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Trabalho de Ian Potts

 

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.Romanos 8:1

 

Assim com este magnífico verso se abre o capítulo oito de Romanos. Com um verso tão grandioso, assegurador e tremenda passagem que leva todos os que crêem em Deus Pai a louvar o Seu Filho – Senhor Jesus Cristo. Passagem que se manifesta dirigindo-se para todos os crentes em Cristo pela graça de Deus. Aqui a vitória da fé sobre todos os seus inimigos é assegurada não pela força ou vontade dos crentes mas sim por causa de Cristo. E é por essa razão que eles que acreditam são mais do que conquistadores – Pelo mérito e obra do Senhor Jesus Cristo.

 

Note que o resgate da condenação da lei é para todos aqueles que estão em Jesus Cristo – e para nenhum outro. Tendo primeiro mostrado no capítulo três que todos aqueles que Deus salva são aqueles que acreditam (leia verso 3:22), Paulo dá início por mostrar os que acreditam – eles são aqueles que estão em Cristo – aqueles que são chamados por filhos de Deus.  

 

Mas como é que uma pessoa se encontra em Cristo? E quando é que essa pessoa vem a ter fé em Cristo? E como é que a fé conquista todos os inimigos?

 

Para se poder responder a todas estas perguntas devemos de reconhecer em primeiro que a salvação de um pecador ou pecadores começa muito antes de se olhar para Cristo em fé. Dá-se início muito antes de se ouvir falar sobre o trabalho de Deus em Cristo, do qual encontramos no Evangelho. Da mesma forma tudo começa muito antes de se sentir convicto do pecado ou de ouvir o suar do alarme de Deus no coração avisando para fugir da ira que há-de vir.

 

A salvação deve nada pela decisão do pecador em aceitar Jesus e muito menos em fazer-se aceitável perante Deus por algo que venha a fazer ou que tenha feito. O que é que um homem morto em pecados e ofensas pode fazer para ser aceitável perante Deus? Qual é a decisão ou acto de um cadáver que ele possa vir a ter que o faça ter força para sair da cova? Absolutamente nenhuma decisão não é verdade. Se tiverem dúvidas perguntem ao coveiro da sua terra se ele alguma vez viu um cadáver sair da cova pela sua vontade.

Da mesma forma quando um pecador é salvo – e pecadores são salvos o processo não começa pela vontade do pecador mas sim pela vontade e propósito de Deus. Não na altura ou hora que o pecador julga ter dado iniciado ao processo mas sim na hora e propósito de Deus. O trabalho de Deus em salvar pecadores começou muito antes de eles virem a ter fé em Cristo e muito antes de terem nascido neste presente mundo. Esta maravilhosa salvação, este potente resgate da ira que há-de vir deu-se início muito antes do tempo em que o Filho de Deus veio e andou neste mundo para oferecer a Sua vida por muitos.

 

Quando lemos a carta escrita pelo apóstolo Paulo para Romanos se torna evidente que existe um trabalho precedente ao de um pecador vir a ter fé para acreditar em Cristo e a vir a reconhecer Cristo como o seu Salvador. Reconhecemos que existe um trabalho realizado por Deus do qual se pode seguir seus passos até muito antes de o Evangelho ter sido anunciado ao homem e deste ter sido criado em tempo até mesmo antes da criação do tempo.

 

Pois este trabalho deu seu início em eternidade quando Deus propôs salvar um povo pelo Seu Filho Jesus Cristo. Foi aí que o propósito da salvação deu seu início – no propósito eterno de Deus na eterna aliança entre o Pai e o Filho pelo qual Deus escolheu um povo em Cristo “antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;” (Efésios 1:4), e assim “nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,” (Efésios 1:5-6).

Foi este povo que em tempo Cristo redimiu através do derrame do Seu sangue e morte sobre a cruz para trazer perdão para os pecados desse mesmo povo que em tempo Deus faz conhecer a todos que pertencem há essa aliança “o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo” que em Cristo “temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça“.

 

É este eterno propósito e esta divina eleição que Paulo faz manifesto no capítulo nove de Romanos. Foi este propósito do qual levou Cristo a oferecer a Sua vida e disser aos Seus discípulos “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.” (João 10:14), e porque Cristo conhece todos aqueles que Lhe pertencem como o Pai Lhe conhece e também Ele conhece o Pai, Cristo deu a Sua vida pelas ovelhas (João 10:15) para que os pecados desse povo fossem julgados em justiça para Deus ser justo na Sua “demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:26), tal como foi demonstrado no anterior capítulo de Romanos. É este trabalho percepcionado por Deus em trazer pecadores a Cristo que pecadores são convictos dos seus pecados, acordados para a vida, convertidos e levados ao arrependimento que por fim agarrar Cristo com a fé que Deus lhes oferece.

 

Assim podemos observar uma ordem no trabalho de Deus em salvar pecadores. Começando primeiro no eterno decreto de Deus ampliado pelo trabalho de Deus em oferecer o Seu Filho como um sacrifico de substituição por pecadores culminando por fim no trabalho experimental de Deus Espírito na vida presente de cada crente quando esse é transportado do reino das trevas e morte para o Reino da luz e vida eterna em Cristo.

 

Na carta para Romanos Paulo apresenta todas estas verdades. Em primeiro lugar ele revisa as suas ordens e traça a sua origem e fonte dessa mesma luz. Nos primeiros capítulos da carta Paulo começa por traçar a fonte da fé e o objectivo da fé – a eleição divina e o decreto de Deus no capítulo 9. Tendo apresentado o trabalho objectivo de Deus no Evangelho desde o capítulo 3 até o capítulo 5 Paulo demonstra os seus efeitos desde o capítulo 6 até o capítulo 8. Aqui no capítulo 8 nós podemos ver os efeitos e essências desses elementos expandindo as vertentes do trabalho de Deus em todos aqueles que são levados a terem fé em Cristo – conversão, arrependimento que nascem pela união com Filho.

 

A totalidade do contexto do capítulo 8 de Romanos é a união com o Filho de Deus – em se estar em Cristo nascido de novo por Deus. Todo o conforto, segurança, benza, toda a vitória sobre os inimigos da fé é assegurada para todos e só para todos que se encontram em Cristo – os filhos de Deus. Novamente vemos em toda a parte na carta para Romanos o existente contraste que marca a diferença entre aqueles em Cristo e os que se encontram fora de Cristo – ambas pessoas sejam elas do povo judeu ou gentios são feitas de novo num novo Homem – Cristo “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

 

E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” (Efésios 2:13-16) – as inimizades daqueles que se encontravam separados pertencendo de qualquer forma a posterioridade do Ultimo Adão – Cristo mas não aos que pertencem ao primeiro Adão que pelo qual entrou o pecado neste mundo. Reconciliação para aqueles que são amados como Jacó mas não para os que são odiados como Esaú para aqueles que estão em Cristo pelo Espírito de Deus. Dois Homens duas Sementes dois caminhos … um leva á morte mas o outro leva á vida eterna.  

 

Sim … Vida eternal. Vida eternal para todos que estão em Cristo. Todos que são libertados por da morte do pecado e da lei pela morte de Cristo são por Cristo libertos da condenação recebendo o amor de Deus encontrando repouso e são estes que são mais que conquistadores em Cristo. E são todos estes que nunca poderão ser separados do amor de Deus que há em Cristo.

 

Mas o que é que marca todos estes? O que é que os define? Aqui no capítulo 8 Paulo diz-nos:

 

Eles têm uma nova vida

 

Eles foram retirados das trevas para a luz

 

Eles têm uma nova mente

 

Eles andam pela fé no Espírito tendo uma mente celestial.

 

Vendo todas estas coisas um pode perguntar – de onde nasce todas estas diferenças? Resposta – nascem do céu. Pela revelação de Cristo.

Todas estas coisas nascem da mesma fonte e essa fonte é a luz de Deus … e essa luz é encaminhada pelo Evangelho.

 

Vejamos novamente estas realidades e essenciais que tomam lugar na salvação de cada uma das pessoas que pertencem a Deus. Essenciais que marcam todas as crianças de Deus.

 

 

Filhos de Deus

 

Em primeiro lugar nós nunca iremos poder ver as verdades e vertentes do trabalho de Deus que existe na salvação de pecadores (nunca iremos poder experimentar as consequências do trabalho de Cristo sobre a cruz quando Ele ofereceu a Sua vida no lugar de pecadores, por aqueles que em si não tinham força Romanos 5:6), até que o Espírito de Deus nos acorde para a vida.

 

Nós temos de nascer de novo.

 

É neste novo nascer e nesta nova vida que Paulo se alegra e a descreve no começo do capítulo 8 de Romanos começando por oferecer “graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor.” (Romanos 7:25) por o ter libertado das consequências do seu corpo em lhe trazer morte pela corrupção do pecado que existia na carne “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8:2).

 

Foi isto que Paulo descobriu. Ele descobriu ter sido liberto pelo – Espírito de vida, em Cristo Jesus. Deus em ter condenado os pecados de Paulo na carne do Seu Filho Jesus Cristo “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;” (8:3), Cristo em ter morrido pelo pecado tendo depois ressuscitado com nova vida fez Paulo também ressuscitar e como resultado Paulo nasceu de novo pelo Espírito nascido para a vida eterna tendo recebido “Espírito de vida, em Cristo Jesus“. Mas até esse ponto Paulo se encontrava tal como muitos outros neste mundo; isto é morto sem vida por causa do pecado.

 

Por natureza nós estamos mortos. Mortos espiritualmente. Mortos “em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.” (Efésios 2:1). Estando morto para a verdadeira consciência e noção de Deus – da existência de Deus do Seu poder da Sua Majestade da Sua graça do Seu eterno amor da Sua paciência persistente por todos aqueles que o Seu Filho morreu. Nós estávamos mortos.

 

Arruinados em Adão feitos em iniquidade concebidos em pecado tal como David confessa em Salmo 51:5 “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”, Desde que saímos do ventre nós nos extraviamos falando mentiras bebendo iniquidade como água. Por natureza estamos cegos para a verdade nem a queremos não a conseguimos ver nem a podemos ouvir e se ouvimos a verdade não a conseguimos compreender. Amando sim o pecado, amando-nos a nós mesmos e a este mundo presente. Por natureza somos completamente ignorantes para as coisas de Deus e para as coisas que pertencem á vida eterna. Por natureza estamos mortos.

 

Mas será que a religião melhora esta situação? Resposta – fez a religião de Paulo um homem melhor? Não foi ele educado como judeu, um fariseu “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu;” (Filipenses 3:5)? Não foi ele um homem zeloso pela sua religião, não conhecia ele todas as escrituras, não era ele cuidadoso em guardar toda a letra e lei de Deus? Será que foi esta religião que o conduziu a verdade – será que o conduziu a Deus? Claro que não.

 

Apesar de ser um judeu, hebreu ou fariseu mesmo sendo da tribo de Benjamim Paulo, Saul como ele era conhecido anterior á sua conversão ele estava completamente cego para a verdade a respeito de Jesus Cristo. Toda a sua aprendizagem das escrituras, todo o seu zelo na sua religião juntamente com todo o seu intelecto e esforços o deixaram cego e morto como sempre estivera. Mesmo sendo religioso ou não, Paulo no seu zelo se opôs á verdade de Deus a respeito de Seu Filho Jesus Cristo… No seu zelo Paulo perseguiu a igreja de Deus levando muitos a morte este é o resultado do zelo carnal estimulado pela religião.

 

É verdade que Paulo tinha muito conhecimento a respeito e sobre a palavra de Deus nas escrituras mas em prática e em verdade tudo era vaidade carnal mostrando o quanto estava morto espiritualmente e corrupto por natureza. Cego para a verdade, surdo para a palavra da vida e morto em pecados e ofensas. Este era o estado de Paulo e ele mesmo o descreve “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.” (Filipenses 3:7) porque quando Deus se agradou em revelar a verdade a Paulo, ele foi levado a escrever “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,

 

E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte;

 

Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos.”  

 

Com ou sem religião por natureza nós estamos mortos. Completamente mortos. E pode aquele que está morto ouvir? Podem eles ver? Podem eles acreditar? Podem eles erguerem-se do buraco em que se encontram e seguir o Senhor Jesus Cristo?

 

Não. De maneira alguma – lhes é impossível. A não ser que primeiro sejam ressuscitados dos mortos. Até que recebam vida pelo Espírito. Digo novamente que não até que Deus na Sua misericórdia os acorde para a vida eterna pelo poderoso trabalho do Espírito Santo que lhes assopra vida celestial, vida eterna através do poder da Sua palavra.

 

Assim o homem permanecera morto até que seja baptizado com o Espírito de Deus e que Deus faça a sua habitação nesse mesmo homem.

 

Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós.

Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

 

E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.” (Romanos 8:9-10)

 

Note que não terá vida até que Deus Espírito os ressuscite “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” E não até aquela hora “em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.” João 5:25.

 

Mas se essa hora vir que o Filho de Deus se agrada em nos falar pelo Seu Espírito através do Evangelho então aí sim nós nasceremos de novo tendo vida – a vida de Cristo em nós – nós iremos ver e iremos acreditar no Filho de Deus que nos salvou. Pois “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” João 5:24.

 

Já ouviu a voz do Filho de Deus? Será que você já ouviu a voz de Cristo no Evangelho, você que estava na cova morto e acorrentado pelo pecado e corrupção (João 5:28), já foi “de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.”? (1 Pedro 1:23).

 

Pois a não ser que já tenha ouvido, até que seja gerado, nascido de novo “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3).

 

E por essa razão não te maravilhes “Necessário vos é nascer de novo.” (João 3:7).

 

 

Convertido                

 

A iminente consequência do novo nascimento é a conversão. Conversão significa ser virado de um caminho para um outro caminho mas este sendo em sentido contrário.

 

Este é o efeito que o Evangelho tem sobre todos aqueles que Deus se agrada em acordar para a vida, aqueles que seus olhos são abertos para a verdade – “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” Atos 26:18.

 

Aqueles que nascem de Deus os filhos de Deus são retirados do reino das trevas e do poder de Satanás para a luz. Eles são virados do caminho que outrora caminhavam na carne para um novo caminho em que seguem o Filho de Deus sendo guiados pelo Espírito (Romanos 8:4). A mudança é dramática por natureza é como fazer uma manobra de 180 graus. Outrora andavam nesta direcção agora eles são conduzidos noutra direcção. Outrora amavam as trevas mas agora eles amam a luz e odeiam os actos da carne e a corrupção que se encontra no interior exultando numa só voz as coisas de Deus. Antigamente eles eram completamente ignorantes das suas inabilidades pela carne para poderem guardar aquilo que Deus demanda na Sua Lei mas agora os mandamentos de Deus tendo sido assimilado no interior pela aplicação do Espírito eles descobrem que a lei de Deus os condena sem base nem hipótese de fuga da ira de Deus porque eles transgrediram todos os seus princípios e mandamentos. Por isso eles choram para que sejam libertos e redimidos da pena da lei. (Romanos 7:9-11, 25)

Tendo gritado “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” eles descobrem a resposta no Evangelho que Jesus Cristo já os redimiu e os libertou da lei do pecado e morte causando-os a “que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:4.

 

E agora sendo guiados pelo Espírito de Deus eles “com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;Romanos 2:7.

 

Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” Romanos 8:14.

 

 

O arrependimento garantido   

 

Desde o verso número 5 de Romanos 8 até o verso 17 Paulo trata em explicar a realidade da nova vida que os crentes têm em Cristo por terem sido nascidos de novo pelo poder de Deus. Através do anunciar do Evangelho, tendo nascido de novo pelo Espírito de Deus e pela verdade, após de terem sido realmente convertidos e virados em sentido contrário do reino das trevas, o povo de Deus recebe uma nova mentalidade. Outrora tinham uma mente carnal mas agora eles têm uma mente espiritual. Antigamente se preocupavam com as coisas da carne que do qual trazia morte mas agora eles se preocupam com a paz “Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.”(Romanos 8:6).

 

Que dramática mudança e que mudança de mentalidade. Toda a nossa maneira de pensar foi alterada e é isto que se chama arrependimento e sem arrependimento sem que haja esta alteração nós nunca iremos pensar correctamente sobre Deus e nunca conheceremos Deus como nosso Salvador. Mas seguramente sem qualquer duvida todos eles que nascem de novo pelo poder de Deus os mesmos serão convertidos e serão levados ao arrependimento voltando-se contrariamente as coisas da carne para se preocuparem com as coisas do Espírito.

 

Para este fim Paulo apregoou o Evangelho – “Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.” Atos 20:21. E para este fim: para garantir o arrependimento e a mudança do entendimento natural para um espiritual. Cristo abriu as escrituras aos Seus discípulos em Lucas 24:44-48, “E disse-lhes:

 

São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.

 

Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.

 

E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.”

 

Muitas das coisas acerca do arrependimento e sobre o seu efeito no coração; muitas das coisas a respeito do espírito que se manifesta arrependido no interior de um pecador; a lamentação sobre o seu pecado; tudo isso é um efeito do arrependimento mas a importante realidade é que o arrependimento tem a ver com uma nova mentalidade. A palavra Grega metanóia significa uma completa mudança de mentalidade e a sua forma de pensar. Excepto toda a nossa mentalidade seja alterada o nosso entender e compreensão das coisas de Deus ficarão inalteradas e permaneceremos sempre em oposição a verdade de Deus, “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.Romanos 8:7-8.

Da mesma forma os homens e mulheres que ainda se encontram na posteridade do primeiro Adão “E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;” (Romanos 1:28-29) porquê? “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” Romanos 1:25.

 

Mas dêem graças a Deus que todos aqueles que Deus acorda para a vida já não se encontram na carne mas sim no Espírito (8:9), tendo agora uma nova mentalidade, tendo-se arrependido das obras mortas que julgavam por elas agradar Deus vêem e reconhecem que se encontram mortos descansando agora completamente na justiça de Deus em Cristo para as suas justificações tendo recebido o Espírito Deus “o espírito vive por causa da justiça” (Romanos 8:10).

 

Que tremenda transformação que o arrependimento trás, que passagem da morte para a vida das trevas para a luz da carne para o Espírito – e para que fim? Para que nós sejamos chamados “filhos de Deus” porque não recebemos “o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.“.  Que união e que maravilhosa proximidade para com Deus Pai que agora pela graça e obra de Deus em Cristo todos os seus filhos são levados apreciar. O que podemos disser sobre isto tudo? Nada menos que uma maravilhosa harmonia e gloriosa reconciliação. Outrora afastados mas agora unidos pela graça de Deus em Cristo. 

 

E como é que podemos saber que somos filhos de Deus? Desta forma… “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.Romanos 8:16-17.

 

A fé que conquista

 

A conclusão de Romanos 8 desde o verso 18 até o verso 39 representa uma das mais encorajadoras e gloriosas passagens que se encontra nas escrituras para quem acredita no Senhor Jesus Cristo.

 

Tendo exposto o trabalho de Deus em Cristo correspondente a salvação do Seu povo, as varias consequências desse trabalho no trazer desse povo para uma vida nova em Jesus Cristo pelo trabalho do Espírito Santo, em ter virado esse povo do caminho das trevas para o caminho da luz de andarem na carne para andarem e serem guiados pelo Espírito, em lhes garantir arrependimento para os trazer para uma nova forma de pensar, tendo sido virados da mente carnal para uma espiritual, Paulo agora traz á nossa vista o fruto desse trabalho efectuado pelo dom da fé que salva e pelo qual todo o povo de Deus é levado a ver e a acredita no Evangelho. Esse povo encontra-se agora não só unidos pela fé mas como também confiando em Cristo que os salvou. Assim unidos a Cristo confiando na Sua obra andam perante Deus assegurados da vitória sobre todos os inimigos. É a fé e a certa esperança que é representada á fé que se encontra por de trás do resto do capítulo 8.

 

Esta passagem apresenta-nos a segurança que a fé encontra no trabalho realizado por Deus em salvar o Seu povo. Não por algo que o povo tenha feito ou que possa fazer mas sim por causa do trabalho de Deus para esse povo. É aqui que a fé encontra conforto, encontra esperança e vitória – no trabalho de Deus em predestinar, chamar, justificar e glorificar todos aqueles que Deus escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (8:30).

Aqui nesta passagem a fé descobre que qualquer que seja a tribulação neste reino terrestre, qualquer que seja as aflições deste tempo presente que possa vir a enrolar o crente, qualquer que seja a dor (8:22) enquanto esperamos a adopção nada se compara com a glória que em nós há-de ser revelada. De qualquer forma nós somos salvos pela esperança, pacientemente esperando por aquilo que ainda não conseguimos ver “mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.” (8:25), mas olhamos sim com o nosso olhar da fé gemendo pela promessa da herança que há-de vir rezando pelo Espírito que pelo qual Cristo intercede por nós, “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” (8:27).

 

É pela fé que “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósitoRomanos 8:28.

 

Em que base se baseia essa fé, em que conhecimento? Na base que todos “os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

 

 E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” Romanos 8:29-30.

Mas que base de segurança não acha? Que certa e segura salvação que Deus trouxe para todo o Seu povo. Como certo é o seu final dando o seu princípio – “os que dantes conheceu também os predestinou… a estes também glorificou“. Quem é que fez isto? Deus o fez. É tudo feito por Deus desde o princípio até o fim. Nada depende do homem, nada está dependente da frágil vontade humana nem muito menos no seu desejo depravado nem na sua fé pois não é a sua fé que o salva mas sim o objecto dessa fé – Naquele em que a fé descansa. Tudo é de Deus, tudo pela Sua graça tudo é certo e seguro porque “quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” Cristo terminou tudo que era necessário para a justificação do Seu povo, tudo foi por Cristo consumado. A salvação pertence ao Senhor. E que grande salvação.

 

Mas com que efeito? Qual é a confiança do grito da fé pela qual encontra esta esperança?

 

Que diremos, pois, a estas coisas?

 

Se Deus é por nós, quem será contra nós?

 

Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

 

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

 

Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.

 

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

 

Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

 

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”

 

Romanos 8:31-39

 

Amem

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Trabalho de Ian Potts

Fevereiro 11, 2008

 

Tradução feita por Luís Gomes

 

Que diremos pois? – Romanos 6:1

Paulo na carta para Romanos após ter revelado a doutrina de Cristo no Evangelho no capítulo 1 até capítulo 5, dá começo mostrando as consequências que se encontram nos outros três seguintes capítulos. Ele começa por fazer uma pergunta: Que diremos pois? … Na luz de tudo que já foi escrito, dado tudo do que foi declarado, quais são as consequências? Que diremos pois?

Um dos maiores precedentes trabalhos de Deus em Cristo apontados no seguinte capítulo é o dom da fé. Aquilo que Deus propôs e do qual o Seu Filho se cometeu, e agora o Espírito aplica a todos os quais Deus justificou em Cristo na cruz. Trazendo-os agora debaixo do som do Evangelho a ouvir a mensagem e a palavra das suas salvações. Levados pelo Espírito são feitos a converterem-se do pecado e pelo Espírito de Deus erguidos para a vida.

Convertidos e movidos a arrependerem-se, Deus garante-lhes fé para acreditar e descansar somente em Cristo para a salvação das suas almas. Porque todos aqueles que o Pai escolheu e o Filho redimiu serão nascidos de novo pelo Espírito tendo esperança não em si mesmos mas só em Deus. Esperança esta que encontra segurança somente na fé e esta fé que por sua vez lhes foi oferecida pelo Espírito de Deus.

Mas esta fé será confirmada e testada por batalhas. A fé terá de afrentar adversidades sem conta e terá de lutar mas por fim será vitoriosa. É este o tema que o apóstolo Paulo se preocupa em mostrar desde o capítulo 6 até o capitulo 8. Aqui vemos como o pecado é derrotado pela justiça e a morte engolida pela vida como a lei é consumada pela graça e como o Espírito mortifica os actos da carne. Aqui são representados poderosos adversários, grandes montanhas que têm de ser escaladas, inúmeros exércitos que têm de ser vencidos, mas a fé ultrapassa tudo isto e os derrota e vence porque a vitória de Cristo assegura a vitória da fé. Foi por causa do trabalho triunfante de Deus em Cristo sobre a cruz que leva a luta da fé a ser também vitoriosa levando o crente a ter uma firme e constante esperança.

Esta ênfase é bem predominante que se encontra por toda a parte nestes três capítulos. Paulo apresenta aos crentes os diferentes inimigos, adversários e competidores do qual têm de ser ultrapassados pelos que acreditam em Deus a fim de conhecerem a salvação. Paulo pega nestes casos individualmente mostrando-os no trabalho de Cristo e como toda esta oposição tem sido respondida.  Aqui esta o triunfe da fé e a esperança. Porquê? “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.” Rom 8:33 então “Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.Rom 8:34 o povo de Deus em Cristo são vistos como conquistadores por cause da fé de Cristo pois foi Cristo que trouxe a vitória sendo por Cristo amados para sempre e deste amor jamais serão separados.

No capítulo 6 a atenção de Paulo é virada para aquele grande inimigo e para a sua consequência inevitável – a morte. Aqui Paulo mostra como a fé reconhece o crente a ter sido morto para com o pecado mas sim vivo para com Deus (Rom 6:11) por causa da morte de Cristo por ele. O crente tendo morrido e ressuscitado com Cristo (como mostra a figura do baptismo), o seu velho homem tendo sido crucificado para que o pecado fosse destruído e após liberto do seu domínio. Agora encontra-se não servindo a lei nem estando debaixo do seu domínio mas sim sobre a graça “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. (Rom 6:14), andando na “assim andemos nós também em novidade de vida “(Rom 6:4) agora feitos servos da justiça “libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” (Rom 6:22)

No capítulo 7 a libertação do crente da lei e da respectiva condenação que por ela surge é representada por Paulo como a ilustração e exemplo do matrimónio. Crentes que morreram para com o antigo marido, (a lei) pelo corpo de Cristo agora deverão de se esposar com um outro, “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus “. (Rom 7:4

Tendo como resultado a libertação do pecado e da morte e da força do pecado (a lei), Paulo procede no capítulo 8 a mostrar como é que uma criança de Deus é livre de toda condenação, sendo liberta da lei do pecado e da morte “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. ” (Rom 8:2). É esta vida no Espírito e este novo nascimento vindo dos altos que é prometido a toda posteridade de Deus através do trabalho soberano do Seu Espírito a fim de os acordar para a vida eterna em Cristo Jesus. O Espírito abre-lhes os olhos e ouvidos a fim de poderem ver coisas espirituais e ouvir a voz do Filho de Deus. Tendo o entendimento iluminado são libertos e levados pelas asas do Espírito das trevas para a luz; da morte para a vida; do pecado para justiça; do finito para eternidade. Sem este trabalho o homem permanecera na escuridão morto e destituo espiritualmente, arruinado e controlado pela força do seu pecado, condenado pela lei, tendo uma mente que é inimizade contra Deus. “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” (Rom 8:7)

Jesus Cristo disse no Evangelho segundo João “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3), e o quanto que isto é verdade! Não importa o quanto um estuda, não importa o quanto se sabe sobre as diversas doutrinas contidas nas escrituras, excepto Deus por Sua divina graça e por meio do Espírito acorde o homem para a vida este permanecerá não só no seu estado natural como também escurecido pelo seu mesmo pecado, e cego para com a verdade. Como é vital o novo nascimento. Como é vital receber a fé. Este facto não é aclamado suficientemente  especialmente nos dias de hoje…

Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.” (João 3:7)

Já foste? Será que Deus já te deu fé para poderes derrotar todos os inimigos da tua alma em Cristo ou será que és derrotado por eles na tua falta de crença?

Mas qual é a esperança do novo nascimento – qual é a vitória da fé?

Por todos aqueles que Deus justificou em Cristo serão nascidos de novo através do Espírito, serão trazidos a ter fé, terão o Espírito de Deus residente nos seus corações – o Espírito de Cristo – “E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.” (Rom 8:10) pelo qual os crentes irão mortificar o actos da carne e serão guiados pelo Espírito de Deus, sendo “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” (Rom 8:14). São estas relações existentes entre o Espírito de Deus com os Seus filhos em Cristo do qual Paulo procede em descrever no resto deste capítulo. Paulo descreve a relação que existe com Deus Pai e o seu conforto, assegurado no trabalho de Deus, a vitória em Cristo e a eterna união com o amor de Deus em Cristo Jesus. Que grande salvação e esperança.    

Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.” (1 Corínt 15:55-57)

Em conclusão: Paulo após de ter lidado com a vitória sobre o pecado pela justiça falando sobre a derrota da morte para a vida, do estabelecimento da lei pela graça e do triunfo do Espírito sobre a carne, Paulo retorna á mesma pergunta que tinha dado começo no capítulo 6:1 a fim de a repetir novamente no capítulo 8 verso 31.

Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

O que é que dissemos sobre estas coisa? O que é que a fé diz sobre estas coisas? “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

(Rom 8:31-39)

AMEM

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