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Trabalho de Ian Potts

 

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.Romanos 8:1

 

Assim com este magnífico verso se abre o capítulo oito de Romanos. Com um verso tão grandioso, assegurador e tremenda passagem que leva todos os que crêem em Deus Pai a louvar o Seu Filho – Senhor Jesus Cristo. Passagem que se manifesta dirigindo-se para todos os crentes em Cristo pela graça de Deus. Aqui a vitória da fé sobre todos os seus inimigos é assegurada não pela força ou vontade dos crentes mas sim por causa de Cristo. E é por essa razão que eles que acreditam são mais do que conquistadores – Pelo mérito e obra do Senhor Jesus Cristo.

 

Note que o resgate da condenação da lei é para todos aqueles que estão em Jesus Cristo – e para nenhum outro. Tendo primeiro mostrado no capítulo três que todos aqueles que Deus salva são aqueles que acreditam (leia verso 3:22), Paulo dá início por mostrar os que acreditam – eles são aqueles que estão em Cristo – aqueles que são chamados por filhos de Deus.  

 

Mas como é que uma pessoa se encontra em Cristo? E quando é que essa pessoa vem a ter fé em Cristo? E como é que a fé conquista todos os inimigos?

 

Para se poder responder a todas estas perguntas devemos de reconhecer em primeiro que a salvação de um pecador ou pecadores começa muito antes de se olhar para Cristo em fé. Dá-se início muito antes de se ouvir falar sobre o trabalho de Deus em Cristo, do qual encontramos no Evangelho. Da mesma forma tudo começa muito antes de se sentir convicto do pecado ou de ouvir o suar do alarme de Deus no coração avisando para fugir da ira que há-de vir.

 

A salvação deve nada pela decisão do pecador em aceitar Jesus e muito menos em fazer-se aceitável perante Deus por algo que venha a fazer ou que tenha feito. O que é que um homem morto em pecados e ofensas pode fazer para ser aceitável perante Deus? Qual é a decisão ou acto de um cadáver que ele possa vir a ter que o faça ter força para sair da cova? Absolutamente nenhuma decisão não é verdade. Se tiverem dúvidas perguntem ao coveiro da sua terra se ele alguma vez viu um cadáver sair da cova pela sua vontade.

Da mesma forma quando um pecador é salvo – e pecadores são salvos o processo não começa pela vontade do pecador mas sim pela vontade e propósito de Deus. Não na altura ou hora que o pecador julga ter dado iniciado ao processo mas sim na hora e propósito de Deus. O trabalho de Deus em salvar pecadores começou muito antes de eles virem a ter fé em Cristo e muito antes de terem nascido neste presente mundo. Esta maravilhosa salvação, este potente resgate da ira que há-de vir deu-se início muito antes do tempo em que o Filho de Deus veio e andou neste mundo para oferecer a Sua vida por muitos.

 

Quando lemos a carta escrita pelo apóstolo Paulo para Romanos se torna evidente que existe um trabalho precedente ao de um pecador vir a ter fé para acreditar em Cristo e a vir a reconhecer Cristo como o seu Salvador. Reconhecemos que existe um trabalho realizado por Deus do qual se pode seguir seus passos até muito antes de o Evangelho ter sido anunciado ao homem e deste ter sido criado em tempo até mesmo antes da criação do tempo.

 

Pois este trabalho deu seu início em eternidade quando Deus propôs salvar um povo pelo Seu Filho Jesus Cristo. Foi aí que o propósito da salvação deu seu início – no propósito eterno de Deus na eterna aliança entre o Pai e o Filho pelo qual Deus escolheu um povo em Cristo “antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;” (Efésios 1:4), e assim “nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,” (Efésios 1:5-6).

Foi este povo que em tempo Cristo redimiu através do derrame do Seu sangue e morte sobre a cruz para trazer perdão para os pecados desse mesmo povo que em tempo Deus faz conhecer a todos que pertencem há essa aliança “o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo” que em Cristo “temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça“.

 

É este eterno propósito e esta divina eleição que Paulo faz manifesto no capítulo nove de Romanos. Foi este propósito do qual levou Cristo a oferecer a Sua vida e disser aos Seus discípulos “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.” (João 10:14), e porque Cristo conhece todos aqueles que Lhe pertencem como o Pai Lhe conhece e também Ele conhece o Pai, Cristo deu a Sua vida pelas ovelhas (João 10:15) para que os pecados desse povo fossem julgados em justiça para Deus ser justo na Sua “demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:26), tal como foi demonstrado no anterior capítulo de Romanos. É este trabalho percepcionado por Deus em trazer pecadores a Cristo que pecadores são convictos dos seus pecados, acordados para a vida, convertidos e levados ao arrependimento que por fim agarrar Cristo com a fé que Deus lhes oferece.

 

Assim podemos observar uma ordem no trabalho de Deus em salvar pecadores. Começando primeiro no eterno decreto de Deus ampliado pelo trabalho de Deus em oferecer o Seu Filho como um sacrifico de substituição por pecadores culminando por fim no trabalho experimental de Deus Espírito na vida presente de cada crente quando esse é transportado do reino das trevas e morte para o Reino da luz e vida eterna em Cristo.

 

Na carta para Romanos Paulo apresenta todas estas verdades. Em primeiro lugar ele revisa as suas ordens e traça a sua origem e fonte dessa mesma luz. Nos primeiros capítulos da carta Paulo começa por traçar a fonte da fé e o objectivo da fé – a eleição divina e o decreto de Deus no capítulo 9. Tendo apresentado o trabalho objectivo de Deus no Evangelho desde o capítulo 3 até o capítulo 5 Paulo demonstra os seus efeitos desde o capítulo 6 até o capítulo 8. Aqui no capítulo 8 nós podemos ver os efeitos e essências desses elementos expandindo as vertentes do trabalho de Deus em todos aqueles que são levados a terem fé em Cristo – conversão, arrependimento que nascem pela união com Filho.

 

A totalidade do contexto do capítulo 8 de Romanos é a união com o Filho de Deus – em se estar em Cristo nascido de novo por Deus. Todo o conforto, segurança, benza, toda a vitória sobre os inimigos da fé é assegurada para todos e só para todos que se encontram em Cristo – os filhos de Deus. Novamente vemos em toda a parte na carta para Romanos o existente contraste que marca a diferença entre aqueles em Cristo e os que se encontram fora de Cristo – ambas pessoas sejam elas do povo judeu ou gentios são feitas de novo num novo Homem – Cristo “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

 

E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” (Efésios 2:13-16) – as inimizades daqueles que se encontravam separados pertencendo de qualquer forma a posterioridade do Ultimo Adão – Cristo mas não aos que pertencem ao primeiro Adão que pelo qual entrou o pecado neste mundo. Reconciliação para aqueles que são amados como Jacó mas não para os que são odiados como Esaú para aqueles que estão em Cristo pelo Espírito de Deus. Dois Homens duas Sementes dois caminhos … um leva á morte mas o outro leva á vida eterna.  

 

Sim … Vida eternal. Vida eternal para todos que estão em Cristo. Todos que são libertados por da morte do pecado e da lei pela morte de Cristo são por Cristo libertos da condenação recebendo o amor de Deus encontrando repouso e são estes que são mais que conquistadores em Cristo. E são todos estes que nunca poderão ser separados do amor de Deus que há em Cristo.

 

Mas o que é que marca todos estes? O que é que os define? Aqui no capítulo 8 Paulo diz-nos:

 

Eles têm uma nova vida

 

Eles foram retirados das trevas para a luz

 

Eles têm uma nova mente

 

Eles andam pela fé no Espírito tendo uma mente celestial.

 

Vendo todas estas coisas um pode perguntar – de onde nasce todas estas diferenças? Resposta – nascem do céu. Pela revelação de Cristo.

Todas estas coisas nascem da mesma fonte e essa fonte é a luz de Deus … e essa luz é encaminhada pelo Evangelho.

 

Vejamos novamente estas realidades e essenciais que tomam lugar na salvação de cada uma das pessoas que pertencem a Deus. Essenciais que marcam todas as crianças de Deus.

 

 

Filhos de Deus

 

Em primeiro lugar nós nunca iremos poder ver as verdades e vertentes do trabalho de Deus que existe na salvação de pecadores (nunca iremos poder experimentar as consequências do trabalho de Cristo sobre a cruz quando Ele ofereceu a Sua vida no lugar de pecadores, por aqueles que em si não tinham força Romanos 5:6), até que o Espírito de Deus nos acorde para a vida.

 

Nós temos de nascer de novo.

 

É neste novo nascer e nesta nova vida que Paulo se alegra e a descreve no começo do capítulo 8 de Romanos começando por oferecer “graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor.” (Romanos 7:25) por o ter libertado das consequências do seu corpo em lhe trazer morte pela corrupção do pecado que existia na carne “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8:2).

 

Foi isto que Paulo descobriu. Ele descobriu ter sido liberto pelo – Espírito de vida, em Cristo Jesus. Deus em ter condenado os pecados de Paulo na carne do Seu Filho Jesus Cristo “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;” (8:3), Cristo em ter morrido pelo pecado tendo depois ressuscitado com nova vida fez Paulo também ressuscitar e como resultado Paulo nasceu de novo pelo Espírito nascido para a vida eterna tendo recebido “Espírito de vida, em Cristo Jesus“. Mas até esse ponto Paulo se encontrava tal como muitos outros neste mundo; isto é morto sem vida por causa do pecado.

 

Por natureza nós estamos mortos. Mortos espiritualmente. Mortos “em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.” (Efésios 2:1). Estando morto para a verdadeira consciência e noção de Deus – da existência de Deus do Seu poder da Sua Majestade da Sua graça do Seu eterno amor da Sua paciência persistente por todos aqueles que o Seu Filho morreu. Nós estávamos mortos.

 

Arruinados em Adão feitos em iniquidade concebidos em pecado tal como David confessa em Salmo 51:5 “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”, Desde que saímos do ventre nós nos extraviamos falando mentiras bebendo iniquidade como água. Por natureza estamos cegos para a verdade nem a queremos não a conseguimos ver nem a podemos ouvir e se ouvimos a verdade não a conseguimos compreender. Amando sim o pecado, amando-nos a nós mesmos e a este mundo presente. Por natureza somos completamente ignorantes para as coisas de Deus e para as coisas que pertencem á vida eterna. Por natureza estamos mortos.

 

Mas será que a religião melhora esta situação? Resposta – fez a religião de Paulo um homem melhor? Não foi ele educado como judeu, um fariseu “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu;” (Filipenses 3:5)? Não foi ele um homem zeloso pela sua religião, não conhecia ele todas as escrituras, não era ele cuidadoso em guardar toda a letra e lei de Deus? Será que foi esta religião que o conduziu a verdade – será que o conduziu a Deus? Claro que não.

 

Apesar de ser um judeu, hebreu ou fariseu mesmo sendo da tribo de Benjamim Paulo, Saul como ele era conhecido anterior á sua conversão ele estava completamente cego para a verdade a respeito de Jesus Cristo. Toda a sua aprendizagem das escrituras, todo o seu zelo na sua religião juntamente com todo o seu intelecto e esforços o deixaram cego e morto como sempre estivera. Mesmo sendo religioso ou não, Paulo no seu zelo se opôs á verdade de Deus a respeito de Seu Filho Jesus Cristo… No seu zelo Paulo perseguiu a igreja de Deus levando muitos a morte este é o resultado do zelo carnal estimulado pela religião.

 

É verdade que Paulo tinha muito conhecimento a respeito e sobre a palavra de Deus nas escrituras mas em prática e em verdade tudo era vaidade carnal mostrando o quanto estava morto espiritualmente e corrupto por natureza. Cego para a verdade, surdo para a palavra da vida e morto em pecados e ofensas. Este era o estado de Paulo e ele mesmo o descreve “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.” (Filipenses 3:7) porque quando Deus se agradou em revelar a verdade a Paulo, ele foi levado a escrever “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,

 

E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte;

 

Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos.”  

 

Com ou sem religião por natureza nós estamos mortos. Completamente mortos. E pode aquele que está morto ouvir? Podem eles ver? Podem eles acreditar? Podem eles erguerem-se do buraco em que se encontram e seguir o Senhor Jesus Cristo?

 

Não. De maneira alguma – lhes é impossível. A não ser que primeiro sejam ressuscitados dos mortos. Até que recebam vida pelo Espírito. Digo novamente que não até que Deus na Sua misericórdia os acorde para a vida eterna pelo poderoso trabalho do Espírito Santo que lhes assopra vida celestial, vida eterna através do poder da Sua palavra.

 

Assim o homem permanecera morto até que seja baptizado com o Espírito de Deus e que Deus faça a sua habitação nesse mesmo homem.

 

Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós.

Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

 

E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.” (Romanos 8:9-10)

 

Note que não terá vida até que Deus Espírito os ressuscite “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” E não até aquela hora “em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.” João 5:25.

 

Mas se essa hora vir que o Filho de Deus se agrada em nos falar pelo Seu Espírito através do Evangelho então aí sim nós nasceremos de novo tendo vida – a vida de Cristo em nós – nós iremos ver e iremos acreditar no Filho de Deus que nos salvou. Pois “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” João 5:24.

 

Já ouviu a voz do Filho de Deus? Será que você já ouviu a voz de Cristo no Evangelho, você que estava na cova morto e acorrentado pelo pecado e corrupção (João 5:28), já foi “de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.”? (1 Pedro 1:23).

 

Pois a não ser que já tenha ouvido, até que seja gerado, nascido de novo “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3).

 

E por essa razão não te maravilhes “Necessário vos é nascer de novo.” (João 3:7).

 

 

Convertido                

 

A iminente consequência do novo nascimento é a conversão. Conversão significa ser virado de um caminho para um outro caminho mas este sendo em sentido contrário.

 

Este é o efeito que o Evangelho tem sobre todos aqueles que Deus se agrada em acordar para a vida, aqueles que seus olhos são abertos para a verdade – “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” Atos 26:18.

 

Aqueles que nascem de Deus os filhos de Deus são retirados do reino das trevas e do poder de Satanás para a luz. Eles são virados do caminho que outrora caminhavam na carne para um novo caminho em que seguem o Filho de Deus sendo guiados pelo Espírito (Romanos 8:4). A mudança é dramática por natureza é como fazer uma manobra de 180 graus. Outrora andavam nesta direcção agora eles são conduzidos noutra direcção. Outrora amavam as trevas mas agora eles amam a luz e odeiam os actos da carne e a corrupção que se encontra no interior exultando numa só voz as coisas de Deus. Antigamente eles eram completamente ignorantes das suas inabilidades pela carne para poderem guardar aquilo que Deus demanda na Sua Lei mas agora os mandamentos de Deus tendo sido assimilado no interior pela aplicação do Espírito eles descobrem que a lei de Deus os condena sem base nem hipótese de fuga da ira de Deus porque eles transgrediram todos os seus princípios e mandamentos. Por isso eles choram para que sejam libertos e redimidos da pena da lei. (Romanos 7:9-11, 25)

Tendo gritado “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” eles descobrem a resposta no Evangelho que Jesus Cristo já os redimiu e os libertou da lei do pecado e morte causando-os a “que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:4.

 

E agora sendo guiados pelo Espírito de Deus eles “com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;Romanos 2:7.

 

Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” Romanos 8:14.

 

 

O arrependimento garantido   

 

Desde o verso número 5 de Romanos 8 até o verso 17 Paulo trata em explicar a realidade da nova vida que os crentes têm em Cristo por terem sido nascidos de novo pelo poder de Deus. Através do anunciar do Evangelho, tendo nascido de novo pelo Espírito de Deus e pela verdade, após de terem sido realmente convertidos e virados em sentido contrário do reino das trevas, o povo de Deus recebe uma nova mentalidade. Outrora tinham uma mente carnal mas agora eles têm uma mente espiritual. Antigamente se preocupavam com as coisas da carne que do qual trazia morte mas agora eles se preocupam com a paz “Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.”(Romanos 8:6).

 

Que dramática mudança e que mudança de mentalidade. Toda a nossa maneira de pensar foi alterada e é isto que se chama arrependimento e sem arrependimento sem que haja esta alteração nós nunca iremos pensar correctamente sobre Deus e nunca conheceremos Deus como nosso Salvador. Mas seguramente sem qualquer duvida todos eles que nascem de novo pelo poder de Deus os mesmos serão convertidos e serão levados ao arrependimento voltando-se contrariamente as coisas da carne para se preocuparem com as coisas do Espírito.

 

Para este fim Paulo apregoou o Evangelho – “Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.” Atos 20:21. E para este fim: para garantir o arrependimento e a mudança do entendimento natural para um espiritual. Cristo abriu as escrituras aos Seus discípulos em Lucas 24:44-48, “E disse-lhes:

 

São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.

 

Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.

 

E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.”

 

Muitas das coisas acerca do arrependimento e sobre o seu efeito no coração; muitas das coisas a respeito do espírito que se manifesta arrependido no interior de um pecador; a lamentação sobre o seu pecado; tudo isso é um efeito do arrependimento mas a importante realidade é que o arrependimento tem a ver com uma nova mentalidade. A palavra Grega metanóia significa uma completa mudança de mentalidade e a sua forma de pensar. Excepto toda a nossa mentalidade seja alterada o nosso entender e compreensão das coisas de Deus ficarão inalteradas e permaneceremos sempre em oposição a verdade de Deus, “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.Romanos 8:7-8.

Da mesma forma os homens e mulheres que ainda se encontram na posteridade do primeiro Adão “E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;” (Romanos 1:28-29) porquê? “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” Romanos 1:25.

 

Mas dêem graças a Deus que todos aqueles que Deus acorda para a vida já não se encontram na carne mas sim no Espírito (8:9), tendo agora uma nova mentalidade, tendo-se arrependido das obras mortas que julgavam por elas agradar Deus vêem e reconhecem que se encontram mortos descansando agora completamente na justiça de Deus em Cristo para as suas justificações tendo recebido o Espírito Deus “o espírito vive por causa da justiça” (Romanos 8:10).

 

Que tremenda transformação que o arrependimento trás, que passagem da morte para a vida das trevas para a luz da carne para o Espírito – e para que fim? Para que nós sejamos chamados “filhos de Deus” porque não recebemos “o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.“.  Que união e que maravilhosa proximidade para com Deus Pai que agora pela graça e obra de Deus em Cristo todos os seus filhos são levados apreciar. O que podemos disser sobre isto tudo? Nada menos que uma maravilhosa harmonia e gloriosa reconciliação. Outrora afastados mas agora unidos pela graça de Deus em Cristo. 

 

E como é que podemos saber que somos filhos de Deus? Desta forma… “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.Romanos 8:16-17.

 

A fé que conquista

 

A conclusão de Romanos 8 desde o verso 18 até o verso 39 representa uma das mais encorajadoras e gloriosas passagens que se encontra nas escrituras para quem acredita no Senhor Jesus Cristo.

 

Tendo exposto o trabalho de Deus em Cristo correspondente a salvação do Seu povo, as varias consequências desse trabalho no trazer desse povo para uma vida nova em Jesus Cristo pelo trabalho do Espírito Santo, em ter virado esse povo do caminho das trevas para o caminho da luz de andarem na carne para andarem e serem guiados pelo Espírito, em lhes garantir arrependimento para os trazer para uma nova forma de pensar, tendo sido virados da mente carnal para uma espiritual, Paulo agora traz á nossa vista o fruto desse trabalho efectuado pelo dom da fé que salva e pelo qual todo o povo de Deus é levado a ver e a acredita no Evangelho. Esse povo encontra-se agora não só unidos pela fé mas como também confiando em Cristo que os salvou. Assim unidos a Cristo confiando na Sua obra andam perante Deus assegurados da vitória sobre todos os inimigos. É a fé e a certa esperança que é representada á fé que se encontra por de trás do resto do capítulo 8.

 

Esta passagem apresenta-nos a segurança que a fé encontra no trabalho realizado por Deus em salvar o Seu povo. Não por algo que o povo tenha feito ou que possa fazer mas sim por causa do trabalho de Deus para esse povo. É aqui que a fé encontra conforto, encontra esperança e vitória – no trabalho de Deus em predestinar, chamar, justificar e glorificar todos aqueles que Deus escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (8:30).

Aqui nesta passagem a fé descobre que qualquer que seja a tribulação neste reino terrestre, qualquer que seja as aflições deste tempo presente que possa vir a enrolar o crente, qualquer que seja a dor (8:22) enquanto esperamos a adopção nada se compara com a glória que em nós há-de ser revelada. De qualquer forma nós somos salvos pela esperança, pacientemente esperando por aquilo que ainda não conseguimos ver “mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.” (8:25), mas olhamos sim com o nosso olhar da fé gemendo pela promessa da herança que há-de vir rezando pelo Espírito que pelo qual Cristo intercede por nós, “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” (8:27).

 

É pela fé que “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósitoRomanos 8:28.

 

Em que base se baseia essa fé, em que conhecimento? Na base que todos “os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

 

 E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” Romanos 8:29-30.

Mas que base de segurança não acha? Que certa e segura salvação que Deus trouxe para todo o Seu povo. Como certo é o seu final dando o seu princípio – “os que dantes conheceu também os predestinou… a estes também glorificou“. Quem é que fez isto? Deus o fez. É tudo feito por Deus desde o princípio até o fim. Nada depende do homem, nada está dependente da frágil vontade humana nem muito menos no seu desejo depravado nem na sua fé pois não é a sua fé que o salva mas sim o objecto dessa fé – Naquele em que a fé descansa. Tudo é de Deus, tudo pela Sua graça tudo é certo e seguro porque “quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” Cristo terminou tudo que era necessário para a justificação do Seu povo, tudo foi por Cristo consumado. A salvação pertence ao Senhor. E que grande salvação.

 

Mas com que efeito? Qual é a confiança do grito da fé pela qual encontra esta esperança?

 

Que diremos, pois, a estas coisas?

 

Se Deus é por nós, quem será contra nós?

 

Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

 

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

 

Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.

 

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

 

Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

 

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”

 

Romanos 8:31-39

 

Amem

Trabalho de Ian Potts

Novembro 17, 2007

 

No último capítulo da carta para Romanos Paulo conclui o seu epistolo com comprimentos para os irmãos e irmãs que se juntam na igreja em Roma. Paulo reafirma assim a sua completa confiança na mensagem do Evangelho entregue aos santos.

 

Tendo-se dirigido aos santos no capítulo 1 louvando a união que têm no Senhor Jesus Cristo no qual foram chamados através do Evangelho. Juntamente com este louvor Paulo agradece a Deus pela fé que os crentes demonstram e da qual é falada por toda a parte “Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé.” (Romanos 1:8). Da mesma forma no encerrar do seu epistolo ele louva as condutas diárias dos crentes, as obras que demonstram pelo amor que têm para com Cristo. Nesta igreja se demonstra um povo unido no amor de Cristo extraído de ambas partes, uma de judeus e a outra de gentios. Não se apresenta qualquer ambiguidade por parte dos crentes. Note que nacionalidades, raças, culturas ou interesses humanos não fazem parte desta união mas sim uma união em Cristo. Eles se apresentam unidos em Cristo pelo Evangelho – que outrora haviam sido escolhidos por Deus em eternidade por uma eleição eterna efectuada por Deus Pai e Deus Filho, eterna aliança. Esses crentes que foram redimidos pelo sangue derramado do Filho de Deus na cruz, agora acordados pelo Espírito de Deus para uma vida espiritual para que vivam e andem pela fé.

 

Apesar desta imensa verdade Paulo no verso 17 avisa os irmãos sobre todos aqueles que causam divisões na igreja pelas suas oposições a mensagem anunciada. A conservação e o bom estado da união da igreja repousa nos seguintes factores – uma fiel pregação e aderência ao Evangelho, aquela mensagem declarada desde o princípio e expandida em todos os epistoles. A origem de divisões consiste na partida desta mesma mensagem.

 

União não consiste em credos e confissões. Não se consiste em denominações ou em ordens de igrejas e muito menos em autoridade humana seja esta de Papas em Roma ou outra qualquer. Teologia humana com as suas tradições ou organizações muito espiritual que estas sejam ou se pareçam não são nada mais que simples vaidade. A unidade não se consiste nem é mantida por nenhuma destas coisas mas sim em Cristo e no Seu Evangelho da forma que é revelada pelo Espírito de Deus e tudo que se separa desta verdade cai em corrupção. Não é Deus o autor da vida pois Deus é vida e Nele não existe morte. “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.” Deus é luz e nele não existe trevas nenhumas mas em contrapartida tudo que origina da vontade do homem carnal é trevas especialmente aqueles que trazem doutrinas contrárias aos dos apóstolos causando divisões e ofensas. Pois por bom palavreado eles enganam os corações de muitos. Note e tome conta do que ouve. Como é vital esta mensagem e como é seria a advertência dos apóstolos para tudo que seja contrário da doutrina por eles expandida, note a advertência de Paulo aos crentes em Roma “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” Romanos 16:17.

 

Como devemos nós de receber a mensagem do Evangelho? Será que a devemos de a receber ligeiramente, superficialmente? A mensagem do Evangelho não deve de ser recebida como uma outra mensagem qualquer esta mensagem não pode ser comprometida.

 

Mas nós agradecemos Deus que o mesmo Evangelho que por Paulo foi declarado em Roma ainda se faz soar nos dias de hoje. Este Evangelho permanece fiel pois se não fosse não se poderia dizer que é o Evangelho eterno de Deus. É a mensagem daquela mesma fé que foi outrora entregue aos santos. Esta mensagem não muda com o tempo, é eterna. Não se pode adicionar nem subtrair e nem esta sujeita a opiniões ou objecções de homens, não se encontra sujeita a mudança das modas deste mundo ou as diferenças de culturas e pessoas. Se mantém certo e correcto. É a fé que antes foi entregue.

 

Esta é a mensagem que devemos de ouvir nos dias de hoje. A mesma mensagem que foi anunciada desde o principio e que se encontra gravada nas escrituras. 

 

É esta a mensagem que ouviu? É esta a fé que confessa? A fé que outrora foi entregue aos santos? Será que Deus lhe revelou este mistério?

 

Pois estas verdades têm de ser reveladas pelo Espírito de Deus e enquanto não for tudo permanecerá um mistério. Pois através da vinda de Cristo e as escrituras do N.T aquelas coisas se encontravam escondidas como segredo e mistérios foram revelados, coisas que só se encontravam vistas como figuras e tipos e profecias agora reveladas em Cristo, da mesma forma agora nos dias de hoje até que Deus abra os olhos do homem para que se possa ver. E se Deus não o fizer tudo permanecera um mistério. Até que o Espírito de Deus tome as palavras das escrituras e as assopre nos corações, até que Deus proclame o Evangelho a nós em poder a verdade permanecerá nada mais que palavras gravadas numa pagina. Um mistério escondido aos olhos dos homens. Nós podemos ler a Bíblia, podemos devorar inúmeros livros podemos até ouvir um pastor mas tudo permanece longe das nossa compreensões tudo é confuso e nada mais do que simples informação. Não interessa o quanto é inteligente ou quanto é sábio tudo permanecerá um mistério escondido mesmo debaixo dos nossos olhos até que Deus pela Sua misericórdia se agrade em nos ensinar a nos rebaixar a Sua imensa gloria e majestade como de numa forma de criança e em humildade pois Jesus disse “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.Mateus 11:25.  

 

Quando Deus nos revela a verdade como quem tira um trapo que previne o olhar, abrindo os olhos para podermos ver a verdade que se revela no Evangelho ai sim tudo fica claro. Depois tudo que se encontrava escondido e oculto por causa dos pecados da carne se torna visível, o que dantes era uma sobra escura pela graça de Deus se torna real como tudo é feito manifesto pela luz do sol após uma noite de escuridão. Tudo é revelado pela aquela luz divina – Cristo. O que dantes era um conhecimento da letra sobre as escrituras, um simples conhecimento sobre Cristo por Deus se torna num conhecimento de Cristo pela experiencia do Espírito.

 

Eu pergunto de novo, será que Deus já lhe revelou este mistério? Será que Deus já lhe revelou Cristo através do apregoar do Evangelho? Aquele ‘Evangelho que é o poder de Deus para a salvação?’ aquele “mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;” (Colossenses 1:26) que declara “as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;”(Colossenses 1:27). Pois “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.” Timóteo 3:16. Será que este Evangelho já lhe foi revelado?

 

Pois a salvação não descansa em nenhuma outra mensagem – porque Cristo o Salvador não é revelado em nenhuma outra mensagem. Qualquer que se seja a variação daquela fé que outrora foi entregue aos santos, muito menor que seja é o mesmo que partir da verdade e do poder da salvação. A nossa grande necessidade nos dias de hoje é voltar de novo para a verdade que outrora, no princípio foi entregue aos santos, em primeiro por profetas e depois por Cristo e depois pelos Seus apóstolos. Não para aqueles grandes dias do passado da igreja. Não para o grande acordar nem para os tempos da reformação em 1689, 1646, ou 1500 não para o tempo de Lloyd – Jones, Philpot, Spurgeon, Whitefield, Luther ou Calvin. Mas sim voltar ao princípio. Voltar de novo para o Evangelho da forma como se encontra gravado nas escrituras, da forma como foi revelado por Cristo e seus apóstolos. Voltar de novo para a fé que outrora foi entregue aos santos. Voltar para aquela fé que Paulo anunciou e expandiu nos seus epistoles para os romanos.

 

Será que Deus já lhe ensinou esta fé? O verdadeiro e único eterno Evangelho? A única verdadeira mensagem?

 

Já lhe foi revelado no coração no homem interior pelo Espírito através da palavra por aqueles que Deus enviou com a Sua mensagem? Mensagem e palavra que entrou no coração não de uma forma exterior mas sim entrando em poder no Espírito Santo e com muita segurança?

 

Que Deus se agrade em soar esta mensagem com o Seu poder nestes dias e nesta geração. A mensagem de Cristo a mensagem sobre a Sua salvação da Sua justificação em justiça através da fé e de uma eterna eleição. Mensagem sobre a justificação gratuita, salvação pela graça e não pelas obras da carne nem vontade do homem mas sim pela vontade do Senhor. Aquela salvação que é de Deus e não do homem que é de fé para fé – até mesmo a fé que outrora foi entregue aos santos.

 

Esta mensagem e não outra.

 

A fé de Jesus Cristo.

 

Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé;

 

Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.”

 

Romanos 16:25-27                                       

                                 

Amem

Trabalho de Ian Potts

14 De Abril 2008

 

Na carta de Paulo para os Romanos em capítulo 15, e após de ter concluído o capítulo 14 oferecendo ânimo aos irmãos para se servirem em amor e para se encorajarem, edificando-se uns aos outros, através do erguer do olhar da fé em direcção de Cristo tomando Cristo como exemplo. Paulo encoraja aquela união dos irmãos do amor que têm para Cristo e para os irmãos de forma que eles tenham uma só mente “Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” Rom. 15:6 

 

Note neste verso a forma como o Pai é glorificado, não é totalmente contrária á geral forma pela qual o homem a vê? Quando a mensagem de Deus sobre a salvação no Evangelho é vista e posta na perspectiva de Deus se torna evidente que o Evangelho não é tanto o que é recebido ou entregue ao homem pelo termo, salvação do povo de Deus. Mas sim o que é entregue a Deus e a Sua imensa gloria através da redenção realizada pelo Seu Filho em resgatar e redimir a Sua Noiva, a igreja que por sua vez a trás ao Pai para “que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia, como está escrito: Portanto eu te louvarei entre os gentios, E cantarei ao teu nome.“que a igreja adore o Pai fazendo assim manifesto as maravilhas da Sua graça perante toda a criação tanto agora como em eternidade.      

 

Por este mesmo termo ou digamos, por este princípio o apostolo relembra a igreja que se encontrava em Roma a imensa e grandiosa misericórdia de Deus em enviar o Evangelho aos gentios. A esses gentios que outrora não haviam conhecido a verdade que agora pela misericórdia e graça de Deus a conhecem “como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, E os que não ouviram o entenderão.” (Rom. 15:21). Paulo afirma que foi Deus que o enviou e a forma pela qual é enviado e para qual fim. Para que “seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo.” (Rom. 15:16) e juntamente exprimindo o seu grande desejo em os visitar em Roma a fim de lhes anunciar o Evangelho pessoalmente e permanecer com eles por algum tempo refrescando-se na amizade e amor comum que existe em Cristo. Contudo em primeiro lugar Paulo teria de visitar os santos que se encontravam em Jerusalém (15:25) e fazendo isto ele relembra os leitores gentios da união que existe entre eles e os crentes judeus por toda a parte assim mostrando que os gentios em Roma devem da mesma forma mostrar amor para esses irmãos judeus tal como outros gentios haviam feito por terem recebido dos judeus bens espirituais.

 

 “Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais.” (Rom. 15:27).

 

Mas acima de tudo o grande desejo de Paulo é apregoar o Evangelho. Lhes anunciar Cristo para lhes trazer “a plenitude da bênção do evangelho de Cristo.” (Rom. 15:29). Paulo foi enviado com uma mensagem e essa mensagem teria de ser entregue e essa mensagem, (a fé) foi o que “foi dada aos santos.” (Judas 1:3). A mensagem de Paulo, o Evangelho que anuncio não discorda nem varia do único pois só existe um Evangelho, o Evangelho eterno de Deus. A mensagem que Paulo anunciou em Roma foi a mesma mensagem que anunciou em Jerusalém. O mesmo Evangelho apregoado aos santos em Gálatas e em Efésios, a mesma mensagem a respeito da cruz de Cristo e Ele crucificado foi nessas igrejas entregue como também nas igrejas de Coríntios e Tessalonicenses. Paulo só tinha uma mensagem, um só Evangelho uma só fé da qual tinha sido entregue por Deus, através da revelação, pelo Seu Servo para a igreja. Tendo sido ensinado essa mensagem – a fé – Paulo foi enviado para a anunciar e o seu grande desejo era que os santos em Roma pudessem vir também a conhecer essa mensagem. Não em parte nem somente conhecida pelo intelecto humano mas sim em toda a sua grandeza, em toda a sua riqueza, de uma forma interior, tanto no coração como na mente para que eles fossem estabelecidos e construídos na verdade para que a “bênção do evangelho de Cristo” pudesse também ser deles e que Deus se glorifique neles. Esta era a vontade de Paulo e é esta toda a vontade que existe no coração de todos aqueles que por Deus são enviados para anunciar o Evangelho. Como aquele que é enviado por Deus para apregoar o Seu Evangelho como um servo de Jesus Cristo, Paulo não só tinha uma mensagem para entregar aos santos em Roma como também ele lhes escreveu e iria ter com eles pela forma de um que vive dessa mesma mensagem que pretendia entregar. Forma esta de um que anda na Verdade, como um que servia tanto o seu Mestre como o seu Senhor e os Seus irmãos para o bem de Cristo. Paulo era um servo e escravo de Jesus Cristo, “chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus” do qual vivia a sua vida consagrada ao serviço de outros “ministrando o evangelho de Deus“. Paulo guiado por exemplo ministrava outros. O seu incitador para com os irmãos e para que eles se servissem uns aos outros nascia pela sua mesma conduta e forma de vida quando por sua vez os servia. Ele os exortava os crentes a seguir Cristo da mesma forma como ele seguia Cristo. Não só pela letra da palavra mas sim pelo amor que Deus faz nascer nos corações de todos os crentes. Deus é a fonte do Amor e da Vida se alguém têm falta de amor para que possa oferecer a outros, peça a Deus que lhe de amor, olhe para Cristo o maior exemplo de amor. Jesus Cristo amou todos aqueles que o Pai Lhe deu e Ele deu a Sua vida por eles quando ainda eles nem sabiam a quem pertenciam para que eles pudessem viver juntos com Deus no Seu Reino.

 

Agora consideremos a lição que nos é exposta por Paulo nas suas várias cartas para as diferentes igrejas e também na sua conduta diária em relação para com os seus irmãos. Pelo menos em três lugares o apóstolo exorta aqueles para qual escreveu para que o sigam e retenham em mente como exemplo a sua mesma conduta.

 

Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.” 1Córintios 4:16  

Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1Córintios 11:1  

Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam.” Filipenses 3:17    

 

As exortações de Paulo não são sem fundação nem sem autoridade. Ele não os encoraja a o seguir cegamente como se lê um mapa ou que sigam o seu ensinamento simplesmente porque ele o diz. Não, de maneira nenhuma! As exortações de Paulo contêm peso por causa daquele que ele mesmo segue, Aquele que o enviou para anunciar o Evangelho – o Senhor Jesus Cristo. Paulo escreve “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1Córintios 11:1.

 

Já alguma vez ouvimos alguém disser para não seguirmos homens? Normalmente se alguém nos adverte com tal frase é porque existe criticismo quando o ministro de um certo homem é condenado é pelo crítico ou grupo de pessoas. Não faças o que ele te disse para fazeres! Coisas deste género.  A dedução é que devemos de seguir Cristo invés de homens. Existe claramente uma certa verdade nisto (apesar do criticismo apresentar uma falsa dicotomia) em que o homem não deve de se elevar fora de medida sendo Cristo sempre preeminente em todas as coisas e por último que nós devemos ser seguidores de Cristo que é o Grande Pastore das Suas ovelhas. De Cristo que deu a Sua vida pelas ovelhas para que pudessem em Si ter vida eterna, o perdoar dos pecados e paz sendo por Cristo reconciliados para com o Pai. As escrituras advertem e muito correctamente o faz para “Deixai-vos do homem cujo fôlego está nas suas narinas; pois em que se deve ele estimar?Isaías 2:22. Os homens que por natureza são pecadores muitas vezes nos podem levar em caminhos tortos se lhes dermos ouvidos. Nós temos de ser espertos e conhecer intimamente aquilo que se refere Sabedoria para que possamos reconhecer a quem seguimos ou damos ouvidos. Muitas pessoas com falta de sabedoria (e esta que se obtêm em pedir que Deus nos a dê) foram levadas para destruição por certos homens em caminhos tortos e obscuros. Assim muitos que são guiados por cegos se tornam cegos e se um cego guia outro cego ambos cairão na valeta ou num outro lugar pior. Guiados por impostores quer o façam deliberadamente ou não o facto não deixa de ser verdadeiro e eles são impostores e cegos para a verdade que há em Cristo. Impostores que prometem muito mas dão pouco pode parecer bem aos ouvidos mas por ultimo eles falam deles mesmos e não de Deus. Excepto a graça de Deus penetre no coração de um homem e este seja levado pelo Espírito a ter fé para acreditar em Cristo e no Seu trabalho realizado na cruz ninguém será salvo. É por graça que sois salvo e não pela vossa vontade mas sim um dom de Deus. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.Efésios 2:8. Se não fosse pela graça de Deus todos: note – todos os homens teriam em inimizade para com o Criador. Mesmo assim Paulo exorta os que o ouvem para serem seguidores dele da mesma forma como ele é seguidor de Cristo.

 

É no final da sentença de Paulo que nós podemos encontrar a resposta para o dever ou não dever de seguir o que os homens dizem e mesmo assim quais? Paulo era um seguidor de Cristo. A sua exortação não era simplesmente para o seguir mas sim seguir o concelho que ele dá – como ele mesmo seguia Cristo segui também vós Cristo. Paulo guiava os seus seguidores para Cristo e eis o porquê que o deveriam de o seguir. Em seguir Paulo eles seguiam Cristo. Foi Cristo que apareceu a Paulo ainda quando ele se chamava Saul, quando por sua vês Saul caminhava na rua que se dirigia para Damasco. Cristo revelou-se a Paulo lá do céu e o enviou para anunciar o Evangelho (leia Atos 26). Paulo foi enviado por Cristo para abrir os olhos dos pecadores, “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” Atos 26:18.  É este enviar pela parte de Cristo para anunciar o Evangelho que a exortação de Paulo “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” guarda peso. Cristo enviou Paulo para o Seu povo para que Paulo guiasse esse povo a Cristo. Então deveriam eles de seguir Paulo que por sua vez os guia a Cristo que deu a Sua vida por eles?

 

Em 1 de Coríntios uma similar advertência encorajando o povo de Deus com a seguinte razão para o qual devem de ser imitadores de Paulo enquanto neste mundo. “Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados. Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja.” 1Coríntios 4:14-17.

 

Os crentes na igreja de coríntios para o qual Paulo escrevera tinham nascido de Deus Espirito Santo através do apregoar do Evangelho pelos lábios de Paulo. Eis o porquê de Paulo os chamar de “meus filhos amados“e escreve “porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo“. Tão próximo estava Paulo na sua relação com os crentes, mostrando-se não só envolvido com eles como também os guiava a Cristo. Tão instrumental na conversão desses crentes que Paulo se declara como pai e os crentes seus filhos pelo Evangelho. Apesar de saber que as conversões desses crentes havia ter-se realizado através do trabalho do Espírito Santo, apesar desta verdade e de saber que só Deus é Pai, de qualquer forma o propósito de Deus é usar o apregoar do Evangelho pelos lábios daqueles homens que envia para trazer pecadores mortos em pecados e ofensas para a vida em Cristo. Paulo foi enviado com o Evangelho para a igreja de Coríntios e tanto homens como mulheres foram salvos por esse Evangelho. Assim Paulo correctamente afirma que “eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo” ele os gerou eis que é razoável disser “como meus filhos amados“. Então não deverão eles seguir Paulo que fielmente os conduziu a Cristo? Este Paulo que fielmente lhes declarou Cristo no Evangelho que por essas palavras eles nasceram de novo não pela carne mas sim pelo poder da palavra de Deus. Eles podiam ter mil instrutores em Cristo mas não foi Paulo o pai deles que pelo seu apregoar do Evangelho de Deus os salvou e gerou em Cristo? Por Cristo, sim, pelo trabalho de regeneração do Espírito Santo também por ter acreditado no Evangelho pela fé que Deus lhe havia oferecido, claro. Mas de qualquer forma foi por ter acreditado naquele Evangelho que lhes tinha sido entregue por aquele homem que Deus enviou, aquele Evangelho o único Evangelho de Deus apregoado pelos lábios de Paulo. Deus os gerou através do apregoar de Paulo e este do Evangelho de Cristo. Se assim é não deveriam eles de seguir este homem que foi enviado por Deus para os trazer a Cristo que o enviou? “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” diz Paulo.

 

Como se não houvesse razoes mais que suficientes que Paulo era um seguidor de Cristo e que o seu apregoar do Evangelho de Cristo causou os ouvintes a serem nascidos de novo. Assim Paulo enviou aos Coríntios seu amado filho Timóteo “Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja.”. Pelo ensinamento e conduta de Paulo pode-se confirmar que ele era um fiel seguidor de Cristo, um que o povo de Deus se deve alegrar em seguir. Então Paulo envia Timóteo aos crentes para que ele dê testemunho do se carácter e dos seus caminhos e alegrias em Cristo. Testemunhar também que o ensinamento de Paulo é consistente e o mesmo que é ouvido por todas as igrejas. Testemunho para que na ausência de Paulo os crentes em Coríntios não se esquecessem do seu verdadeiro carácter em Cristo. Como podemos ver Paulo ensinava os crentes á o seguir contudo a sua advertência não consistia em proveito próprio mas sim por amor e por haver uma positiva razão por de trás.

Paulo deu três razões para a pergunta se, devemos de seguir alguém no caminho da fé ou não. Respostas das quais deverão apagar qualquer oposição e silenciar as más-línguas e da mesma forma respondendo as oposições que os crentes possam afrentar.

 

Em primeiro lugar Paulo seguia Cristo e sendo assim ao seguir Paulo os crentes eram conduzidos a Cristo. Em segundo lugar foi Cristo que enviou Paulo para anunciar Seu Evangelho que por sua vez quando anunciado Deus se agradou em trazer muitas almas do reino das trevas para o reino da luz e vida em Cristo. Em terceiro lugar. A conduta de Paulo não só era exemplar como todos os seus caminhos eram em Cristo sendo assim que o seu ensinamento por todas as igrejas dava testemunho do trabalho de Deus no seu coração e que Deus por ele trabalhava. Mais ainda tudo que Paulo fazia mostrava com que autoridade ele fazia o que fazia desmontando o fruto do seu trabalho para que os seus seguidores pudessem saber que foi Cristo que o havia enviado para os conduzir a Cristo. (Mateus 7:15-20). Como poderiam estes crentes rejeitar em seguir Paulo?

 

Os crentes que seguiam Paulo estavam correctos em o seguir pois ao confiar e seguir eles não seguiam um homem mas sim Cristo que havia enviado Paulo. Por ter acreditado na palavra de Cristo anunciada por esse homem e por terem testemunhado o seu trabalho guardando esse mesmo exemplo, exemplo de um que vivia para servir o seu Senhor e Mestre – Jesus Cristo. “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1Coríntios, “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam.Filipenses 3:17, (leia 2 Tessalonicenses 3:7-9 e Hebreus 13:7)

 

O que era verdadeiro de Paulo também é verdadeiro de todos aqueles que Deus envia para a Sua igreja para apregoar o Evangelho de Deus a respeito de Seu Filho. Paulo era um apóstolo e único a esse respeito mas de qualquer forma todos aqueles que seguem pelo seu caminho são igualmente enviados por Deus para anunciar o mesmo Evangelho que Paulo anunciou. Eles vêm com a autoridade daquele que os enviou assim declarando o mesmo Evangelho pelo qual mulheres e homens são acordados e virados do caminho das trevas para a luz, resgatados do poder do diabo para o poder de Deus. É pelo anuncia do mesmo Evangelho que Deus Espírito Santo acorda os pecadores mortos em pecados e ofensas para a vida eterna em Cristo Jesus. É pelo anunciar do Evangelho que Cristo trás um povo, a Sua Noiva para o Seu Pai afim de o glorificar. E é o mesmo trabalho de graça que outrora havia trabalhado em Paulo agora também nas vidas e caracteres de todos daqueles que Deus envia com a Sua palavra para que esses homens sejam exemplos para outros seguirem pois eles seguem Cristo. Correctamente Paulo exortava outros para o seguirem e em tal exortação Deus exorta-nos a seguir aqueles homens que envia para a Sua igreja sendo estes ofertas para a edificação do corpo de Cristo no percurso de seguir Cristo.                                 

          

Como se pode ver a pergunta não é tanto se devemos ou não de seguir homens pois a exortação de Paulo claramente nos mostra que devemos mas o que devemos de perguntar e do qual devemos de ter cautela é a quem devemos de seguir. Então quais são os homens que devemos de seguir? Todos aqueles que seguem Cristo. Quando Deus se determina em salvar um povo onde quer que se encontre Deus sempre envia um homem com o Seu Evangelho para que esse homem conduza esse povo a Cristo (Romanos 10;14). Paulo disse, “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo“. Nós devemos de seguir aqueles tal como Paulo são enviado por Deus para anunciar o Evangelho a respeito de Cristo, aqueles que proclamam a mesma doutrina apostólica. Aqueles que declaram a mesma verdade a respeito da pessoa e trabalho do Filho eterno de Deus – o Senhor Jesus Cristo. Aqueles que declaram a divindade de Cristo a Sua humanidade a Sua incarnação o Seu baptismo a Sua visitação a Sua morte, ressurreição e ascensão e o Seu presente ministro em gloria. 

 

Aqueles que declararam a ruína do homem pela queda de Adão com a sua total depravação na sua natureza pecadora. Sigam aqueles que declaram a realização e o fim do trabalho de Cristo sobre a cruz. A grátis justificação de pecadores pelo sangue de Cristo a imputação da justiça de Deus pela fé de Jesus Cristo para todos aqueles que acreditam no Seu Nome. A absolvição dos pecados e a reconciliação para com o Pai pela eleição da graça de Deus em Cristo antes das fundações deste mundo. Sigam aqueles que declaram que a salvação pertence ao Senhor e a Ele salvar a quem Lhe agrada que a salvação é na sua totalidade e inteiramente pela graça de Deus do princípio ao fim. Aqueles que afirmam que a salvação é um trabalho de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Sigam aqueles que declaram o Evangelho de Cristo tal como era anunciado no princípio e ainda é e para sempre será – tal como Paulo apregoava e o Espírito de Deus lhe dava força e poder e desta mesma forma o fez pelo continuar dos tempos por todos aqueles que Deus enviou em Nome de Cristo. Estes são os homens que devemos de seguir. Aqueles que seguem Cristo.

 

Em contra partida todos os outros que não declaram estas verdades devem de ser evitados e rejeitados. Nós devemos de testar tudo aquilo que os homens dizem em Nome de Cristo pelas escrituras e se algum for encontrado em falta nós devemos de nos afastar desse homem e nunca mais lhe dar ouvidos. Nós devemos de nos afastar de tais que trazem um outro evangelho e um outro Jesus com um ouro espírito (2 Coríntios 11:4). Nós devemos de nos desviar de quem nega Um Deus em Três Pessoas, Pai Filho e Espírito Santo. De tais que questionam e negam a inspiração e autoridade da palavra de Deus nas escrituras e o seu continuar do testemunho do trabalho de Cristo. De tais que proclamam a salvação por obras ou pela livre vontade do homem. De tais que negam a livre graça soberana de Deus na salvação. De tais que negam os decretos e propósitos eterno de Deus em Cristo, na sua eleição de um povo pelo qual Cristo deu a Sua vida para trazer esse mesmo povo para a vida eterna em Si. Virem-se de todos que negam o verdadeiro trabalho do Espírito Santo na regeneração em acordar pecadores mortos em pecados e ofensas para a vida eterna em Cristo. Rejeitem todos aqueles que anunciam um evangelho com mistura de trabalhos e fé de lei e graça de Sinai e de Sião. De tais que apregoam muito sobre o homem e pouco sobre Cristo que os seus seguidores só podem ser desviados de Cristo e nunca conduzidos a Cristo. Tais homens devem de ser evitados. Mas pela graça de Deus existe homens que por Deus são enviados e esses seguem Cristo e anunciam o Evangelho de Deus a respeito do Seu Filho eterno; estes sim devem de ser seguidos. Pois estes homens procuram que o homens seja nada mais do que homem, que ele seja derrubado, que o seu espírito orgulhoso e pecadores seja conquistado pelo Espírito de Deus. O homem que procura exaltar Cristo e que ele nem seja visto que desaparece pelas traseiras da palavra para que aqueles que o ouvem o Evangelho não o vejam mas sim Cristo.

 

Se nós viramos as nossas costas aqueles que Deus envia com o Seu Evangelho; se nós nos envergonharmos em os seguir ou sentir medo de seguir tal homem que realmente é um seguidor de Cristo é o mesmo que virar a nossas costas a Cristo. Em não receber aqueles que Cristo envia é o mesmo de não receber Cristo. Tratar esses homens com cuidado e respeito é o mesmo que cuidar de Cristo e o respeitar. Se nós negamos esses homens e confiamos somente no nosso entender na nossa única interpretação das escrituras é por ultimo seguir a nós mesmos e ao nosso entender. É correcto ser cauteloso a respeito de homens que afirmam ter o Evangelho de Deus tal como é importante ser cauteloso sobre os ensinamentos que eles pretendem nos transmitir. Não há duvidas que devemos de ser cautelosos e que devemos de medir todas as palavras e mensagens anunciadas pelos homens e compara-las com as escrituras mas nós erraríamos se formos cautelosos em excesso até ao ponto de negar o ensinamento de Cristo pelos homens que envia anunciando a salvação de pecadores pelo eterno Evangelho de Deus a respeito de Seu Filho – Jesus Cristo.

 

Que Deus nos dê graça e discernimento para poder saber e reconhecer e seguir aqueles que Cristo envia como sendo presentes para a Sua igreja pois esses que Deus envia são por sua vez seguidores de Cristo. Para ser um verdadeiro seguidor de Cristo é receber todos aqueles que Ele envia com a Sua palavra sendo estes homens ofertas para a edificação e construção da igreja para a imensa glória de Cristo.

 

Que nós sejamos encontrados como sendo verdadeiros seguidores de Cristo ao seguirmos aqueles que seguem Cristo para que Cristo seja glorificado no Seu Corpo aqui a terra e o Pai por Ele pois “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.” Apocalipse 5:12

 

Amem.

 

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” Efésios 4:11-16                                                                               

 

Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:37-40

Trabalho de Ian Potts

Novembro 7, 2007

 

Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o fazRomanos 14:6.

 

No meio do capítulo 14 da carta para Romanos Paulo no verso 5-6 considera o guardar de dias. O guardar de certos dias especiais é um assunto, digamos antes assim, é um vírus do qual penetra rastejando com doce e suave toque na religião. Os Judeus debaixo da lei foram comandados para guardar o sabá (Sábado) tal como muitos outros dias de importância cerimonial para a adoração de Deus. Os crentes Gentios em Roma que por vez nunca esteve debaixo da lei como uma aliança exterior como os Judeus de outrora queriam começar a guardar dias especias. Portanto o que foi costume e usual para alguns era prática invulgar e estranha para outros. Alguns em Roma se encontravam fortemente convictos que deveriam de continuar a guardar o dia de Sábado ou outros dias tal como outrora os Judeus haviam guardado. Outros não viam a necessidade. Alguns sentiam que a pratica de separar um dia aparte em sete afim de se devotarem a Deus era de grande importância. Outros sentiam que deveriam de tratar todos os dias da semana da mesma forma.

 

Opiniões sobre este assunto eram não só diversas como fortes na sua natureza, desta mesma forma como outrora foi também agora nos dias de hoje podemos observar em varias dominações este mesmo erro. A confusão que foi instalada por alguns ainda permanece. Muitos estão completamente convencidos de umas coisas e outros de outra. Alguns por exemplo guardam muito especial o dia do nascimento e morte do Senhor em certos dias todos os anos. Outros sentem que certas práticas não são comandadas pelas escrituras reconhecendo que certas práticas são influenciadas pelas tradições e caprichos dos homens. Argumentos de contra e favor podem ser fortes mas a verdade tem de ser encontrada na Palavra do Senhor e não em tradições.

 

É este mesmo assunto que Paulo adere nestes dois versos, argumentando quer um guarde o dia ou não o guarde esse crente deve guardar como sendo para o Senhor. Debaixo e sobre a Nova Aliança os crentes não estão debaixo da lei para que tenham de guardar o Sábado ou outro qualquer dia em particular de relembrança (tal como a Páscoa). Contudo isto não quer dizer que o guardar de certos dias é errado. Paulo procura salientar que o guardar ou não guardar de certos dias não é errado em si e não deve de ser razão para divisão entre os crentes. Paulo destaca a importância de evitar contestar sobre dúvidas (14:1) desta natureza. O que importa é como um se aproxima e guarda esse dia (o que é que é importante nesse dia), guarde ou não tudo deve de ser feito como se fosse feito ao Senhor.

 

Houve uma vez que me foi perguntado sobre o dia de Sábado.  

 

Esta foi a pergunta juntamente com o seu contexto: “tu mencionaste que o guardar do dia de Sábado não é especialmente mencionado no Novo Testamento em contra partida nove dos outros mandamentos são citados. Existe então alguma aplicação sobre isto? Me parece que é omisso porque o dia de Sábado (ou dia de descanso) foi principalmente instituído em Criação, i.e. Deus trabalhou em seis dias e no sétimo Deus descansou. Quais são as tuas ideias na pratica no guardar do Sábado nos dias de hoje, por exemplo: te contentarias em ir as compras no Domingo? Se não, então explica porque não?

 

Vejamos esta pergunta sobre o dia Sabá ou Sábado ao realce da luz do ensinamento de Paulo em Romanos 14. Em primeiro lugar é significante observar que o comando de guardar o dia de Sábado não aparece no N.T. isto é porque essencialmente o guardar do dia de Sábado era uma figura e tipo no A.T que apontava para aquele descanso que os crentes têm em Cristo. Os crentes antes de virem a Cristo, encontram-se debaixo da lei espiritualmente falando e na lei trabalham. Mas quando conduzidos a fé os seus ‘seis dias de trabalho’ vêem ao fim e o crente entra no descanso de que Deus instituiu tendo sido crucificado com Cristo e ressuscitado com Cristo para o outro lado da morte. Então o crente está em descanso realizando e reconhecendo que o Sábado era nada mais que uma figura. Eis que no N.T com o nascimento de Cristo e o Seu trabalho tendo sido terminado na cruz, pela Sua morte o Sábado veio ao fim. Por isso nós lemos em Mateus 28:1E, no fim do sábado” que corresponde a ressurreição do nosso Senhor. Este verso não só se refere ao fim daquele sábado em particular mas sim refere-se ao fim do guardar do Sábado ponto final.

 

Existe um descanso apontado por Deus para o Seu povo e podemos ver essa mesma figura pelos acontecimentos do povo de Israel após ter saído do Egipto e após ter recebido a lei por Moisés.

Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?” (Hebreus 3:17) e por que é que Deus se indignou “e a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?” (Hebreus 3:18) desobedientes? Porquê? Vejamos: “E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade.” (Hebreus 3:17), por que o povo não acreditou em Deus, isto significa que eles não tinham fé em Deus. Mas eles não ouviram o Evangelho? Não, quem disse isso, “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.” (Hebreus 4:2)

 

Visto, pois, que resta que alguns entrem nele, e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência,” (Hebreus 4:6), note caro leitor algo importante nesta passagem que é destruída pelo tradutor português e digo isto porque na KJV este erro não acorre. O mesmo verso na KJV o que é um melhor trabalho de tradução do que aquele feito por os tradutores portugueses, infelizmente tenho que admitir, o final do verso diz ‘por causa de desobediência‘ mas na KJV o verso lesse-se “Seeing therefore it remaineth that some must enter therein, and they to whom it was first preached entered not in because of unbelief:” note, não por desobediência mas sim por não acreditarem. O que é não acreditar, não é isso não ter fé. Julgo que sim. Vejamos, não foi Abraão justificado pela fé e fé que recebera de Deus para acreditar nas promessas que Deus lhe deu assim Abraão olhando para Aquele (Cristo a prometida Semente) que lhe foi prometido acreditou. Não foi preciso lei nem guardar o Sábado contudo Abraão entrou no descanso de Deus. Mas Abraão obedeceu a Deus quando Deus lhe pediu para oferecer o seu único filho como sacrifício. Sim mas esta obediência foi obediência pela fé que possuía em Deus pois ele contava Deus capaz de trazer o seu filho do mundo dos mortos, contudo isto foi para mostrar Abraão aquilo que Deus iria fazer através de Cristo. Se assim não fosse as escrituras não poderiam dizer “Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.” (Hebreus 4:10)

 

Como é que veio estas promessas a Abraão, foram elas pelas obras da lei ou por obediência? “Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.” (Romanos 4:13

 

Se um crente pode por razão de guardar ou não guardar gabar-se perante os seus irmãos e orgulhar-se por ter feito algo que outros não fizeram, julgando-se melhor por ter guardado o Sábado porque a lei diz para guardar o sétimo dia, pensa por a sua obediência a lei vai poder entrar no descanso de Deus, este não só está enganado como o véu que se encontra no rosto de todos os judeus quando leiam as escrituras encontra-se também no seu coração. Se não fosse como pode as escrituras disser que homem nenhum se poderá orgulhar pelas obras da lei nem pelas obras da lei será justificado. Mas se um guarda a lei dias Sábados etc., então a justificação não lhe é atribuída por obra e graça de Deus nem é recebida pela fé mas sim lhe é recebida como divida. Mas isto é impossível Deus diz que a justificação é por graça e não pelas obras da lei “Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada.” (Romanos 4:14), o quê vamos fazer a morte de Cristo um acto inútil? Claro que não e se assim é como é que querem juntar ao trabalho de Deus os seus mesmos trabalhos de guarda ou não guardar a lei. Pela lei “nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” (Romanos 3:20)    

 

De acordo com o mencionar do Sábado na Criação, é verdade que em Génesis 2 menciona o Sétimo Dia juntamente em Êxodo 20 refere-se em relação com a lei do Sábado. Contudo é importante realçar que em nenhuma parte em Génesis o Sábado se encontra como lei. Encontre mencionado mas não é mencionado como uma lei que o homem teria de cumprir ou de guardar esse dia. Menciona sim o Sétimo dia em que Deus após a Criação descansou mas não como uma lei entregue ao homem. Somente após de Moisés ter resgatado o povo de Israel do domínio de Egipto e só após de ter entregado a lei (o que é uma aliança de obras “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3:19-21“). Nós nunca lemos sobre os patriarcas guardando o Sábado ou Sétimo no sentido de lei. Certamente na Criação o tipo e sentido do Sétimo dia é mencionado porque é o acontecimento da Criação de Deus e a figura daquilo que Deus trás na nova Criação da qual pertence o eterno descanso. A lei de Moisés certamente se refere a isto porque a lei do Sétimo dia é uma figura daquilo que havia de vir, (e foi feita como lei para nos ensinar que quebrar esse descanso por trabalhar é errado porque isso significa juntar o nosso trabalho com o trabalho de Cristo para a salvação – nós somos comandados para descansarmos no trabalho de Cristo). Contudo o facto permanece que em nenhuma parte em Génesis é nos comandado guardar o Sétimo Dia e note que as instruções e requerimentos para como guardar o Sétimo dia só é nós declarado pela lei.

 

Quando chegamos ao N.T nós temos varias referências sobre o Sétimo dia nos Evangelhos e no livro os Atos dos Apóstolos mas muitas destas referencias se referem aquilo que Cristo fez nos dias de Sábado coisa que desagradava os Judeus, (os judeus não gostavam porque eles viviam pela lei não por fé mas sim pela aliança de obras) que o acusaram de quebrar a lei do Sábado. Na carta para os Colossenses 2:16 do qual é significante realçar porque Paulo ensina a importância da libertação das coisas terrestres que alguns que entraram na igreja pretendiam colocar os crentes em cativo pelas coisas que outrora eram observadas e ainda são mas sim por aqueles que se encontram debaixo da lei pois estes não confiavam no trabalho realizado pelo Filho de Deus. Paulo procurava colocar o olhar dos crentes sobre coisas celestiais em Cristo, mostrando que os tipos e figuras terrestres já passaram com Cristo.

 

Somando, no N.T nós somos libertos da lei incluindo a lei do Sábado (Sétimo dia). O mencionar do descanso do sétimo dia na criação não altera este facto porque a posição do crente é de morto para este mundo presente para esta presente criação vivendo em Cristo. Em Cristo ressuscitado para a nova vida para o outro lado da morte. O que pretende há esta vida presente é nada mais que uma sombra em comparação á realidade que nos é entregue na nova criação em Cristo. O sétimo dia figura aquele descanso eterno que nós temos em Cristo. Em Gálatas 6:14 Paulo diz-nos que o mundo está crucificado para ele e ele para o mundo. Se assim é ele está crucificado para todas as coisas que pertence a este mundo incluindo a observação de dias santos e sétimos dias. Nós que cremos não estamos debaixo da lei (nós estamos mortos para a lei e para este presente mundo). Como crentes temos de estar convictos da nossa posição em Cristo. Pois Cristo nos transportou para o outro lado da morte. Já não somos deste mundo nem da posteridade de Adão mas sim celestiais no Segundo Homem Cristo. Nós somos chamados para mortificar os actos da carne e se assim é nós nos consideramos morto para a carne, mortos para o mundo e para tudo que é terrestre. Tipos e figuras com as suas sombras serviram o seu propósito no Antigo Testamento mas agora a realidade já veio a verdadeira luz já veio, nós deitamos fora as coisas antigas e andamos na liberdade que há em Cristo nosso Salvador.

 

Mas em prática como é que todas estas coisas funcionam? Obviamente apesar do nosso estado em Cristo ainda temos a carne e ainda estamos neste mundo (apesar de não sermos deste mundo) e temos semanas com dias e noites … e por esta razão apesar de não estarmos debaixo de uma obrigação legal para guardar o dia de Sábado, estando morto para a lei, de qualquer forma o princípio de um dia de descanso em sete enquanto neste mundo é um agradável. Fisicamente e espiritualmente neste mundo e em muitas formas temos essa necessidade. Também é agradável adorar o nosso Senhor todas as vezes que possamos e em termos um dia por semana separado especialmente para esse fim sem que haja uma distracção pelos nossos trabalhos diários ajuda bastante. A situação histórica deste país por exemplo (Inglaterra) que oferece o domingo como descanso para muitos é algo de se agradecer e eu me alegro e voluntariamente marco esse dia aparte para adorar Deus. Sendo o primeiro dia da semana que é o dia que Cristo ressuscitou dos mortos (não o sábado mas um dia em sete e um dia bom para relembrar a ressurreição do nosso Senhor).

 

Sendo possível assim evitar trabalhar e fazer compras em tal dia ajuda pois tais coisas podem me distrair da adoração que pretendo oferecer a Deus nesse dia. Tal como Paulo diz em Romanos 14:6, “Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz“. Nós não estamos sobre uma obrigação legal para guardar um dia entre sete e por isto não deveríamos de ser julgados por outros que vêem as suas liberdades em Cristo de forma diferente ou por aqueles que lhes faltam liberdade porque ainda estão debaixo da lei e não em graça cometendo-se em trabalhos. Que estimemos um dia acima de um outro ou não quer que observemos um dia por semana em diferencia dos outros dias ou um dia anual ou não nós devemos de o fazer para o Senhor, tudo em fé, tudo para a Sua glória. E que tudo seja livremente de boa vontade do amor que temos para Cristo nosso Salvador.

 

Existe alguns que reconhecem que o crente já não está debaixo da lei do Sábado que do qual tratam o Domingo tal como outro dia (excepto por atender a uma assembleia numa uma vez ou duas nesse dia). Bem eles têm essa liberdade para o fazer mas outros preferem o contrário achando melhor elevar todos os dias á mesma marca invés de trazerem tudo para um só dia como os de outros. Mas como não podemos trazer todos os dias e os elevar a marca desejada por causa de termos de trabalhar para sustentar família quem tem família, ir as compras etc., apesar de querer mais de que um dia, talvez dois ou três e separá-los para adorar Deus, apesar disso não deixamos de agradecer por esse um só dia da semana em que temos a liberdade em o separar e nesse dia adorar Deus, não só privadamente mas como publicamente. É bom em poder pelo menos tratar esse dia de uma forma diferente – em dar o nosso tempo livremente ao Senhor. Se tu gostas de colocar a tua mente em coisas celestiais colocando aparte tudo que é terrestre então não é em observar o Sábado porque a lei te comanda mas sim de boa vontade oferecer o teu tempo ao Senhor que essa vontade seja originada pelo amor que tem para com o Senhor que te amou primeiro e deu a Sua vida por ti.

Como um dia de descanso nós nos podemos relembrar aquele eterno descanso que nós temos em Cristo que no libertou da escravidão para a liberdade como crianças da luz que caminham pela luz do rosto de Cristo no poder de uma vida eterna em Cristo. Tendo morrido pelos nossos pecados ressuscitou como o Primeiro dos mortos no qual temos a nossa vida e ser.   

 

Quer guardemos um dia ou não, não seja isso causa de disputas. Vivemos sim pela fé cada dia e todos os dias fazendo tudo como seja para o Senhor e que possamos nos reunir sempre com os nossos irmãos, quer seja no primeiro dia da semana, no segundo ou outro qualquer para ouvir a palavra do Senhor no Evangelho de Deus adorando-o sempre em fé pela fé que nos ofereceu e por fim que tudo seja feito para o louvor do Seu Santo Nome.

 

Paulo escreve assim:

 

Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.

 

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz.

 

O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.

 

Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.”                                                                                    

 

Amem.

Trabalho de Ian Potts

Novembro 7, 2007

 

Tudo o que não é de fé é pecado.” Romanos 14:23

 

No capítulo 14 na carta para Romanos, Paulo considera varias relações. Relações como as que existe entre os irmãos na fé e os que se encontram fracos na fé. Paulo descreve também a liberdade que cada um dos crentes tem em Cristo para que se possa partilhar ou não de certas coisas. Coisas tais como o de comer de certas carnes. Paulo revelando estas coisas demonstra o contraste que existe entre as coisas terrestres que são temporárias com as coisas que correspondem ao Reino de Deus como sendo celestiais e eternas. Constantemente e repetidamente por toda a parte neste epistolo para os Romanos e aqui neste capítulo em particular a atenção é colocada sobre Cristo e sobre o Seu Evangelho.

 

A forte ênfase que Paulo coloca neste capítulo é que muitas das coisas que os homens se consomem com preocupação e se apontam fazer tal como o caso de regras e leis que por fim sãos por estas que se julgam uns aos outros. É tudo isto de pouca importância e consequência (14:14). O que é importante na verdade é o realçar do motivo que nos leva por detrás daquilo que fazemos para que tudo que fazemos seja feito como fosse feito ao Senhor sempre originando-se pela fé: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.Romanos 14:23. Todos devem de considerar que Cristo é tudo em tudo.

 

Muito daquilo que os homens colocam importância em religião, muitas das suas praticas colocadas sobre outros, muitas das pratica e padrões só origina lugar para o julgar e condenar de outros e tudo isto é originado pela invenção da carne (imaginação do homem) sendo terrestre e não celestial. Pode-se parecer correcto mas no fim faz o homem em se aproximar de Deus pelas suas obras e vontade da sua carne. Os resultados destas coisas, práticas e regras de conduto segundo a vontade e obra do homem não devem nada á liderança do Espírito e muito menos ao que se classifica caminhar pela fé. A carne na sua concupiscência facilmente quer ter parte e entra adulterando as coisas que são de Deus. Em contra partida nós somos chamados para andar no Espírito e não na carne. Para andar pela fé e não pela vista. Tudo que não é de fé é pecado. Tudo que seja feito? Tudo que façamos seja bom ou mau, pode parecer bom exteriormente aos olhos dos homens mas se não for pela fé é pecado.

 

A fé é a regra pela qual o crente caminha neste mundo e nesta vida, “o justo viverá da fé.” (Romanos 1:17). Este princípio é aplicável em todos os aspectos da vida de um crente. Eis o porquê que Paulo alerta e encoraja os crentes a serem completamente convencidos nas suas mentes (14:5) a respeito das suas atitudes diárias para viver sempre para o Senhor, “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (14:8) sabendo que pertencemos ao Senhor e para que tenhamos uma limpa consciência perante Deus sobre o comportamento diário reconhecendo que  “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” (14:12). Paulo relembra os seus irmãos da morte e ressurreição de Cristo por eles para que Cristo seja Senhor sobre eles “Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.” (14:9) e eis que é a Cristo e somente a Cristo que devem qualquer consideração sobre as suas condutas e não a qualquer outro homem… então porquê que é que eles se julgavam uns aos outros, porque é que nós nos julgamos uns aos outros?

 

Paulo relembra os mais fortes entre os irmãos para que estes sejam atentos e cuidadosos daqueles que são fracos e para que não façam coisas que possam levar os mais fracos a tropeçar. É melhor abster de certas coisas mesmo que nada de mau se pareça em as fazer para não ofender aquele que é mais fraco na fé, “Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.” (14:21). Da mesma forma Paulo adverte para se evitar em discórdias sobre dúvidas das coisas carnais e inconsequentes para a vida na fé. Aqueles que são noviços na fé normalmente tornam-se obstinados e extravagantes nas suas conversas, referindo-se sobre as coisas que eles julgam que outros crentes devem de fazer nas suas vidas diárias. Aqueles mais fortes na fé que por sua vez são mais sabidos são advertidos por Paulo para por um fim a esses tipos de disputas carnais e assim evitar que os irmãos mais fracos façam ofensas pelas suas condutas, e para que se relembrem constantemente de serem atentos e cuidadosos dos seus irmãos sobre a vida da fé que é construída sobre coisas celestiais. Para olhar sempre para Cristo o autor e fundador da fé.

 

Por fim Paulo conclui em erguer o olhar dos irmãos das coisas do reino terrestre, das inconsequentes coisas sobre comida e bebida e do guardar de dias para a esperança da fé da qual o Reino de Deus se apresenta.                                                  

 

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Porque quem nisto serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.

 

Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.Romanos 14:17-19.

 

Que Deus se agrade em oferecer graça continuamente ao Seu povo para que este caminhe neste mundo na fé tendo suas afeiçoes não em coisas carnais e temporárias mas sim em Cristo e no Seu Reino. Que o povo de Deus pela Sua graça e paz não se julguem uns aos outros mas sigam as coisas que trazem e edificam o Corpo de Cristo. Pois o justo viverá da fé e o que não é da fé é pecado.

 

Amem.

Trabalho de Ian Potts

Dezembro 21,2007

 

Porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” Romanos 13:8

 

No capítulo 13 de Romanos Paulo encoraja o povo de Deus a andar perante outros tal como aqueles que no passado andaram pela fé, como todos aqueles que se amam uns aos outros pela fé “fé que opera pelo amor” Gálatas 5:6. Paulo esforça os crentes a necessidade de se submeterem-se aos que têm poder sobre eles, sabendo que é Deus que os coloca neste mundo afim de os fazer bem pois estes poderes são os “ ministro de Deus para teu bem” diz Paulo pela autoria do Senhor. Quais são estes poderes? Bem são os governos que governam o povo com as suas leis “Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.” Sabendo que é Deus que os ergue e que um dia Deus irá os derrubar mas até esse dia “dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto;” da mesma forma guardar temor, a quem temor é reservado a quem honra, honra.” Não fazendo algo de mal ao próximo mas sim bem pois em o fazer demonstra amor “porque quem ama aos outros cumpriu a lei.”. Para que toda a alma “esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação” Note caro leitor que Paulo não comanda o povo de Deus de volta para a lei para que esta os governe mas sim para que eles andem pela fé que opera amor e ao fazer isto a lei é cumprida. “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” Romanos 13:8

 

A expressa exortação de Paulo é para se vire das trevas para andar “honestamente, como de dia” como crianças da luz tendo colocado ou vestir “as armas da luz” fazendo nenhuma previsão para a carne para “não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.” Mas sim andar pela fé sendo guiados pelo Espírito, e “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” pois “o Justo viverá da fé“.

 

Esta exortação para que o povo de Deus para que ande pela fé do qual opera amor encontra-se por toda a parte no Novo Testamento sempre que a nova vida da fé nos é apresentada. Exemplo deste facto: Jesus diz em João 13:34-35 “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

 

Consideremos então este novo mandamento que nos é apresentado no Evangelho e a forma como ele se revela na nova vida de fé.

 

No começo do Evangelho segundo João o Senhor Jesus Cristo é introduzido como sendo o Verbo (Palavra) de Deus, Ele que é vida e a luz dos homens que brilhou nas trevas “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.”. Enviado aos Seus, os judeus mas eles não o receberam. Apesar do fervor religioso dos judeus, apesar de terem os padres a lei o templo e as promessas, eles por sua vez são representados em João capitulo 1 como estando nas trevas quando Cristo veio ao mundo, e eles não receberam Jesus Cristo a luz de todos os homens. Qual foi o grande resultado da iluminação religiosa dos judeus juntamente com o zelo pela lei de Moisés? TREVAS.

 

Mas Cristo é luz. E o Evangelho segundo João marca Cristo como sendo essa Luz. Este é um livro sobre a luz e sobre a vida eterna – Jesus Cristo.

Cristo é representado cheio de graça e verdade. E esta verdade é posta em contraste com a lei de Moisés em João 1:17Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.” É claro que há luz em Cristo da qual não foi revelada pela lei. Existia uma glória pela lei mas esta estava coberta pelo véu e ainda se encontra coberta em comparação com a glória de Cristo e só Cristo pode retirar esse véu que cobre os corações dos homens. A glória de Cristo ultrapassa a glória da lei pelo Evangelho do que a lei não é nada mais do que uma sobra dessa glória é como uma vela em comparação com o brilhar do sol.

 

Este mesmo exemplo é revelado por João 14 verso 6 do qual se lê, “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.“. Novamente podemos ver que Cristo é a vida. Cristo é a Palavra de Deus e as Suas palavras são vida, “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.” João 6:63 

 

Podemos então ver por este mesmo verso que existe algo diferente nas palavras de Cristo e nos Seus mandamentos – são palavras vivas e os mandamentos dão vida. São atendidos com poder. Porquê? Por causa de Cristo e quem Ele é – o Filho de Deus.

 

No capitulo 14 de João, Cristo demonstra este mesmo facto como sendo a revelação do Pai, que o Pai e Ele são Um só. “Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” 14:9

Aquele que acredita em Cristo acredita no Pai e aquele que rejeita o Filho rejeita o Pai. O Pai é glorificado no Filho, “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.14:13  

 

Desde o verso 16 até o verso 19 Cristo fala em enviar o Consolador, o Espírito da verdade, pois Cristo estava prestes a partir do meio dos Seus discípulos. E após a Sua partida o Espírito guiara o povo de Deus há verdade. Aqui neste mesmo capítulo temos uma grande revelação sobre a verdade de Um Deus em três pessoas. É neste contexto que lemos o seguinte:

 

Se me amais, guardai os meus mandamentos…  Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” João 14:15,21.

No verso 23 lemos, “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.” E no verso 24 “Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.”

 

A chave para se poder compreender o significado dos mandamentos e o que significa em os guardar é colhido no verso 26, onde o trabalho do Confortador é desenvolvido:

 

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”          

 

É este o guardar dos mandamentos de Cristo, tudo aquilo que Ele falou. É em os guardar em recordação para os ensinar para acreditar e consequentemente para andar neste mundo em obediência aquilo que Cristo revelou. O trabalho do Espírito Santo é ensinar-nos estas coisas e a nos trazer tudo há lembrança.

 

As únicas pessoas que irão guardar as palavras que Cristo falou e mandamentos que Cristo comandou são aqueles que têm o Espírito, que o receberam de Deus em fé. Mas nem todos os homens o têm, “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.14:17 

Os judeus que confiavam na lei e nela descansavam rejeitaram Cristo. Porque eles não conheciam o Espírito ou por Ele eram guiados há verdade; assim não acreditando nem recebendo as palavras de Cristo e muito menos guardando-as.

 

 

A conclusão dos mandamentos e palavras de Cristo é para nós amarmos Deus, amar Cristo e habitar Nele. Nós temos vida eterna por causa de Cristo. A união do Pai, filho e Espírito Santo é marcada em João 14 e a nossa união com Deus como sendo aqueles que guardam, acreditam, relembram dando reverência aos mandamentos de Cristo e palavras são representados no amor que temos para com Deus e os nossos irmãos.

 

Todas estas ideias de união e de murar em Cristo, no Seu amor na Sua luz, guardando, amando as Suas palavras de graça e verdade são desenvolvidas no capitulo 15 onde nós lemos sobre a verdadeira Vinha e os troncos. A nossa vida como crentes é extremamente ligada a Cristo. Nós somos os troncos e Cristo é a Vinha e sem Ele nada podemos fazer. Nós residimos em Cristo e no Seu amor e por isso amamos as Suas palavras, os Seus mandamentos – os guardamos. Como é dito em João 15:9-10Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.”

 

Se nós guardamos as palavras de Cristo, palavras de graça e de verdade nas nossas mentes e nos nossos corações, se nós habitarmos em Cristo então nós habitaremos no amor-perfeito de Cristo. Não há outro caminho para o qual nós possamos permanecer no amor de Cristo. E por amor nós fazemos de boa vontade tudo que Cristo nos pede. Nós amamos a Sua palavra a guardamos como se fosse um tesouro sem preço e acreditamos nessa palavra pela fé. Nós andamos pela fé que opera obras “obras de fé“. É tudo uma questão de habitar, de andar na luz que só aqueles escolhidos por Deus, nascidos do Espírito podem operar – pois eles têm vida eterna.

 

Esta é a mensagem de João – a luz brilhou nas trevas. Que Cristo é essa luz e que Ele revelou o Pai, que para amar Deus nós temos de estar nessa luz; que nós temos de compartilhar nessa vida; que nós temos de habitar no amor de Cristo; andar no Espírito e acreditar em Cristo pela fé. E é o trabalho e vontade de Deus que façamos isto – não da vontade do homem mas sim pela vontade de Deus.

 

São estas as verdades que o povo de Deus acredita. Que Cristo é a luz dos homens. Que ele é vida eterna. Que nós só podemos conhecer o Pai através do Seu Filho. Que todos aqueles que habitam em Cristo amam o Pai. Que Jesus têm a palavra da vida eterna. Estas palavras são o coração e matéria dos mandamentos mencionados no Evangelho segundo João e também os que são mencionados no seu epistolo.

 

O primeiro epistolo de João começa de uma forma similar ao Evangelho. Cristo é posto como sendo a Palavra da Vida, a vida eterna que é manifestada e a mensagem que João declara no verso 5 é “esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.“. Este verso, esta declaração é o que marca o tom do epistolo de João tal como o Evangelho por ele escrito. O crente é figurado como um que anda na luz, que habita em Cristo e aquele que têm o amor de Deus e assim guarda os mandamentos.

 

Estes são os mandamentos mencionados em 1 João 5:3 

 

Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.”

 

Que mandamentos são estes? A lei? Não porque nós que acreditamos regenerados pelo Espírito Santo estamos mortos para a lei pelo corpo de Cristo (Romanos 7). E estes mandamentos não são pesados em contra partida com os mandamentos da lei – eles eram pesados para os nossos pais de tal forma que eles não podiam aguentar o seu peso. Este leve fardo dos mandamentos de Cristo é mencionado em Mateus 11

 

Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mateus 11:27-30      

 

Quem são estes que são carregados com este fardo pesado? São todos aqueles que estão debaixo da lei que reconhecem que é um trabalho doloroso em tentar manter tudo que a lei demanda, que descobriram que o pecado dentro de si mesmos só multiplicava estando debaixo da lei e que ela os condenava que o que é bom e que aprovam não fazem mas o que eles não querem fazer fazem (Romanos7). Mas Cristo chama ao carregar do Seu fardo que ele é leve e fácil de se carregar. Este é o fardo dos Seus mandamentos que ao contrário do peso da lei é fácil de se suportar e não é doloroso tal como 1 João 5:3 diz.

 

Que mandamentos são estes? São aqueles mencionados por toda a parte no primeiro epistolo de João mas são sumarizados no capítulo 3 verso 23-24

 

E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento. E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.” 

 

Os mandamentos são sumarizados no acreditar no Nome do Filho de Deus, Jesus Cristo e amar-se uns aos outros. Como é que podemos fazer isto? Somente pelo trabalho do espírito. Ninguém sem operação e trabalho do Espírito garantindo o dom da fé poderá um dia acreditar.  E ninguém pode amar Deus ou os seus irmãos excepto o Espírito trabalhe e plante aquele fruto e aquele amor dentro do coração. Mas se o Espírito trabalhar então de bom agrado acreditamos em Cristo e o amamos e aos irmãos também. Nós habitamos em Deus e Deus em nós. Deus habita em nós pelo Espírito. Nós andamos na luz e não em nas trevas. Nós temos vida eterna. Nós acreditamos em todas estas coisas pela fé e pela nossa experiencia diária.

 

Tudo isto é o mesmo que foi ensinado no Evangelho segundo João capítulos 14 e 15. Este conector em habitar em Cristo e sendo guiado pelo Espírito á verdade e em guardar os mandamentos; em acreditar em Cristo ama-lo e aos irmãos é tão forte nestas passagens que quando habitamos em Cristo nós o amamos. Estes mandamentos, estas palavras de Cristo são palavras de vida – resultando nas coisas que são por Cristo comandadas.

 

Nada do que foi até agora dito tem a ver com a lei. Nem sequer é mencionada apesar de a vermos em contraste em João 1:17. Os mandamentos de Cristo para que nós acreditemos na Sua pessoa e obra – (fé) e para que o amemos e aos irmãos também certamente guiará a uma nova vida que realizará todos os comandos da lei. Mas note que de forma alguma comanda o crente de novo para Moisés ou para a lei. Pois isso seria receber de novo o fardo pesado que nós não o poderíamos carregar sobre os nossos ombros. Esses mandamentos da lei são dolorosos, pesados e eles trabalham ira como nós podemos ler no seguinte verso:

 

Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?”

 

 

Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.” Atos 15:10, 28-29

 

E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.” Romanos 7:9-11   

 

Mas os mandamentos de Cristo não são dolorosos pois eles são leves ao contrário dos da lei e esses que pertencem a lei nunca trouxeram luz mas sim deixaram os homens nas trevas. É debaixo do Evangelho e pelo Espírito que nós temos luz recebendo a vida eterna em Cristo, habitando no amor do Pai, Filho e Espírito pelo qual andamos na fé que recebemos pela oferta de Deus para sempre olhar para Cristo o Caminho a Verdade e a Vida. Guardando, acreditando e agarrando as palavras e mandamentos de Cristo e por Cristo amamos Deus e os nossos irmãos.

 

Em João 13:34-35 nós lemos:   

 

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”

 

Um novo mandamento? Sim mas é um comando que vem de antiguidade. Então qual é a razão de se chamar um novo mandamento? Porque apesar dos mandamentos de Cristo, fé e amor estes são a realização da antiga lei mas de qualquer forma eles são novos mandamentos, estes não são a lei mas sim o Evangelho. Eles são palavras de vida, palavras viventes, a ministraria da justiça, considerando o contraste com a Antiga Aliança (lei) que condenava todos que se encontravam debaixo do seu reinado lhes trazendo morte sendo uma ministraria de morte. Leia 2Coríntios 3.

 

Existe um enorme contraste entre os mandamentos da lei de Moisés e as palavras da vida pronunciadas por Cristo. Palavras estas cheias de graça e verdade que saiam dos Seus lábios. A lei demanda e comanda os homens a trabalhos sem providenciar qualquer habilidade para que esses o possam fazer.  Toda a habilidade tinha e tem de vir do homem. Mas o homem estando cheio de pecado e ele realiza-se incapaz não tendo em si qualquer habilidade para poder cumprir aquilo que lhe é comandado pela Lei. A lei é espiritual e o homem é carnal como pode um que é carnal guardar aquilo que é espiritual? É simplesmente impossível, a lei veio para que a ofensa se revelasse e a impureza do homem fosse posta em vista perante os olhos de Deus para que carne nenhuma se julgue capaz de fazer aquilo que só Deus pode. “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus.Romanos 3:19 foi para esta razão que a lei veio. Não para dar ou homem salvação mas sim para o condenar porque ele é pecador e tem orgulho no seu pecado.

O crente que ama os mandamentos se desejar os guardar encontra-se não só incapaz mas como também o bom que quer fazer não o faz. A lei simplesmente ateia o pecado que esta na carne deixando o homem completamente condenado pela lei. Leia Romanos 7.

 

As palavras de Cristo são vida. Elas são “as palavras da vida eterna“. Quando Cristo comanda poder é atendido ao comando da Sua palavra. Vida é derivada pela Sua palavra. Habilidade para fazer aquilo que é comandado é providenciado. Quando Cristo chamou o morto chamado Lázaro lhe disse “clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.” e Lázaro saio. Nada era esperado que Lázaro fizesse pois ele estava morto mas as palavras vindas de Cristo providenciaram vida. Quando Cristo comandou o homem enfermo que se encontrava perto do tanque “Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda” (João 5:8) “Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava.” estes são os comandos de Jesus Cristo, comandos que dão vida para o qual nós somos chamados para guardar.          

 

E quem é que guarda estes comandos? São todos aqueles discípulos que Deus chama deste mundo, acordados pelo Espírito, levados a vida pelo comando de Jesus Cristo. Naquele tempo em que Jesus ensinava as multidões e quando muitos deixaram de o seguir Jesus disse aos Seus discípulos o seguinte:

 

Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” João 6:67-69 

 

A quem devemos nós de ir? Cristo tem as palavras da vida eterna. Que o povo de Deus guarde as palavras de Cristo em fé, amor e em poder de uma vida sem fim.

 

Amem.

Trabalho de Ian Potts

Dezembro 10,2007

 

De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé…” Romanos 12:6

 

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.” 1Corintios 12:4-6

 

 

Introdução

 

No capítulo 12 de Romanos é nos considerados a caminhada dos crentes como membros de um só corpo em Cristo que andam neste mundo em fé e pela fé servindo uns aos outros na assembleia dos santos. Paulo encoraja-os afim de andarem na vontade de Deus, em humildade servindo uns aos outros e preferindo o próximo acima de si mesmo, (Romanos 12:10).

 

No verso 6 Paulo faz referencia aos vários dons recebidos de Deus para o Seu povo pela Sua graça em Cristo para que eles sendo diferentes membros mas de um só corpo possam servir uns aos outros e a Deus.

 

Noutra parte do Novo Testamento particularmente na primeira carta para Coríntios, Paulo escreve sobre os vários dons do Espírito que são oferecidos aos crentes e praticados nas várias igrejas. Alguns destes dons sendo miraculosos e outros nem tanto. Mas na carta para Romanos 12 a concentração é nos dons de profecia, ensino, exortativo, regra e misericórdia. Em contra partida na carta para Coríntios encontramos dons um pouco mais miraculosos tal como os de línguas e de curas. Podendo também ler na mesma carta os vários milagres efectuados pelos apóstolos durante o período da igreja do Novo Testamento.

 

Não há falta nos dias de hoje quem não se fascine com milagres até muitos que pertencem ao que se chama Reino Cristão. Estes são levados por estes acontecimentos de sinais, milagres e dons do Espírito desejando que o mesmo que aconteceu no princípio da Igreja aconteça novamente nos dias de hoje. Muitos dizem que só quando existe acontecimentos como os referidos é que nós podemos afirmar que o Espírito de Deus opera nas assembleias. Eles dizem que quando existe estas manifestações do Espírito que autentifica os seus ministérios e igrejas assim demonstrando o poder de Deus em obra.

Mas a pergunta é a seguinte: será esta afirmação por parte de alguns ou de algumas dominações cristas é verdadeira? Será verdade que só quando vemos milagres e sinais é que podemos afirmar que o Espírito trabalha?

 

Estas são perguntas de grande importância para qualquer crente em Deus.

Será verdade que estes sinais e milagres continuam nos dias de hoje como aconteceu no tempo dos apóstolos?

Será que os dons do Espírito continuam a ser entregues e exercitados nos dias de hoje ou será que terminou quando os apóstolos terminaram o seu tempo neste mundo e a igreja do novo testamento quando formada e assim pondo um fim aos dons? Talvez alguns dons vieram ao fim mas outros continuaram e se assim é quais são os dons que tiveram continuação até os dias de hoje? Pergunta. Qual é a sua forma e como é que se revelam estes dons?

 

A verdade seja dita, não importa aquilo que os homens dizem mas sim aquilo que a palavra de Deus diz. Se assim é então vejamos o que a palavra de Deus diz.

 

O Novo Testamento descreve vários dons do Espírito tais como o de profecia, línguas, curas e outros, (leia 1Corintios 12). Comecemos por considerar os dons do Espírito na sua continuação até os dias de hoje em primeiro lugar o dom profético. Em considerar particularmente este dom eu acredito que podemos extrair algumas conclusões correspondentes aos outros dons do Espírito que observamos nos dias de hoje.

 

 

A Inauguração da Nação de Israel e a Inauguração da Igreja do Novo Testamento       

 

Sinais e maravilhas foram usados por Deus quando Israel foi resgatada das garras e correntes de Egipto. Após esta maravilha e afim de marcar a sua libertação e a subsequente admissão a lei um período de 40 anos até que Israel passou o rio Jordão para a terra prometida, eles foram guiados por um pilar de nuvem e de fogo. Um período em que viram maravilhas tais como brotar da água da Rocha, alimentados pelo maná do céu e outros. Sinais que terminaram assim que o povo de Israel atravessou o rio Jordão durante muitos séculos até o tempo de Cristo. (estes sinais e maravilhas podem ser observado no livro de Moisés e referido noutras partes da Bíblia como referencias históricas desses tempos. Josué 5:6-12 informa do encerrar do maná. Leia Neemias 9:9-21, Salmos 78:1-32 99:6-7, 105:23-45, Isaías 48:21 e João 6).

Da mesma forma a inauguração do Novo Testamento foi demonstrada na beleza de muitos sinais e maravilhas e milagres. Dons especiais do Espírito marcando um tempo especial da historia da igreja até que as escrituras chegassem ou fim da sua produção e assim derrubar a necessidade de sinais e maravilhas. Sendo similar com o mesmo acontecimento do tempo de Moisés.

 

Durante 40 anos o povo de Israel observou sinais tais como o maná vindo do céu do qual foram alimentados enquanto caminhavam no deserto, da mesma forma no N.T Cristo ressuscita dos mortos e acende mais ou menos no ano 30DC. E no ano 70DC o templo de Jerusalém foi destruído um período de 40 anos do qual a igreja do N.T foi formada e o Evangelho anunciado aos gentios. Durante este tempo o povo de Deus foi alimentado pelo ‘Pão do Céu’ através do apregoar dos Apóstolos e por aqueles que na altura profetizavam pelo Espírito declarando a verdade do Evangelho de Cristo da forma como lhes era colocada em memória pelo Espírito até que toda a escritura fosse arranjada em papel, o que foi reunida não após muito tempo depois.

 

Profecia preferida acima de línguas     

 

Paulo na primeira carta para Coríntios discute os dons do Espírito e o seu uso para o reunir da igreja. Em verso 14 ele mostra como o dom de profecia é para ser desejado acima do dom de línguas. Porquê?

Porque o dom de línguas era somente beneficente para aqueles que falavam nessa língua guiados pelo Espírito o que para outros que não falavam nem compreendiam a língua só seria beneficiante se houvesse um intérprete para essas línguas pois se assim não fosse seria inútil.

 

“E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação.”14:4-5

Eu por isto me atrevo a dizer tal como Paulo “Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.”

 

Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?” 14;23

 

Note caro leitor a advertência de Paulo sobre o respeito das línguas aqui neste verso o que me leva a pensar e não só a pensar mas o que é verdade, que o dom das línguas era nada mais que outras línguas estrangeiras aos irmãos que se reuniam na igreja. “E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.14:27-28

Se não houver intérprete esses que falam em línguas estejam calados na igreja.

 

Paulo coloca uma forte ênfase e esta sendo positiva quando se refere ao profetizar muito mais do que dá ao dom de línguas. Porquê?

Porque a profecia é inteligível e beneficiaria á toda assembleia presente na igreja. Pois apresenta a verdade e edifica e por ela os segredos do coração são feitos manifestos a todos que ouvem. “Portanto, os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós” 14:25.

Tal como o apregoar do Evangelho faz nos dias de hoje.

 

Paulo coloca uma outra advertência. Ele declara que todas as coisas sejam feitas em ordem e aquele que profetiza o deve fazer com dois ou três “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.” (14:29) e que o Espírito dos profetas esteja sujeito aos outros profetas (14:32).

 

Porquê?

Porque na altura da igreja de Coríntios sendo esta uma das recentes igrejas do N.T as escrituras ainda não existiam na sua forma completa como temos nos dias de hoje. Certamente esses crentes teriam muito pouco onde poder certificar do que ouviam seria a palavra do Senhor e não fábulas de homens. Talvez poderiam ter até uma ou duas cartas do Apóstolos mas muito pouco mais do que isso. Eles não tinham as escrituras na sua forma completa e o pouco que tinham não teria na posse de todos os crentes. Não podendo apregoar com o uso da Bíblia Sagrada tiveram então de fazer uso da suas memorias relembrando o que ouviram pelos Apóstolos a respeito da verdade do Evangelho da forma como eram levados pelo Espírito. E é isto que é profetizar. E para assegurar os crentes do que ouviam na igreja era realmente o Evangelho, do Espírito e não erro, Paulo adverte todos aqueles que profetizam a o fazer em pares ou em três, afim de que cada um pudesse certificar-se da verdade daquilo que o profeta havia dito. Aliais mais ainda tudo que fosse dito por um teria de ser sujeito e certificado por outros profetas. Profetas dessa mesma igreja e também certificar se o que tinha sido profetizado correspondia com o que tinha sido escrito pelos profetas do A.T e com o pouco que tinham das escrituras do N.T. (cartas dos apóstolos)

 

Então profetizar pelo Espírito era realmente o apregoar do Evangelho nos dias em que não havia as escrituras facilmente acessível a todos (alguns pensam que o dom de profetizar têm algo haver com o ver de certos eventos futuros. Certamente existiu esse tipo de profecia porque a encontramos nas escrituras mas o dom mencionado na carta de Coríntios 14 está relacionado com o ensinamento da verdade. Isto pode ser provado pelo facto que este mesmo dom de profecia se encontra mencionado na carta para a igreja de Efésios 4:11-15 juntamente com outras instruções para pastores e professores. Todos estes ofícios foram dados para a edificação do corpo de Cristo tal como o dom de profecia referente na carta para Coríntios 14:3Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.”).

 

Por haver uma falta de escrituras na altura esses que profetizavam o faziam dirigidos pelo Espírito para trazer á luz a verdade que guardavam em memória que outrora ouviram dos Apóstolos mas também necessitando a colaboração de outros no que profetizavam como sendo verdadeiro ao Evangelho Apostólico, fiel á verdade que receberam dos Apóstolos e lhes fora ensinado. E fiel as escritura que possuíam. E quando o N.T foi completado na sua forma escrita tudo que haviam dito poderia ser aprovado como verdadeiro, fiel a palavra do Senhor.

 

Desde do estabelecimento da nova igreja que nós temos as escrituras completas. Estas são agora acessíveis nas igrejas. A profecia pelo termo encontrado na carta para Coríntios 14 continua como o apregoar sem que haja a necessidade de ter dois ou três apregoando ao mesmo tempo para que possam colaborar no que é dito. Pois podemos agora comparar o que é ensinado pelo pregador (pastor, professor) com o que está na Bíblia certificando se esse que profetiza o faz pelo Espírito de Deus ou pelo espírito de erro. Qualquer coisa que seja anunciada pelo Espírito terá pleno acordo com o que está na Bíblia e não será uma nova revelação fora do seu contexto nem do que lá já se encontra.

 

Agora que as escrituras se encontram completas já não há necessidade de dons especiais do Espírito, tais como o de línguas e o de profetizar pelo Espírito (sem as escrituras), deixou de existir. Agora profetizar continua sim mas na forma de apregoar o Evangelho pelo Espírito pela palavra de Deus. O Espírito sempre que profetiza o faz de acordo com a palavra, tal como outrora antes de ter sido gravada na sua forma escrita o fez em pleno acordo e agora apesar nos dias de hoje a palavra ter sido gravada na Bíblia Ele ainda se manifesta fiel e de acordo pois Deus nunca muda o mesmo ontem, hoje e amanha. Tal como diz em João 14:26

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”

 

E em João 15:26.Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.”

 

Podemos observar através destes dois versos que aquilo que o Espírito trás á lembrança é as coisas que dão testemunho e credibilidade a Cristo. Testemunho este que nos dias de hoje está de acordo com as escrituras e nelas se encontra – não havendo nenhuma outra revelação a respeito de Cristo e da Sua doutrina que se encontre fora dessas mesmas escrituras.

 

Com a inauguração da igreja do N.T imensos milagres ocorreram em parte similar com os do A.T. estes milagres eram evidentes tais como os de curas efectuados pelos Apóstolos mostrando a presença do Senhor na igreja de uma forma poderosa. Estas revelações na sua forma exterior mostrava o poder de Deus no desenvolver e estabelecimento da igreja do N.T. Eis que os dons do Espírito tais como os de profecia e línguas nessa época eram usados a fim de guiar e edificar o povo de Deus.

 

Assim que a igreja do N.T foi estabelecida e as escrituras vieram á sua realização a necessidade de haver sinais e maravilhas do Espírito na sua forma exterior chegou ao fim, contudo Deus continuou a trabalhar desde desse tempo mas a partir desse ponto trabalha numa forma interior através do apregoar do Evangelho. Resultado desse trabalho é o Nascer de Novo pelo poder do Espírito, Baptismo Espiritual. Este trabalho de Deus não deixa de ser menos miraculoso como os outros que atrás referi. Continua a ser um trabalho mas agora um que por natureza é interior – no coração e na consciência do crente em Deus em Cristo. O apregoar do Evangelho de Cristo pela operação do Espírito resulta no ressuscitar de homens mortos em ofensas e pecados para a vida em Cristo dando-lhe um coração e um espírito novo e fé para que ele possa acreditar e descansar no trabalho realizado por Cristo pela Sua morte na cruz para salvar pecadores. Este trabalho do Espírito é poderoso e miraculoso na sua forma interior – dentro do homem, no seu coração e não numa forma exterior.

 

Contudo o que mais fascina ao homem carnal é os milagres exteriores. As pessoas gostam de ver milagres na sua forma carnal e com o seu entender humanístico porque estes não requerem fé. Se são exteriores eles demonstram algo sobrenatural e assim providenciando a prova que o homem carnal gosta e requer afim de poder acreditar em algo pois nada mais o poderá satisfazer porque ele está vazio interiormente. Sem fé não consegue acreditar em milagres que se manifestam interiormente nem muito menos coisas do Espírito pois as coisas do Espírito de Deus são entendidas espiritualmente. Mas os Cristãos caminham neste mundo pela fé e não pelas provas. A fé acredita em coisas que não podem ser observadas com os olhos carnais, (Hebreus 11).

 

Por toda a história Deus usou milagres que se pode observar na sua forma exterior pois é dessa forma que Deus indica um grandioso evento (o começo de um trabalho) prestes a ocorrer. Deus o faz com grandes milagres e sinais, sinais tais como a da libertação do povo de Israel do domínio do Egipto, e novamente quando se deu ao começo da igreja do N.T pela chegada do Messias e pouco depois todas as obras efectuadas pelo Espírito na altura dos Apóstolos. Isto ocorreu para demonstrar ao mundo incluindo os ateus que Deus foi o autor e realizador desse sinal ou milagre e que Deus se encontra em obra (exemplo. Cristo veio á semelhança da carne). E assim que esse trabalho fosse feito manifesto e o testemunho gravado nas escrituras acorre-se uma continuação desse mesmo trabalho de Deus mas passa a ser através do Seu Espírito numa forma mais reservada e escondida, no reino do coração dos homens.

 

Guia Profético em Contraste com o Ensinamento do Espírito e Dom Profético                                                                                                       

 

Eu realcei a natureza do dom profético que se encontra na carta de Coríntios verso 14 como sendo um dom de ensinamento. Alguns podem questionar se todo o dom profético se encontra originado pelo dom do ensinamento; referindo-se aos vários exemplos de profecia encontrados no N.T. exemplos tais como os que se encontram no livro dos Atos dos Apóstolos dos quais pertence a uma natureza profética – adivinhar certos eventos. Por exemplo: Atos 21:10-11 podem ler sobre a advertência do profeta Ágabo quando ele avisou Paulo sobre a sua intenção de ir a Jerusalém porque lá os judeus o iriam perseguir.

 

É verdade que profecias como esta se encontravam na igreja do N.T mas de qualquer forma este tipo de profecia não é o que Paulo descreveu na carta para Coríntios capítulo 14 como sendo relacionada ao dom profético do Espírito. O contexto é diferente e também não se assemelha ao padrão marcado por Paulo no capítulo 14.

 

Por declarar que o dom profético encontrado na carta para Coríntios descreve-se como sendo um dom de ensinamento por natureza eu não afirmo que este era o único tipo e forma de profecia encontrado no tempo dos apóstolos. É verdade que existia várias feições de profecia no N.T que são evidentes na sua natureza profética. Durante os recentes dias da nova igreja existia vários profetas que profetizavam pelo Espírito numa forma futura como também existia profetas que profetizavam na assembleia dos santos pelo Espírito afim de ensinar o Evangelho de Cristo. Duas formas de profetizar ambas pelo Espírito que ocorreram nesses tempos.

 

Muitos dos exemplos que nós encontramos no profetizar de eventos futuros no livro de Atos são simples eventos por si, eventos que demonstram como o Senhor guia o seu povo neste mundo; através de sonhos ou pelo Espírito. Exemplo, quando o Espírito do Senhor guiou Filipe para se aproximar da carroça do ‘etíope eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros,’que ‘e tinha ido a Jerusalém para adoração,’. Como vemos este tipo de condução do Espírito não se assemelha a uma profecia futura mas sim presente para o ensinamento dessa mesma alma que procurava encontrar o Senhor. O eunuco ‘tinha ido a Jerusalém para adoração,’ no seu regresso encontrava-se assentado no seu carro lendo o profeta Isaías. ‘E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.’

 

Da mesma forma quando o anjo apareceu a ‘Cornélio, centurião da coorte chamada italiana’ ou quando o Senhor falou a Paulo por meio de visões. Outro exemplo específico; profetas que tenham recebido uma mensagem do Senhor, “E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.” (Atos 11:28). Mas vejamos algo importante nos dias de hoje que me levam a deduzir que muitos se esqueceram ou simplesmente fecham os olhos á verdade.

 

Note que nenhum dos exemplos referidos foram retirados enquanto a igreja se reunia para o serviço ao Senhor nem quando dois ou três profetas se levantavam nessa mesma assembleia na duração do culto para profetizar para o avanço do ensinamento e edificação do povo de Deus. Pode ser argumentado que quando Ágabo declarou a sua mensagem (profecia) sobre a fome que haveria de vir esta foi entregue enquanto os crentes se reuniam em culto, todavia este argumento não só se encontra fraco como o contexto em si e também não se encontra claro sendo assim uma pobre base de argumento por parte de muitos.

 

Podemos então deduzir que nenhuns dos exemplos referidos no N.T acerca de profecias futuras se assemelham ao que Paulo descreveu na primeira carta para Coríntios 14 quando ele dá coragem para que seja feito sempre quando os crentes se reúnem em culto.

Aquilo que Paulo adverte aos Coríntios especialmente nos capítulos 10-15 é sobre o Corpo de Cristo e como se deve construir para a sua edificação. Não é coincidência que o assunto sobre os dons do Espírito tais como os de línguas e de profecia são tratados no epistolo que foi escrito por Paulo para a igreja que mais se tinha pervertido na sua forma carnal onde fornicação e outros pecados ocorriam sem qualquer supervisão, onde a Seia do Senhor era abusada etc. Esta era uma igreja obcecada com coisas carnais e por isso deslumbrada com coisas espirituais que se mostravam numa forma exterior e em manifestações sobrenaturais. Os coríntios pensavam que a maior elevação espiritual que alguma vez poderiam atingir seria em falar em línguas ou em dar revelações proféticas. Mas Paulo trata esta paixão dos coríntios sobre coisas exteriores não de uma forma regida proibindo o seu uso mas sim numa forma gentil conduzindo a igreja aquilo que é melhor e necessário, aquilo que edifica e constrói a igreja. E isso é o Evangelho de Cristo. Podemos observar uma progressão desde capítulo 12 onde o Corpo e os seus membros são realçados através de uma ênfase no amor no capítulo 13 (o dom quando prevalente ultrapassa todas as falhas na igreja), através da profecia ser mais preferida do que línguas, capitulo14, (Porquê? Porque através desse dom a igreja é edificada ganhando coragem e é confortada. Sendo construída no Evangelho de Cristo – aprendendo pelo Evangelho) através do capítulo 15 onde Paulo novamente discute o Evangelho e como a igreja deve “Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.” 15:2. Isto leva-nos a verdade sobre a ressurreição dos mortos.

                              

O ponto central é que o capítulo 15 coloca uma ênfase sobre aquilo que Paulo já tinha interiormente ensinado aos coríntios e que novamente o afirma. O evangelho de Cristo

Aquilo que declara que Cristo é o poder de Deus – “Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.” Coríntios 1:24. É esta verdade que deve permanecer na mente dos coríntios e de todos os crentes em Cristo, tal como se declara em 14:36 ‘a palavra de Deus veio aos coríntios através do anunciar do Evangelho de Cristo por Paulo’ “Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?“. O que eles deviam de profetizar nas suas assembleias era as verdades que se encontravam nas suas memórias por aquilo que Paulo lhes ensinou anteriormente, depois o Espírito trás novamente há memória dos profetas essas mesmas verdades que por sua vez eles devem de falar conforme o Espírito os guia nas assembleias; por dois ou três. Paulo ‘recebeu’ estas verdades de Deus e as entregou a igreja em Coríntio (15:3). Da mesma forma há-de os profetas de falar essas coisas que lhes foram reveladas e recebidas (14:3) pelo Espírito. Sendo estas verdades que Paulo outrora recebera do Espírito e anunciou as igrejas.  

 

Que verdades são estas? 1Coríntios 15:3-11 diz nos…

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

 

E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze.

Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também.

Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos.

E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.

Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.

 

Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim haveis crido

E assim somos levados a fazer um circulo completo até chegar ao principio do epistolo capitulo 1:4 “Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo.”

 

Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.” 1:23.

 

“Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.” 2:2.

 

O ponto principal de toda a carta é Cristo Crucificado. O Evangelho. 

Isto é o que a profecia do capítulo 14 se refere – o Evangelho de Cristo. É por isso que Paulo oferece coragem ao seu uso. E neste sentido ainda prevalece até mesmo nos dias de hoje porque anunciamos e ensinamos o mesmo Evangelho das escrituras pelo Espírito.

 

Tal como foi mencionado anteriormente, a profecia mostrando-se na sua forma sobrenatural juntamente com sinais e maravilhas foi requerida no tempo do inicio da Nova Igreja por duas razoes.

 

  • 1. Para demonstrar em poder a formação da Igreja, que Cristo veio, morreu e ressuscitou novamente e que o Espírito foi dado ao povo de Deus na igreja. Debaixo do ensinamento e doutrina dos Apóstolos a Igreja de Cristo foi estabelecida testemunhada por sinais e maravilhas na sua forma exterior.

 

  • 2. Profecia pelo Espírito foi necessária pela falta da escrituras na sua forma completa em ordem de poder construir a igreja nas doutrinas de Cristo. Após a completação das escrituras ‘profecia’ continuou como um normal anunciar do Evangelho e ensinamento pelas escrituras sendo estas abertas pelo Espírito. Tal profecia e ensinamento persistem a ser e sempre serão um dom do Espírito de Deus que assim assegura que o Evangelho não venha “somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza” (1Tessalonicenses 1:5), sendo esta profecia inteiramente baseada nas escrituras e não em revelações exteriores.

 

Assim após o estabelecimento da Nova Igreja e as escrituras se encontrarem na sua forma completa a necessidade do contacto directo e de dons sobrenaturais do Espírito, (sinais e maravilhas) terminaram tal como no tempo de Moisés. O Espírito continuou a trabalhar mas numa forma mais reservada e interior, nos reinos dos corações dos homens. Nós ainda temos o anunciar do Evangelho de Cristo na igreja mas não profecia pelo Espírito. Continuamos a ser guiados por Deus, pelo Espírito nos seus vários sentidos mas não da mesma forma directa sobrenatural de outrora como visto no principio da Nova Igreja do N.T. (pelos menos isto não é norma. Pode ter sido no passado mas agora já não é necessário tendo Deus como nosso guia, guiando o Seu povo a verdade. Em primeiro lugar pela Sua Palavra e segundo pelo anunciar, apregoar da Sua palavra pelo Seu Espírito).

 

Outros Dons do Espírito               

 

Claro que existem vários outros dons do Espírito, profecia é simplesmente um de muitos. Exemplos deste facto que podemos ler em 1Cor’intios 12:4-12 …

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.”

 

Ultimamente todos estes dons do Espírito têm um só propósito – a edificação do Corpo de Cristo. Existe um Corpo com muitos membros e muitos diversos dons oferecidos a esses membros mas todos os dons são dados que o corpo seja edificado, fortalecido, erguido e elevado na sabedoria de Deus. É nesta luz que devemos considerar esses dons e a forma como eles se manifestam e são usados nos dias de hoje. São os dons que nós vemos nos dias de hoje nas igrejas usados para a edificação do corpo através da verdade, pela proclamação da palavra pelo alimentar desse corpo em Cristo ou será que conduz e vira as atenções para com o homem invés de Cristo e excita a carne invés de apontar os olhares para o Salvador?

 

Eu acredito que qualquer continuação de profecias nos dias de hoje terá de se encontrar em acordo com a palavra escrita de Deus do qual se encontra completa pois não existe nenhuma outra nova revelação que se encontre fora das escrituras. Isto não significa que temos de negar a continuação dos dons do Espírito – de forma alguma – mas ao mesmo tempo temos que compreender e entender que as manifestações dos dons na sua forma exterior serviram a sua causa e propósito durante as primeiras épocas da Nova Igreja. Então se assim é os mesmos princípios que julgamos o dom profético podemos julgar todos os outros dons do Espírito, tais como os de curas. Existe um dom de cura que continua a trabalhar nos dias de hoje mas este trabalha através do Espírito sobre os corações dos homens na sua forma interior através do ouvir do Evangelho que caracteriza o trabalho do Espírito.

 

Eu acredito que o dom de cura que vemos nos dias de hoje é aquele que edifica o corpo de Cristo – a igreja. Este é um dom de cura que vem através do ouvir do anunciar do Evangelho de Cristo e Ele Crucificado providenciando a verdadeira cura nas almas do povo de Deus que os traz para a paz para com Deus. Cura que lava o povo de Deus dos pecados trazendo-os unidos na fé. Quantas vezes vêem o contrário de união? Imensas feridas e mágoas criando separação entre irmãos? O quanto é maravilhoso saber que Deus nos envia este dom de cura afim de os curar das feridas e fortalecer o Corpo de Cristo no meio da batalha espiritual que o seu povo se encontra com os inimigos da fé.

 

Será que nos é garantida a palavra do Espírito nos dias de hoje? Claro que sim. A palavra de sabedoria? Sim. Fé? Também. Dons de cura? Claro mas na sua forma interior, espiritual por natureza para a edificação e cura do Corpo de Cristo. Milagres? Novamente afirmo que sim, em termo espiritual e interior pois eu digo; que grande milagre é a conversão de um pecador para a vida em Cristo pelo poder da palavra do Senhor, pelo poder do Evangelho. Este sim é um milagre e todos aqueles que são enviados para apregoar o Evangelho podem fazer mais nada do que olhar e maravilhar-se pela demonstração do poder de Deus virando homens do caminho das trevas para Cristo o caminho da luz e vida eterna. E outro dom tal como o de discernir os espíritos? Sim este também contínua nos dias de hoje pois nós devemos de testar os espíritos e como agora nós temos as escrituras completas, nós devemos sempre de comparar aquilo que os homens dizem com aquilo que está gravado nas Escrituras Sagradas. E o dom de línguas e de interpretação? Tal como anteriormente foi mencionado por Paulo. Paulo dá mais ânimo a profecias do que ao uso de línguas e mais ainda adverte que ambos os dons são um meio de realçar a verdade do Evangelho para a edificação do Corpo de Cristo. Isto continua nos dias de hoje mas no anunciar e apregoar da palavra que se encontra gravada nas Escrituras Sagradas. E sobre milagres na sua forma visível e exterior? Tal como já referi anteriormente. Sinais e maravilhas fizeram parte da inauguração da igreja do Novo Testamento. A igreja tendo sido estabelecida sobre o ministro Apostólicos foi testemunhada pelas demonstrações do poder de Deus mas agora já não existe a necessidade de se mostrar o trabalho do Espírito com demonstrações exteriores. O trabalho do Espírito é de dar testemunho de Cristo numa forma interior, no coração e este trabalho contínuo até nos dias de hoje sobre o anunciar do Evangelho. Um ministério não menos miraculoso do que os dos tempos dos apóstolos mas um que se preocupa em revelar a verdade de Cristo aos olhos da fé invés de se revelar aos olhos carnais.

 

Conclusões

 

Em sumário se é que se pode mostrar que o maná oferecido ao povo de Israel continua a ser oferecido desde do tempo de Moisés até a segunda vim de Cristo ou que Israel continua ser guiada pelo pilar de nuvem de dia e de fogo pela noite, então o procedente para a continuação de milagres de uma forma exterior tais como os dons de profecia (por exemplo da maneira que o espírito inspira revelações sem a bíblia) seriam encontrado. Mas eu não acredito que o precedente possa ser revelado nem provado. Por esta razão se conclui que os dons exprimidos na sua forma exterior, sinais e maravilhas terminaram assim que a Nova Igreja foi colocada sobre os Apóstolos sendo este facto como uma figura da Antiga Israel. Me parece certo em considerar que o trazer da Igreja do N.T sobre os Apóstolos foi de grande importância. E ainda, se uma pesquisa fosse feita á história da igreja no tempo dos Apóstolos até ao presente se poderia demonstrar que o que tudo que afirmo neste artigo é verdadeiro.

 

             Que o Senhor se agrade em nos dar o dom de discernir os espíritos nestes dias de muita confusão para que possamos saber o que é realmente do Espírito de Deus e o que é do espírito de erro. Que nós possamos reconhecer que existes diversidades nos dons do Espírito e diferentes administrações (por exemplo ver e discernir os tempos de hoje dos tempos Apostólicos) mas de qualquer forma “o Senhor é o mesmo” (1Coríntios 12:-6)

 

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos

 

Que Deus se agrade em nos dar fé para seguirmos o Senhor Jesus Cristo neste vale de escuridão neste deserto em que o inimigo (o espírito de erro) nos atormenta por todas as frontes. Que Deus nos de força e coragem para seguir Cristo da forma como Ele é revelado pelo Espírito de Deus através do Evangelho de Cristo e da forma como Cristo se encontra nas Sagradas Escrituras. E que Deus pela Sua força e sabedoria nos leve a procurar aquela verdadeira realidade do trabalho interior do Espírito nos nossos corações e nos revele o contraste com a falsa religião exterior que parece ser tão popular nos nossos dias. Que por sua vez agrada a carne pelo fascínio usual do sobrenatural, superficial e espectacular. Que nós sejamos encontrados entre aqueles que andam pela mesma fé de Cristo e não por provas, tal como Abraão que olhava para uma terra que lhe tinha sido prometida por Deus uma terra não deste mundo carnal e maligno mas sim uma terra no Reino do Céus e não um país ou coisas terrestres mas tal como Abraão que Deus nos faça andar neste mundo como peregrinos desconhecidos e desligados deste mundo maligno. Que Deus nos dê força para correr esta corrida que se encontra a nossa frente sempre olhando para Cristo o autor e realizador da nossa fé. Que nós sejamos encontrados entre aqueles que encontraram e conseguem distinguir que o poder de Deus e que o Seu poder não repousa em milagres exteriores mas sim no Evangelho de Cristo (Romanos 1:16). E que toda a gloria seja dada ou Senhor Jesus Cristo do qual o Espírito foi enviado para testemunhar e honrar através do anunciar do Evangelho de Cristo, que foi e é o poder de Deus para a salvação.

 

Amem.