne. A lei foi feita para a carne, sabendo que a lei exige justiça, esta em prática incendeia o pecado na carne. Quanto mais a lei exige da carne mais a carne peca.    

Apesar do exige da lei ser bom e espiritual, alcançando até os pensamento e intenções do coração o seu efeito sobre o homem é de originar ainda mais pecado a fim de atiçar maus pensamentos no seu interior. A lei retém sempre a sua maldição e o homem que se esforça em viver pela lei ou com a lei só irá trazer a maldição da lei sobre si. Esse homem é um devedor para toda a lei não só os dez mandamentos porque a lei não esta dividida mas é uma por inteiro. E este homem terá de a cumprir por completo em perfeição mas ele não consegue. A única forma de se poder cumprir a lei em justiça é morrendo para ela, ser libertado do domínio que ela tem e viver pela fé olhando somente para Cristo. Todos aqueles que se afirmam crentes de Jesus Cristo e ao mesmo tempo querendo um viver com a assistência da lei fazem o sacrifício de Cristo de não efeito. Cristo pagou por todos os pecados do Seu povo ou não? Claro que sim pois assim se afirma toda a palavra Deus. Então não há duas formas de se ver este assunto.   

Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.” Romanos 6:14

A lei exige obras do homem do qual ele se encontra incapaz de cumprir encontrando-se sem poder nem força de se subjugar a lei de Deus. Ele falha em cumprir a lei por causa da sua carne que é pecadora. A fé por sua vez descansa no trabalho concretizado de Cristo que consumou a lei e todos os seus demandes em todos os aspectos. Cristo libertou o crente da maldição da lei e do seu reinado para que o crente possa viver de uma nova forma de vida – Para viver pela fé. A fé submete-se a Cristo, confia e obedece-lhe deixando o crente andando neste mundo guiado pelo Espírito que o leva para toda a verdade que há em Cristo.

O nosso Senhor Jesus Cristo é o objecto da fé de cada crente e não a lei. Sendo casado com Cristo está agora morto para a lei. “Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos fruto para Deus.Romanos 7:4

Quanto mais a criança de Deus olha para Cristo, seu esposo, mais o homem interior (o homem de graça) cresce em graça assim subjugando a velha carne pecadora mortificando o pecado na carne. Por andar em fé a criança de Deus encontra o princípio da vida que resulta no cumprimento da lei em justiça deixando o pecado sem domínio que antes tinha controlo sobre a sua vida. Isto é uma vida vivida por completo pela fé. Não pela força do homem natural mas sim no Espírito somente pela graça. O trabalho é todo de Deus nada do homem. Ó que magnifica graça que se encontra no Evangelho de Cristo que é o poder de Deus para a salvação.

Que todo o povo de Deus se vire dos trabalhos da lei da força natural e do orgulho próprio pelas obras que tenham feito e descansem em fé no trabalho de Jesus Cristo, olhando somente para Cristo Aquele que nos libertou do poder e domínio do pecado, da morte e do inferno afim de nos dar vida em Si. Para que o Seu povo tenha vida eterna numa natureza divina, para todos aqueles que andam não atrás dos prazeres da carne e deste mundo mas sim atrás do Espírito no reino da graça.

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado. para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.Romanos 8:1-5           

Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Pois nem a circuncisão nem a incircuncisão é coisa alguma, mas sim o ser uma nova criatura. E a todos quantos andarem conforme esta norma, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus.Gálatas 6:14-16

Amem.

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Trabalho de Ian Potts

Fevereiro 11, 2008

 

Tradução feita por Luís Gomes

 

Que diremos pois? – Romanos 6:1

Paulo na carta para Romanos após ter revelado a doutrina de Cristo no Evangelho no capítulo 1 até capítulo 5, dá começo mostrando as consequências que se encontram nos outros três seguintes capítulos. Ele começa por fazer uma pergunta: Que diremos pois? … Na luz de tudo que já foi escrito, dado tudo do que foi declarado, quais são as consequências? Que diremos pois?

Um dos maiores precedentes trabalhos de Deus em Cristo apontados no seguinte capítulo é o dom da fé. Aquilo que Deus propôs e do qual o Seu Filho se cometeu, e agora o Espírito aplica a todos os quais Deus justificou em Cristo na cruz. Trazendo-os agora debaixo do som do Evangelho a ouvir a mensagem e a palavra das suas salvações. Levados pelo Espírito são feitos a converterem-se do pecado e pelo Espírito de Deus erguidos para a vida.

Convertidos e movidos a arrependerem-se, Deus garante-lhes fé para acreditar e descansar somente em Cristo para a salvação das suas almas. Porque todos aqueles que o Pai escolheu e o Filho redimiu serão nascidos de novo pelo Espírito tendo esperança não em si mesmos mas só em Deus. Esperança esta que encontra segurança somente na fé e esta fé que por sua vez lhes foi oferecida pelo Espírito de Deus.

Mas esta fé será confirmada e testada por batalhas. A fé terá de afrentar adversidades sem conta e terá de lutar mas por fim será vitoriosa. É este o tema que o apóstolo Paulo se preocupa em mostrar desde o capítulo 6 até o capitulo 8. Aqui vemos como o pecado é derrotado pela justiça e a morte engolida pela vida como a lei é consumada pela graça e como o Espírito mortifica os actos da carne. Aqui são representados poderosos adversários, grandes montanhas que têm de ser escaladas, inúmeros exércitos que têm de ser vencidos, mas a fé ultrapassa tudo isto e os derrota e vence porque a vitória de Cristo assegura a vitória da fé. Foi por causa do trabalho triunfante de Deus em Cristo sobre a cruz que leva a luta da fé a ser também vitoriosa levando o crente a ter uma firme e constante esperança.

Esta ênfase é bem predominante que se encontra por toda a parte nestes três capítulos. Paulo apresenta aos crentes os diferentes inimigos, adversários e competidores do qual têm de ser ultrapassados pelos que acreditam em Deus a fim de conhecerem a salvação. Paulo pega nestes casos individualmente mostrando-os no trabalho de Cristo e como toda esta oposição tem sido respondida.  Aqui esta o triunfe da fé e a esperança. Porquê? “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.” Rom 8:33 então “Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.Rom 8:34 o povo de Deus em Cristo são vistos como conquistadores por cause da fé de Cristo pois foi Cristo que trouxe a vitória sendo por Cristo amados para sempre e deste amor jamais serão separados.

No capítulo 6 a atenção de Paulo é virada para aquele grande inimigo e para a sua consequência inevitável – a morte. Aqui Paulo mostra como a fé reconhece o crente a ter sido morto para com o pecado mas sim vivo para com Deus (Rom 6:11) por causa da morte de Cristo por ele. O crente tendo morrido e ressuscitado com Cristo (como mostra a figura do baptismo), o seu velho homem tendo sido crucificado para que o pecado fosse destruído e após liberto do seu domínio. Agora encontra-se não servindo a lei nem estando debaixo do seu domínio mas sim sobre a graça “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. (Rom 6:14), andando na “assim andemos nós também em novidade de vida “(Rom 6:4) agora feitos servos da justiça “libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” (Rom 6:22)

No capítulo 7 a libertação do crente da lei e da respectiva condenação que por ela surge é representada por Paulo como a ilustração e exemplo do matrimónio. Crentes que morreram para com o antigo marido, (a lei) pelo corpo de Cristo agora deverão de se esposar com um outro, “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus “. (Rom 7:4

Tendo como resultado a libertação do pecado e da morte e da força do pecado (a lei), Paulo procede no capítulo 8 a mostrar como é que uma criança de Deus é livre de toda condenação, sendo liberta da lei do pecado e da morte “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. ” (Rom 8:2). É esta vida no Espírito e este novo nascimento vindo dos altos que é prometido a toda posteridade de Deus através do trabalho soberano do Seu Espírito a fim de os acordar para a vida eterna em Cristo Jesus. O Espírito abre-lhes os olhos e ouvidos a fim de poderem ver coisas espirituais e ouvir a voz do Filho de Deus. Tendo o entendimento iluminado são libertos e levados pelas asas do Espírito das trevas para a luz; da morte para a vida; do pecado para justiça; do finito para eternidade. Sem este trabalho o homem permanecera na escuridão morto e destituo espiritualmente, arruinado e controlado pela força do seu pecado, condenado pela lei, tendo uma mente que é inimizade contra Deus. “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” (Rom 8:7)

Jesus Cristo disse no Evangelho segundo João “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3), e o quanto que isto é verdade! Não importa o quanto um estuda, não importa o quanto se sabe sobre as diversas doutrinas contidas nas escrituras, excepto Deus por Sua divina graça e por meio do Espírito acorde o homem para a vida este permanecerá não só no seu estado natural como também escurecido pelo seu mesmo pecado, e cego para com a verdade. Como é vital o novo nascimento. Como é vital receber a fé. Este facto não é aclamado suficientemente  especialmente nos dias de hoje…

Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.” (João 3:7)

Já foste? Será que Deus já te deu fé para poderes derrotar todos os inimigos da tua alma em Cristo ou será que és derrotado por eles na tua falta de crença?

Mas qual é a esperança do novo nascimento – qual é a vitória da fé?

Por todos aqueles que Deus justificou em Cristo serão nascidos de novo através do Espírito, serão trazidos a ter fé, terão o Espírito de Deus residente nos seus corações – o Espírito de Cristo – “E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.” (Rom 8:10) pelo qual os crentes irão mortificar o actos da carne e serão guiados pelo Espírito de Deus, sendo “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” (Rom 8:14). São estas relações existentes entre o Espírito de Deus com os Seus filhos em Cristo do qual Paulo procede em descrever no resto deste capítulo. Paulo descreve a relação que existe com Deus Pai e o seu conforto, assegurado no trabalho de Deus, a vitória em Cristo e a eterna união com o amor de Deus em Cristo Jesus. Que grande salvação e esperança.    

Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.” (1 Corínt 15:55-57)

Em conclusão: Paulo após de ter lidado com a vitória sobre o pecado pela justiça falando sobre a derrota da morte para a vida, do estabelecimento da lei pela graça e do triunfo do Espírito sobre a carne, Paulo retorna á mesma pergunta que tinha dado começo no capítulo 6:1 a fim de a repetir novamente no capítulo 8 verso 31.

Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

O que é que dissemos sobre estas coisa? O que é que a fé diz sobre estas coisas? “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

(Rom 8:31-39)

AMEM

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