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Trabalho de Ian Potts

Novembro 2, 2007

Tradução por Luís Gomes

Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.  E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação [substituição] ” Romanos 5:10-11

Paz com Deus. Paz

É para este maravilhoso lugar que infiéis e pecadores ímpios que foram justificados por Cristo são levados apreciar perpetuamente em Cristo. Tendo exposto nos dois últimos capítulos a justificação de Deus para pecadores, Paulo abre o capítulo 5 por declarar algumas das tremendas consequências dessa mesma justificação. Paz para com Deus acessível pela fé o que é a esperança de glória: “TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.Romanos 5:1-2

 Através do trabalho de Deus; Deus possibilita que o Seu povo se glorie em tribulações que por sua vês produz paciência levando-os a obter experiencia e esperança “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado“.

É aqui pela primeira vez na carta para Romanos que lemos sobre aquele amor, aquele amor precioso e eterno de Deus pelo qual Deus se agrada em salvar pecadores. “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” 

Cristo morreu pelo Seu povo enquanto eles eram ainda pecadores repudiados de muitos e sem dúvida enquanto ímpios e corruptos por natureza, enquanto eram inimigos de Deus e em inimizade para com Deus, com suas línguas cheias de amargura e danação; rápidos em derramar sangue sem medo de Deus nos seus olhos, (Romanos 2:10-18) isto quando eles eram pecadores. “E o caminho da paz eles nunca souberam” – Cristo morreu por eles. Deus os justificou e sendo justificados eles agra encontram paz para com Deus. E “Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.” [Substituição] Romanos 5:9-11.

Quando Deus justificou o Seu povo pelo sangue de Cristo levou-os a receber paz eterna. A ira de Deus que existia e que se inflamava constantemente contra os pecados do Seu povo foi por Cristo completamente apagada sendo assim que a justiça foi satisfeita e inimizade entre o povo de Deus foi retirada do caminho e a paz reina em perfeita harmonia. Todos que estavam em Cristo foram reconciliados para com Deus. Mas como? Aqui no capítulo 5 Paulo abre o terreno da reconciliação ou tal como se pode chamar pela substituição.

 

A grandiosa transacção  

Uma das mais grandiosas verdades encontradas no coração do Evangelho é este trabalho de Cristo na substituição. Onde Cristo se pôs no lugar do Seu povo sofrendo o julgamento de Deus contra os pecados deles, isto para que eles fossem feitos justiça de Deus em Cristo.

É este trabalho de substituição do qual Paulo considera na carta para romanos no capítulo 5 desde o verso 10 até verso 21. A mesma descrição deste trabalho se pode encontrar na segunda carta para 2 Coríntios verso 5:21, verdade esta que pode ser sumarizada neste seguinte verso:

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.”

Esta verdade é de facto gloriosa, cheia de riquezas sem fim – Jesus Cristo o Filho de Deus, perfeito, impecável Cordeiro de Deus, aquele que nunca soube o que é pecar de livre vontade foi para a cruz onde o Deus Pai lhe colocou os pecados do Seu povo. Fazendo Jesus Cristo ser pecado por nós para que nós sejamos a justiça de Deus em Cristo. Como? Através do Seu sofrimento debaixo do derrame da ira de Deus contra o pecado que Nele foi imputado, até que todo o pecado fosse apagado e retirado do caminho do Seu povo – deixando nada a não ser a pura justiça de Deus em Cristo para que o Seu povo sejam feitos vivam em Cristo.

Martin Luther descreveu este mesmo trabalho de substituição como sendo ‘a grande troca’, em que Cristo tomou o lugar dos pecadores para que eles possam tomar o lugar de Cristo e serem reconciliados para com Deus. De facto a palavra ‘reconciliado’ traduzida em Romanos 5:10 ou a palavra ‘reconciliar’ em 5:11 na língua original grega tem como palavra raiz katallage do qual significa essencialmente, ‘através de troca‘ ou substituição.

A reconciliação é o efeito da troca mas a principal ênfase da palavra katallage no grego é sobre a causa que produz o efeito – pecadores reconciliados para com Deus por ‘através da troca’ de Cristo por eles fazendo Cristo pecado para que eles fossem feitos a justiça de Deus em Cristo.

Unidos com Cristo na morte todas as mudanças foram feitas em Cristo: Cristo tomou em Si o estado do Seu povo, para que eles sejam feitos como Ele é perfeito – justos. Cristo que não sobe pecar, mas foi feito pecado. Deus julgou esse pecado no Seu Filho em derramar a Sua ira Nele que o Seu povo por lei Lhes devia, Romanos 5:9Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” Salvos da ira de Deus por obra da fé de Cristo.

Deus tendo – Romanos 8:3Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;” para nunca mais ver o pecado e que a morte ficasse sem força e sem domínio, erguendo-se novamente num estado de perfeita justificação juntamente com o Seu povo. Foi Cristo que sofreu, e foi Cristo que morreu tendo como resultado a libertação do Seu povo do domínio das trevas dando-lhes entrada para a luz: da morte para a vida, da escravidão para a liberdade da vida eterna e justificação infinita em Cristo. Sim: Cristo morreu para que eles tenham vida. Mas que grande salvador.

Romanos 6:23Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.

 

Pecados e pecado

Note por um momento o trabalho de Cristo em substituição. Não só carregou em Si os pecados do Seu povo (1Pedro 2:24) como também os actos impiedosos por eles feitos, actos derivados das corruptas naturezas dos seus ímpios corações. Pecado é o resultado da natureza do homem, então não é só o que eles fizeram, mas também o que eles são por natureza. Foi tudo isto que Cristo carregou em Si e foi por esta razão que Cristo foi feito pecado.

O pecado foi o que entrou no coração do homem quando Adão caiu lá no jardim, pelo qual a morte entrou no mundo pelo resultado dessa queda. (Romanos 5:12)

Foi este estado que Cristo retirou na substituição que é posto em vista em Romanos 5, que através da obediência de Cristo morrendo no lugar do Seu povo os faz justos e justificados. Este trabalho é posto em contraste com a desobediência de Adão que pelo qual o pecado entrou no mundo e muitos foram feitos transgressores.

Romanos 5:12-19Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.  Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos   

E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justifica Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.

Cristo não só sofreu por causa dos pecados do Seu povo, mas como também foi feito pecado, para que Deus no julgamento destruísse a causa do pecado, ‘o pecado em si mesmo‘ no substituto do Seu povo sobre a cruz.

Romanos 6:6Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.

Romanos 8:3Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;

Ó que profundezas e distancias que levou o Salvador a salvar o Seu povo dos seus pecados e os libertar da escravidão do pecado. O quanto que Ele sofreu por aqueles indignos para que eles venham a saber e conhecer esta grande salvação. Mesmo assim, apesar do anúncio desta tremenda verdade nesta mensagem, e do anunciar da cruz de Cristo para muitos que perecem, é uma parvoíce, mas para os que acreditam é o poder de Deus para a salvação. Para muitos, uma armadilha, e para o homem no seu estado natural é ofensivo. Mas para nós, diz Paulo em – 1 Coríntios 1:18Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

Enquanto Cristo suportava a amargura do julgamento de Deus na cruz, Cristo carregou os pecados do seu povo no Seu próprio corpo sendo feito pecado. Mas tem de ser dito com grande clareza que Jesus Cristo enquanto viveu na terra nunca pecou por Si mesmo. Cristo nunca, nem uma só vez teve um pensamento maldoso. Ele nunca fez nada por Si mesmo que o levasse a ter de pagar preço ou castigo. A razão para o qual Cristo sofreu foi: invés do Seu povo como substituto.

Todos os pecados que Cristo acarretou foram Lhe imputados sendo estes os pecados do Seu povo e não dele. Ele nunca cometeu pecado por Si mesmo, como dizem as escrituras – 1 Pedro 2:22O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.” Foi Deus que o fez pecado, mas de qualquer forma Cristo nunca pecou. Muitos teólogos têm procurado uma forma de poder explicar este mistério, que Cristo “o qual nunca cometeu pecado” poderia ser feito pecado, mas Ele nunca por Si pecou. Podemos agora compreender claramente e afirmar que os pecados do povo de Deus foram Lhe imputado para a Sua conta por Deus Pai. Sabemos que as escrituras não falam desta mesma imputação, mas o facto permanece. As escrituras são bastante claras quando afirmam que Cristo suportou os pecados do Seu povo no Seu corpo, 1 Pedro 2:24Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” Invés do Seu povo, no lugar deles e por eles, Ele sofreu. Através de uma transacção; em uma troca Cristo foi feito pecado por nós que acreditamos Nele – 2 Coríntios 5:21Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus

As escrituras apresenta-nos a verdade mas não quer dizer que têm de ser apresentadas de forma lógica com intelecto natural deste mundo. São para serem acreditadas de forma espiritual com a fé que Deus nos dá quando nós nos abatemos a revelação de Deus como se apresenta nas escrituras.

Escritura nenhuma usa o termo imputação em relação aos pecados que Cristo suportou, mas sim que Ele levou em Si os pecados na cruz. Esta afirmação pode parecer uma contradição, mas eu garanto que não é o caso.

Cristo carregou os pecados em si e foi feito pecado. Então surge a pergunta: como é que Ele nunca cometeu pecado? Bem, mesmo sendo um mistério do qual talvez nunca cheguemos a compreender na sua totalidade, mas não deixa de ser verdade. Tal da mesma forma nós podemos declarar que Cristo era homem por natureza, e também Deus ao mesmo tempo, ambas qualidades em natureza e em personalidade, e sendo Deus e pessoa divina, Cristo por natureza não poderia pecar. Talvez um enigma para a mente natural do homem, mas um facto verdadeiro e real de qualquer forma.

Um quebra-cabeças talvez e ofensivo para a sabedoria carnal do homem, mas assunto de grande alegria para todos aqueles que Cristo libertou do pecado. Para todos aqueles que Deus leva a submeterem-se perante a revelação do Seu Evangelho como está nas escrituras.

Teremos de ter cautela e reforçar o facto que Cristo nunca pecou, porque esta é a mais pura das verdades. Da mesma forma temos de colocar ênfase e não fugir da magnitude dos sofrimentos de Cristo, ao submeter-se na cruz afim de poder salvar o Seu povo. Mesmo sendo verdade que os pecados do povo de Deus Lhe foram imputados; postos na Sua conta.

Visto este facto referido acima sobre a imputação dos pecados do povo de Deus em Cristo, mesmo usando o esse termo, a verdade não foge do seu contexto, até mesmo quando stressado porque o seu significado se encontra por toda a parte nas escrituras. Cristo transportou os pecados do Seu povo não exteriormente mas sim interiormente, no Seu corpo, sendo assim feito pecado. Tal como Cristo mesmo sendo Deus eterno e a origem da vida e luz em carne morreu sobre a cruz.

1 João 1:2(Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada);

Enquanto Homem Cristo foi feito pecado, sendo esta a razão pela qual morreu, mas ao mesmo tempo permaneceu como Deus que é – ” luz, e não há nele trevas nenhumas.1 João 1:5. Para que o Seu povo se tornasse perfeito sem pecado como Cristo é perfeito. Isto teve de ser feito por meio do trabalho da Sua substituição. Cristo teve que se tornar naquilo que o Seu povo era, realizado pela troca, afim de poder condenar os pecados do Seu povo na Sua mesma carne. Para que eles sejam feitos na justiça de Deus em Cristo.

2 Coríntios 5:21Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

Esta é uma tremenda verdade. Verdade insondável do qual nós temos que fazer reverência e admirar que Cristo o Salvador de pecadores avia de livre vontade submetendo-se a tanto sofrimento e morte. Tudo pelo amor que tem pelos Seus. Mesmo assim, apesar de tudo que fez para poder salvar o Seu povo. Retirando todos os pecados que a eles pertencia. Retirou-os todos como sendo Seus, sofrendo como homem no lugar dos homens, como o Justo pelo injusto sobre o derrame da ira de Deus. Mesmo assim o glorioso Salvador nunca pecou nem nunca deixou de amar o Seu Pai. Nunca deixou de confiar no Pai e nunca abandonou a tarefa que Lhe tinha sido entregue e para o qual Ele veio – para salvar o Seu povo do pecado. É pela profundeza do sofrimento de Cristo que nós podemos ver a fé que possuía em Deus Pai. Tão maravilhosamente exprimida pelas palavras que Cristo falou enquanto na cruz. Palavras testemunhadas por Lucas em 23:46, ” E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou.

Dois tipos de Adão

Em Romanos capitulo 5 marca este trabalho de substituição e também mostra Cristo sendo o ultimo Adão, tomando o lugar do Seu povo que brotou do primeiro Adão. Paulo coloca em contraste os dois e o trabalho por eles efectuado. Por um homem, (Adão) o pecado entrou no mundo, e a morte pelo pecado. Mas o Ultimo Adão, (Cristo) pelo Seu justo acto de amor em dar a Sua vida no lugar do Seu povo, (aquele justo de 5:18) os salvou da ira, justificando-os pelo Seu sangue, (5:9) libertando-os da morte para a vida, (5:18) fazendo aqueles que eram pecadores justos (5:19) para que eles sejam reconciliados para com Deus pela morte de Cristo (5:10). Ó mas que amor este que podemos ver neste glorioso trabalho.

Através desta passagem é importante ver como Paulo faz contraste com os dois tipos de Adão juntamente com as suas respectivas posteridades. Paulo fala de Adão e de Cristo como sendo representantes de dois grupos de pessoas. O que é verdade sobre todos aqueles homens que estão representados por Adão é posto em contraste com o que é verdade sobre todos aqueles que se encontram no último Adão – Cristo.

Todos em Adão estão em contraste com todos em Cristo (“assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo1Corintios 15:22). Como toda a humanidade é a posteridade do primeiro Adão nem toda humanidade é a posteridade de Cristo. Este facto é bem visível nas passagens das escrituras. Exemplo de uma destas passagens: Romanos 9:6-13

É importante notificar e explicar o porquê que Paulo se refere a muitos serem feitos justos no verso 19 – pois nem todos são feitos justos mas somente a Sua posteridade. Mas o que é verdade sobre a humanidade sem excepção é que todos estão em Adão, todos pecaram e como resultado a morte passou a todos os homens. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Romanos 5:12).

Tendo representado este solene facto, Paulo passa a seguinte parêntese do verso 13 até 17 com o propósito de ilustrar como Adão e Cristo se representam como representativos de ambos os povos em questão referentes a ambas posteridades. Apesar de nem todos terem feito aquilo que Adão fez de qualquer forma como sendo o representante o seu acto de desobediência afectou-os a todos. Da mesma forma toda a posteridade de Cristo apesar de não terem feito o que Ele fez; mas Cristo sendo o representante do Seu povo pelo Seu acto de obediência em oferecer a Sua vida pelo Seu rebanho este acto afectou-os a todos tal como o acto de desobediência de Adão afectou a sua posteridade. Paulo mostra no verso 13 e 14 que não é a presença da lei que determina se um peca ou não porque quando nem sequer havia lei (desde Adão até Moisés) a morte sempre reinou e reinou porque o pecado ainda estava na humanidade governado os seus actos. Ao contrário de Adão que desobedeceu um comando que lhe foi dado por Deus e ao contrário daqueles que se encontram debaixo da lei que transgridem os comandos de Deus, aqueles desde de Adão até Moisés pecaram não contra um comando exterior (eis porque de não terem pecado a semelhança de Adão) de qualquer forma eles pecaram. O pecado ainda estava dentro deles e a morte reinava sobre eles. Eles não procuravam Deus virando-se contra Deus e vivendo de acordo com a volúpia e prazeres das suas mentes corruptas negando constantemente de livre vontade a revelação da verdade de Deus que Deus declarou pela criação do mundo e nas suas próprias consciências (Romanos 1:19-22, 2:10-16, 3:9-18). Então que estejam debaixo da lei ou não o pecado reinou e a morte pelo pecado. A lei nada fez para prevenir esta realidade. De facto quando a lei foi dada também foi dito; – “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse

Todavia Adão era nada mais do que uma figura ou tipo de Cristo “No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.Romanos 5:14. O que é apresentado pela desobediência de Adão e as consequências que por ele vieram e caíram sobre toda a sua posteridade é uma figura ou imagem daquilo que haveria de vir através de Cristo através da Sua obediência para toda a Sua posteridade. “Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.

E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus CristoRomanos 5:15-17  

Ó mas que tremenda diferença entre o trabalho de Adão e o trabalho de Cristo. Adão por um acto de desobediência mergulhou-se a si mesmo e toda a sua posteridade em condenação, morte e destruição. Mas através da oferta da graça por Jesus Cristo; toda a Sua posteridade apesar de esta ter cometido muitas ofensas são de qualquer forma justificados em Cristo. Recebendo abundante graça pela Sua intercessão e também a oferta da justificação que reina em Jesus Cristo. Pelo acto de obediência em obedecer a vontade de Seu Pai em ter oferecido a Sua vida pelo povo de Deus para que eles soubessem o que é a ” justificação de vida” (5:18) pelo derrame do Seu sangue (5:9). Eis “pela desobediência de um só homem” (no jardim) “muitos foram feitos pecadores” assim “pela obediência de um muitos serão feitos justos” (sobre a cruz 5:10). Pois o fruto da desobediência de Adão do qual ele comeu trouxe a morte mas ‘note caro leitor’ que o fruto da árvore da obediência de Cristo quando Cristo bebeu da taça a ira de Deus, Cristo conquistou e derrotou a morte trazendo vida eterna para o Seu povo. Que contraste não acha?  

É assim que Deus justifica os ímpios e este é o contexto do capítulo 5 – a morte de Cristo. A posteridade de Cristo “tendo sido justificados pelo seu sangue” (5:9). Cristo os justificou pela Sua perfeita obediência “sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:8) em dando a Sua vida como substituição no lugar do Seu povo sofrendo a morte que eles mereciam para que eles fossem feitos “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2Córintios 5:21). Onde é que entrou a lei? Foi a justificação alcançada pela lei? NÃO pela lei. Porque “se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde.“. A morte de Cristo trouxe a justificação para o Seu povo através do Seu sacrifício colocando-se como substituto deles pela Sua obediência para com a vontade do Pai.

Pois “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.Gálatas 3:13-14 

Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro.

Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um. Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes.” Gálatas 3:19-22            

Eis o porquê que nós não vemos a justificação ter vindo pela lei mas sim pelo derrame do sangue e morte de Cristo. Foi pela obediência de Cristo que o Seu povo foi liberto da lei e da condenação pois a lei veio “para que a ofensa abundasse” … “mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;” “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.”

Dêem louvor e graças a Deus pelo substituto dos pecadores, por Aquele que se ofereceu como sacrifício pelos pecados de muitos como sendo o resgate e pagando o preço com o derrame do Seu precioso sangue e morte na cruz – o senhor Jesus Cristo. E dêem louvor a Deus onde o pecado abundou a graça abundou muito mais.

Mas eu pergunto ao meu caro leitor, o que é que sabe sobre está graça? Terá o Espírito de Deus feito o abundar desta graça em Cristo no seu coração? Onde se encontra o meu caro leitor neste momento; Será que se encontra representado por Adão ou em Cristo? Estará justificado ou condenado?

É Cristo o seu substituto? já foi reconciliado para com Deus pela morte do Seu Filho Jesus Cristo?      

Romanos 5:8 ” Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Romanos 5:6-7-8-9-10-11-12Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.

Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.  Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.  Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.

Romanos 5:18-19 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.                                                  

 

Amem.           

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